Silião
| Silião Σίλλυον, Sileu, Sylleion, Syllaeum, Syllaion Yanköy Hisarı, Asar Köy |
|
|---|---|
| Uma das portas da cidade | |
| Localização atual | |
| Localização de Silião na Turquia | |
| Coordenadas | |
| País | |
| Região | Mediterrâneo |
| Província | Antália |
| Altitude | 200 m |
| Dados históricos | |
| Civilização | Grécia, Roma, Bizâncio, Seljúcidas |
Silião (em grego: Σίλλυον; transl.: Síllyon ou Σίλλυον; transl.: Sylleion), conhecida no Império Bizantino como Sileu (Συλλαῖον; em latim: Syllaeum) foi uma importante cidade e fortaleza perto de Attaleia (atual Antália), na Panfília, uma região costeira do sul da Anatólia, que atualmente faz parte da região do Mediterrâneo da Turquia.
O nome nativo em grego panfílio era Selyniys, possivelmente derivado do original hitita Sallawassi. Os topónimos atuais turcos da área são Yanköy Hisarı ("fortaleza da aldeia de Yan") e Asar Köy ("aldeia de Asar").1
Índice |
História [editar]
Antiguidade [editar]
Durante a Antiguidade a cidade foi relativamente pouco importante. De acordo com uma lenda, Silião foi fundada como uma colónia de Argos, enquanto outra refere que foi fundada, juntamente com Sida e Aspendo, pelos videntes Mopso, Calcas e Anfíloco depois da Guerra de Troia.2
A cidade é mencionada pela primeira vez ca. 500 a.C. por Pseudo-Escílax (polis Sylleion). A partir de 469 a.C. a cidade integra a Liga de Delos liderada por Atenas; é mencionada na lista de tributos de Atenas ca. 450 a.C. e 425 a.C., desaparecendo em seguida dos registos históricos, só reaparecendo em 333 a.C., quando alegadamente resistiu com sucesso a um cerco de Alexandre, o Grande. Segundo Arriano (ca. 92–175 d.C.) (Anabasis Alexandri, I. 26), o lugar, registado como Silião, estava bem fortificado e dispunha duma forte guarnição de mercenários e "bárbaros nativos", o que forçou Alexandre, pressionado por falta de tempo, a abandonar o cerco depois do primeiro assalto ter falhado.2
A cidade foi extensivamente reconstruída sob os Selêucidas, especialmente o teatro. Posteriormente, quando a maior parte da Ásia Menor passou a fazer parte do Reino de Pérgamo, Silião permaneceu livre por decisão do Senado romano.2
Numismática [editar]
A tradição de cunhagem de moeda é atestada continuamente desde o início do século III a.C. até ao reinado do imperador romano Aureliano (r. 270–275). Tetradracmas dos tipos alexandrino e lisimaquiano foram cunhadas entre 281 e 190 a.C., mas à parte disso, as moedas de Silião são de bronze. As moedas do século III a.C. apresentam uma cabeça com barbas ou uma figura em pé, possivelmente identificável com o deus Apolo, ou um raio e a inscrição ΣΕΛΥΝΙΥΣ (o nome nativo panfílio). As moedas sob a suserania romana apresentam os mesmos motivos, mas com a inscrição helenizada para CΙΛΛΥΕΩΝ ("dos 'Sillyoanos').1
Período bizantino [editar]
Sob o Império Bizantino, a cidade ganhou alguma importância. É mencionada como o local onde foi destruída por uma tempestade uma frota árabe no final de 677 ou 678, após o cerco árabe fracassado a Constantinopla. Sendo um dos principais locais fortificados da região, tornou-se a sede dum representante imperial (ek prosōpou), complementando o estratego do thema naval dos Cibirreotas. Silião situava-se no início da grande estrada pública que ligava a costa sul, via Amório e Niceia, com a Bitínia e a capital Constantinopla, uma posição que fez com que começasse a ganhar importância em relação a Perge, a metrópole regional tradicional. Em data desconhecida entre 787 e 815, a sede diocesana local foi transferida para Silião.3
A cidade, como o resto da Panfília, foi conquistada pelos turcos seljúcidas em 1207, passando a fazer parte do Sultanato de Rum.3
Figuras históricas [editar]
- Santo António, o Novo foi ek prosōpou (representante imperial) em Silião ca. 821–829.3
- O Patriarca de Constantinopla Constantino II foi bispo da cidade.3
Sítio arqueológico [editar]
As ruínas existentes de Silião datam dos períodos helenístico, romano, bizantino e, em menor escala, também do período seljúcida. Entre elas encontram-se as portas da cidade, um estádio, um anfiteatro e um odeão (parte dos quais derrubados por uma deslizamento de terra), um templo, uma cisterna e um ginásio. Uma grande parte das ruínas encontra-se ameaçado de deslizamento de terra, pois a cidade situa-se no cimo dum planalto rochoso.2
Notas e referências
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Sillyon», especificamente desta versão.
Bibliografia [editar]
Fontes [editar]
- Kazhdan, Alexander, ed. (1991) (em inglês), Oxford Dictionary of Byzantium, Oxford University Press, p. 1980, ISBN 978-0-19-504652-6
- Lang, Gernot (2003) (em alemão), Klassische antike Stätten Anatoliens, Band II: Larissa-Zeleia, Books on Demand GmbH, pp. 439–443, ISBN 978-3-8330-0068-3
- Niewöhner, Philipp (2007), "Archäologie und die "Dunklen Jahrhunderte" im byzantinischen Anatolien", in Henning, Joachim (em alemão), Post-Roman Towns, Trade and Settlement in Europe and Byzantium, Vol. 2: Byzantium, Pliska, and the Balkans, Walter de Gruyter, pp. 130–131, ISBN 978-3-11-018358-0
Leitura adicional [editar]
- Bean, G. E.: Turkey's Southern Shore. 1968.
- Bean, G. E.: Sillyon (Asar Köyü) Turkey. In: The Princeton encyclopedia of classical sites. Princeton University Press, Princeton 1976 (online).
- Flensted-Jensen, Pernille; Hansen, Mogens Herman: More studies in the ancient Greek “polis”. Franz Steiner Verlag, Stuttgart 1996, ISBN 3-515-06969-0, p. 164.
- Collitz, Hermann: Pamphylian inscription; Sammlung d. griechischen Dialektinschriften Bd. I. 1884.
- Hotz, Walter: Die Mittelmeerküsten Anatoliens. Handbuch der Kunstdenkmäler. Darmstadt, Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1989.
- Korbel, Günther: Südküste Türkei. Nürnberg 1991.
- Lanckoronski, K.: Städte Pamphyliens und Pisidiens. Wien 1890-92.
- Mehling, Marianne (Hrsg.): Knaurs Kulturführer in Farbe Türkei. Droemer-Knaur, 1987, ISBN 3-426-26293-2.
- Roberts, E. S.: An introduction to Greek epigraphy. Teil 1. University Press, Cambridge 1887, p. 316–317.
- Winter, Frederick E.: Greek Fortifications. Taylor & Francis, 1971.
Ligações externas [editar]
- Forschungen zur Stadt- und Regionalgeschichte Pamphyliens und Pisidiens (em alemão). www.dainst.org. Deutsches Archäologisches Institut. Página visitada em 30 de outubro de 2012.
- Sillyon (em alemão). www.histolia.de. Página visitada em 30 de outubro de 2012.
- Pisternick, Gitta & Achim. Antike Städte an der Türkischen Riviera (em alemão). www.reiseinfo-tuerkei.de. Página visitada em 30 de outubro de 2012.