Patriarcado

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Patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca. O uso do termo no sentido de orientação masculina da organização social aparece pela primeira vez entre os hebreus no século IV para qualificar o líder de uma sociedade judaica; o termo seria originário do grego helenístico para denominar um líder de comunidade.

Patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde deriva a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz[1] .

Segundo Joseph Campbell os hebreus foram os primeiros a usar o termo pai para denominar o que até então era a Deusa Mãe ou Mãe Terra, a divindade da religião entre os antigos que cultuava as mulheres. Ainda segundo Campbell, a convenção do termo entre os hebreus teria origem nas constantes perseguições religiosas e no desterramento que isso acarretava, ocasionando a perda da identidade territorial.[2] [3]

No sentido original, este é uma autoridade masculina religiosa que tem poder sobre todos que lhe estão subordinados. O termo também pode ser estendido para os homens adultos que têm poder sobre os familiares e empregados, concedido tanto por autoridades religiosas que compactuam dessa dominação, quanto por autoridades políticas que estimulam esse sistema de organização social.

Trata-se, portanto, de uma ideologia na qual o homem é a maior autoridade, devendo as pessoas que não são identificadas fisicamente com ele (isto é, que não sejam também adultos do sexo masculino) serem subordinadas, prestando-lhe obediência.

Isso faz com que as relações entre as pessoas (seja em uma família ou uma comunidade) sejam desiguais e hierarquizadas. Sendo o patriarca quem decide e estimula essas desigualdades, de forma a manter o poder, ele se torna a mais alta autoridade do lugar, a pessoa mais importante, impondo suas concepções que justificam a manutenção tanto de seu status superior quanto do status inferior de seus subordinados.

Em algumas épocas e locais onde havia escravidão, especialmente na Roma Antiga, o patriarca era dono dos escravos. Essa relação de posse também ocorria com mulheres e crianças. Ao patriarca cabia ordenar a vida de seus subordinados, e em muitos casos tinha o poder de matar quem lhe desobedecesse ou tentasse escapar de sua propriedade.

O movimento feminista, ao analisar a desigualdade social que acomete as mulheres, tem feito diversas críticas ao patriarcado, pregando a necessidade de sua eliminação para que a desigualdade entre homens e mulheres seja reduzida, e se possa criar uma sociedade mais igualitária e menos discriminatória e exploradora.

Do matriarcado ao patriarcado[editar | editar código-fonte]

Na mitologia babilônica a morte de Tiamat pelo deus Marduk, que divide seu corpo em dois, é considerada um grande exemplo de como correu a mudança de poder do matriarcado ao patriarcado: "Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduk, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança da sociedade matriarcal para o patriarcado que obviamente ocorreu". A mitologia grega também apresenta Apolo matando Píton, e dividindo seu corpo em dois, como uma ação necessária para se tornar dono do oráculo de Delfos [4] .

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. MyEtymology
  2. Tu és isso
  3. Desvendando a sexualidade, César A. Nunes
  4. Revista Prodema