Sociedade Viva Cazuza

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Sociedade Viva Cazuza
Agenor de Miranda Araújo Neto (Cazuza)
Tipo ONG
Sede Rio de Janeiro
Línguas oficiais Português
Sítio oficial http://www.vivacazuza.org.br/

A Sociedade Viva Cazuza é uma ONG brasileira, criada pelos pais do cantor Cazuza após sua morte, em 1990. A organização tem como intenção proporcionar uma vida melhor à crianças e adolescentes soropositivos através de assistência à saúde, educação e lazer.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A Sociedade Viva Cazuza foi criada, em 1990, pelos pais de Cazuza, Maria Lúcia Araújo (Lucinha Araújo) e João Araújo, juntos com amigos e médicos, com o intuito de dar apoio aos pacientes com AIDS/HIV, no início, do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, na Tijuca, zona norte do Rio. Cansada de ver várias crianças soropositivas serem abandonadas pelas famílias, Lucinha resolveu criar a Sociedade Viva Cazuza em 1994, ela passou a dedicar todo o seu tempo e carinho de mãe que antes exclusivo para o seu único filho Cazuza, já morto pela doença, à meninos e meninas que passaram a viver na casa. [2]

Entre os anos de 1990 a 1992, a Sociedade trabalhou junto ao Hospital Universitário Graffrée e Guinle, conseguindo aumentar o número de leitos destinados aos pacientes da AIDS, reformou enfermarias e berçário, forneceu remédios, exames e cestas básicas para os portadores da doença.

A Sociedade Viva Cazuza encerra a cooperação com o Hospital Graffrée em 1992, e começa a operar independentemente.

Em 1994, foi inaugurada a primeira Casa de Apoio Pediátrico do município do Rio de Janeiro, com imóvel cedido pelo governo do estado.

A Sociedade Viva Cazuza atende crianças e adolescentes portadores do HIV/AIDS. Além dos pacientes adultos com a doença, que na sua maioria são analfabetos, e são cadastrados para receberem mensalmente cesta básica e apoio no tratamento. O Programa de Adesão e Tratamento da ONG acompanha 140 pessoas que têm dificuldades para ler e compreender a prescrição médica. Um cartão colorido é distribuído pela instituição e ajuda os pacientes analfabetos a identificar os remédios e os respectivos horários que devem ser tomados durante todo o tratamento. A disciplina é fundamental para o controle da doença.[3]

Cquote1.svg A Aids é uma doença que contamina todo mundo que está em volta. Mas é um contágio positivo, que não nos deixa indiferente diante do sofrimento das pessoas que têm essa doença. Quando meu filho morreu, prometi que não falaria mais sobre HIV na vida. Mas não adiantou, já estava contaminada. Cquote2.svg
Lucinha Araújo, mãe do Cazuza e presidente da Sociedade Viva Cazuza

Projeto Cazuza[editar | editar código-fonte]

Projeto Cazuza, inaugurado em junho de 1997, é um espaço dentro da Sociedade Viva Cazuza que abriga o acervo do poeta e compositor Cazuza. Seu acervo inclui fotos, vídeos, matérias de jornais, todos os seus CD's e LP's, manuscritos originais, máquinas de escrever poster e roupas usadas pelo cantor em seu último show. O Projeto tem como finalidade manter viva a imagem do cantor e está aberto ao público de segunda a sexta em horário comercial.[4]

Crise[editar | editar código-fonte]

O caixa da ONG estava cheio entre os anos de 2004 e 2005, período de sucesso do filme Cazuza – O Tempo não Para, dirigido por Sandra Werneck, que rendeu R$400 mil. Após isso tudo desandou, pois a verba que vinha graças a emendas de parlamentares do Rio parou de vir.

Em 2009, a Sociedade Viva Cazuza, passou por uma das maiores crises que já havia sofrido. As despesas mensais chegaram a somar R$60 mil, mas o dinheiro arrecadado com os direitos autorais do Cazuza, sua única receita, só cobravam 20%. A dificuldade financeira levou a diminuição de empregados da Sociedade. Porém Lucinha não desistiu. [5]

No fim do ano de 2010, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, doou R$ 100 mil à Sociedade Viva Cazuza. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes, durante o lançamento da campanha "A Moda na Luta contra o HIV", realizado no Palácio da Cidade, em Botafogo[6]

Doações[editar | editar código-fonte]

A ONG recebeu uma doação de R$50 Mil da amfAR. Ela foi beneficiada durante o 4º 'Inspiration Gala São Paulo', realizado dia 4 de abril de 2014, mesmo dia e mês do aniversário de Cazuza, na casa do empresário Dinho Diniz, membro honorário da amfAR. Sharon Stone foi quem conduziu o leilão, com a ajuda de Nizan Guanaes e contou com uma série de itens de luxo cobiçados, incluindo também um retrato feito sob encomenda por Vik Muniz, arrecadando um total de US$ 340 mil quando o artista, que estava na platéia, espontaneamente concordou em oferecer o retrato a três diferentes licitantes. [7] [8]

Área de Atuação[editar | editar código-fonte]

Assistência aos jovens portadores de HIV/AIDS oferecendo casa de apoio, cestas básicas, cuidados, roupa, escola, assistência médica e amor.[9] [10]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

[1] [2]

  1. Época
  2. http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/noticia/2014/06/sociedade-viva-cazuza-vai-receber-doacao-de-u50-mil-da-amfar.html