Slayer

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Slayer
Slayer numa apresentação no festival Fields of Rock em 2007
Informação geral
Origem Huntington Park, Califórnia
País  Estados Unidos
Gênero(s) Thrash metal, speed metal
Período em atividade 1981–atualmente
Gravadora(s) Metal Blade, Def Jam, American
Afiliação(ões) Testament
Página oficial www.slayer.net
Integrantes Kerry King
Tom Araya
Paul Bostaph
Gary Holt
Ex-integrantes Dave Lombardo
Jeff Hanneman

Slayer é uma banda norte-americana de thrash metal proveniente de Huntington Park, Califórnia, formada em 1981. A banda foi fundada pelos guitarristas Jeff Hanneman e Kerry King.[1] Slayer entrou na fama a partir de 1986, com o álbum Reign in Blood,[2] e é considerado como parte do Big Four of Thrash: as quatro maiores bandas de thrash metal de todos os tempos, juntamente com Metallica, Megadeth e Anthrax.[3]

O estilo musical de Slayer envolve rápidos tremolos, variados e complexos solos de guitarra, bumbo duplo na bateria e vocais pesados alternando desde Falsettos até Guturais. As letras e arte dos álbuns se baseiam em temas como serial killers, satanismo, religião e a guerra, o que levou a gerar diversos problemas ao longo da história da banda, como proibições de álbuns, atrasos em turnês, processos judiciais, além de ser constante alvo de críticas de grupos religiosos.

Desde seu álbum de estreia em 1983, a banda lançou dois álbuns ao vivo, um box, seis videoclipes, dois EPs e onze álbuns de estúdio, dos quais quatro receberam disco de ouro pela RIAA. A banda recebeu quatro nomeações para o Grammy, ganhando uma em 2007 para a canção "Eyes of the Insane", e outra em 2008 para a canção "Final Six". Slayer já tocou em vários grandes festivais de música em todo o mundo, incluindo Unholy Alliance, Download festival, Ozzfest e Rock in Rio.

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios (1981–1982)[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Slayer.

O Slayer foi formado em 1981, quando o guitarrista Kerry King encontrou Jeff Hanneman enquanto fazia audição para uma banda.[4] Os dois recrutaram o baixista e vocalista Tom Araya, que havia tocado com King anteriormente em outra banda. O baterista Dave Lombardo foi recrutado quando ele conheceu King entregando uma pizza.[5] A banda tocou versões cover do Iron Maiden e do Judas Priest, em clubes e festas no sul da Califórnia. Anteriormente,seus shows basearam-se em uma imagem satânica, que incluía pentagramas, maquiagem, espículas e cruzes invertidas.[6] Existe um rumor que a banda era originalmente conhecida como Dragonslayer, por um filme de mesmo nome de 1981. No entanto, quando King foi perguntado "Como você pôde usar o nome Dragonslayer?" King teria respondido "Nós nunca usamos este nome, é um mito daquela época."[7]

"Aggressive Perfector"
Regravação inserida na reedição de 1998 do álbum Reign in Blood .

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A banda foi convidada para abrir o show da banda "Bitch" no Woodstock Club em Los Angeles, tocando oito músicas — sendo seis covers. Enquanto tocava "Phantom of the Opera", do Iron Maiden a banda foi vista por Brian Slagel, um antigo jornalista musical que havia recentemente fundado a Metal Blade Records. Impressionado com o desempenho do Slayer, Slagel reuniu-se com a banda no backstage e pediu-lhes para gravar uma canção original, "Aggressive Perfector", para a sua próxima compilação: Metal Massacre III. A banda aceitou a proposta e criou a canção, o que levou Slagel a oferecer para banda um contrato de gravação com a Metal Blade.[8]

Show No Mercy, Haunting the Chapel e Hell Awaits (1983–1986)[editar | editar código-fonte]

Sem um patrocínio para a gravação de seu álbum de estreia, a banda foi forçada a se autofinanciar. Juntando a poupança de Araya, que trabalhava originalmente como terapeuta respiratório,[9] e dinheiro emprestado do pai de King,[1] a banda entrou no estúdio em novembro de 1983. O álbum foi apressado para liberação, com apenas três semanas as faixas estavam prontas. Show No Mercy, lançado em dezembro de 1983 pela Metal Blade Records, gerou grande popularidade underground para a banda, e eles começaram seu primeiro tour nacional em 1984 para promover seu álbum de estreia viajando em um Camaro de Araya rebocando um trailer .[1] O tour deu a banda mais popularidade; as vendas do Show No Mercy chegaram a mais de vinte mil nos Estados Unidos e mais vinte mil no mundo.[8]

Em agosto de 1984, Slayer lançou três faixas em um EP intitulado Haunting the Chapel. O EP tem uma sonoridade mais obscura, mais thrash metal que seu predecessor, e lançou as bases para a futura direção da banda.[10] A faixa de abertura, "Chemical Warfare," tornou-se um clássico ao vivo, tocado em quase todos os shows desde 1984. Após o lançamento de Haunting the Chapel, O Slayer estreou na Europa no Heavy Sounds Festival na Bélgica fazendo a abertura para a UFO,[11] retornando aos Estados Unidos para começar o Haunting The West Coast tour.[12]

Seguindo o tour, King se juntou a Dave Mustaine e sua nova banda Megadeth.[13] Hanneman estava preocupado com a decisão de King, afirmando em uma entrevista "Eu acho que nós vamos precisar de um novo guitarrista."[1] Enquanto Mustaine queria King para permanecer na base original do Megadeth, este saiu após cinco shows, declarando: "a banda de Mustaine estava tomando muito meu tempo".[1] O caso causou uma rixa entre King e Mustaine, posteriormente chegando a ser uma histórica rivalidade entre o Slayer e o Megadeth.[14] O impasse só chegou a ser "resolvido" décadas depois, quando o Big Four of Thrash se reuniu historicamente ao vivo na Bulgária e Megadeth e Slayer subiram ao palco juntos. Após o retorno de King, a banda embarcou no 1984 Combat Tour, com o Venom e Exodus, e ainda lançou um álbum ao vivo chamado Live Undead, em novembro.

"Hell Awaits" (1985)
"Hell Awaits" e a épica voz demoníaca falando "join us" (una-se a nós) e "welcome back" (bem-vindo de volta)

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O Slayer lançou seu primeiro home video em 1985, chamado Combat Tour: The Ultimate Revenge. O vídeo mostrou a apresentação ao vivo da banda em New York no clube Studio 54, no tour de 1984 com Venom e Exodus. Em meados de 1985, Show No Mercy chegou a vender mais de 40.000 cópias,[8] o que fez a banda retornar ao estúdio para a gravação de um segundo álbum. Metal Blade financiou a gravação, que possibilitou à banda contratar o produtor Ron Fair.[1]

Lançado em setembro de 1985, o segundo álbum de estúdio de Slayer, Hell Awaits, expandiu a atmosfera obscura de Haunting the Chapel, com inferno e Satã sendo temas líricos comuns. Este foi o álbum mais progressivo do Slayer até então, apresentando estruturas musicais longas e complexas.[1] A intro do álbum é um backmasking com voz demoníaca repetindo: "Join us" (una-se a nós) e terminando com "Welcome back" (bem-vindo de volta) antes da faixa começar. A intro é épica dentre os fãs até hoje. O álbum foi um sucesso, com fãs escolhendo Slayer para diversas premiações, como melhor banda e melhor banda ao vivo. Hell Awaits acabou ganhando o título de "melhor álbum de 1985" e Dave Lombardo como melhor baterista, segundo pesquisa realizada em 1985 pela revista britânica Metal Forces.[15]

Reign in Blood (1986–1987)[editar | editar código-fonte]

Slayer tocando Angel of Death no Download Festival

Seguindo o sucesso de Hell Awaits, foi oferecido ao Slayer um contrato de gravação com Russell Simmons e Rick Rubin, da recém-fundada Def Jam Recordings, uma gravadora dedicada especialmente ao rap.[1] A banda aceitou, e com um experiente produtor e grande orçamento para gravação, a banda sofreu uma reformulação musical, resultando em canções curtas, rápidas e com produção mais limpa. Foram embora os arranjos complexos e músicas longas apresentados em Hell Awaits, suprimido em favor de um som despojado, influenciado pelo thrash metal na estrutura das canções.[1]

A distribuidora da Def Jam, Columbia Records, se recusou a lançar o álbum Reign in Blood, devido a sua arte gráfica e temas líricos.[1] Por exemplo, "Angel of Death" detalha os campos de concentração do Holocausto e as experiências humanas conduzidas pelo médico nazista Josef Mengele. O álbum foi distribuído pela Geffen Records em 7 de Outubro de 1986. No entanto, devido à controvérsia, Reign in Blood não apareceu no calendário de lançamentos da empresa.[1] Embora o álbum praticamente não tenha tocado frequentemente em nenhuma rádio, tornou-se o primeiro da banda a entrar na Billboard 200, estreando na posição 94[16] , e foi o primeiro álbum da banda certificado como disco de ouro nos Estados Unidos.[17]

Em Outubro de 1986, Slayer embarcou na sua turnê mundial Reign in Pain, com a banda Overkill nos EUA e Malice na Europa. A banda foi adicionada como a abertura na turnê do W.A.S.P. nos EUA, mas em apenas um mês o baterista Lombardo deixou a banda, declarando: "Eu não estava fazendo nenhum dinheiro. Eu figurava como se estivéssemos fazendo isso profissionalmente, com um grande rótulo: Eu quero minha utilidade pública e renda paga."[1] Para continuar com a turnê, Slayer recorreu Tony Scaglione, do Whiplash. No entanto, a esposa de Dave Lombardo o convenceu para retornar à banda em 1987.[1] Por insistência de Rubin, Slayer gravou uma versão cover do Iron Butterfly, "In-A-Gadda-Da-Vida" para o filme Less Than Zero.[1] Embora a banda não ficasse feliz com o produto final, Hanneman entendeu que foi "uma má representação do Slayer" e King rotulou como "a hunk of shit", foi uma de suas primeiras canções a tocar frequentemente nas rádios.[1]

South of Heaven e Seasons in the Abyss (1988–1993)[editar | editar código-fonte]

Slayer retornou ao estúdio para gravar o seu quarto álbum. Ao invés da velocidade de Reign in Blood, a banda decidiu conscientemente em abrandar os andamentos e de incorporar um canto mais melódico. Hanneman afirmava: "Sabíamos que não poderíamos ser superiores ao Reign in Blood, de modo que tivemos de abrandar. Sabíamos que o que fizemos e que iria ser comparado àquele álbum, e recordo-me de que realmente nós discutimos sobre isso. Isso foi estranho — nós nunca tínhamos o feito em um álbum, antes ou desde."[1]

Lançado em 1988, South of Heaven recebeu um misto de respostas dos fãs e críticos, embora tenha sido na época seu álbum mais bem sucedido comercialmente, estreando na posição 57 da Billboard 200[16] , e o segundo álbum a receber certificação como disco de ouro nos Estados Unidos pela RIAA[17] . A resposta da imprensa ao álbum foi mista: com o Allmusic citando o álbum como "inquietante e poderoso"[18] , e a revista Rolling Stone chamando-o de "verdadeira diretriz ofensiva satânica"[19] . King diz que "aquele álbum foi o meu desempenho mais apagado", apesar de Araya classificar o álbum como um "início tardio", que eventualmente cresceu em pessoas.[1]

Kerry King, 2008

O Slayer retornou ao estúdio com o co-produtor Andy Wallace em 1989, para gravar seu quinto álbum. Seguindo a folga criada pelo South of Heaven, a banda retornou para a "velocidade triturante de Reign in Blood", embora mantendo um novo sentido melódico.[20] Seasons in the Abyss, lançado em outubro de 1990, foi o primeiro álbum do Slayer a ser lançado sob a nova gravadora de Rubin, a Def American, já que ele havia encerrado a sociedade com o proprietário da Def Jam, Russell Simmons, alegando diferenças criativas. O álbum estreou na posição 44 da Billboard 200[16] , e foi certificado como disco de ouro em 1992[17] . A faixa título foi o segundo videoclipe do Slayer, filmado em frente às Pirâmides de Gizé, no Egito, antes da Guerra do Golfo.

O Slayer retornou com uma apresentação ao vivo em setembro de 1990 para co-liderar a turnê europeia Clash of the Titans, com Megadeth, Suicidal Tendencies, e Testament. Com a popularidade do thrash americano em seu apogeu, a turnê foi prorrogada para os Estados Unidos para início de maio em 1991, com Megadeth, Anthrax e, como banda de abertura, Alice in Chains. A banda lançou um álbum ao vivo duplo, Decade of Aggression, em 1991, para celebrar dez anos. A compilação estreou em 55º lugar na Billboard 200[16] .

Em maio de 1992, Dave Lombardo saiu da banda devido a conflitos com outros membros, bem como argumentos ao longo do seu desejo de trazer a sua mulher na turnê[21] . Lombardo formou a sua própria banda, Grip Inc., com o guitarrista do Voodoocult: Waldemar Sorychta[22] , e o Slayer recrutou o ex-baterista do Forbidden, Paul Bostaph, para preencher o seu lugar. O Slayer fez sua apresentação de estréia com Bostaph em 1992, no festival Monsters of Rock, no Castelo de Donington. A primeira gravação em estúdio com Bostaph foi um medley de três canções do Exploited, "War", "UK '82", e "Disorder", com o rapper Ice-T, para a trilha sonora do filme Judgment Night em 1993.[23]

Divine Intervention e Undisputed Attitude (1994–1997)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, o Slayer lançou Divine Intervention, o primeiro registro da banda com o baterista Bostaph. A gravação passou a ser nesse momento a classificação mais alta de um disco da banda, estreando em 8º lugar na Billboard 200. O álbum incluiu canções sobre Reinhard Heydrich, um dos "arquitetos "do Holocausto, e Jeffrey Dahmer, famoso serial killer canibal - "213" foi o número de seu apartamento, onde ele assassinou, violentou, e torturou dezessete vítimas. Outros temas incluem homicídio, os males da igreja, e os métodos que o governo utiliza para exercer o poder.O interesse de Tom Araya em serial killers inspirou grande parte do conteúdo lírico.

Slayer encaminhou-se para uma turnê mundial em 1995, com Biohazard e Machine Head como suas bandas de abertura. Um vídeo de filmagens ao vivo, Live Intrusion, foi lançado, com uma cover do Venom, "Witching Hour" (em parceria com o Machine Head). As relações entre as bandas desde então, teriam se deteriorado. Após a turnê, o Slayer tocou no festival Monsters of Rock de 1995, estrelado pelo Metallica.

Em 1996, Undisputed Attitude, um álbum de covers Hardcore/Crossover thrash, foi lançado. A banda tocou covers de canções de bandas como Minor Threat, TSOL, DRI, DI, Verbal Abuse, Dr. Know e The Stooges. O álbum apresentou três faixas originais, "Gemini", "Can’t Stand You", "Ddamm"; as duas últimas foram escritos por Hanneman em 1984-1985 para um projeto paralelo intitulado Pap Smear.

Bostaph deixou o Slayer pouco tempo depois do lançamento do álbum para trabalhar em seu próprio projeto, The Truth About Seafood. Com a partida de Bostaph, Slayer recrutou o baterista Jon Dette, do Testament, e paralelamente liderou a Ozzfest de 1996, com Ozzy Osbourne, Danzig, Biohazard, Sepultura, e Fear Factory. Dette foi despedido depois de um ano, devido a um conflito com os membros da banda; Bostaph retornou para continuar a turnê.

Uma ação judicial foi movida contra a banda em 1996, pelos pais de uma garota chamada Elyse Pahler, que acusou a banda de incentivar a sua filha através de suas letras sobre assassinos. Elyse foi drogada, estrangulada, apunhalada, espezinhada, e violentada como um "sacrifício para o diabo" por três fãs da banda. O caso chegou ao tribunal em 19 de maio de 2000, declarando que Slayer e negócios relacionados com mercados estavam distribuindo produtos nocivos para adolescentes, incentivando através de suas letras sobre atos violentos, e "nenhum vicioso dos crimes cometidos contra Elyse Marie Pahler teria ocorrido sem a intencional estratégia de marketing a morte de banda de metal Slayer." A ação foi julgada improcedente em 2001, por várias razões, incluindo "princípios da liberdade de expressão, falta de um dever e falta de previsibilidade." Um segundo processo foi apresentado pelos pais, uma queixa alterada por perdas e danos contra o Slayer, sua gravadora, e outras indústrias e entidades de gravação. A ação foi julgada improcedente; juiz Jeffrey E. Burke afirmou: "Eu não considero a música do Slayer obscena, indecente ou prejudicial aos menores."

Diabolus in Musica (1998–2000)[editar | editar código-fonte]

Diabolus in Musica (latim: "O Diabo na Música") foi lançado em 1998, e estreou em 31º lugar no Billboard 200, vendendo mais de 46.000 copias. O álbum recebeu críticas mistas e foi criticado por adotar características da música nu-metal, como as guitarras em baixa sintonia, estruturas de acorde tenebrosos. O jornalista Borijov Krgin, do site Blabbermouth.net, descreveu o álbum como "uma fraca tentativa de incorporar elementos atualizados para o som do grupo, o que elevou a presença dos esforços da banda e ofereceu pouco, esperava que eles poderiam abster-se de seu interminável material para a sua futura produção.", enquanto Ben Ratliff, do New York Times, escreveu que "oito das 11 músicas em Diabolus in Musica, algumas das quais foram tocadas no show, estão na mesma cinza. " No entanto Adrien Begrand, do PopMatters, disse canções como "Bitter Peace" e "Death's Head" "mandam para longe qualquer coisa que jovens fingidos como Slipknot criem."

O álbum foi o primeiro da banda em baixa sintonia, como apresentado na faixa, "Bitter Peace", fazendo uso do intervalo musical referido na Idade Média como Trítono ou escala ruim. Slayer se junta com o hardcore digital do grupo Atari Teenage Riot para gravar uma música para a trilha sonora do filme Spawn, intitulada "No Remorse (I Wanna Die)". A banda mais tarde prestou homenagem ao Black Sabbath com a gravação de uma cover de "Hand of Doom" para o segundo de dois álbuns de tributo, intitulado Nativity in Black II. Uma turnê mundial seguiu para dar suporte ao novo álbum, com Slayer fazendo uma aparição em 1998 no Reino Unido, no Ozzfest, juntamente com Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Foo Fighters, Pantera, Soulfly, System of a Down, Sepultura, Fear Factory, e Therapy?.

God Hates Us All (2001–2005)[editar | editar código-fonte]

Depois de atrasos nas remixagens e ilustrações, incluindo slip covers criado para cobrir o trabalho artístico original que foi considerado muito agressivo, God Hates Us All foi lançado em 11 de setembro de 2001, mesmo dia dos atentados terroristas ao World Trade Center. A banda recebeu a sua primeira indicação para o Grammy com a faixa "Disciple", embora o Grammy tenha premiado Tool, por "Schism".

Tom Araya, 2009

O atentado de 11 de setembro contra a América comprometeu a turnê europeia de 2001, Tattoo the Planet, que inicialmente estava previsto apresentações de Pantera, Static X, Biohazard e Vision of Desorder. Datas foram canceladas ou adiadas devido às restrições de vôo, com a maioria das bandas decidindo por se retirar, deixando Slayer e Static X remanescentes para a parte européia da turnê. Pantera, Vision of Disorder e Biohazard foram substituídos por Cradle of Filth e outras bandas dependendo da localização; Amorphis, In Flames, Moonspell, Children of Bodom, e Necrodeath. Na data da turnê em Birmingham, Inglaterra, somente se apresentaram Slayer, Biohazard, Cradle of Filth e Raging Speedhorn. O baterista Bostaph deixou a banda antes do Natal, em 2001, devido a uma lesão crônica no cotovelo que iria dificultar a sua capacidade de tocar. A turnê God Hates Us All, do Slayer estava inacabada, então King contatou o baterista original Lombardo, e perguntou se ele gostaria de terminar o resto da turnê. Lombardo aceitou a oferta, e ficou como membro permanente.

Slayer excursionou tocando o Reign in Blood na sua totalidade durante toda a primavera de 2003, sob o banner da turnê Still Reigning. Quando tocou o final de sua música "Raining Blood" a banda foi banhada por uma chuva de sangue falso. A filmagem disto foi gravada no Augusta Civic Center, em Augusta, Maine, em 11 de julho de 2004, e lançado no mesmo ano como o DVD Still Reigning. A banda também lançou War at the Warfield e um box, Soundtrack to the Apocalypse, com raridades, CDs e DVDs com apresentações ao vivo e várias produtos da banda.

De 2002 até 2004 a banda realizou mais de 250 shows, liderando grandes festivais musicais incluindo H82k2, Summer Tour, Ozzfest 2004, o Download Festival e uma turnê europeia com o Slipknot. Enquanto se preparava para o Download Festival, na Inglaterra, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi levado para o hospital com uma misteriosa doença, e ficou impossibilitado de tocar. O vocalista do Metallica, James Hetfield procurou por voluntários no último minuto, para substituir Ulrich, e acabou optando tanto por Lombardo, tocando "Battery" e "The Four Horsemen", como pelo baterista do Slipknot, Joey Jordison.

Christ Illusion (2006–2008)[editar | editar código-fonte]

Slayer no The Fields of Rock festival em 2007.

O álbum Christ Illusion estava inicialmente previsto para lançamento em 6 de junho de 2006, e seria o primeiro álbum com o baterista original Lombardo desde Seasons in the Abyss, de 1990. No entanto, a banda decidiu adiar o lançamento do registro por que eles não queriam estar entre os muitos, de acordo com King, "semi-idiotas, bandas perdedoras estúpidas fudidas" lançou a gravação em 6 de junho, embora o jornal USA Today tenha relatado que a ideia foi frustrada porque a banda não conseguiu garantir tempo suficiente no estúdio de gravação. Em vez disso, o Slayer lançou Eternal Pyre, em 6 de junho, como um EP em edição limitada. Eternal Pyre apresentava a canção "Cult", uma apresentação ao vivo de "War Ensemble", na Alemanha, imagens de um vídeo da banda gravando "Cult", e um vídeo de cinco minutos uma fã do Slayer talhando o nome da banda em seu antebraço. Cinco mil exemplares foram distribuídos e vendidos exclusivamente através da cadeia de lojas Hot Topic, e vendido em poucas horas do lançamento. Em 30 de junho, a gravadora Nuclear Blast lançou um vinil de 7 com uma figura ilustrada como versão limitada a um milhar de exemplares.

Christ Illusion foi lançado em 8 de agosto de 2006, e estreou em 5º lugar no Billboard 200, vendendo mais de 62.000 cópias em sua primeira semana. O álbum foi a posição mais alta do Slayer, melhorando a sua melhor posição anterior com o álbum Divine Intervention, que tinha estreado em 8°. No entanto, apesar do seu elevado posicionamento, o álbum caiu para # 44 na semana seguinte. Três semanas após o lançamento do álbum o Slayer entrou para o Hall da Fama da revista Kerrang! pela sua influência para a cena heavy metal.

Dave Lombardo, 2009.

A turnê mundial chamada The Unholy Alliance, foi realizada para promover o novo álbum. A turnê de lançamento foi inicialmente marcada para 6 de junho, mas foi adiada para 10 de junho pois Araya tinha de ser submetido a uma cirurgia na vesícula biliar. Bandas como In Flames, Mastodon, Children of Bodom, Lamb of God e Thine Eyes Bleed (com o irmão de Araya, Johnny) acompanharam o Slayer. A turnê fez o seu caminho através da Europa e América, e as bandas que participaram, além de Thine Eyes Bleed, reunido para se apresentar no Loud Park Festival, no Japão, em 15 de outubro de 2006.

O vídeo para o primeiro single do álbum, "Eyes of the Insane",[24] foi lançado em 30 de outubro de 2006. A faixa foi apresentada na trilha sonora do filme Saw III (em português Jogos Mortais 3), e ganhou um prêmio Grammy pela "Melhor Desempenho de Metal" no 49º Grammy Awards[25] , apesar da banda não poder comparecer devido às obrigações da turnê. Uma semana depois, a banda visitou o 52º Esquadrão de Serviços localizado na Base da Força Aérea dos EUA em Spangdahlem, na Alemanha para fazer um show. Esta foi à primeira visita da banda em uma base militar. A banda fez sua primeira aparição em uma rede de televisão no programa Jimmy Kimmel Live!, em 19 de janeiro, tocando a canção "Eyes of the Insane", e mais quatro canções para fãs após o show (apesar da filmagem de "Jihad" ter sido cortada devido a sua letra controversa). Excursionaram na Austrália e na Nova Zelândia, com o Mastodon, em abril, e apareceram no Download Festival, Rock Am Ring, e uma turnê de verão com Marilyn Manson e Bleeding Through.

A banda lançou uma edição especial de Christ Illusion que apresentava uma nova arte na capa e uma faixa bônus, "Final Six", que lhe rendeu um prêmio Grammy pelo "Melhor Desempenho de Metal"[26] . Esta é a segunda premiação consecutiva da banda nesta categoria. Em uma entrevista com a revista Worcester, Araya esta incerto sobre o futuro da banda, e que ele não consegue se ver continuando a carreira com mais idade. Araya também declarou que, quando a banda finalizar sua próxima gravação, que será a última em seu contrato, a banda teria de "sentar e discutir o futuro". Em uma entrevista com Yebo TV, Hanneman afirmou que já começou escrevendo três canções para o próximo álbum. O autor Joel McIver está adicionando os retoques finais a uma biografia sobre o Slayer de 400 páginas intitulada The Bloody Reign of Slayer, que estará disponível em junho de 2009.

World Painted Blood (2009-2011)[editar | editar código-fonte]

Gary Holt com a banda em 2011.

O Slayer lançou mundialmente no dia 2 de Novembro de 2009, seu 11º álbum de estúdio, World Painted Blood, produzido por Rick Rubin, que havia trabalhado com a banda entre 1986 e 1998. Em Maio de 2009, Kerry King disse do álbum: "Eu acho que este tem um pouco de tudo - mais do que qualquer coisa que nós fizemos desde Seasons. Então, eu imagino que as pessoas o vão comparar com esse".

Em maio de 2010, eles participaram do Sonisphere Festival na Bulgária, ao lado dos outros 3 grandes do Thrash, uma banda tocando após a outra. Posteriormente esse show foi gravado em DVD e lançado sob o nome de "Big Four". O Slayer tocou seus clássicos antigos e também músicas do novo CD como "World Painted Blood" e "Beauty Through Order", num total de 12 músicas.

Em fevereiro de 2011, Jeff Hanneman foi acometido por uma infecção em seu braço direito (provavelmente por uma picada de aranha) e teve de entrar em tratamento médico. Como a banda não podia desmarcar seus shows, foi recrutado o guitarrista Gary Holt, do Exodus, para substituí-lo. No início de abril, Gary teve de voltar ao Exodus para participar da turnê de sua banda, e Pat O'Brien (Cannibal Corpse) substituiu-o em 4 apresentações.[27] Holt, então, segue na banda até hoje tocando em todos os shows.

Ainda em 2011, a banda fez novamente shows com o Big 4 do Thrash.

Fatos recentes (2012–presente)[editar | editar código-fonte]

Em 18 de Dezembro de 2012 a banda foi confirmada oficialmente no Rock in Rio 2013, para o último dia de apresentações.[28] [29]

No dia 21 de fevereiro de 2013, o baterista Dave Lombardo anuncia em seu facebook a sua demissão do Slayer antes de sua turnê pela Austrália. No comunicado, Lombardo pede desculpas aos fãs da Austrália que compraram os ingressos esperando que ele estivesse presente. Ele diz ter sido informado no dia 14 de fevereiro de 2013 que não seria mais o baterista da turnê devido a um desentendimento com Kerry King envolvendo a parte financeira da banda.

Em 2 de maio de 2013, morre o guitarrista e fundador da banda, Jeff Hanneman, vítima de insuficiência hepática.[30]

Em 30 de maio de 2013, foi anunciado que Paul Bostaph está de volta à banda.[31] O músico afirma: "Estou muito animado de voltar ao SLAYER. Gastamos 10 anos muito intensos de nossas vidas juntos, nos divertimos muito, fizemos muita música de qualidade, então para mim, é como voltar para casa."

Em 23 de abril de 2014, a banda estreia ao vivo no Revolver Golden Gods Awards e disponibiliza via download a música ''Implode'', composta por Kerry King .

Estilo[editar | editar código-fonte]

Cenário comum de um show do Slayer

Os primeiros trabalhos da banda foram bem recebidos pela crítica graças a sua rapidez e poderio instrumental que combinavam hardcore punk e speed metal. Reign in Blood é o álbum mais rápido deles, gravado com uma média de 250 batidas por minuto.[32] Já em 2001, God Hates Us All foi gravado com guitarras de 7 cordas, sendo considerado por alguns fãs como um som próximo ao nu metal.[33]

Os solos de King e Hanneman foram categorizados como "caóticos e incrivelmente geniais".[34] Dave Lombardo usa dois bumbos ao invés de pedais duplos e um bumbo. A agressividade e velocidade de Lombardo fez com que ele ganhasse o título de padrinho do bumbo duplo[5] pela revista Drummerworld, sendo este peça chave no som da banda.[35]

Membros[editar | editar código-fonte]

Formação atual

Ex-membros

Ao vivo

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Turnês[editar | editar código-fonte]

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Prémios Grammy[editar | editar código-fonte]

Ano Trabalho Nomeado Prémio Resultado
2002 "Disciple" Best Metal Performance Nomeado
2007 "Eyes of the Insane" Best Metal Performance
2008 "Final Six" Best Metal Performance
2010 "Hate Worldwide" Best Metal Performance Nomeado
2011 "World Painted Blood" Best Metal Performance Nomeado

Kerrang! Awards[editar | editar código-fonte]

Ano Nomeado Prémio Resultado
2006 Slayer Kerrang! Hall of Fame[38]
2013 Slayer Kerrang! Legend[39]

Metal Edge Readers' Choice Awards[editar | editar código-fonte]

Ano Trabalho Nomeado Prémio Resultado
2003 War at the Warfield DVD of the Year [40]

Metal Hammer Golden Gods Awards[editar | editar código-fonte]

Ano Nomeado Prémio Resultado
2004 Slayer Best Live Act[41]

Notas e Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q An exclusive oral history of Slayer.
  2. Kerrang! Hall Of Fame (24 de Agosto de 2006).
  3. Get Thrashed: The Story of Thrash Metal Stylus (7 de Maio de 2007).
  4. Davis, Brian (26 de Julho de 2004). Interview with Slayer guitarist Jeff Hanneman (em inglês). Knac.com. Página visitada em 18 de Agosto de 2008.
  5. a b Drummers: Dave Lombardo (em inglês). Drummerworld. Página visitada em 21 de Agosto de 2008.
  6. Huey, Steve. Slayer > Biography (em inglês). allmusic. Página visitada em 21 de Agosto de 2008.
  7. The Dragonslayer myth, Christ Illusion, previous albums (em inglês). FaceCulture (18 de Outubro de 2007). Página visitada em 18 de Agosto de 2008.
  8. a b c German, Eric (20 de Julho de 2007). Interview with Brian Slagel (em inglês). metalupdate.com. Página visitada em 18 de Agosto de 2008.
  9. Live Chat with Tom Araya of Slayer. ESPguitars.com. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2006.
  10. Rivadavia, Eduardo. Slayer:Haunting the Chapel. Allmusic.
  11. Lahtinen, Lexi (18 de Dezembro de 2006). Slayer - Jeff Hanneman. Metal-rules.com.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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