Simão Dias

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Município de Simão Dias
Bandeira desconhecida
Brasão de Simão Dias
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 12 de Junho
Fundação 1890
Gentílico simãodiense, simão-diense .[1]
Lema Simão Dias mais Feliz
Prefeito(a) Denisson Déda (PSB)
(20092012)
Localização
Localização de Simão Dias
Localização de Simão Dias em Sergipe
Simão Dias está localizado em: Brasil
Localização de Simão Dias no Brasil
10° 44' 20" S 37° 48' 36" O10° 44' 20" S 37° 48' 36" O
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Agreste Sergipano IBGE/2008 [2]
Microrregião Microrregião do Agreste de Lagarto IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Paripiranga em território baiano. Poço Verde, Tobias Barreto, Riachão do Dantas, Lagarto, Macambira, Pedra Mole e Pinhão em território sergipano.
Distância até a capital 100 km
Características geográficas
Área 559,615 km² [3]
População 38 724 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 69,2 hab./km²
Altitude 250 [5] m
Clima tropical seco e sub-úmido [5] BSh, As´
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,591 médio PNUD/2000 [6]
PIB R$ 238 066,683 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 6 226,90 IBGE/2008[7]

Simão Dias é um município brasileiro localizado no extremo oeste do Estado de Sergipe.

Índice

[editar] História

[editar] A origem

O local onde está edificada o município de Simão Dias foi, no passado, uma povoação de índios (remanescentes dos Tapuias[1]) fugitivos das expedições colonizadoras do Governador do Norte, Luís de Brito e Almeida no século XVI. Esses índios se estabeleceram nas matas às margens do Rio Caiçá.

As terras do município constituem um relevo acidentado devido à presença de um conjunto de serras, com altitudes que oscilam entre 200 a 750 metros. Isso favorece a existência de uma vegetação menos vulnerável a estiagens típicas do sertão. As zonas de terras entre Simão Dias e Paripiranga, município da Bahia, são formadas por terrenos acidentados, onde é possível verificar a existência de matas fechadas, devido à impossibilidade de cultivo de cereais e pastagens. Nessa mesma zona, existem inúmeros sítios onde se cultivam árvores frutíferas e culturas de subsistência, esse relevo proporcionou aos índios que primeiro povoaram essa região um verdadeiro oásis, frente ao sertão. Daí a origem das diversas denominações que constam em documentos históricos, como: “Matas de Simão Dias”, “Matas do Coité” ou “Matas do Caiçá”.

Com a invasão holandesa em Sergipe em meados do século XVII, surge a determinação de pecuaristas de esconder seus rebanhos nas margens do Rio Real. No entanto Braz Rabelo, proprietário baiano, que possuía rebanhos nas terras da atual Itabaiana, decide esconder seu gado nas terras das matas à beira do Rio Caiçá. Desse episódio é que surgirá a figura histórica do vaqueiro Simão Dias, responsável pela condução do gado e pelo surgimento da aldeia que daria origem à cidade.

Simão Dias passou da categoria de Vila para a de Cidade, em 12 de Junho de 1890, por decreto do presidente do Estado Felisbelo Freire, sob o argumento que a mesma possuía uma grande população - 10.984 pessoas, um comércio próspero, uma estrada de ferro que ligava a referida Vila a Aracaju, bem como, a existência de uma comarca recém criada. Com base nesses argumentos a Vila foi emancipada do município de Lagarto. A estrada de ferro, que serviu como uns dos argumentos para a emancipação política da antiga Vila, jamais foi concluída, restando hoje, algumas escavações e bases de pontes por onde passaria as linhas férreas, que permanecem abandonadas em fazendas da região.

O nome do município é uma homenagem ao colono que remonta aos primeiros tempos da ocupação do território sergipano. Trata-se de Simão Dias Francês, que nos anos de 1599, 1602 e 1607, juntamente com Cristóvão Dias e Agostinho da Costa, através de requerimento, solicitaram a concessão de sesmarias na região. O último requerimento, do qual o códice está no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, solicita “três léguas de terra em quadro” nas terras devolutas de Itabaiana, para a criação de gado. Felisbelo Freire que além de presidente do estado foi também historiador afirma:

“Os terrenos onde está edificada hoje (1891) a Vila de Simão Dias foram doadas a Simão Dias Fontes, Cristóvão Dias e Agostinho da Costa”.(FREIRE: 1997, p..322).

No entanto a tese sustentada pelo historiador Felisbelo Freire foi alvo de contestação pelo Pe. João de Matos Carvalho, que tinha a intenção de homenagear o Comendador Sebastião da Fonseca Andrade (Barão de Santa Rosa) pela construção do templo da atual matriz de Santana. O Pe. João de Matos se aproveitou das contradições encontradas nas várias teses sobre a origem da povoação, pois os documentos históricos que falavam de Simão Dias, em cartas de doação de sesmarias, possuem sobrenomes diversificados, além de solicitarem sesmarias em períodos diferentes. Diante disso, para o Padre João de Matos Carvalho, havia a possibilidade de existir dois personagens históricos com o mesmo nome. Na intenção de provocar controvérsias e enfraquecer a tese de Felisbelo Freire, ele publicou uma obra intitulada “Matas de Simão Dias”, na qual defende veemente a tese de que a cidade teria se originado graças à doação de sua ancestral Ana Francisca Menezes. O objetivo era levantar a dúvida sobre a versão histórica, bem como, menosprezar a figura do vaqueiro e enaltecer a figura da sua ancestral, doadora das terras onde foi edificada a primeira capela que originou a freguesia de Santana de Simão Dias.

Igreja da Cidade de Simão Dias

Antes de ter “status” de vila, o atual município foi constituído como Freguesia, pela Lei de 6 de fevereiro de 1835, desmembrando-se da Freguesia de Lagarto. A capela que motivou a sua criação data de 1655, conforme defende historiadores. No entanto o único documento antigo sobre o assunto é de 1784.

Devido ao progresso da Freguesia o governo da Província baixou em 15 de março de 1850, o decreto que elevou à categoria de vila com o nome de Senhora Sant’Ana de Simão Dias.

Assim, o município de Simão Dias, teve essa denominação desde a condição de freguesia e vila. Mas o nome que homenageava o seu primeiro povoador permaneceu pouco tempo, pois o intento do Pe. João de Matos Freire de Carvalho foi alcançado, e em 25 de outubro de 1912, a cidade passaria a ser denominada como Anápolis, pelo Decreto Lei de n° 621. Após muitas controvérsias e reações, principalmente da imprensa, o nome de Simão Dias foi restabelecido pelo Decreto Lei n° 533, de 7 de dezembro de 1944, favorecido pela determinação do Governo Federal, do então Getúlio Vargas, que aprovou o plano do IBGE, coibindo a coincidência de municípios com mesma denominação. Como existia um município goiano com o mesmo nome, e mais antigo, a Anápolis sergipana teve que modificar o nome.

Quanto à política, o município simãodiense teve uma longa fase de domínio oligárquico, aonde o poder local era exclusivo aos grandes proprietários rurais. A práticas coronelistas estiveram presentes nessa fase, sendo possível verificar resquícios do coronelismo até os dias de hoje. No entanto a partir da década de 1930, é que começa a decadência dos grandes proprietários na política local, devido às mudanças ocorridas em decorrência da revolução, bem como, o fenômeno populista desenvolvido a partir da década de 40.[8][1]

[editar] Geografia

A região localiza-se no Polígono das Secas, com temperatura média anual de 24,1°C, mas no inverno a temperatura pode variar entre 13 e 18 graus. Um fator interessante é que Simão Dias é a cidade mais fria de Sergipe. A precipitação de chuvas média ao ano é de 880 mm, mais predominante de março a agosto (outono-inverno). O relevo municipal é representado por pediplanos com ocasionais formas tabulares e cristas, a cidade possui muitas grutas e cavernas. A vegetação do município compreende capoeira, caatinga, campos limpos e campos Sujos e vestígios de Mata. O município está inserido nas bacias hidrográficas do rio Vaza-Barris e do rio Piauí, com rios principais além do rio Vaza-Barris, os rios Jacaré e Caiçá.[5]


[editar] Economia

A região tem como principais fontes de receitas a agricultura (mandioca, milho, feijão, laranja e o maracujá), a pecuária (bovinos, ovinos, suínos e equinos), a avicultura (galináceos, estrutiocultura) e a mineração (lavra de rochas carbonáticas, para transformação em cal e brita)[5] implementados pela fabrica Cal Trevo Industrial LTDA localizada no Povoado Apertado de Pedras na região nordeste do município.. O setor industrial está em expansão com a criação do Distrito Industrial (ainda em obras) com quatro empreendimentos já confirmados no complexo: dois do setor de móveis, um ligado a renovação de pneus e outro voltado para manipulação de metais; além da ampliação da fábrica de calçados já existente.[9]

[editar] Atrações

O município destaca-se também no turismo com o ponto turístico da Serra do Cruzeiro, um local aconchegante para um bom passeio de domingo. O ponto turístico está em uma altitude de 424m, onde se tem a vista panorâmica da cidade e ainda apresenta beleza e valor histórico.

Referências

  1. a b c Acervo Biblioteca IBGE, Acervo documentação territorial: Simão Dias.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. a b c d Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste, Diagnóstico do Município de Simão Dias, 2002.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  8. História de Sergipe Colonial e Provincial, História da cidade de Simão Dias.
  9. Agência Sergipe de Notícias.

[editar] Ligações externas


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