Sociedade Rural Brasileira

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A Sociedade Rural Brasileira (SRB), entidade de caráter associativista representativa da classe rural, fundada no dia 19 de maio de 1919, em São Paulo, capital, completa em 2009, 90 anos.

A entidade trabalha como agente negociador político do agronegócio frente aos públicos estratégicos do setor, atua como pólo disseminador de conhecimento e funciona como centro de serviços e gerador de oportunidades e negócios para a cadeia produtiva rural.

Na esfera de representação, a SRB mantém ativos 21 departamentos setoriais, que contemplam as principais atividades rurais e integram os maiores fóruns de decisão do agronegócio brasileiro.

[editar] Fundação

Os primórdios da Rural

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) foi criada tendo como modelo a Sociedade Rural Argentina

Na virada do século XIX para o XX, a agricultura brasileira passava por grandes transformações, que levaram, em 1918, o empresário rural Eduardo da Fonseca Cotching a uma viagem pelo mundo, a fim de amealhar novas ideias para o agronegócio brasileiro. Esta viagem terminou na Argentina. Ao conhecer a estrutura agropecuária do país vizinho, Cotching ficou entusiasmado com a Sociedade Rural Argentina, entidade que influenciava governos e era a base da economia portenha.

O universo argentino não era muito diferente do brasileiro, no qual cerca de 90% das exportações da época eram de origem da agropecuária e, no caso brasileiro, 75% das exportações totais brasileiras eram do café, alicerce de nossa economia. Cotching, ituano de nascimento e de pai inglês, William Mackel Cotching casado com a brasileira Dona Gertrudes, herdeira de um dos ramos dos Fonseca e Almeida Prado, sugeriu a criação de uma Sociedade Rural, aos moldes da Argentina.

A ideia foi abraçada pelo banqueiro, Conde de Prates, realizando, assim, a primeira reunião em 20 de maio de 1919, na sede do Automóvel Club, que funcionava na Rua Líbero Badaró, 114. "Sob influência de tais ideias (florescente parque industrial em São Paulo), um cavalheiro, ainda muito moço, cheio de boa vontade, bastante viajado e doado de longínqua visão – o dr. Eduardo da Fonseca Cotching – numa manhã de domingo, em que lhe sobrava lazer para levantar castelos, pôs-se a pensar, depois de lido e relido o opúsculo do sr. Gomes do Carmo sobre a República Argentina e sua opulenta Sociedade Rural.

E de chofre, com firme decisão, deliberou criar aqui em São Paulo a Sociedade Rural Brasileira, destinada como a sua congênere do Prata, a orientar e impulsionar a pecuária em São Paulo e em todo o Brasil. Instala-se neste momento a Sociedade Rural Brasileira." O trecho entre aspas acima é um breve relato do articulista João Paulista nos Anais da Sociedade Rural Brasileira de 1920.

Agronegócios no DNA

A Rural nasceu do desejo de seus sócios de transformar uma sociedade, à época baseada na lavoura, para investir na agroindústria da pecuária, a princípio. Em São Paulo dos anos 20, existiam três grandes frigoríficos que abatiam apenas gado europeu puro ou cruzado com indiano. A industrialização e o desenvolvimento eram feitos por esses frigoríficos.

A diretoria da Rural criou o alicerce para a produção de ponta na agricultura e na pecuária. Os sócios da entidade sempre tiveram uma visão à frente de seu tempo. Desta instituição, quase centenária, surgiram embriões de muitas associações, como, por exemplo:

. Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (posteriormente ABCZ)

. Modelo sindical (CNA, Federações e Sindicatos Rurais regionais)

. Conselho Nacional do Café, que virou Departamento Nacional do Café e posteriormente IBC

. Funcafé

. Associação Brasileira de Agribusiness

. Fundepec

Mais registros

. Participação nas Constituições de 1930 e 1988

. A revista A Rural foi precursora do desenvolvimento da agricultura moderna na cafeicultura, avicultura e suinocultura industrial, pecuária de corte e o desenvolvimento das raças zebuínas no Brasil, produção industrial da sericicultura (bicho da seda), fruticultura (laranja, banana, limão, mamão, entre outras)

. Sete de seus ex-presidentes foram secretários de Agricultura do Estado de São Paulo, além dos diretores que também foram secretários, como, por exemplo, Carlos Arruda Botelho

. Três ex-presidentes foram ministros da Agricultura e um diretor foi ministro da Fazenda

. Foi a primeira entidade empresarial a apoiar o Plano Real. Na época, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, apresentou o plano na Rural

Assim, aconteceu em inúmeros acontecimentos importantes para o País. A Rural foi, é e será uma instituição que ajuda a preparar o Brasil para o futuro.

[editar] Fontes


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