Slackware Linux
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| Slackware Linux | |
|---|---|
Slackware Linux 12.2 com KDE 3.5.10 |
|
| Desenvolvedor: | Patrick Volkerding e outros |
| Arquiteturas: | x86 x86-64 |
| Modelo do desenvolvimento: | Software Livre |
| Lançado em: | 16 de julho de 1993 (16 anos) |
| Versão estável: | 12.2 |
| Versão em teste: | |
| Língua natural: | Multi-lingual |
| Mercado-alvo: | |
| Família da distribuição: | Tipo-unix |
| Kernel: | Linux |
| Método de atualização: | |
| Gerenciamento de pacotes: | |
| Interface: | |
| Licença: | {{{licenca}}} |
| Estado do desenvolvimento: | Ativo |
| Website: | www.slackware.com (em inglês), acessado pela última vez há 6 semanas e 1 dia |
| Posição no Distrowatch: | 13ª (em inglês, em castelhano, em francês, em alemão, em tcheco, em japonês e em chinês) |
Slackware Linux é o nome dado pelo seu mantenedor, o Patrick Volkerding, a uma das mais antigas e conhecidas distribuições (sistema operacional e conjunto de aplicativos) do Linux; é a mais antiga distribuição ainda mantida em evidência.
Índice |
[editar] A Distribuição
Criada em meados de 1993 por Patrick Volkerding e mantida pelo próprio, o Slackware Linux (ou simplesmente "Slack") tem como objetivo manter-se fiel aos padrões UNIX, rejeitando ferramentas de configuração que escondam do usuário o real funcionamento do sistema. Além disso, o Slackware é composta, apenas, do empacotamento de aplicativos em versões estáveis (que diferem das versões betas e de pré-lançamentos, ainda em condições de testes), e sem alterações feitas fora dos times oficiais de desenvolvedores.
Outras distribuições Linux foram organizadas baseados na compatibilidade com o Slackware Linux. No começo, Patrick Volkerding mantinha a distribuição só. Ao longo dos anos, acabou aceitando a ajuda de alguns colaboradores (muito poucos por sinal) a fim de o ajudar no desenvolvimento da distribuição.
Por sua concepção UNIX-like, o Slackware Linux faz uma abordagem bastante diferente das outras distribuições populares como Red Hat, Fedora, Debian, Gentoo, SuSE, e Mandriva. Sua política de só incluir aplicativos estáveis e nenhuma interface gráfica de configuração específica, a fez tornar uma distribuição referência para aqueles que desejam conhecer a realidade de um sistema UNIX-like. Simplicidade e estabilidade são duas características marcantes nesta distribuição. Muito comum em servidores, procura ser uma distribuição "leve", praticamente sem enfeites e rápida, muito apreciada por usuários mais experientes.
O termo "slack" traz um significado peculiar a distribuição. Patrick extraiu este nome pela chamada Slack Church of the SubGenius (Igreja dos Sub-Gênios). De acordo com esta organização, "slack" significa ter "senso de liberdade, independência e originalidade para alcançar suas metas pessoais". Dessa forma, o nome "Slackware" traduz bem a filosofia do sistema. O fato do Patrick Volkerding objetivar estabilidade e não trazer versões betas ou aplicativos ainda em testes, trouxe ao slackware a aparente impressão de ser uma distribuição de lançamentos lentos em comparação as demais distribuições linux. Esta curiosa impressão podem ter ênfase no próprio nome da distribuição: "SLACKWARE" (que significativamente se traduz "SLACK" como sendo "PREGUIÇA", e "WARE" como "PRODUTO") sendo interpretado como um produto de lapidação vagaroza. Mesmo após o lançamento de versões estáveis da distribuições, ao se instalar, as configurações do sistema são feitas diretamente nos documentos texto de configurações, modo preferido entre os usuários mais experientes.
Toda versão Slackware é estável. Também existe sempre uma versão current que intermedia entre a versão estável atual e a próxima, mas dessa jamais há imagens para download: os respectivos pacotes precisam ser baixados um por um dos da pasta "current" contida nos repositórios do Slackware e instalados, igualmente um por um, com o comando upgradepkg do pkgtool. Para quem faz questão de um Slackware totalmente current, a opção mais eficaz é baixar e instalar o Swaret, um instalador gráfico que faz esses upgrades automaticamente.
Possui seu próprio gerenciador de pacotes, o pkgtool (installpkg, upgradepkg, removekpg, explodepkg, makepkg), sem gerenciamento de dependências (existem programas que adicionam esse gerenciamento, como o slapt-get e swaret). O formato dos pacotes .tgz é bastante simples, similar a um .tar.gz contendo apenas os arquivos a serem instalados em suas respectivas pastas em relação à raiz do sistema, além de um script com comandos complementares para a instalação.
O Slackware Linux é um Sistema Operacional livre, ou seja, está disponível na Internet e todos têm acesso ao código-fonte, podendo então melhorá-lo ou adaptá-lo às próprias necessidades.
A versão 12.0 da distribuição foi um marco. Disponibilizado em 2 de julho de 2007, é a primeira versão a vir com kernel 2.6. É a que mostra mais inovações e mudanças em relação com as anteriores, além do kernel 2.6.21.5, que na época do lançamento era o mais atual já mostrando uma mudança na concepção do slackware que não costumava utilizar o último release do kernel, ela conta com três inovações que resultaram em muita polemica que é o HAL, a glibc 2.5 e o GCC 4.1.2, a primeira é uma camada de abstração de hardware que fornece auto-mount para o sistema indo contra a filosofia original do sistema, mas inserido por causa da dependência do KDE pelo mesmo e a segunda são as bibliotecas de C do projeto GNU essa era a versão mais recente da mesma no lançamento da distribuição e foi muito contestada a sua utilização por ser um pacote crucial para o sistema e por ser muito novo ser suscetível a instabilidade, já o GCC 4.1.2 gerou polemica devido a falta de compatibilidade de códigos antigos com os compiladores da nova serie do GCC indo novamente de encontro a filosofia slackware que busca estabilidade.
O Slackware 12.2, a versão atual, possui a GCC 4.2.4, o kernel Linux 2.6.27.7, KDE 3.5.10, Xfce 4.4.3, e a suíte SeaMonkey 1.1.13, além de todos os utilitários habituais. Por falar no kernel, essa versão não é capaz de fazer boot pelo disquete, tendo como opção na instalação a criação de um dispositivo USB de boot, e vem apenas com a versão 2.6.27.7 no CD em 4 modos generic-2.6.27.7 (generico contendo os hardwares mais comuns dentro do kernel e o resto modularizado), generic-2.6.27.7-smp (mesmo que anterior com suporte a multiprocessamento / HT), huge-2.6.27.7 (kernel que contem praticamente tudo que existe de suporte a hardware embutido no kernel a custo de um peso imenso(huge) na hora do carregamento) e o huge-2.6.27.7-smp (mesmo que o anterior mas com suporte a multi-processamento).
[editar] História e Nome
A primeira versão do Slackware, o 1.0.0, foi lançada em 16 ou 17 de julho de 1993[1] pelo Patrick Volkerding, fundador e programador líder do projeto. Era baseada na distribuição SLS Linux (Softlanding Linux System) e fornecida em forma de imagens para disquetes de 3½ polegadas, disponibilizadas em file transfer protocols (ftps) anônimos.
O nome "Slackware" vem do termo "Slack". Como já mencionado, o termo é definido pela Slack Church of the SubGenius (Igreja dos Sub-Gênios).
Em 1999, houve um anúncio da publicação da versão 7.0 do Slackware Linux, sendo seu último lançamento anunciado com a Versão 4.0. Os números das versões do Slackware mudaram diretamente de 4.0 a 7.0, e as versões intermediárias ficaram conhecidas apenas dentro do current. Isso foi explicado por Patrick Volkerding [2] como um esforço de marketing para mostrar que o Slackware estava tão atualizado como as outras distribuições Linux entre as quais muitas já tinham números de release como 6 naquele momento (como o Red Hat, por exemplo, que publicava toda revisão de sua distribuição com um acréscimo de 4.1 para 5.0 ao invés de 3.1 para 3.2, como o Slackware o fazia).
Em 2005, Patrick Volkerding esteve seriamente doente e o futuro desenvolvimento do Slackware tornou-se incerto, tanto que, naquele ano, ele ficou praticamente incapacitado de trabalhar; muitos esperavam sua morte e, assim, o fim do Slackware. Mas ele se recuperou e retomou o desenvolvimento do Slackware.
Em 2005, o ambiente de desktop GNOME foi removido do futuro release[3] pendente (10.2) e ficou entregue a suporte e distribuição pela comunidade. A remoção do GNOME foi vista como significativa por alguns na comunidade Linux porque esse ambiente desktop é encontrado em muitas distribuições Linux. Não obstante, diversos projetos baseados na comunidade preencheram a lacuna do GNOME no Slackware, oferecendo distribuições GNOME completas como o GWARE, o FreeRock GNOME, o Dropline GNOME e o GnomeSlacky para o Slackware.
Ao longo da história do Slackware, sempre houve distribuiçoes e Live CDs baseados nele. Umas distribuições populares derivadas do Slackware, entre elas College Linux, GoblinX, SLAX, VectorLinux, JoLinux, Zenwalk, AliXe e Kate OS. No próximo capítulo há uma relação mais extensa.
[editar] Versões
Como já dito acima, jamais houve versões 5.x e 6.x do Slackware. O pulo direto de 4.0.0. a 7.0 foi feito porque a equipe do Slackware não sabe contar, apesar de ter aprendido, o erro nunca foi consertado. [4]
[editar] Derivações
Há várias distribuições derivadas do Slackware:
Ativas:
- 4Bak - Live CD canadense para backups desenvolvido por Sylvie Migneault; é o antigo DDbackup.
- AliXe - Live CD canadense desenvolvido por uma montréalense que só se identifica como "Alisou" mas que no site do 4Bak revela ser a própria Sylvie Migneault; o Live CD visa a promover o Slackware e o SlaX entre usuários de língua francesa.
- Arudius - Live CD americano com o peso em segurança, baseado no Slackware e no Zenwalk.
- Austrumi - Distribuição Linux letuva desenvolvida por Andreijs Meinerts e outros/as; é um Live CD qui se instala temporáriamente na memória RAM, deixando, assim, a gaveta do CD/DVD livre para outros usos.
- BackTrack - Live CD suíço baseado em Slackware e SlaX; fusionando o Auditor Security Linux com o WHAX, seu peso é na segurança.
- Blin - Distribuição Linux ucraniana.
- Burapha Gnu/Linux - Distribuição Linux tailandesa desenvolvida por uma equipe da universidade de Burapha.
- CEMF - Distribuição Linux brasileira que roda direto de dentro de uma partição ou instalação Windows.
- College - Distribuição Linux suíça que alega se basear no Debian, mas é gerenciada em .tgz; virou Live CD.
- Cytrun - Distribuição Linux brasileira projetada para aumentar o nível de segurança de servidores / VoIP-PBX.
- Darkstar - Distribuição Linux romena.
- DNA - Live CD argentino baseado no SlaX.
- eMoviX - Live CD italiano com peso na execução de multimídia.
- Frugalware - Distribuição Linux húngara desenvolvida por Miklos Vajna.
- GoblinX - Live CD brasileiro que instalado converte os pacotes .tgz em módulos .mo.
- HostGIS - Distribuição Linux americana, servidor cartográfico especialmente desenvolvido para o manejo de informações GIS.
- iWhaX - Distribuição Linux americana voltada para a segurança de redes; é a antiga WhaX.
- JoLinux - Distribuição Linux brasileira com kernel 2.6 já por padrão.
- KateOS - Distribuição Linux polonesa desenvolvida por Damian Rakowski e outros.
- Kinux - Distribuição Linux brasileira.
- KlaX - Live CD alemão de apresentação do KDE.
- Live CD Router - Live CD argentino projetado para operar redes e conexões de internet.
- MoviX - Live CD italiano com peso na criação de multimídia.
- MoviX² - Live CD italiano com peso na execução de multimídia.
- MutageniX - Live CD americano.
- NimbleX - Distribuição Linux romena desenvolvida por Bogdan Radulescu.
- OpenLAB - Distribuição Linux sul-africana, projetada para o ensino em informática em escolas e faculdades; fora da África do Sul, é adotada na Namíbia e Alemanha; é a distro para qual os softwares EduKar, OpenBook e ZybaCafe foram desenvolvidos; o Live CD pode ser baixado gratuitamente, o conjunto de 4 CDs / 1 DVD e os softwares externos são cobrados.
- P!tux - Distribuição Linux francesa para ser instalada dentro de sistemas já existentes; é o antigo Drinou Linux.
- PC Master - Distribuição Linux brasileira.
- Plamo - Distribuição Linux japonesa com peso no idioma japonês, para assim facilitar o "slacking" para usuários japoneses.
- pQui - Distribuição Linux brasileira para desktop, desenvolvida por Hudson Figueredo.
- Privare - Live CD canadense, é o antigo eLearnix, anterior FreeLoader Linux; praticamente um curso Linux em forma de Sistema Operacional com base no Slackware.
- Revanche - Distribuição Linux brasileira baseada simultaneamente em Slackware e Fedora.
- RFS - Distribuição Linux brasileira.
- RIP (Recovery Is Possible) - Distribuição Linux americana voltada à recuperação de sistemas de arquivos.
- Root - Distribuição Linux sueca desenvolvida por John Eriksson.
- RUNT (ResNet USB Network Tester) - Sistema Operacional Linux americano desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte para ser instalado num pendrives e simultaneamente num disquete que operarão em conjunto; distro voltada a testar redes e ports USB.
- SauverOS - Distribuição Linux indiana desenvolvida por Maulik Gordhandas.
- SlAmp - Live CD holandês baseado no SlaX com os pacotes do Slackware.
- Slax - Live CD checo desenvolvido por Tomas Matejicek; instalado em HD ou pendrive, nas versões anteriores ao 6.0.0 convertia os pacotes .tgz em módulos .mo. Desde a versão 6.0.0, o comando tgz2lmzconverte os pacotes .tgz em módulos .lmz. Ainde existe a possibilidade de converter pacotes dos repositórios do Debian e do Ubuntu em módulos, através do comando deb2lmz.
- STuX - Live CD italiano.
- Tereré - Live CD brasileiro projetado para os sistemas de autenticação de provedores e lan houses.
- Vector - Distribuição Linux canadense desenvolvida por Robert S. Lange e outros; sugere-se como uma excelente opção para dar uso a equipamentos antigos.
- Volta - Distribuição Linux italiana 100% compatibilizada com gerenciamento de pacotes duplo: o pkgtool do Slackware para o sistema e o pkgsrc do NetBSD para os aplicativos; noutras palavras, com o Volta Linux praticamente tem-se o Slackware e o NetBSD rodando num mesmo sistema operacional.
- WolviX - Live CD norueguês baseado no SlaX.
- ZenLive - Live CD francês baseado no Zenwalk.
- ZenServer - Distribuição Linux americana voltada a servidores, baseada no Zenwalk.
- Zenwalk - Distribuição Linux desktop francesa desenvolvida por Jean-Philippe Guillemin; é a antiga MiniSlack.
- WifiSlax - Distribuição Linux Espanhola, voltada 100% para auditoria/invasão de redes sem fio.
Slackware para AMD64:
- Slamd64 - Distribuição Linux britânica para rodar o Slackware em plataforma AMD64 (x86 64).
- Bluewhite64- Distribuição Linux romena para rodar o Slackware em plataforma AMD64 (x86 64); disponível em forma de Live CD instalável e de DVD de instalação.
Slackware para ARM:
- ARMedslack - Distribuição Linux americana para rodar o Slackware em plataforma ARM.
Slackware para IBM S/390:
- Slack/390 - Distribuição Linux americana para rodar o Slackware em plataforma IBM S/390.
Slackware para PowerPC (Macintosh):
- SlackIntosh - Distribuição Linux suíça para rodar o Slackware em plataforma PPC (PowerPC).
Slackware para SPARC:
- Splack - Distribuição Linux americana para rodar o Slackware em plataforma SPARC.
Não-Desativadas À primeira vista, essas aí parecem desativadas, mas de fato trocaram apenas de nome e são encontradas acima com seus novos nomes.
- DDbackup - virou 4Bak.
- Drinou - virou P!tux
- eLearnix - virou Privare.
- FreeLoader Linux - virou Privare.
- MiniSlack - virou Zenwalk.
- WhaX - virou iWhaX
Semi-Desativadas:
- Litrix Linux - Distribuição Linux brasileira que continua ativa mas a partir de sua versão 3.0 trocou o Slackware pelo Gentoo como base; é desenvolvida por Vagner Rodrigues.
- SuSE Linux - Distribuição Linux então alemã, que até sua fusão com a distribuição Jurix, em 1996, se baseava no SLS Linux e Slackware.
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Desativadas:
- BearOps Desktop - Distribuição canadense, abandonada em 2001.
- Buffalo - Distribuição americana, abandonada em 2005.
- Definity - Distribuição brasileira desenvolvida por uma empresa em Curitiba, abandonada em 2003.
- Evil Entity - Distribuição americana cujo ponto forte era a edição de multimídia; abandonada em 2004, não está claro se a anunciada sucessora, Arcano Linux, foi ativada.
- gNox - Live CD britânico cujo gerenciamento em módulos permitiria acrescentar módulos diretamente à imagem .iso; distro abandonada em 2005.
- NetwosiX - Distribuição italiana voltada para a segurança de redes; abandonada em 2006.
- SentiniX - Distribuição sueca voltada ao monitoramento de redes; abandonada em 2003.
- Tukaani - Distribuição Linux finlandesa cujo ponto forte está no gerenciamento de pacotes, através do instalador pkgtools (sic!) e do (des)compactador LZMA: compatibilizam pacotes nos formatos .tgz, .tbz, .tlz e .tar.
- Ultima - Distribuição americana que era desenvolvida por Martin Última, abandonada em 2005.
[editar] Remoção do GNOME
Em Março de 2006 o GNOME foi removido da distribuição oficial do Slackware, sendo deixado o suporte por parte da comunidade. Alguns dos projetos mais conhecidos que distribuem esses pacotes são o GNOME Slack Build, o Dropline GNOME, o Gware e o GnomeSlacky.

