Sigrid Undset

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Sigrid Undset
Sigrid Undset, em 1928
Nacionalidade Noruega norueguesa
Data de nascimento 20 de Maio de 1882
Local de nascimento Kalundborg
Data de falecimento 10 de Junho de 1949 (67 anos)
Local de falecimento Lillehammer
Prémios Nobel prize medal.svg Nobel de Literatura (1928)

Sigrid Undset (Kalundborg, 20 de Maio de 1882Lillehammer, 10 de Junho de 1949) foi uma escritora norueguesa.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1928.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Kalundborg, na Dinamarca, mas sua família mudou-se para a Noruega quando tinha apenas dois anos de idade, devido a uma doença de seu pai. Cresceu em Cristiânia, cujo nome seria novamente alterado para Oslo, em 1925. Os primeiros 11 anos da sua vida foram fortemente influenciados pela doença de seu pai e também por conhecimentos profundos sobre história que ele possuía.[1] Ainda com tenra idade, Sigrid aprendeu os segredos da arqueologia e os mistérios das antigas sagas nórdicas. Seu pai morreria quando ela tinha apenas 11 anos. Sua mãe teve que cuidar dela e de suas 2 irmãs.

A falta de dinheiro da família viria a minar as suas possibilidades de estudos universitários. Trabalhou durante 10 anos como secretária, começando aos 16 anos de idade, após um curso de secretariado de um ano. Ganhou grande experiência como dactilógrafa, apesar de, por vezes, pensar estar a desperdiçar a juventude.

Começou a escrever. Aos 22 anos, tinha pronto o seu primeiro manuscrito. Um romance histórico, passado na Dinamarca medieval. Foi recusado pela editora, o que constituíu um golpe duro para ela. Dois anos mais tarde, tinha pronto um novo romance, mais curto, Fru Marta Aulie, com uma frase de abertura que chocou os leitores da época: "Fui infiel ao meu marido", as palavras da personagem principal. O livro não foi imediatamente aceito, mas após a intervenção de um escritor então famoso, acabou por ser publicado.

Em seguida, foi publicando uma série de romances desenrolados na Cristiânia contemporânea de então. Os anos que passara como secretária haviam-lhe dado experiência a observar pessoas que, como ela, lutavam por encontrar um pouco de felicidade. Não tinha muitos amigos. Era uma pessoa algo introvertida. Mas conseguia ver as pessoas com sagacidade. Uma das formas que tinha de quebrar a solidão eram grandes passeios a pé, pelas ruas de Cristiânia, ficando a conhecer a cidade como poucos.

Como os seus livros começaram a vender bem, recebeu uma bolsa de escritora e abandonou o escritório onde trabalhava. Começou uma viagem pela Europa. Passou pela Dinamarca e pela Alemanha, dirigindo-se, em seguida, para a Itália, onde permaneceu 9 meses. Seus pais tinham uma ligação forte com Roma, o que a fez, de certa forma, sentir-se em casa. Foi uma viagem muito significativa para ela. Conheceu pessoas novas, do círculo artístico escandinavo. Tornou-se mais disponível para o convívio e para a alegria. Conheceu Anders Castus Svarstad, um pintor norueguês, com quem casaria em 1912.

Regressou a Roma em 1913, onde nasceu o seu primeiro filho, que recebeu o nome de seu pai.

Teve mais dois filhos, que significavam muito para ela. A segunda filha era deficiente mental. Para além dos seus filhos, teve de cuidar ainda dos 3 filhos da relação anterior de seu marido, sendo um deles também deficiente. Foi um período complicado para a mulher, como escritora, mas continuou a escrever à noite.

Mudou-se para Lillehammer em 1919. O seu casamento ruiu nessa altura, quando teve o terceiro filho. Construiu uma bela casa, numa propriedade, encontrando um refúgio para as suas crianças e um local tranquilo para escrever.

Aí escreveu a sua obra mais famosa, Kristin Lavransdatter, uma trilogia modernista sobre a vida na Escandinávia na idade média. O livro desenrola-se na Noruega medieval e foi publicado entre 1920 e 1922. Retrata a vida de uma mulher, Kristin, filha de Lavrans, desde o seu nascimento até à sua morte. Sigrid Undset viria, mais tarde, em 1928, a receber o Nobel de Literatura devido a esta trilogia, assim como aos seus dois livros sobre Olav Audunssøn, publicados em 1925 e 1927.

Converteu-se ao catolicismo em 1924. Ingressou na Ordem dos Pregadores, como leiga terceira, escrevendo regularmente artigos sobre a fé cristã. É autora de uma biografia sobre Santa Catarina de Sena, a quem ofereceu a sua medalha de prémio Nobel.

Abandonou a Noruega em 1940, refugiando-se nos Estados Unidos, em oposição ao regime nazista que ocupara o seu país. Aí escreveu e discursou incansavelmente contra esse regime, que acabou por lhe levar o filho mais velho, morto em combate contra tropas alemãs. Regressou à Noruega após o fim da segunda guerra mundial, em 1945. Não conseguiu escrever mais uma palavra, após o seu regresso. Faleceu em 1949, em Lillehammer.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1907: Fru Marta Oulie, romance
  • 1908: Den lykkelige alder, romance
  • 1909: Fortællingen om Viga-Ljot og Vigdis, romance
  • 1910: Ungdom, poesia
  • 1911: Jenny, romance
  • 1912: Fattige skjebner, romance
  • 1914: Vaaren, romance
  • 1915: Fortællinger om kong Artur og ridderne av det runde bord, livro de histórias
  • 1917: Splinten av troldspeilet, romance
  • 1917: Tre søstre, ensaios
  • De kloge jomfruer (romance), 1918
  • Et kvindesynspunkt (ensaios), 1919
  • Kristin Lavransdatter (romance em trilogia), 1920–1922 (os três volumes chamavam-se «Kransen» (1920), «Husfrue» (1921) e «Korset» (1922).)
  • Vårskyer, 1921
  • Sankt Halvards liv, død og jærtegn, 1925
  • Olav Audunssøn i Hestviken (romance), 1925
  • Olav Audunssøn og hans barn (romance), 1927
  • Katholsk propaganda (ensaio), 1927
  • Gymnadenia (romance), 1929
  • Etapper (ensaio), 1929
  • Den brændende busk (romance), 1930
  • Hellig Olav, Norges konge (ensaios), 1930
  • Ida Elisabeth (romance), 1932
  • Etapper. Ny række (ensaios), 1933
  • To europeiske helgener, 1933
  • Elleve aar (romance autobiográfico), 1934
  • Den trofaste hustru (romance), 1936
  • Norske helgener (histórias), 1937
  • Selvportretter og landskapsbileder (histórias), 1938
  • Madame Dorthea (romance), 1939
  • Klosterliv - På pilegrimsferd - Sognekirken (i «Norsk kulturhistorie II»), 1939
  • Tilbake til fremtiden (memórias), 1945
  • Lykkelige dager (memórias), 1947

Traduções em português[editar | editar código-fonte]

  • 1945, 1946 e reedição em 1958 - Cristina Lavransdatter, 3 volumes[2] ("A coroa";[3] "A esposa";[4] [5] "A cruz"[6] )
  • 1940 - Feliz idade, Inquérito[2]
  • 1945 - Primavera, Tavares Martins[2]
  • 1957 - Vigdis, a indomável, Estúdios Cor[2]
  • Catarina de Sena, Aster[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Henri Bergson
Nobel de Literatura
1928
Sucedido por
Thomas Mann