Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz - Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal

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O Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz - Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal, é uma Potência Maçónica, soberana e independente, regularmente constituída e instalada, essencialmente filantrópica, filosófica e progressiva, que tem por objecto a procura da verdade, a prática da solidariedade entre todos os homens livres e de bons costumes, sem rejeição de raças, de nacionalidades, de culturas, de sexo ou de crenças.

Trabalha para o aperfeiçoamento material e ético do Homem e da Humanidade, assim como para o seu progresso intelectual e social.

Tem por principio a tolerância mútua, o respeito por terceiros e por nós próprios, o livre exame, a democracia, a laicidade e a liberdade absoluta de consciência.

Considera as concepções metafísicas como fazendo parte do foro intimo e exclusivo da avaliação individual dos seus membros.

Recusa-se a efectivar qualquer afirmação dogmática e tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Nascimento do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz[editar | editar código-fonte]

A 25 de Abril de 1804, é assinado um Tratado de Amizade entre o Grande Oriente Lusitano) e o Grande Oriente de França. Este Tratado foi subscrito, por parte do Grande Oriente Lusitano, entre outros, pelo Mestre Maçon Egas Moniz (nome simbólico de Sebastião José de Melo e Castro Lusignan, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano), já elevado ao Grau de Cavaleiro Rosa-Cruz, indicio de que as Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno (vulgo Altos Graus ou Alta Maçonaria) existiam em Portugal, pelo menos desde 1802, ano da instalação do Grande Oriente Lusitano.

Este Tratado de Amizade entre o Grande Oriente Lusitano e o Grande Oriente de França, garante a existência das Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno, em Portugal, a partir de 1804.

De acordo com a Constituição do Grande Oriente Lusitano publicada em 1806, o Rito Francês ou Moderno era oficialmente praticado no Grande Oriente Lusitano e o Rito Escocês Antigo e Aceito teve assento no Grande Oriente Lusitano com a fundação do seu Supremo Conselho dos Grandes Inspectores-Gerais do 33.º Grau, a 1 de Dezembro de 1840, onde foi instalado a 21 de Março de 1844.

O Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz de Portugal, trabalhou nas Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno, desde 1804 até 1939 ininterruptamente, prosseguindo até hoje. A título comparativo, em França, as Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno, deixaram de ser praticadas no Grande Oriente de França, de 1830 a 1999, cerca de 170 anos.

Depois do Estado Novo ter proibido a Maçonaria em 1935, durante o período de clandestinidade, os membros do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz foram integrados no Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito, para Portugal e sua jurisdição, acto ratificado pelo Tratado e Acordo de 1939. Por razões de segurança esse Acordo confia os Poderes do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz no Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito. A partir dessa data o Rito Francês ou Moderno deixou de ser praticado em Portugal e nos Países Africanos onde Portugal era potência colonizadora.

Este tratado entre o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz e o Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito foi assinado no dia 24 de Março de 1939.

A Reactivação do Rito Francês ou Moderno[editar | editar código-fonte]

Em 1991, com a fundação da Loja simbólica Delta, o Rito Francês ou Moderno foi reintroduzido no Grande Oriente Lusitano. O actual Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz foi reactivado em 6 de Março de 2003, por Decreto do Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito,1 fiel depositário do Rito Francês em razão do referido Tratado e Acordo de 1939. Com a reactivação do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz, o Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito transferiu para esta Potência soberana as competências que guardou e preservou no período de clandestinidade, fazendo entrega de todos os privilégios e prerrogativas inerentes.2 Marcando o início de um trabalho em prol da Harmonia e o termo de um período social de treva, o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz celebrou com o Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais do Grau 33º do Rito Escocês Antigo e Aceito, em 2003, um Acordo e Tratado de Amizade.3

Em 2004, o Grande Oriente de França, após reunião do Grande Capítulo Geral das Ordens de Sabedoria, emitiu um termo de confirmação da patente outorgada em 1804 ao Grande Oriente Lusitano, para a constituição de um Grande Capítulo Geral do Rito Francês e reconheceu o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz - Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal como herdeiro legítimo dessa jurisdição.4 Em 14 de Dezembro de 2007, por escritura pública, foi dada existência jurídica ao Soberano Grande Capítulo.

O Tratado entre o Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal e o Grande Oriente Lusitano[editar | editar código-fonte]

A Grande Dieta do Grande Oriente Lusitano aprovou em 2004, a celebração de uma Declaração de Princípios e Tratado com o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz e autorizou o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano a ratificá-lo. Em 25 de Setembro de 2004, um ano e meio depois de o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz ter sido reactivado, o Tratado foi assinado e entrou em vigor. A reactivação, em 2003, do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz, processou-se com a inclusão de dois respeitáveis maçons com mais de 100 anos de idade, nunca se rompendo assim a cadeia do Rito Francês ou Moderno e das suas Ordens de Sabedoria, desde 1804, até 2003, portanto durante dois séculos.

Vários Maçons decidiram por unanimidade, integrar, formando uma Potência Maçónica, Livre e Soberana, o Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal, a fim de respeitar o legado e a Tradição do Rito Francês ou Moderno em Portugal, constituindo assim o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz - Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal.5 A doutrina Maçónica do Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz - Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal, insere-se na Tradição desenvolvida no seio do Grande Oriente de França, nomeadamente no que se refere à Câmara de Altos Graus de 1782, devido à acção de Roettiers de Montaleau e às decisões nesta matéria do Convent de 1786, concordando com a actualização elaborada a partir de 1999, ano em que o Grande Oriente de França recebeu a Carta Patente para reintroduzir os Graus de Sabedoria em França.

É, pois, um facto histórico que o Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz existe em Portugal desde 1804, ano em que teve uma patente outorgada pelo Grande Oriente de França, o que é e sempre foi reconhecido por este,4 e pode afirmar-se, hoje, como a Potência das Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno que tem mais anos de trabalho efectivo, o que iniciaticamente lhe confere uma legitimidade histórica acrescida.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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