Silurus glanis

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Como ler uma caixa taxonómicaSilurus glanis
Silurus glanis1.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Siluriformes
Família: Siluridae
Género: Silurus
Espécie: S. glanis
Nome binomial
Silurus glanis
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Silurus glanis distmap.png

O siluro (Silurus glanis), frequentemente confundido com o peixe-gato (cujo comprimento não ultrapassa 30 cm), é um grande peixe de água doce originário dos grandes rios da Europa Central e ocorrendo, como espécie invasora, em outros cursos de água europeus, como os rios Ebro (Espanha), o Zêzere (Portugal), e Ródano (França).

Descrição[editar | editar código-fonte]

O Silurus glanis é o maior peixe de águas interiores da Europa e um das maiores espécies de peixes de água doce, podendo alcançar, em condições favoráveis, até três metros de comprimento e 150 kg de peso.[1] Contudo, não há registo de um espécimen dessas dimensões nos últimos 100 anos (um exemplar desta dimensão seria maior que o lúcio (Esox lucius).

O siluro é um peixe bentónico, ictiófago, dotado de 6 barbilhos (dois longos na parte superior da mandíbula e quatro menores por baixo), que se alimenta sobretudo ao anoitecer. Vários pescadores desportivos relataram, no entanto, ter encontrado no estômago destes peixes outras presas para além de peixes, tais como pequenos mamíferos (ratos) e aves.

Habitat[editar | editar código-fonte]

Distribuição presente do Siluro. O habitat natural (vermelho) e as áreas onde foi introduzido (laranja), bem como os avistamentos em zonas marítimas (azul).

O habitat original dos siluros estende-se desde o Elba e do Doubs, no leste de França, até ao leste e sudeste da Europa (com exceção da costa do Mediterrâneo); da bacia do Aral até a (Turquia) e Afeganistão).

A existência do siluro no Danúbio e no Reno, onde era endémico, está registada na L'Histoire Naturelle de Buffon, editada no século XIX.

O siluro está também presente no Mar Cáspio e em zonas de águas salobras do Báltico e do Mar Negro. [2]

Registos fósseis, no entanto, indicam que, anteriormente, a espécie viveu também a norte do Reno e dos seus afluentes, chegando até ao Mar do Norte.

Introdução como espécie invasora[editar | editar código-fonte]

A introdução do siluro em Espanha foi da responsabilidade do biólogo alemão Roland Lorkowsky em 1974, que introduziu no Ebro 32 juvenis procedentes do Danúbio, como o próprio admitiu em entrevista a Zeb Hogan.[3]

Em Portugal, desconhece-se o processo de introdução do peixe.[4]

Até 2012, foram avistados siluros nos rios Tejo, Pônsul, Ocreza, Guadiana e Zêzere.[5]

Em 2014 já apareceu no Baixo Mondego (Barragem da Aguieira), e em várias albufeiras do Ribatejo (Rio Sorraia) e do Alentejo (Barragem de Maranhão).

Segundo a literatura mais recente, parece improvável que o S. glanis exerça pressão trófica sobre peixes nativos, exceto quando outros impactos humanos já estiverem ocorrendo.[2]

Como alimento[editar | editar código-fonte]

Só é recomendada para a alimentação humana a carne de siluros juvenis, até 15 kg. Nos exemplares de maiores dimensões, a carne é demasiado gordurosa, além de que as ovas são tóxicas para os humanos.

Referências


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