Sobrosa
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— Freguesia —
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| Vista aérea do centro da freguesia de Sobrosa | ||||
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| Localização de Sobrosa em Portugal | ||||
| País | ||||
| Concelho | ||||
| Fundação | anterior ao séc. XII | |||
| - Tipo | Junta de freguesia | |||
| Área | ||||
| - Total | 4,87 km2 | |||
| População (2011) | ||||
| - Total | 2 641 | |||
| - Densidade | 542,3/km2 | |||
| Gentílico: | Chocolateiro | |||
| Código postal | 4580 SOBROSA | |||
| Orago | Santa Eulália | |||
| Correio electrónico | junta@sobrosa.pt | |||
| Sítio | http://www.sobrosa.pt | |||
Sobrosa é uma freguesia portuguesa do concelho de Paredes, com 4,87 km² de área e 2641 habitantes (2011). Densidade populacional: 542,3 hab/km².
Até ao início do século XIX, constituiu a honra de Sobrosa, chegando a ser sede de um concelho, extinto em 1836. A partir desta data passou a integrar o concelho de Paredes. Até à extinção do concelho de Sobrosa, esta freguesia usou durante séculos o título de Vila.
A freguesia de Sobrosa confronta a Nascente com Beire, a Sudeste com Louredo, a Sul com Cristelo, a Poente com Duas Igrejas e Vilela, todas do concelho de Paredes. A Norte confina com a freguesia de Ferreira, e a Nordeste com Modelos, ambas do concelho de Paços de Ferreira.
Situada entre três montes (Serra de São Tiago, Monte do Visalto e Monte do Ladário), os limites administrativos de Sobrosa são os pontos mais elevados do território da freguesia, à excepção da zona sul, na qual se forma o Rio Asmes, fruto da união de todas as linhas de água de Sobrosa.
Este rio, depois de passar por Louredo, Gondalães e Madalena, vai desaguar no Rio Sousa.
Índice |
[editar] História
É difícil determinar as origens da Paróquia de Sobrosa. Sabe-se pelas Inquirições de 1258, que a igreja de Santa Eulália de Sobrosa era, nessa data, dos filhos de D. Gil Vasques de Soverosa e sufragânea do mosteiro de São Pedro de Ferreira, e que a “villa” continha quarenta e sete casais.
Recebeu Foral de D. Afonso III a 5 de Julho de 1273, renovado por D. Manuel I, em Évora, a 15 de Outubro de 1519. Posteriormente, passou para as mãos do Marquês de Vila Real, justiçado pela entrada numa conspiração contra D. João IV. Por este motivo, Sobrosa é incorporada nos bens do segundo filho varão dos Reis de Portugal, na denominada "Casa do Infantado", durante todo o tempo da sua existência (1654-1834).
Desde a Idade Média a usar o título de Vila, Sobrosa chega a ser sede de um Concelho, extinto com a criação dos concelhos de Paços de Ferreira e Paredes, a 6 de Novembro de 1836.
Tal como em muitas outras freguesias desta região, em meados do século XIX floresceu a indústria do mobiliário. No final do século passado, Sobrosa deixa de ser uma freguesia dependente da agricultura, com a chegada das indústrias de confecção de vestuário e a consequente emancipação da mulher.
Hoje, Sobrosa mantém as características rurais que sempre a caracterizaram, aliadas ao desenvolvimento e ao progresso. O surto habitacional e populacional modificou a paisagem, onde o casario se destaca na verdura dos campos e dos montes.
Por tudo isto, Sobrosa, Vila Centenária, é uma terra verde onde dá gosto viver.
[editar] Cultura
[editar] Património edificado
- Igreja Paroquial de Santa Eulália de Sobrosa (século XIX, ampliada em 1986)
- Cruzeiro do Padrão (anterior ao século XVIII, reformado em 1901)
- Cruzeiro de Guindo (1594)
- Capela de Nossa Senhora das Dores da Torre (1782)
- Capela de Nossa Senhora da Conceição de Real (1764)
- Paços do Concelho e Cadeia (século XVIII)
- Casa da Igreja (1792)
- Casa da Portela (1797)
[editar] Património natural
- Serra de São Tiago
- Rio Asmes
[editar] Espaços culturais
- Centro Paroquial de Sobrosa
- Casa da Eira
- Sede do Grupo Folclórico
- Jardim Soverosa
- Parque de Alvites
[editar] Festas e Romarias
- Mártires Santa Eulália e São Sebastião (fim-de-semana do 1.º Domingo de Agosto)
- Mostra de Artesanato (1.º fim-de-semana de Setembro)
- Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro)
[editar] Símbolos Heráldicos
A ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo branco da freguesia de Sobrosa foi publicada no Diário da República - III Série, de 26 de Maio de 1999, tendo em conta o parecer da Comissão de Heráldica da Associação de Arqueólogos Portugueses, emitido em 1 de Fevereiro de 1999 que, sob proposta da Junta de Freguesia, foi aprovado, por unanimidade, em sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, em 25 de Abril desse ano, e que é do teor seguinte:
- Brasão: Armas - Escudo de prata, um sobreiro arrancado, de sua cor, descarnado de vermelho e landado de ouro, entre uma aspa de púrpura e uma roda dentada de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas : SOBROSA - PAREDES.
- Bandeira: De verde, cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.
- Selo Branco – Nos termos da lei, com a legenda: “JUNTA DE FREGUESIA DE SOBROSA – PAREDES”.
O brasão da freguesia de Sobrosa é encimado por uma coroa mural de prata de quatro torres, atendendo ao seu passado em que, durante muitos séculos foi vila da alta fidalguia portuguesa.
Dentro do escudo de prata sobressaem três símbolos: um sobreiro, uma aspa e uma roda dentada.
O sobreiro simboliza a origem do topónimo Sobrosa, do latim “suberosus”, uma adjectivação de “suberis” que tem o significado de sobreiro. Assim, Sobrosa seria terra abundante em sobreiros.
O sobreiro está entre um aspa de púrpura e uma roda dentada de vermelho.
A aspa está associada ao martírio da sua padroeira, Santa Eulália, que por ocasião das perseguições romanas foi torturada e martirizada, até à morte. A cor púrpura significa dignidade, porque era usada pelos altos dignitários da Corte e da Igreja, nas suas vestes, e que estiveram ligados à história desta terra, como seus senhorios directos.
A roda dentada simboliza a industrialização. Sobrosa, já nos finais do século XIX, possuía uma indústria, que chegou a ser próspera: a marcenaria. A ela se vieram juntar outras, contribuindo, economicamente, para o bem-estar das gentes de Sobrosa. É de cor vermelha, porque vermelho é o sangue e o sangue é vida. O vermelho implica uma ligação à força e à vitalidade, coisas que não faltam nem nunca faltarão no progresso desta terra.
A bandeira é verde, porque verdes são os campos que foram a riqueza de Sobrosa, no passado, e o verde é, também, a cor da fé e da esperança.
No campo dos metais, o ouro e a prata, entram em abundância no brasão e na bandeira, recordando a riqueza do passado, a ponto de Sobrosa ser considerada a terra mais rica desta região.
[editar] Instituições
- Obra de Assistência Social da Freguesia de Sobrosa (1945)
- Lar Padre António Moreira de Meireles
- Centro de Dia
- Serviço de Apoio Domiciliário
- CATL (Actividades de Tempos Livres)
- Creche
- CAF (Componente de Apoio à Família)
- Lar Residencial para Pessoas com Deficiência (candidatura aprovada)
- Habitação Social
[editar] Colectividades
- Centro Cultural e Desportivo de Sobrosa (1980)
- Grupo Folclórico de Danças e Cantares do Centro Cultural e Desportivo de Sobrosa (1987)
- Teatropalco - Grupo de Teatro Amador de Sobrosa (1997)
- Associação de Cicloturismo de Sobrosa (2001)
- Grupo de Bombos "Os Amigos do Salão Paroquial de Sobrosa" (2001)
[editar] Actividades da Paróquia
- Jornal de Sobrosa (1996)
- Biblioteca (1997)
- Escola de Música de Sobrosa (1997)
- Ginástica Aeróbica (1999)
- Shotokan Karate Sobrosa (1999)
- Agrupamento de Escuteiros 1267/CNE (2004)
[editar] Organização política e administrativa
[editar] Junta de Freguesia
- Presidente: André Filipe Barros dos Santos (PSD)
- Secretário: Maria Quitéria Leal Coelho Barbosa (PSD)
- Tesoureiro: António Abílio dos Reis Oliveira (PSD)
[editar] Assembleia de Freguesia
- Presidente: Cristiano Marques da Costa (PSD)
- 1.ª Secretária: Susana Manuela Gomes Leal (PSD)
- 2.º Secretário: António Benjamin Coelho (PSD)
- Deputado: José Maria Nunes Barbosa (PSD)
- Deputado: Maria Fernanda da Silva Gomes (PSD)
- Deputado: José Manuel Dias Ribeiro (PSD)
- Deputado: Paulo Fernando Rodrigues Nunes (PSD)
- Deputado: Emília Maria Barbosa Leão de Meireles (SIM)
- Deputado: Luís Laurentino Pereira Pinto Nunes (SIM)