Battle Royale
| Battle Royale | |
|---|---|
| バトル・ロワイアル (Batalha Real) |
|
| Gênero | Aventura, Drama, Horror, Ficção científica |
| Mangá | |
|---|---|
| Autor | Koushun Takami (história) Masayuki Taguchi (arte) |
| Editora(s) | |
| Revista | |
| Data de publicação | Novembro de 2000 – Janeiro de 2006 |
| Volumes | 15 |
| Filme Batalha Real (BR) Battle Royale (PT) |
|
|---|---|
| Ano de lançamento | 2000 |
| Cor | cor |
| Duração | 114 minutos 122 minutos (Versão do diretor) |
| Diretor | Kinji Fukasaku |
| Estúdio | Toei Company |
| Elenco | Mostrar lista
|
| Roteiro | Kenta Fukasaku |
| Gênero | Drama, Thriller, Ação, Terror |
| Projeto Animangá · Portal Animangá | |
Battle Royale (バトル・ロワイアル Batoru Rowaiaru) é um livro de Koushun Takami publicado no Japão em Abril de 1999, tornando-se um dos mais vendidos e controversos romances no país. O livro foi mais tarde adaptado ao cinema num filme igualmente popular e controverso (originando ainda uma continuação: Batoru Rowaiaru 2: Chinkonka / Battle Royale II) realizado por Kinji Fukasaku e estreado a 16 de dezembro de 2000. Foi ainda criada uma adaptação para mangá em 15 tomos.
Índice |
Versões do livro[editar]
- (ISBN 4-89392-958-5) versão original em japonês, de 1999.
- (ISBN 1-56931-778-X) versão americana em inglês, da editora Viz.
- (ISBN 0-57508-049-3) versão britânica de 2007, da editora Gollancz.
- (ISBN 3-453-67519-3) versão alemã da editora Heyne.
História[editar]
Tanto no Livro, Mangá e no Filme a história básica é a mesma:
Num futuro não muito distante, os rebeldes, devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e seus danos sociais, obrigando o governo a aprovar uma lei conhecida como ATO BR, a lei consiste em sortear uma classe de estudantes para participar de um jogo onde a principal regra é matar uns aos outros até restar apenas um. O governo diz que o motivo do jogo é cumprir uma demanda social, mas a verdade ninguém sabe.
São escolhidos jovens entre 15 e 16 anos para serem levados ao local onde ocorrerá o jogo (uma ilha (chamada Okishima e aparentemente baseada em um lugar real, uma ilha da prefeitura de Kagawa a sudoeste de Shodoshima. A ilha é o local onde acontece a história relatada no mangá, porém o local não era fixo, tendo outros locais sendo utilizados para a execução do programa). Logo no inicio do mangá, já vemos a vencedora de um jogo anterior - uma garota que enlouqueceu logo depois de concluir o jogo.
A premissa, por si só, já é impressionante. O desenvolvimento da história é ainda mais.
Logo que o "jogo" começa, podemos verificar os mais variados tipos de comportamento. Muitos dos jovens, pressionados pelo terror psicológico imposto pelas circunstâncias do programa, deixam de lado muitos de seus princípios e partem para a mais básica forma de preservação da vida; a violência. No entanto, alguns deles conseguiram manter seu lado "racional" ativo, controlando seus impulsos bestiais e tentando pensar em maneiras de superar aquela situação desesperadora. Alguns tentam fazer sozinhos, outros pensam no próximo e buscam a união dos alunos como meio de sobrevivência e superação das adversidades.
Observando-se a variação de sentimentos e atitudes da própria raça humana, muito bem apresentada e desenvolvida por Takami, podemos esperar os mais variados desfechos possíveis para a trama, tornando-a irresistivelmente imprevisível. Cada personagem tem uma peculiaridade que o torna único e, ao mesmo tempo, muito próximo de qualquer um que venha a ler a obra. Esta variação permite a identificação do leitor com qualquer uma das personagens, o que aumenta ainda mais a vida-útil de sua trama.
Personagens[editar]
Alunos: 3 ano B
- #01: Yoshio Akamatsu
- #02: Keita Iijima
- #03: Tatsumichi Ooki
- #04: Toshinori Oda
- #05: Shogo Kawada
- #06: Kazuo Kiriyama
- #07: Yoshitoki Kuninobu
- #08: Yoji Kuramoto
- #09: Hiroshi Kuronaga
- #10: Ryuhei Sasagawa
- #11: Hiroki Sugimura
- #12: Yutaka Seto
- #13: Yuichiro Takiguchi
- #14: Sho Tsukioka
- #15: Shuya Nanahara
- #16: Kazushi Niida
- #17: Miutsuru Numai
- #18: Tadakatsu Hatagami
- #19: Shinji Mimura
- #20: Kyoichi Motobuchi
- #21: Kazuhiko Yamamoto
Alunas: 3 ano B
- #01: Mizuho Inada
- #02: Yukie Utsumi
- #03: Megumi Eto
- #04: Sakura Ogawa
- #05: Izumi Kanai
- #06: Yukiko Kitano
- #07: Yumiko Kusaka
- #08: Kayoko Kotohiki
- #09: Yuko Sakaki
- #10: Hirono Shimizu
- #11: Mitsuko Souma
- #12: Haruka Tanizawa
- #13: Takako Chigusa
- #14: Mayumi Tendo
- #15: Noriko Nakagawa
- #16: Yuka Nakagawa
- #17: Satomi Noda
- #18: Fumiyo Fujiyoshi
- #19: Chisato Matsui
- #20: Kaori Minami
- #21: Yoshimi Yahagi
Shuya Nanahara é um garoto comum que está no 3° ano. Ele vive em um orfanato, junto com seu melhor amigo, Yoshitoki Kuninobu. Eles têm uma vida normal, estudam na mesma escola, conversam com os amigos, resumindo, tudo o que qualquer outra pessoa faça.
O dia da "Viagem dos Sonhos" está chegando e Shuya e Yoshitoki estão muito empolgados com a viagem. Até que o tão esperado dia chega.
A viagem prossegue normal, até certo ponto. De repente, todos os alunos dentro do ônibus começam a dormir.
Quando eles acordam, estão em uma sala de aula e percebem que estão com uma espécie de coleira no pescoço.
Quando percebe que os alunos acordaram, um homem chamado Yonemi Kamon (no mangá - personagens similares com outros nomes ocupam o mesmo papel no livro e no filme) diz que todos irão participar de um jogo legal. Um jogo onde alguns formarão bandos, outros preferirão ficar sozinhos, alguns desconfiarão de todos, outros continuarão acreditando nas pessoas e alguns ficarão loucos. A sala do 3° ano B foi escolhida para "O Programa".
A coleira que eles usam possui um localizador e os alunos não conseguem retirá-la. Portanto, se eles tentarem fugir da ilha, o governo saberá.
Se em 72 horas sobrar mais de um aluno vivo, a coleira de todos explodirá, e assim, O Programa não terá nenhum vencedor.
Como os habitantes da ilha foram expulsos, os alunos tem a ilha inteira só para eles, ou seja, eles podem ficar em casas, apartamentos, lojas, mas os telefones estão desligados. Logicamente, muitos pensaram em se esconder nas casas e ficar lá para não ter que matar e muito menos morrer. Mas isso não é possível, pois a ilha foi dividida em Quadrantes. A qualquer momento pode acontecer de um ou mais quadrantes serem designados como áreas proibidas, obrigado os alunos lá localizados a saírem rapidamente. Yonemi Kamon informará os alunos por um alto-falante quando um quadrante se tornar proibido. Se o aluno não sair da área proibida, sua coleira vai explodir. A única coisa que os alunos recebem é um kit de sobrevivência que contém água, um pouco de comida e uma arma. As armas recebidas têm a ver com a capacidade de sobrevivência de cada um: para gerar equilíbrio, os mais cotados para ganhar o jogo recebem armas piores. Porém, como Yonemi Kamon falou, isso de nada adianta, pois os melhores invariavelmente ganham o jogo. Como exemplo, temos Kazuo Kiriyama, que recebe uma faca pequena no início, mas pouco depois mata membros de sua gangue e assim consegue uma arma automática.
Shuya promete a si mesmo proteger Noriko Nakagawa, a garota por quem Yoshitoki é apaixonado e luta em impedir que ela morra enquanto também tenta convencer os demais alunos a não jogar o jogo. Outros personagens são: Kazuo Kiriyama, um líder de gangues impiedoso que se entregou ao jogo, Shogo Kawada, um aluno misterioso que se transferiu para a classe de Shuya e Shinji Mimura um aluno rebelde que arma um plano para fugir da ilha prejudicando o governo. Dentre outros vários estudantes que são mostrados na ilha.
Filme[editar]
Existem dois filmes de Battle Royale: Battle Royale I : Survival Program e Battle Royale II: Requiem.
Battle Royale I: Survival Program
"No início do milênio a nação entrou em colapso. Com uma taxa de desemprego de 15%, dez milhões não tinham emprego. 800 mil estudantes boicotaram a escola. Os adultos perderam a confiança e, temendo os jovens, aprovaram, conseqüentemente, a Lei da Reforma Educacional do Milênio, também conhecida como Lei Battle Royale"
A Turma B é levada para uma ilha e obrigada matar uns aos outros com um tempo de 3 dias. Diferente do mangá, o responsável pelo Battle Royale é Kitano, que foi o professor que deu aula para a Turma B há um ano atrás.
Battle Royale II: Requiem
"O mundo agora está na época do terrorismo. O líder, Shuya Nanahara, da organização anti-BR Wild Seven' é procurado por seus atos. Os adultos começaram um novo jogo por 'justiça'. 'Nova medida contra-terrorista alternativa' Codinome BR II."
"O sinal foi dado. Nós nunca esqueceremos dos adultos, que nos fizeram matarmos uns aos outros. Deixe-nos levantar, e lutarmos juntos. Nós estamos declarando guerra contra todos os adultos." - Shuya Nanahara.
A história acontece 3 anos depois do primeiro filme. Em Battle Royale II, alunos de uma turma da escola de ensino médio Shikanotoride (dentre esses alunos, Shiori Kitano, a filha do professor Kitano, que foi o responsável pelo último BR) são mandados para o BR II. O objetivo não é os alunos matarem uns aos outros, e sim matar o líder da organização anti-BR, Shuya Nanahara. O jogo é feito em duplas: garoto n° 1 e garota n° 1, garoto n°2 e garota n°2,e por aí vai. Só que, um parceiro não pode ficar mais de 50 metros longe do outro, se não a coleira dos dois explode. E também, quando um da dupla morre, a coleira de seu parceiro automaticamente explode.
No Brasil[editar]
O mangá começou a ser publicado no Brasil pela Conrad no final de 2006. Pelo menos 12 volumes (de um total previsto de 15) foram publicados. No entanto, em novembro de 2007 foi interrompido o lançamento de novas edições- o que persistiu até julho de 2011, quando a Conrad surpreendeu com o lançamento do volume 13 da obra. O volume 15, e último, foi lançado em Novembro de 2011 concluindo de vez a publicação do mangá no Brasil.
O filme foi rebatizado como Batalha Real e lançado no início de 2007 pela Visual Filmes.
Curiosidades[editar]
Chiaki Kuriyama, umas das atrizes que aparece em Battle Royale, aparece em Kill Bill como Gogo Yubari.
Takeshi Kitano faz o papel do "Professor Kitano", o equivalente no filme a Yonemi Kamon no mangá e Kinpatsu Sakamochi no livro.
O ator que interpreta Nanahara, também foi Light Yagami no filme baseado no mangá "Death Note".
Na continuação do filme, Kinji Fukasaku, faleceu e quem concluiu seu trabalho foi seu filho, Kenta Fusaku.
Sequências[editar]
O livro original foi adaptado para um filme (produzido em 2000) e depois para uma série de mangá. Além dessas três versões do que é essencialmente a mesma história com leves mudanças, foram feitas duas sequências.
- Battle Royale 2: Chinkonka (Requiém), o segundo filme, não foi bem aceito pela crítica como o primeiro. A história é uma sequência dos eventos do primeiro filme Battle Royale e se passa anos depois, com situações novas envolvendo alguns personagens do primeiro filme.
- Battle Royale 2: Blitz Royalle é uma obra muito recente em mangá que conta uma nova história com a mesma premissa básica de Battle Royale, mas personagens e situações diferentes. Os criadores são Koushun Takami e Hitoshi Tomizawa, que cuida da arte.
Referências
Ligações externas[editar]
- Página da Visual Filmes sobre o DVD de Battle Royale ("Batalha Real")
- (em inglês) Internet Movie Database : Batoru rowaiaru/Battle Royale e Batoru rowaiaru 2: Chinkonka/Battle Royale II
- (em inglês) Informação sobre as versões japonesa e americana dos Mangá
- (em inglês) Sinopse de cada um dos quinze volumes do Mangá
- (em português) Artigo sobre o Mangá