Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil

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O SINAPI - Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil (Explotat), criado pela Caixa Econômica Federal (CEF), tem por objetivo efetuar o orçamento analítico e a análise orçamentária de projeto-tipo e projetos específicos e efetuar o acompanhamento de preços, de custos e de índices da construção civil na área de fomento (habitação, saneamento e infra-estrutura urbana).

Efetua a produção de custos e índices da construção civil, a partir do levantamento de preços de materiais e salários pagos na construção civil, para o setor de habitação. A partir de 1997 ocorreu a ampliação do Sistema, que passou a abranger o setor de saneamento e infra-estrutura.

Tem como unidade de coleta os fornecedores de materiais de construção e empresas construtoras do setor. O Sistema é produzido em convênio com a Caixa Econômica Federal - CAIXA. Os dados sobre saneamento e infra-estrutura estão disponíveis somente os relativos a preços.

A pesquisa foi iniciada em 1969 para o setor de habitação e em 1997, para o de saneamento e infra-estrutura.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O SINAPI - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, foi implantado em 1969 pelo BNH - Banco Nacional da Habitação.

Para o BNH, enquanto órgão governamental responsável pelos programas habitacionais, era necessário dispor de informações detalhadas de custos e índices da construção. As informações de custos são fundamentais para análise e avaliação de orçamentos, permitindo a programação de investimentos. As informações de índices permitem o reajustamento e atualização de orçamentos.

O SINAPI visou o preenchimento de lacunas relativas à disponibilidade de custos e índices de custos até então existentes. A Lei de Incorporações determinava que os Sindicatos da Indústria da Construção Civil deveriam calcular mensalmente os custos de construção de projetos padronizados de 1, 4, 8 e 12 pavimentos, com apartamentos de 2 e 3 quartos, nos padrões alto, normal e baixo. Como base de cálculo, usariam "cestas de insumos" estudadas pela ABNT, constantes do Projeto de Norma Brasileira (PNB - 140). Com relação a "índices de custos da construção", na época, somente a Fundação Getúlio Vargas (FGV) acompanhava o preço de uma cesta de insumos para o Rio de Janeiro, representativa de um prédio de três andares.

Decidida a implantação do SINAPI, delegou-se ao IBGE a tarefa de produzir as séries mensais de preços dos materiais de construção e salários da mão-de-obra empregada na construção civil.

Com relação às séries de custos e índices, foram produzidas inicialmente pelo CENPHA - Centro Nacional de Pesquisas Habitacionais, passando em 1975 esta atribuição ao IDEG - Instituto de Desenvolvimento Econômico e Gerencial e, em seguida, 1981, ao próprio BNH.

A partir de agosto de 1982, ampliou-se a participação do IBGE, cabendo-lhe também a tarefa de produzir as séries mensais de custos e índices, ainda que seu processamento computacional continuasse a ser realizado no BNH.

Em janeiro de 1985, a produção integral do SINAPI, ou seja, a coleta e o processamento, passou a ser responsabilidade do IBGE, permanecendo com o BNH a manutenção do Sistema quanto aos aspectos técnicos de engenharia. Após a extinção do BNH, aquelas que eram suas atribuições foram assumidas pela CAIXA - Caixa Econômica Federal.

Em 1994, resolução do Conselho Curador do FGTS determinou que a CAIXA uniformizasse os procedimentos de sua área de engenharia em nível nacional e implantasse um Sistema de acompanhamento de custos e adequação de materiais, tanto para empreendimentos no setor habitacional quanto para saneamento e infra-estrutura urbana.

Atendendo esta resolução, a CAIXA ampliou os objetivos do SINAPI e, além do convênio para a produção das estatísticas para a área de edificações, assinou outro convênio com o IBGE para a implantação e realização da coleta mensal de preços e salários dos novos setores, cujo início se deu em julho de 1997.

Periodicidade[editar | editar código-fonte]

Mensal

Abrangência geográfica[editar | editar código-fonte]

Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.

Fonte[editar | editar código-fonte]

  • IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de Índices de Preços, Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil e tudo isso gera lucro.
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