Sibiu

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Sibiu (lat. Cibinium, pt. Cibinio, anteriormente em alemão: Hermannstadt, em húngaro: Nagyszeben), é a maior cidade do sul da Transilvânia, capital de província e principal centro económico e cultural da região. Por ela passa o rio Cibin, um afluente do rio Olt, estradas nacionais e internacionais, bem como um dos principais nós ferroviários da Roménia.

Sibiu conta com 155.045 habitantes (2002) e com uma densidade populacional de 1.417 hab./km² . O complexo turístico de inverno de Păltiniş encontra-se a 37 km de distancia, o lago glaciar e as cataratas de Balea a uns 100 km desta bela cidade medieval. Sibiu foi fundada no século XII por colonos alemães, que lhe deram o nome de Hermannstadt. Em consequência a arquitectura local é tipicamente germânica. Segundo o último recenseamento, mais de 2% da população de Sibiu é de ascendência alemã.

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O actual presidente da autarquia, Klaus Werner Johannis (da minoria alemã), tem realizado uma série de importantes reformas que transformaram Sibiu numa das cidades com melhor qualidade de vida da Roménia. No ano de 2007 foi, juntamente com o Luxemburgo, a Capital Europeia da Cultura.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sibiu encontra-se perto do centro geográfico da Roménia. Situada na Depressão de Cibin, a cidade localiza-se a 1 km das montanhas Făgăraş, a 12 km da serra de Cindrl e a 15 km da serra de Lotrului, que a bordam a Sudoeste. A Norte e Este de Sibiu encontra-se a meseta de Târnavelor, através da qual se acede ao vale de Cibn.

Sibiu tem um clima temperado-continental.

Historia[editar | editar código-fonte]

Sibiu foi fundada em 1190 por colonos alemães (saxões transilvanos). Fui construída sobre um assentamento romano conhecido a inícios da Idade Média como Caedonia, aparentemente desabitado no momento da chegada dos saxões. No século XIV, a cidade já era um importante centro cultural e comercial da região. Em 1376 os artesãos agruparam-se em 19 grémios diferentes. Sibiu converteu-se na cidade mais importante da Transilvânia, onde se instalou a sede da Universitas Saxorum, a Assembleia Alemã da Transilvânia, que à época era conhecida como Siebenbürgen, numa alusão às sete cidades de língua alemã.

No século XVII, a opinião pública reconhecia Sibiu como a cidade mais oriental da esfera europeia, sendo também o ponto oriental más extremo a que chegavam as rotas postais.

Durante os séculos XVIII e XIX a ciudad foi um dos centros de cultura romena mais importantes da região. Nela fundou-se o banco Albina, o primeiro de propriedade romena e, também, a Associação Cultural ASTRA (Associação Transilvana para a Literatura e Cultura romenas). Em 1860, após o reconhecimento da Igreja Ortodoxa Romena pelo Império Austro-húngaro, Sibiu converteu-se na sede metropolitana episcopal. Actualmente, a cidade ocupa o terceiro posto em importância religiosa da Roménia. Entre a Revolução húngara de 1848 e 1867 (o ano do Ausgleich), Sibiu foi o ponto de reunião da Dieta da Transilvania.

Após o fim da Primeira Grande Guerra, com a dissolução Império Austro-húngaro, Sibiu passou a formar parte da Roménia. A maioria dos seus habitantes era de ascendência alemã e húngara. Entre 1950 e 1990, grande parte dos habitantes de origem germânica emigrou para a Alemanha. Entre os aproximadamente 2.000 que permaneceram na cidade, encontra-se Klaus Johannis, o actual presidente da Câmara Municipal de Sibiu, eleito em 2005.

Ver também[editar | editar código-fonte]