Silifke

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Turquia Silifke
Selêucia no Calicadno, Seleucia ad Calycadnum, Seleukeia
 
—  Distrito (ilçe)  —
Vista panorâmica de Silifke desde o castelo
Vista panorâmica de Silifke desde o castelo
Mapa do distrito de Silifke na província de Mersin
Mapa do distrito de Silifke na província de Mersin
Silifke está localizado em: Turquia
Silifke
Localização de Silifke na Turquia
36° 22' N 33° 56' E
Região Mediterrâneo
Província Mersin
Administração
 - Governador (kaymakam) Fatih Damatlar
 - Prefeito (belediye başkanı) Bayram Ali Öngel (2007, MHP)[1]
Área [2]
 - Distrito (ilçe) 2 572 km²
Altitude 20 m (66 pés)
População (2010)[3]
 - Distrito (ilçe) 113 404
    • Densidade 44,09/km2 
 - Urbana 51 684
Código postal 33940
Prefixo telefónico 324
Sítio Governo distrital: [1]
Prefeitura: [2]
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Silifke (ou Selefke; em grego: Σελεύκεια; transl.: Seleucia ou Seleukeia) é uma cidade e um distrito na região centro-sul da província de Mersin, Turquia, 80 km a oeste da cidade de Mersin, no extremo oeste de Çukurova.

Silifke está próxima da costa mediterrânica, na encosta do rio Göksu, que corre dos vizinhos Montes Tauro.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Silifke já foi chamada de Selêucia no Calicadno (em latim: Seleucia ad Calycadnum) — citada diversamente como Selêucia [na] Cilícia, Selêucia [em, na] Isáuria, Selêucia Traqueia e Selêucia Traqueotis.

A antiga cidade de Olba, também chamada de Olbasa, Olbia e Ourbanópolis, também se localiza no que é hoje o distrito de Silifke.

História[editar | editar código-fonte]

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Localizada a uma poucas milhas da foz do rio Calicadno (em grego: Kalykadnos, atualmente Göksu), Selêucia foi fundada por Seleuco I Nicator no início do século III a.C., uma de muitas que ele batizou em seu nome. É provável que já existissem no local cidades chamadas de Olba e Híria que Seleuco apenas uniu sob seu nome. A cidade cresceu até incluir o povoado próximo de Holmi (atual Taşucu), que já tinha sido estabelecido antes como uma colônia Jônia, que era vulnerável aos ataques de piratas por estar na costa[4] . A nova cidade, mais para cima no leito do rio, era sem dúvida mais segura contra ataques marítimos, o que deu a Selêucia uma considerável prosperidade comercial como porto em sua região na Cilícia (depois renomeada como Isáuria)[necessário esclarecer] e chegou mesmo a rivalizar com Tarso.

A Cilícia prosperou como província do Império Romano e Selêucia se tornou um centro religioso com o seu famoso templo de Júpiter do século II. Ali também estava localizada a famosa escola de filosofia e literatura, berço dos peripatéticos Ateneu de Selêucia e Xenarco de Selêucia[5] . A famosa ponte de pedra foi construída pelo governador L. Octavius Memor em 77 d.C. Por volta de 300 d.C., a Isáuria foi reconhecida como um estado independente e Selêucia era sua capital.

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Os bispos da Igreja antiga realizaram um Concílio de Selêucia 325, 359 e 410. A cidade era famosa pela tumba da virgem santa Tecla de Icônio, convertida por Paulo, que morreu ali[6] , a tumba era uma das mais celebradas do mundo cristão e foi restaurada diversas vezes, entre outras pelo imperador Zenão no século V As ruínas da tumba e o santuário são, hoje em dia, chamados de Meriamlik [7] . No século V, o governador imperial (comes Isauriae) residente na cidade tinha duas legiões à sua disposição, a Legio II Isaura e a Legio III Isaura. É deste período (ou um pouco depois), a necrópole cristã, à oeste da cidade, que contém muitas tumbas de soldados cristãos. De acordo com a Notitia Episcopatuum de Antioquia, no século VI, o metropolita de Selêucia tinha vinte e quatro sés sufragâneas[8] .

Em 705, Selêucia foi capturada pelos exércitos árabes do Islã e foi recuperada pelos bizantinos. Assim, por volta de 732, quase toda a província episcopal de Isáuria foi incorporada ao Patriarcado de Constantinopla. Daí pra frente, a província aparece nas Notitiae de Bizâncio, mas sob o nome de Panfília.

Ainda nas Notitiae de Leão VI (ca. 900), Selêucia tinha vinte e dois bispos sufragâneos [9] , já nos de Constantino VII (ca. 940–x), tinha 23[10] . Em 968, Antioquia caiu de novo nas mãos do Império Bizantino e, assim como toda a província da Isáuria, Selêucia foi alocada ao Patriarcado de Antioquia[11] . Conhecemos uma série de metropolitas desta sé e, o primeiro deles, Agápito, estava presente no Primeiro Concílio Ecumênico (em Niceia, 325 d.C.). Neonas estava no Concílio de Selêucia em 359; Simpósio esteve no Concílio de Constantinopla (381); Dexiano no Concílio de Éfeso em 431. Basílio, um celebrado orador e escritor, cuja conduta era algo ambígua, no Segundo Concílio de Éfeso e no começo do Concílio de Calcedônia em 451. Teodoro esteve no Quinto Concílio Ecumênico em 553 e Macróbio estava no Sexto Concílio Ecumênico e no Concílio In Trullo em 692.

Selêucia permanece como uma sé titular da Igreja Católica Romana, com o trono atualmente vago após a morte do último bispo em 1971[12] .

Referências

  1. Silifke Belediyesi (em turco). www.yerelnet.org.tr. YerelNET. Página visitada em 2011-03-22.
  2. Districts of Turkey (em inglês). www.statoids.com. Administrative Divisions of Countries ("Statoids") (2 de fevereiro de 2008). Página visitada em 26 de maio de 2010. Cópia arquivada em 26 de maio de 2010.
  3. Address based population registration system (ABPRS) database (2010) (em inglês). www.tuik.gov.tr. TURKSTAT. Página visitada em 2011-03-22.
  4. Estêvão de Bizâncio; Estrabão, XIV, 670
  5. Classical Gazetteer, page 312
  6. Atos de Paulo e Tecla, uma obra apócrifa do século II d.C.
  7. (Denkschriften der k. Akadem. der Wissenschaft. philos.-histor. Klasse, Vienna, XLIV, 6, 105-08)
  8. (Echoes d'Orient, X, 145)
  9. Heinrich Gelzer, Ungedruckte . . . Texte der Notitiae episcopatuum, 557.
  10. (Georgii Cyprii descriptio orbis romani, ed. Gelzer, 76)
  11. (Gelzer, op. cit., 573)
  12. Seleucia in Isauria (Titular See) [Catholic-Hierarchy]


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