Sigelgaita

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Sikelgaita ou Sigelgaita (104016 de abril de 1090 (50 anos)) foi um princesa lombarda, filha de Guaimar IV, príncipe de Salerno, e segunda esposa de Roberto Guiscardo, o duque da Apúlia e Calábria.

História[editar | editar código-fonte]

Sikelgaita se casou com Roberto em 1058 após ele ter se divorciado de sua primeira esposa, Alberada, por conta de uma suposta consaguinidade. A irmã dela, Gaitelgrima, já tinha se casado com o meio-irmão de Roberto, Drogo. Tanto o divórcio de Alberada quanto o casamento com Sikelgaita foram, provavelmente, parte de uma estratégia de aliança com os príncipes lombardos remanescentes na região, dos quais Guaimar era o líder.

Sikelgaita tentou mediar entre seu irmão, Gisulfo II de Salerno, e o marido quando as relações entre ambos se deterioraram, mas seus apelos foram em vão e ela acabou aceitando o destino do irmão na guerra contra Guiscardo em 1078. Ela acompanhava frequentemente marido em suas conquistas e, embora ela tenha a princípio tentado dissuadi-lo de atacar o Império Bizantino, acompanhou-o também na campanha contra ele. Na Batalha de Dirráquio, em 1081, ela lutou com armadura completa, reorganizando as tropas de Roberto quando elas foram repelidas num ataque inicial do exército bizantino. De acordo com a cronista Ana Comnena, ela estava "como uma outra Pallas, se não uma segunda Atena" e, na "Alexíada", a autoria atribui a ela uma citação da "Ilíada".

Em 1083, Sikelgaita retornou para a Itália com Roberto para defender o papa Gregório VII contra o imperador Henrique IV. Ela o acompanhou também numa segunda campanha contra os bizantinos e estava ao lado do marido quando ele morreu na Batalha de Cefalônia em 1085. No início do ano seguinte, Siklegaita estava em Salerno, doando a cidade de Centraro - que eles tinham embelezado durante o casamento - para Montecassino em honra ao marido[1] . Ela doou também uma grande quantidade de prata numa tentativa de recuperar a saúde em outra ocasião[2] .

Supostamente ela tentou envenenar o filho do primeiro casamento de Roberto, Boemundo, mas eventualmente ambos chegaram num acordo pelo qual o filho dela, Rogério Borsa, conseguiu suceder o pai no ducado. Com o filho, ela colocou os judeus de Bari sob o comando do arcebispo da cidade[3] . Quando ela morreu, foi enterrada, conforme seu desejo, em Montecassino[1] .

Família[editar | editar código-fonte]

Com Roberto, Sikelgaita teve oito filhos:

Referências

  1. a b Bloch, 214.
  2. Loud, 823.
  3. Loud, 828.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]