Simão de Trento

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Gravura alemã de 1493 representando o suposto martírio de Simão de Trento.

Simão de Trento (1472 circa21 de Março de 1475) foi uma criança de dois anos e meio que viveu na cidade de Trento.

O desaparecimento do pequeno Simão tornou-se o motivo de grande preocupação na cidade de Trento e de difamação da pequena comunidade judaica da cidade. Dias antes de Simão desaparecer, o Beato Bernardo da Feltre, pregador franciscano itinerante que por ali passou, previu um doloroso acontecimento na cidade de Trento, que caiu sobre a comunidade judaica. Simão desapareceu por durante a páscoa judaica de 1475, sendo encontrado num riacho que passava por baixo da sinagoga da cidade, com o corpo repleto de marcas de tortura. De acordo com os relatos da época, os judeus teriam usado o sangue de Simão na cozedura das suas matzás da páscoa judaica.

Os líderes da comunidade judaica foram presos e dezessete deles confessaram sob tortura. Quinze deles, incluindo Samuel, o chefe da comunidade, foram sentenciados à morte na fogueira.

Simão tornou-se um símbolo de veneração para a igreja católica local, e seu caso era muito parecido com outros da Europa, como o de André de Rinn. Mais de cem milagres foram atribuídos directamente ao "Pequeno São Simão" no ano imediatamente após o seu desaparecimento e o seu culto estendeu-se a toda a Itália e Alemanha. O garoto foi proclamado Beato da Igreja em 1588 pelo Papa Sixto V, considerado mártir e patrono das vítimas de sequestros e da tortura.

Em 1965, no seguimento do Concílio Vaticano Segundo, a Igreja começou a reinvestigar a história de São Simão e abriu de novo o processo, encabeçado pelo Monsenhor Roger. O culto de São Simão não foi reprimido, mas suprimido pelo Papa Paulo VI e o relicário erigido em sua honra foi guardado. Seu culto foi removido do calendário canônico, mas não do martirológio católico. Há ainda fieis que o cultuam na cidade.

Em 2001 as autoridade locais da província de Trento organizaram um sermão ecuménico com católicos e judeus no local exacto onde se situava antigamente a sinagoga em Palazzo Salvadori, numa espécie de reconciliação entre a cidade e a comunidade judaica, uma vez que a cidade de Trento havia sido excomungada pela comunidade judaica desde o século XVI.

Apesar de boa parte dos historiadores acordarem na improbabilidade de Simão ter sido assassinado por Judeus, o livro "A páscoa de sangue" (Pasqua di Sangue) do historiador judeu Ariel Toaff relata vários casos semelhantes, tidos como "vingança" da comunidade judaica Ashkenazi por conta dos progrons (perseguições) ocorridos na Europa contra a comunidade judaica.

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