Siderópolis

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Município de Siderópolis
"Nova Belluno"
Bandeira de Siderópolis
Brasão de Siderópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 19 de dezembro
Fundação 19 de dezembro de 1958 (55 anos)
Gentílico sideropolitano
Lema Tendens ad Sidera
CEP 88860-000
Prefeito(a) Hélio Roberto Cesa (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Siderópolis
Localização de Siderópolis em Santa Catarina
Siderópolis está localizado em: Brasil
Siderópolis
Localização de Siderópolis no Brasil
28° 35' 52" S 49° 25' 26" O28° 35' 52" S 49° 25' 26" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008[1]
Microrregião Criciúma IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Nova Veneza, Criciúma, Treviso, Bom Jardim da Serra, Urussanga
Distância até a capital 215 km
Características geográficas
Área 262,700 km² [2]
População 13 068 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 49,74 hab./km²
Altitude 147 m
Clima mesotérmico úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,774 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 221 595,249 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 184,59 IBGE/2008[5]
Página oficial

Siderópolis é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º35'52" sul e a uma longitude 49º25'28" oeste, estando a uma altitude de 147 metros. Sua população estimada em 2011 era de 13.068 habitantes.

Siderópolis é uma colônia Italiana, situada entre a Serra do Rio do Rastro e o Oceano Atlântico, como boa parte das cidades do interior catarinense, é pacata e tem índices quase nulos de violência, grande parte da população é branca (caucasiano), legado deixado pelos antepassados italianos de quase toda a população. Mais de 95% da população é católica, e a principal igreja é a Paróquia da Nossa Senhora Aparecida, no centro da cidade. Entre outras etnias presentes na cidade está a negra e a alemã.

História[editar | editar código-fonte]

Siderópolis (Nova Belluno) é uma das primeiras colônias italianas do Brasil. A chegada dos imigrantes italianos na região está relacionada ao movimento migratório de europeus para várias partes do mundo, principalmente para as Américas, fugindo das péssimas condições de vida a que estavam submetidos, em busca de novas possibilidades. No Brasil, após 1890, o governo federal desenvolveu uma política de incentivo a imigração do europeu, que passou a ter direito a redução do preço da passagem ou até gratuidade, o que favoreceu o fluxo migratório de alemães, poloneses, russos e principalmente italianos para o Brasil, especialmente no sul do país. Vale ressaltar que o Brasil passava por dificuldades na obtenção de mão-de-obra após a abolição da escravatura.

Em 1891 os primeiros imigrantes italianos que haviam embarcado em Gênova na Itália chegaram ao Rio de Janeiro, passaram por Desterro, Laguna e com um trem da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina chegaram a Pedras Grandes, de onde em carro de boi chegaram a Urussanga, depois foram conduzidos à sede da Colônia Nova Veneza, estruturada desde setembro de 1890. A Colônia estava estruturada em vários núcleos, nominados pelo agrimensor Federico Antonio Selva, em seu trabalho entre janeiro e abril de 1891, como Nova Veneza, Belluno, Treviso, Jordão e Belvedere, como uma forma de reverenciar a região do Vêneto, de onde viriam os imigrantes italianos. Cada um destes núcleos possuía seções - a de Belluno, por exemplo, tinha as seções Estrada para Urussanga, Rio Morosini, Linha Ex-Patrimônio e Rio Fiorita.

O grupo de imigrantes que chegou a partir de 18 de julho de 1891 e promove a colonização na área onde seria a futura Siderópolis era composto de mais ou menos 100 famílias, provenientes das províncias italianas de Veneza, Belluno, Treviso, Ferrara e Bérgamo.

Nova Belluno foi recortada em glebas (pedaços de terra), que eram vendidas para os imigrantes, trazidos por uma companhia colonizadora a Cia. Colonizadora Metropolitana. Os colonos pagariam a longo prazo 600$000 réis (seiscentos mil reis), acrescido de 14$500 réis, o custo de dois machados, uma foice e uma enxada. Suas contas eram registradas em um livro de contabilidade, que lhes custava 1$000 réis.

Trajeto feito pelos imigrantes até Siderópolis, conta-se que foram 36 dias de viagem.

No começo do século XX foram descobertas grandes reservas de carvão mineral no solo da região. As primeiras mineradoras começaram a se instalar, dentre elas a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que explorou a região entre 1944 e 1989. Por imposição do governo federal, que não desejava que áreas sob seu controle possuísse nomes de origem ou italiana ou alemã, com quem o Brasil estava em beligerância, o distrito, que se chamava desde 1913 de Nova Belluno, passou a chamar-se Siderópolis, por decreto do interventor catarinense Nereu Ramos, em 31 de dezembro de 1943, continuando a ser um distrito de Urussanga. A partir de então teve início um movimento pela emancipação de Siderópolis, que culminou no dia 19 de dezembro de 1958, quando o então governador do Estado de Santa Catarina, Heriberto Hülse, assinou a lei n.º 380, desmembrando Siderópolis do município de Urussanga, ficando assim a cidade politicamente emancipada e jurisdicionada à comarca de Urussanga.

A presença italiana foi tão forte que atualmente grande parte da população é bilíngue, mantenedora dos dialetos italianos,como o bergamasco e o bellunese e o idioma oficial italiano, ensinado nas escolas municipais. Mesmo que a etnia italiana seja a dominante, com ênfase à sua história e recuperação da memória, é importante frisar a contribuição de etnias minoritárias como a luso-açoriana, a afrodescendente e a alemã.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Siderópolis está situado na Região da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), sendo o maior município em extensão da mesma, à 215 km de Florianópolis (capital). Siderópolis tem o relevo acidentado, ficando aos "pés" da [1], fazendo divisa ao Norte com Treviso, a Nordeste com Urussanga, a Leste com Cocal do Sul, ao Sul com Criciúma e Nova Veneza, e a Oeste com Bom Jardim da Serra, esta última não fazendo parte da AMREC, É em Siderópolis que se encontra a Barragem do Rio São Bento, que abastece com água potável boa parte da Região.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Com base em dados de estudos do IBGE a população volta a crescer depois da queda na década passada. 1991 - 13.388 hab. 1996 - 13.571 hab. 2000 - 12.082 hab. 2007 - 12.470 hab. 2011 - 13.000 hab.

Densidade demográfica atual é de 49,42 hab/km² [Fonte:IBGE]

Clima[editar | editar código-fonte]

Clima e Temperatura de acordo com a classificação da Köeppen é caracterizado como subtropical úmido, apresentando estações bem definidas, com invernos bem frios e secos, podendo chegar a -5°C no interior do município, e verões muito quente e chuvoso podendo chegar 42°C.

Mês J F M A M J J A S O N D
Média de Temperatura Máxima (ºC) 39 37 33 30 28 20 15 16 22 26 30 37
Média de Temperatura Mínima (ºC) 32 29 25 22 12 07 04 10 15 20 25 30

Economia[editar | editar código-fonte]

Com a grave crise do carvão em 1980, o município retornou à atividade agrícola como base econômica. Hoje possui uma destacada produção de carne, principalmente de aves e suínos, e importante produção de culturas como banana, arroz, feijão, café, mandioca, milho e fumo. No setor industrial destacam-se a indústria química, serralherias, metalúrgicas e as remanescentes minas de extração de carvão.

Remessas externas também são uma importante fonte de divisas para o município. Siderópolis é uma grande exportadora de mão-de-obra, principalmente para as indústrias de sorvetes da Alemanha e da Itália, dado que uma considerável parte da população possui dupla cidadania italiana, estes geralmente vão à Europa em Fevereiro/Março e retornam ao Brasil em Outubro/Novembro.

Produto Interno Bruto[editar | editar código-fonte]

Em Siderópolis, o setor secundário é o que mais gera dinheiro ao Governo Municipal, seguida pelo setor terciário, e por último o primário. Agricultura: 8.049 Indústria: 124.411 Serviços: 72.722 [Fonte: IBGE]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Além do turismo ecológico no costão da Serra Geral, onde fica localizado o Balneário Ghellere, um complexo turístico com parque-aquático, pousada e restaurante típico italiano, as duas principais atrações turísticas são a Festa do Colono e os passeios de Maria-fumaça. Há ingualmente o turismo relativo à Represa do Rio São Bento, de extrema beleza, com roteiro gastronômico que, além do Complexo Ghellere, que abrange restaurante, há o Restaurante Romagna, nas estrada interior que liga a região a Siderópolis. Na região, os turistas podem realizar passeios na Reserva Ambiental do Aguaí, que é absolutamente intocada, com espécies da fauna e flora para observação.

Estátua de Nossa Senhora de Fátima[editar | editar código-fonte]

Montada dia 30 de Novembro de 2011, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, tornou-se o mais recente cartão postal de Siderópolis. A imagem foi esculpida pelo artista Osvaldo Zanini, e tem como material base o amianto, situando-se no bairro Vila São Jorge, perto da divisa com Criciúma. A imagem foi inaugurada em Maio de 2012.

Política[editar | editar código-fonte]

Os partidos mais influentes em Siderópolis são o [[Partido Progressista (Brasil)|PP], o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido Democrático Trabalhista |(PDT). As principais setores com urnas eleitorais situam-se nas Escola de Educação Básica José do Patrocínio, Escola de Educação Básica Tullo Cavallazzi e Escola de Educação Básica Silvio Ferraro. Na última eleição municipal (2012), Hélio Cesa (Alemão), do PMDB, venceu as eleições com 60,85% dos votos, o equivalente a 5.777 votos. Ele derrotou o pepista Marcos Feltrin, que obteve 39,15% dos votos. Essa foi a maior diferença já registrada em uma eleição municipal na história de Siderópolis.

Siderópolis elegeu ainda mais 9 vereadores, são eles:

  • Valmor Zanelatto - PMDB
  • Maicon Henrique Alessio - PMDB
  • Romildo Soares - PMDB
  • Jôenio Marques - PMDB
  • Tiago Albônico - PSD
  • Willian Bonassa - PP
  • Moacir Pavan - DEM
  • Valdemir P. Carminatti - PP
  • Andrei Donadel - PDT

Bairros[editar | editar código-fonte]

Siderópolis tem como bairros urbanos ou na sua área de abrangência, o Centro, o Estrada de Ferro, Vila Esperança, Vila Rica, Vila São Jorge, Santa Luzia, Rio Jordão Baixo, Rio Jordão Médio, Rio Jordão Alto, Vila São João, COHAB II, Rio Fiorita, São Pedro, Rio Albina, São Martinho Baixo, São Martinho Alto, Linha Alexandre da Boit, Cristo Crucificado, Santo Antonio, São Geraldo, Rio Ex-Patrimônio, Rio Kuntz, Montanhão, Alto Rio Maina, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora da Salete, Renascer e Montenegro.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Siderópolis possuiu há pouco tempo um time de futsal masculino na categoria adulta que nasceu numa parceira com a UNESC (Universidade do Extremo Sul Catarinense), por isso denominou-se Siderópolis/UNESC, disputava torneios regionais e estaduais, o time mandava os jogos no Ginásio Municipal 19 de Dezembro. Em 2011, o time fechou as portas por falta de incentivo.

No futebol possui dois times amadores masculinos, que disputam a LARM (Liga Amadora da Região Mineira), o Itaúna AC, e o PESADA FC, estes por sua vez mandam seus jogos no Estádio Mozart Vieira, situado no Bairro Rio Fiorita.

Siderópolis também é alvo de fritões e enduros, que geralmente acontece na comunidade do Rio Jordão Baixo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Siderópolis não dispõe de universidades, mas possui um sistema de transporte escolar gratuito para seus alunos, seja para escolas/educandários ou universidades em outros municípios. As principais escolas de Siderópolis são: Escola de Educação Básica José do Patrocínio; Escola de Educação Básica Silvio Ferraro, Escola de Educação Básica Tullo Cavallazzi, Escola Municipal Jorge Biff, Escola Municipal Miguel Lazzarin e Colégio Dom Orione, este último um educandário particular, ligado à ordem religiosa da Divina Providência, orionita. Dados do IBGE informam que 67,6% dos docentes sideropolitanos lecionam no ensino fundamental, e empatados em segundo lugar com 16,2% os ensinos médio e infantil. Siderópolis ainda dispõem de 8 escolas para ensino infantil, 7 para ensino fundamental e 2 para ensino médio.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Com um trânsito urbano extremamente pacato, Siderópolis nem precisa de um semáforo em toda a sua extensão territorial. Siderópolis tem acesso pavimentado apenas à 2 municípios, Criciúma e Treviso. Quando consta no mapa a ligação pavimentada à Urussanga e à Nova Veneza, além dos 2 municípios citados acima. O transporte interbairros é feito pela empresa Zelindo Trento Limitada (ZTL) que tem sua sede na cidade.

Sideropolitanos notórios[editar | editar código-fonte]

  • Valdo Cândido de Oliveira Filho: ex-jogador brasileiro de futebol, na Seleção Brasileira de Futebol nas Copas do Mundo de 1986 e 1990, e atualmente treinador de futebol.
  • Deonísio da Silva, um dos maiores escritores brasileiros, além de um dos maiores especialistas no idioma português, a partir da etimologia.
  • Tomaz Tadeu da Silva, educador, autor de mais de 30 livros sobre educação e teoria do currículo; atualmente (2014), tradutor literário (traduziu, entre outros, Mrs Dalloway, Ao Farol, O tempo passa, todos publicados pela Autêntica Editora).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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DASSI, Nilso. Nova Belluno, 1891 - Siderópolis, 1943. Siderópolis: Edição do Autor, 2012. DAVID, Ronaldo. Rio Fiorita: Estado de Espírito I. Siderópolis: Edição do Autor, 2011.