Sionismo revisionista

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Área do antigo Mandato Britânico da Palestina, englobando o atual estado de Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, além do Reino da Jordânia). Os sionistas revisionistas alegavam que todo esse território era parte do estado judeu. A existência da Jordânia só foi formalmente reconhecida por Israel nos anos 1990.

O sionismo revisionista foi uma facção nacionalista dentro do sionismo. A ideologia foi desenvolvida por Ze'ev Jabotinsky, que advogava uma revisão do sionismo de David Ben Gurion e Chaim Weizmann, visando o estabelecimento de Eretz Yisrael.

Nos primeiros anos, o sionismo revisionista pretendia obter a ajuda britânica. Depois, os grupos revisionistas independentes de Jabotinsky conduziram violentas campanhas contra as autoridades britânicas na Palestina, para retirá-las da terra e estabelecer a Terra de Israel.

Ideologia do movimento[editar | editar código-fonte]

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Os revisionistas defendiam a criação de um estado judeu nos dois lados do Rio Jordão, ou seja, um estado que incluiria a atual Cisjordânia e todo (ou partes) do moderno estado da Jordânia. Todas as três correntes tanto as centristas, que defendiam uma democracia constitucional ao estilo britânico, como as extremistas, que dariam origem às organizações paramilitares sionistas Irgun e Lehi, eram favoráveis ao assentamento judeu nos dois lados do rio, mas divergiam quanto à forma. Jabotinsky queria obter o apoio da Grã-Bretanha, enquanto o Lehi e o Irgun queriam consquistar os dois lados independentemente dos britânicos. O Irgun opunha-se à partilha de poder com os árabes. As palavras de Jabotinsky eram ambíguas com relação à transferência (expulsão) da população árabe. Em alguns escritos, ele apoiava a ideia, mas somente como um ato de auto-defesa; em outros, ele argumentava que os árabes deveriam ser incluídos na sociedade democrática constitucional que ele defendia; e em outros, ele desconsiderava completamente o poder de resistência dos árabes aos assentamentos judeus, afirmando que os assentamentos deveriam continuar e que os árabes deveriam ser ignorados.

Críticas[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de dezembro de 1948, o New York Times publicou uma "nota ao editor" assinada por 24 judeus proeminentes, condenando Menachem Begin e o seu partido Herut, durante uma visita de Begin a Nova York.

Comparando as correntes do sionismo revisionista aos "partidos nazistas e fascistas", a carta foi assinada por Albert Einstein, Hannah Arendt, Sidney Hook e outros proeminentes judeus americanos:

Entre os mais perturbadores fenômenos políticos dos nossos tempos está a emersão, no recentemente criado Estado de Israel, do "Partido da Liberdade" (Herut), um partido político muito semelhante em sua forma de organização, métodos, filosofia política e apelo social aos partidos nazistas e fascistas. Ele foi formado sem sociedade e seguindo o antigo Irgun Zvai Leumi, uma organização terrorista, direitista e chauvinista na Palestina.
A atual visita de Menachem Begin, líder desse partido, aos Estados Unidos está obviamente calculada para dar a impressão de apoio americano ao seu partido nas vindouras eleições de Israel, e para cimentar laços políticos com os elementos conservadores sionistas nos Estados Unidos. Vários americanos de reputação nacional emprestaram seus nomes para dar-lhe boas vindas. É inconcebível que aqueles que se opõem ao fascismo em todo o mundo, se corretamente informados sobre os registros políticos e perspectivas de Begin, possam pôr seus nomes e dar seu apoio ao movimento que ele representa.[1]

Menachem Begin também recebeu críticas por ter sido desleal às ideologias revisionistas, assinando o Acordo de Camp David em 1978.

Notas

Ver também[editar | editar código-fonte]