Silêncio obsequioso
Silêncio obsequioso é uma punição imposta pela Santa Sé a religiosos que, no seu entendimento, pregam ou divulgam doutrinas consideradas errôneas em relação à ortodoxia doutrinária da Igreja Católica, seja através de declarações ou da publicação de livros e artigos. Consiste em exigir ao subordinado, no caso um padre ou religioso que tenha feito voto de obediência, um afastamento da pregação ou publicação de textos por um período de tempo determinado.
[editar] Histórico
Historicamente, o "silêncio obsequioso" foi aplicado pela Santa Sé para conter dissensões, como na questão envolvendo o jansenismo francês nos séculos XVII e XVIII.
Apesar do uso do termo "obsequioso" ("respeitoso"), a medida é extremamente dura. Por exemplo, foi aplicada por um ano em 1985 ao ex-frade Leonardo Boff após a publicação de um livro deste, "Igreja: carisma e poder". Com a punição, Boff foi destituído de suas funções editoriais, proibido de lecionar e de fazer declarações públicas.
Em fevereiro de 2007, o teólogo salvadorenho Jon Sobrino recebeu uma notificatio, que nada mais é do que outra forma de "silêncio obsequioso".