Sines

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Sines
Brasão de Sines Bandeira de Sines
Brasão Bandeira
Sines houses.JPG
Vista parcial de Sines
Localização de Sines
Gentílico siniense
Área 198,97 km²
População 14 238 hab. (2011[1] )
Densidade populacional 71,56 hab./km²
N.º de freguesias 2
Presidente da
Câmara Municipal
Nuno Mascarenhas (Partido Socialista)
Fundação do município
(ou foral)
1362
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Alentejo Litoral
Distrito Setúbal
Antiga província Baixo Alentejo
Feriado municipal 24 de Novembro
Código postal 7520 Sines
Sítio oficial www.sines.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Sines é uma cidade portuguesa e a principal a cidade Industrial e Logística esta a Plataforma Logística e Industrial Intercontinental de Sines com a maior área portuária de Portugal no distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral, com cerca de 14 014 habitantes.

É sede de um município com 202,7 km² de área e 14 238 habitantes, subdividido em duas freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Santiago do Cacém, a sul por Odemira e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico. O litoral do município, para sul de São Torpes, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Mapa de Sines

As freguesias de Sines são as seguintes:

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Sines (1801 – 2011)
 
 
 
 
 
1766
 
 
 
 
 
2632
 
 
 
 
 
[1]
 
 
 
 
 
7666
 
 
 
 
 
8866
 
 
 
 
 
12075
 
 
 
 
 
12347
 
 
 
 
 
13577
 
 
 
 
 
14238
[1] Integrado em Santiago do Cacém


História[editar | editar código-fonte]

A história de Sines tem sido enformada pelo mar. Da Pré-História aos dias de hoje foram o mar e os seus recursos que definiram a economia, a cultura, a composição e até o caráter das suas gentes.

Há evidências da existência de populações humanas na área no concelho desde a Pré-História. Vestígios de alguns desses povoamentos estão hoje a descoberto em estações arqueológicas como a Palmeirinha e a Quitéria.

Os Celtas e Púnicos também terão andado por Sines. A presença celta é apenas uma hipótese, mas a púnica é uma certeza: é púnico o Tesouro do Gaio, descoberto numa herdade do concelho em 1966 e atualmente à guarda do Museu de Sines.

Com os Romanos, o concelho define-se pela primeira vez como centro portuário e industrial. A baía de Sines é o porto da cidade de Miróbriga. O canal da Ilha do Pessegueiro está ligado a Arandis (Garvão). Sob o poder de Roma, Sines e a Ilha são polos "industriais", com complexos de salgas de peixe. A segunda hipótese de etimologia de Sines é também romana: "sinus" - baía ou "sinus" - seio, que é a configuração do cabo de Sines visto do Monte Chãos.

A Alta Idade Média, em que a região teve ocupação por Visigodos e Mouros, é o período mais obscuro da história de Sines. Há no Museu de Sines cantarias visigóticas que atestam a existência de uma basílica do século VII. Durante a ocupação árabe do sul da península, Sines é praticamente abandonada.

Povoação da Ordem de Santiago a partir o século XIII, Sines adquire autonomia administrativa em 24 de novembro de 1362. Dom Pedro I concede carta de elevação de Sines a vila interessado na sua função defensiva da costa, colocando como condição a construção do Castelo.

A vida do município na Idade Moderna continua a ser marcada pelas funções marítimas. A fundação de Porto Covo, por Jacinto Bandeira, acontece no final do século XVIII, no pressuposto de aí virem a ser construídos dois portos.

No século XIX, com o Liberalismo, o concelho deixa de pertencer à Ordem de Santiago e acaba mesmo por ser extinto, em 1855. Mas a segunda metade do século é, paradoxalmente, de crescimento.

Em meados do século XIX, um jovem médico algarvio escreve a primeira monografia de Sines conhecida, "Breve Notícia de Sines". A Sines de Francisco Luís Lopes é uma vila com problemas, mas aberta e tolerante.

O século XX começa praticamente com a restauração do município, em 1914. A indústria da cortiça, a pesca e alguma agricultura e turismo constituem a base da vida de Sines até ao final da década de 60, quando, além da proximidade do mar, Sines pouco se distingue do resto do Alentejo.

O grande complexo industrial criado pelo governo de Marcello Caetano em Sines, em 1970, muda o concelho. A população explode e diversifica-se, a paisagem ganha novas configurações e a comunidade luta para manter a sua integridade e a qualidade de vida, mitigando os impactes negativos da instalação das novas unidades e aproveitando os positivos.


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Economia[editar | editar código-fonte]

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No concelho predominam as actividades ligadas aos sectores secundário e terciário, seguidos pelo primário. Sines é um centro industrial, o que se traduz pela localização, neste concelho, de uma refinaria de petróleo, indústrias da petroquímica, de construção de polímeros, de metalomecânica e de produção de vagões, facto promovido pela proximidade do porto comercial, cuja importância tem vindo a crescer desde o início do novo milénio.

A aliança P3, que irá reunir os armadores Maersk, MSC e CMA CGM de contentores já escolho Sines para a operar em Portugal os serviços de transhipment (transbordo) de contentores no terminal de contentores do porto de Sines e como a ligar de ferroviária de mercadorias entre do porto de Sines - Madrid - Paris - Europa, os outros navios de cinco continentes, como as novas rotas comerciais do porto de Sines estar no centro das rotas e o inicio a operar totalmente do canal de ligação dos oceanos Pacífico - Atlântico em no Canal de Panamá vai o porto de Sines a ganhar a maior importação navegação marítima entre oceano Atlântico de exportação e de importação da União Europeia, a ser a porta entrada da China, dos Estados Unidos da América para a União Europeia e o porto de Sines como as previsões de estudos de Organização Mundial do Comércio (OMC) a dar o maior crescimento no mercado de contentores no futuro.

A pesca, o turismo e os serviços são as restantes actividades com relevância no concelho.

Figuras com destaque nacional[editar | editar código-fonte]

  • São Torpes - um dos primeiros mártires e santos cristãos, cujo corpo foi encontrado e sepultado em Sines. Existe uma profunda devoção ao santo e uma praia no concelho com o seu nome.
  • Vasco da Gama - Navegador e explorador português, destacou-se por ter sido o comandante dos primeiros navios a navegar da Europa para a Índia, na mais longa viagem oceânica até então realizada, superior a uma volta completa ao mundo pelo Equador.
  • João Daniel de Sines - O herói novecentista de Sines é um combatente liberal que se torna médico popular. Destaca-se nas lutas contra o miguelismo e no combate às epidemias de cólera e febre amarela.
  • Cláudia de Campos - Escritora considerada como a irmã Brontë portuguesa", numa Sines real e ficcional de paixões e vendavais.
  • Emmerico Nunes - Um dos pioneiros da banda desenhada e desenho humorístico em Portugal teve em Sines o refúgio da sua vida adulta.
  • Arlete Argente Guerreiro - Poetisa e contista sineense da primeira metade do século XX nunca abandonou o tom humorado e idealista.
  • João Martins - Jogador do Sporting Clube de Portugal e da selecção nacional de futebol nos anos 50, foi considerado o "sexto violino". É o mais destacado atleta nascido em Sines.
  • Al Berto - Um dos autores mais influentes da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, viveu em Sines durante grande parte da sua vida.
  • Ricardo Pereira - Jogador de Hóquei em patins.
  • Vicente Alves do Ó - Argumentista, autor de "Facas e Anjos", "Monsanto" e "Kiss Me", e realizador, autor de "Quinze Pontos na Alma" e "Florbela".
  • Rui Vinagre - Músico de guitarra portuguesa

Património histórico[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Sines com a estátua de Vasco da Gama.
A Praia de São Torpes, em Sines, foi o local onde deu à costa o corpo do santo mártir.

Militar[editar | editar código-fonte]

Religioso[editar | editar código-fonte]

Estátuas[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Equipamentos públicos[editar | editar código-fonte]

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

Desportivos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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