Sistema Alto Tietê

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Sistema Alto Tietê
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Represa Ponte Nova (Imagem:Hamilton Breternitz Furtado)
Sistema Sistema Alto Tietê
Espelho d'água 72,5 km²
Área de drenagem 919 km²
Localização Municípios de Salesópolis, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Suzano
Volume de armazenamento 517,3 milhões de
Vazão (Taiaçupeba) 9,7 /s
Início de operação 1972 (42 anos) (1992 (22 anos) para abastecimento)
Observações Volume: Total do Sistema Alto Tietê
Vazão: Média anual 2006
[1]

Sistema Produtor Alto Tietê, ou simplesmente Sistema Alto Tietê, é um dos sistemas administrados pela SABESP destinados a captação, armazenamento e tratamento de água para a Grande São Paulo. O sistema é composto pelas represas Ponte Nova, Jundiaí, Taiaçupeba, Biritiba-Mirim e Paraitinga, localizadas próximas às cabeceiras do Rio Tietê, na região dos municípios de Salesópolis, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes e Suzano. Os cinco reservatórios são interconectados por túneis, canais e sistemas de bombeamento[1] .

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Sistema Alto Tietê começou a ser planejado no final dos anos 1960, com a finalidade primária de controle de inundações. As primeiras barragens concluídas foram Ponte Nova (1972) e Taiaçupeba (1976). Em 1992 foi inaugurada a represa Jundiaí e iniciado o uso para abastecimento público. Em 2005, a duas novas represas, de Biritiba-Mirim e Paraitinga entraram em operação.[1]

Crise hídrica de 2014[editar | editar código-fonte]

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Editado pela última vez em 15 de dezembro de 2014.

Em 14 de dezembro de 2014, devido a um longo período de estiagem na região do Alto Tietê, seus reservatórios atingiram 4,1%, o menor nível da história.[2]

Em 23 de outubro de 2014, a Sabesp informou que não havia previsão para captação da reserva técnica do sistema Alto Tietê.[3]

Em 14 de dezembro de 2014, a Sabesp obteve autorização do DAEE para captar mais 39,46 bilhões de litros de água da represa Ponte Nova, pertencente ao sistema Alto Tietê. Esse volume adicional é captado sem o auxílio de bombeamento, e representa um acréscimo de 6,6 pontos percentuais ao volume útil do sistema.[4]

Características[editar | editar código-fonte]

Os dez (10) reservatórios do sistema são alimentados pelos rios Tietê, Claro, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí, Grande, Doce, Taiaçueba-Mirim, Taiaçu to de 517,3 milhões de metros cúbicos[1] . Na Estação Taiaçupeba, com capacidade de processamento de 10 mil litros por segundo, a água é tratada e encaminhada para o abastecimento de 3 milhões de pessoas da Zona Leste de São Paulo, dos municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mauá, Mogi das Cruzes e partes de Santo André e Guarulhos[5] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d SOLIA, Mariângela; FARIA, Odair Marcos; ARAÚJO, Ricardo. Mananciais da região metropolitana de São Paulo. São Paulo: Sabesp, 2007
  2. Sistema Alto Tietê vai captar mais água de represa, informa Sabesp G1 (14 de dezembro de 2014). Visitado em 15 de dezembro de 2014.
  3. Alto Tietê chega a 8,2% e iguala nível de uso do volume morto no Cantareira G1 (23 de outubro de 2014). Visitado em 23 de outubro de 2014.
  4. Sistema Alto Tietê vai captar mais água de represa, informa Sabesp G1 (14 de dezembro de 2014). Visitado em 15 de dezembro de 2014.
  5. Sabesp -Região Metropolitana de São Paulo

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SOLIA, Mariângela; FARIA, Odair Marcos; ARAÚJO, Ricardo. Mananciais da região metropolitana de São Paulo. São Paulo: Sabesp, 2007

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]