Sofia Madalena da Dinamarca

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Sofia Madalena
Princesa da Dinamarca e Noruega
Rainha-consorte da Suécia
Sofia Madalena
Governo
Reinado 12 de fevereiro de 1771 - 29 de março de 1792
Consorte Gustavo III da Suécia
Casa Real Casa de Oldemburgo
Casa de Holstein-Gottorp
Vida
Nascimento 3 de Julho de 1746
Palácio de Christiansborg, Copenhaga, Dinamarca
Morte 21 de agosto de 1813 (67 anos)
Palácio de Ulriksdal, Suécia
Filhos Gustavo IV Adolfo da Suécia
Pai Frederico V da Dinamarca
Mãe Luísa da Grã-bretanha

Sofia Madalena da Dinamarca e da Noruega (3 de Julho de 1746 - 21 de Agosto de 1813) foi a rainha-consorte do rei Gustavo III da Suécia.

Era a filha mais velha do rei Frederico V da Dinamarca e Noruega e da Princesa Luísa da Grã-bretanha.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Aos cinco anos de idade (1751), Sofia ficou oficialmente prometida ao herdeiro do trono sueco, Gustavo, e foi educada no sentido de se tornar rainha da Suécia. O casamento foi arranjado pelo parlamento e não pela Casa Real da Suécia e não agradou à rainha, Luísa Ulrica da Prússia, que na altura estava já no meio de um longo conflito com o parlamento e que preferia um casamento com a sua sobrinha, Filipa de Brandenburg-Schwedt. No dia 1 de Outubro de 1766, Sofia casou-se com Gustavo por procuração no Palácio de Christiansborg em Copenhaga. Os dois casaram-se em pessoa no dia 4 de Novembro.

Sofia foi recebida na corte sueca com gentileza por parte do rei Adolfo Frederico, mas a sogra, Luísa Ulrica, a presença mais dominante da corte, odiava-a e o marido ignorava-a completamente. Luísa Ulrica encorajou a distância entre o seu filho e a nora. Sofia Madela foi descrita como sendo bonita; trouxe consigo o maior dote que uma noiva real sueca tinha trazido desde 1680 e foi educada cuidadosamente para ser uma rainha perfeita. Recebeu muitos elogios, mas nunca se tornou popular, uma vez que a sua educação rigorosa dificultou a sua adaptação à corte sueca. Devido à sua personalidade reservada, era vista como fria e arrogante. Após a morte do rei Adolfo Frederico em 1771, Gustavo III tornou-se rei da Suécia. No ano seguinte, Sofia Madalena foi coroada rainha.

Vida como rainha[editar | editar código-fonte]

Sofia Madalena como princesa da Dinamarca.

A rainha Sofia Madalena era uma pessoa séria e tímida e nunca fez parte do circulo intimo de amizades do rei. Ela e Gustavo tinham personalidades diferentes que faziam com que a distância entre eles fosse ainda maior. Cumpria os seus deveres cerimoniais, mas não gostava do estilo de vida da corte do seu esposo extrovertido. Quando cumpria os seus deveres, a sua cunhada Edviges Isabel Carlota escrevia no seu diário que ela "era forçada a conhecer pessoas". Sofia preferia ficar na sua residência privada, o Palácio de Ulriksdal, sempre que podia.

No famoso diário de Edviges Isabel Carlota de Holstein-Gottorp, Sofia é descrita como bonita, fria, silenciosa e altiva, muito educada e formal, reservada e pouco social. Era nas ocasiões formais que ela estava melhor: saía-se lindamente, seguindo a etiqueta da corte e era vista como digna e impressionante. Tinha duas amigas muito intimas, Maria Aurora Uggla Ehrengranat e a Baronesa Virginia Charlotta Duwall Manderström. Adorava a solidão, passar os seus dias fechada nos aposentos e jantar sozinha. Organizava uma grande tertúlia social de duas em duas semanas e adorava teatro que ia ver frequentemente. Durante a viagem italiana do marido entre 1783-84, organizava um jantar formal público para a cidade de duas em duas semanas. As suas damas-de-companhia incluíam as mulheres suecas mais conhecidas da época, entre as quais as Três Graças, o nome pelo qual Augusta von Fersen, Ulla von Höpken e Lovisa Meijerfelt eram chamadas e as artistas Marianne Ehrenström e Charlotta Cedercreutz.

Sofia nunca se envolveu em política, excepto numa ocasião durante a guerra em 1788 onde teve a tarefa de iniciar as conversações de paz com a Dinamarca. Chamou o embaixador dinamarquês, falou com ele e entregou-lhe uma carta para o rei dinamarquês. Durante a guerra russo-sueca (1788-1790) existe uma nota de que ela conheceu dois prisioneiros de guerra russos no parque do Palácio de Haga e lhes deu 100 coroas suecas a cada um. Diz-se que preferia a moda inglesa porque a francesa era demasiado reveladora.

A questão da sucessão[editar | editar código-fonte]

Sofia Madalena é mais conhecida na História da Suécia pelo escândalo criado em torno da consumação do seu casamento e legitimidade questionada do seu filho. O seu casamento foi a típica união arranjada da realeza, feita por conveniência politica, na qual Sofia Madalena foi descrita pelo marido como sendo "fria como o gelo" nos primeiros tempos. O casamento não foi consumado até 1775, nove anos depois da cerimónia oficial. Este facto foi muito discutido e ridicularizado em algumas cortes europeias. Havia rumores de que o rei era homossexual ou não estava sexualmente desenvolvido. A sua sexualidade, que pode ter afectado muito a vida de Sofia Madalena, uma vez que os casamentos reais tinham como único objectivo o nascimento de herdeiros, tem sido muito debatida. Vários documentos escritos durante a sua vida alegam que ele seria bissexual. A sua falta de experiência sexual pode ter estado relacionada com a sua imaturidade ou talvez tivesse sido assexuado. Durante a sua adolescência, ele esteve apaixonado pela mãe de Axel de Fersen, Edviges Catarina de la Gardie, e, em 1768, teve uma ligação emocional profunda com a nobre Charlotte Du Rietz, apesar de não se saber se o caso foi consumado. Algumas fontes confiáveis explicaram que tanto a rainha como o rei tinham problemas anatómicos sérios que resultavam em complicações eróticas. Erik Lönnroth concluiu que não existem provas especificas para os rumores de que Gustavo III tinha uma inclinação para a homossexualidade ou a bissexualidade, nem nada indica que Gustavo Adolfo fosse ilegítimo.[1]

As dúvidas na relação entre Gustavo III e a sua esposa foram encorajadas pela rainha-viúva que não queria competir com ninguém pela influência no filho. A educação religiosa de Sofia Madalena e a sua personalidade introvertida faziam-na evitar a animada e espontânea corte gustavina, o que a tornavam menos atraente aos olhos do seu marido extrovertido.

Em 1774, o Rei arranjou o casamento entre o seu irmão, o futuro rei Carlos XIII da Suécia e Edviges Isabel Carlota de Holstein-Gottorp para resolver, pelo menos por um tempo, a questão de arranjar um herdeiro para o trono. A Duquesa teve apenas várias gravidezes estéricas e abortos, o que pode ter apressado o rei a resolver a questão da consumação do seu casamento e ter um filho seu.

Em 1778, Sofia Madalena deu à luz um sucessor, Gustavo Adolfo, e em 1782 teve outro filho, Carlos Gustavo, que viveu apenas um ano. Alguns circulos na corte sugeriram que o primeiro filho do rei Gustavo tinha sido fornecido por outra pessoa. Quando o herdeiro nasceu, várias pessoas, incluindo a própria rainha-viúva, acreditaram que o pai seria o Conde Adolf Fredrik Munck af Fulkila, na altura Riksstallmästare. Vários elementos da corte pública e real acreditaram neste rumor e a concordância da rainha-viúva levou a uma separação de uma ano entre mãe e filho.

O escândalo da sucessão[editar | editar código-fonte]

Caricatura mostrando as lições sexuais de Munck ao casal real.

Munck era, na verdade, um instrutor sexual. O rei, afirmando ser sexualmente inexperiente,[2] [3] chamou Munck para o ajudar a reconciliar-se com a sua esposa, e ele instruiu o casal sobre os assuntos relacionados com relações sexuais[4] [5] , mostrando-lhes fisicamente como deveriam consumar o casamento. Munck, um nobre finlandês era, na altura, mestre do estábulo e amante de Anna Sofia Ramström, a camareira da rainha.[6] Munck e Ramström deveriam estar presentes num quarto, perto dos aposentos reais, prontos para assistir o casal quando fosse preciso e Munck foi chamado algumas vezes ao quarto. Munck escreveu o seu próprio testemunho dos acontecimentos que se encontra preservado nos Arquivos Nacionais da Suécia, no qual disse que, para ter êxito, foi obrigado a tocar nos dois fisicamente.[7]

Quando se soube que Munck participou na reconciliação do casal real, começaram os rumores de que seria ele o pai do primeiro filho de Sofia Madalena.[8]

Os rumores tornaram-se tema de acusações por parte da oposição política apenas em 1786 e 1789[9] , onde foi afirmado que toda a nação sabia do rumor de que o rei tinha pedido a Munck para engravidar a rainha. Foram afixados panfletos com estas informações por toda a cidade de Estocolmo.[10]

Esta situação foi também caricaturada por Carl August Ehrensvärd numa carta privada descoberta muito depois (o seu desenho foi publicado em 1987), onde ele escrevia uma série de rumores e piadas sobre Gustavo III, Sofia Madalena e Munck sem inferir que estes seriam verdadeiros.[11] Também houve um rumor de que a rainha se tinha divorciado secretamente e que se tinha casado com Munck.[11]

Não existem provas de que Munck fosse o pai do príncipe-herdeiro. Nem o rei nem a rainha foram descritos como tendo grande interesse em sexo. O Professor Lönnroth sugeriu que os seus problemas anatómicos, conhecidos apenas por algumas pessoas próximas, foram a principal razão pela qual houve um atraso no nascimento de um herdeiro. Contudo, na altura, os rumores tornaram-se mais persistentes quando o casal encheu Munck de presentes: o rei promoveu-o e a rainha ofereceu-lhe um relógio com a sua imagem, uma pensão e um anel de diamantes.[12]

Algumas socialites da corte ficaram do lado da rainha-mãe, apoiando e espalhando os rumores, tal como Anna Charlotta Schröderheim e Eva Helena Löwen.[13] [14]

O circulo do irmão do rei, o futuro rei Carlos XIII da Suécia, que desejava conseguir o trono, também encorajou estes rumores.[8] [15] [16] [17] A mãe dos dois foi citada como tendo dito durante a gravidez de Sofia Madalena, que havia rumores entre o público de que a futura criança era ilegitima e que ela própria acreditava que o rei tinha contratado Munck para engravidar a rainha, e que ela nunca aceitaria que o trono fosse parar nas mãos de "um filho ilegitimo de um nobre comum."[17] [18]

A rainha-mãe ordenou que Carlos interrogasse Munck e a palavra espalhou-se até chegar ao rei que ficou chocado. Sofia Madalena ficou igualmente chocada com as acusações e jurou que nunca mais voltaria a falar com a rainha-viúva outra vez, algo que realmente cumpriu.

O rei forçou a sua mãe a fazer um pedido de desculpas público pelas acusações que tinha feito na presença do resto da família real a 12 de Maio de 1778. A cena gerou muita atenção e quebrou os laços entre Gustavo III e a sua mãe. O escândalo perturbou as celebrações, tal como um incidente com o banquete público. O público foi convidado para um grande banquete para celebrar o nascimento do herdeiro, mas deixaram-se entrar demasiadas pessoas e a multidão entrou em pânico. Entre sessenta e cem pessoas foram pisadas até à morte.

Mesmo assim, os anos entre 1775 e 1783 foram provavelmente os mais felizes da vida de Sofia. A sua relação com o rei estava mais feliz e ela era tratada com respeito depois de ter cumprido o seu dever para com a dinastia. Contudo, após a morte do seu filho mais novo em 1783, o casamento começou a detriorar-se. A Duquesa Edviges Isabel Carlota comentou uma breve reconciliação nos seus diários em 1787, sem esperança de que esta fosse completa ou longa[19] , uma vez que o rei não era "aberto ao charme feminino"; outra insinuação em relação à sua homossexualidade.

Em 1787, Sofia Madalena depositou uma soma de 50.000 coroas suecas numa conta para Munck, algo que se tornou num rumor de que seria um "presente de despedida."[20] Nesta altura Munck tinha começado um caso com uma bailarina, Giovanna Bassi, que Sofia Madalena detestava.[21] O rei ficou aterrorizado quando soube que a rainha tinha feito o depósito e tentou fazer com que a transacção não chegasse aos ouvidos do público sem sucesso.[21]

Foi dito que uma criança, nascida do relacionamento de Munck com Giovanna Bassi, se parecia muito com o Príncipe-herdeiro.[22]

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Em 1792, Gustavo III foi assassinado. Os conspiradores tinham o objectivo de a tornar regente do filho durante a sua menor idade.[23] Sofia ficou horrorizada com o assassinato do esposo, mas também causou escândalo quando se vestia de luto apenas em cerimónias públicas, mas não em privado.[24] Para ela foi um grande alívio poder retirar-se da vida pública. O seu cunhado, o Duque Carlos, tornou-se regente e ela absteve-se da vida política. Como viúva, Sofia Madalena viveu uma vida retirada e gastava grande parte dos seus esforços em obras de caridade.

Em 1797 insistiu em ignorar o protocolo para receber a sua nora, Frederica de Baden pessoalmente na sua chegada a Estocolmo, uma vez que se lembrava bem como se tinha sentido sozinha na sua chegada como noiva. Durante o reinado do seu filho raramente aparecia na corte, excepto aos Domingos e em apresentações e preferia ficar na sua propriedade.

Em 1809 assistiu à abdicação do seu filho, o rei Gustavo IV Adolfo da Suécia após a Suécia perder a Finlândia para a Rússia. Ficou profundamente afectada pela sua deposição. Ele foi enviado para exílio e substituído pelo tio paterno, Carlos XIII, mas Sofia permaneceu na Suécia até à morte. Em 1810-11 foi uma das únicas pessoas na corte sueca que mostraram simpatia para com Desidéria Clary. Jean Baptiste Bernadotte via-a com suspeita apesar de ela lhe assegurar que não o culpava a ele nem ao filho por tiraram o lugar no trono à sua família e estava feliz por recebê-los.

Foi dito dela: "Ela permaneceu uma das figuras mais trágicas e isoladas da corte sueca."

Precedida por:
Luísa Ulrica da Prússia
Armoiries de Sophie Madeleine de Danemark.svg
Rainha Consorte da Suécia

12 de fevereiro de 1771 - 29 de março de 1792
Sucedida por:
Frederica de Baden

Referências

  1. Lönnroth, Erik (1986). Den stora rollen. p. 61. ISBN 91-1-863652-7.
  2. Lars O. Lagerquist (1976) (in Swedish). Sverige och dess regenter under 1000 år (A Suécia e os seus regentes durante 1000 anos). AB Sporrong. p. 227. ISBN 91-0-075007-7.
  3. Sten Carlsson & Jerker Rosén (1979) (in Swedish). Den svenska historien 10. Gustav III: en upplyst envåldshärskare (The history of Sweden 10. Gustav III: an enlightened despot.). Albert Bonniers Förlag AB (Stockholm). p. 91. ISBN.
  4. Sten Carlsson & Jerker Rosén (1979) (in Swedish). Den svenska historien 10. Gustav III: en upplyst envåldshärskare (The history of Sweden 10. Gustav III: an enlightened despot.). Albert Bonniers Förlag AB (Stockholm). p. 91. ISBN 91-0-042680-6.
  5. (in Swedish) Den svenska historien. Gustavianska tiden 1772-1809 (History of Sweden. The Gustavian Age 1772-1809). Albert Bonniers Förlag, Stockholm. 1968. p. 95. ISBN.
  6. Wilhelmina Stålberg & P. G. Berg (40) (in Swedish). Anteckningar om svenska qvinnor (Notes on Swedish women). P. G. Berg, Stockholm. ISBN.
  7. Adolf Munck (1960) [March 22, 1779]. ""Forsoningen" med drottningen". In Beth Hennings. Ögonvittnen om Gustav III.
  8. a b Lars O. Lagerquist (1976) (in Swedish). Sverige och dess regenter under 1000 år (Sweden and its regents during a 1000 years). AB Sporrong. p. 227. ISBN 91-0-075007-7.
  9. Annie Mattson (2010) (in Swedish). Komediant och riksförrädare. Handskriftcirkulerande smädeskrifter mot Gustav III (Comedian and traitor. Handwritten libels toward Gustav III). Edita Västra Aros. p. 132. ISBN 978-91-554-7780-6.
  10. Annie Mattson (2010) (in Swedish). Komediant och riksförrädare. Handskriftcirkulerande smädeskrifter mot Gustav III (Comedian and traitor. Handwritten libels toward Gustav III). Edita Västra Aros. p. 143. ISBN 978-91-554-7780-6.
  11. a b Jakob Christiensson (2007) (in Swedish). Signums svenska kulturhistoria. Gustavianska tiden (Signum’s Swedish Culture history. The Gustavian Age.). Bokförlaget Signum, Lund. p. 432. ISBN 978-91-878-96-84-2.
  12. Cecilia af Klercker (1903) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok II 1783-1788 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte II). P.A. Norstedt & Söners förlag. ISBN 412070.
  13. Carl Grimberg (1961) (in Swedish). Svenska Folkets underbara öden VII. Gustav III:s och Gustav IV Adolfs tid 1756-1792 (The wonderous destinys of the Swedish people. The age of Gustav III and Gustav IV Adolf). Norstedt & Söner. p. 624. ISBN.
  14. Svante Norrhem (2007) (in Swedish). Kvinnor vid maktens sida : 1632-1772 (Women by the side of power: 1632-1772). Nordic Academic Press. p. 90. ISBN 978-91-891116-91-7.
  15. Annie Mattson (2010) (in Swedish). Komediant och riksförrädare. Handskriftcirkulerande smädeskrifter mot Gustav III (Comedian and traitor. Handwritten libels toward Gustav III). Edita Västra Aros. ISBN 978-91-554-7780-6.
  16. Cecilia af Klercker (1908) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok I 1775-1782 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte I). P.A. Norstedt & Söners förlag. ISBN 412070.
  17. a b Ingvar Andersson, Agne Beijer, Bertil Kjellberg & Bo Lindorm. Editor: Oscar Wieselgren (1979) (in Swedish). Gustavianskt, En Bokfilm. (Gustavian. A Book film). Fletcher & son Ltd, Norwich. pp. 156–157. ISBN 91-46-13373-9.
  18. Carl Carlson Bonde (1908) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok I 1775-1782 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte I). P.A. Norstedt & Söners förlag. pp. 103–104. ISBN 412070.
  19. Carl Carlson Bonde (1903) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok II 1783-1788 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte I). P.A. Norstedt & Söners förlag. p. 191. ISBN 412070.
  20. Carl Carlson Bonde (1903) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok II 1783-1788 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte II). P.A. Norstedt & Söners förlag. pp. 156–157. ISBN 412070.
  21. a b Carl Carlson Bonde (1903) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok II 1783-1788 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte II). P.A. Norstedt & Söners förlag. p. 157. ISBN 412070.
  22. Carin Österberg, Inga Lewenhaupt & Anna Greta Wahlberg (1990) (in Swedish). Svenska kvinnor: föregångare, nyskapare (Swedish women: Predecessors, pioneers). Lund Signum. p. 31. ISBN 91-87896-03-6.
  23. Carl Carlsson Bonde (1907) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok III 1789-1792 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte III 1789-1792). P.A. Norstedt & Söners förlag Stockholm. p. 443. ISBN 383107.
  24. Carl Carlsson Bonde (1907) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok III 1789-1792 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte III 1789-1792). P.A. Norstedt & Söners förlag Stockholm. p. 442. ISBN 383107.
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