Sofia de Mecklemburgo-Güstrow

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Sofia
Rainha-consorte da Dinamarca e Noruega
Duquesa de Mecklemburgo-Güstrow
Sophiemecklenburgdenmark.jpg
Sofia em 1578 por Hans Knieper
Governo
Consorte Frederico II da Dinamarca
Casa Real Mecklemburgo-Güstrow
Oldemburgo
Vida
Nascimento 4 de Setembro de 1557
Wismar, Alemanha
Morte 14 de Outubro de 1631 (74 anos)
Nyköping, Suécia
Sepultamento Catedral de Roskilde, Dinamarca
Filhos Isabel da Dinamarca
Ana da Dinamarca
Cristiano IV da Dinamarca
Ulrich da Dinamarca
João Augusto da Dinamarca
Augusta da Dinamarca
Hedwig da Dinamarca
João da Dinamarca
Pai Ulrico III de Mecklemburgo-Güstrow
Mãe Isabel da Dinamarca

Sofia de Mecklemburgo-Güstrow (4 de Setembro de 1557 - 14 de Outubro de 1631) foi uma nobre alemã e rainha da Dinamarca e Noruega. Era mãe do rei Cristiano IV da Dinamarca e da rainha Ana da Escócia e Inglaterra. Foi regente de Schleswig-Holstein entre 1590 e 1594.

Família[editar | editar código-fonte]

Sofia foi a única filha da união entre o duque Ulrico III de Mecklemburgo-Güstrow e a princesa Isabel da Dinamarca. Os seus avós paternos eram o duque Alberto VII de Mecklemburgo-Güstrow e a duquesa Ana de Brandemburgo. Os seus avós maternos eram o rei Frederico I da Dinamarca e a princesa Sofia da Pomerânia.[1]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Sofia casa com o seu primo, o rei Frederico II da Dinamarca, aos catorze anos. O seu noivo tem trinta e sete. O casamento tinha sido arranjado pelo conselho dinamarquês que desejava ver o rei casado. Frederico casa-se depois de ser impedido de o fazer com Ana de Hardenberg, filha do Lord Chanceler. Apesar da diferença de idades entre Sofia e Frederico, o casamento é visto como harmonioso. A rainha Sofia era uma mãe carinhosa, cuidando dos seus filhos pessoalmente durante as suas doenças. Visto que o seu marido era conhecido por comer muito, beber demasiado e ter comportamentos imorais que incluíam infidelidade, Sofia decide enviar os seus três filhos mais velhos para a casa dos avós em Güstrow durante as suas infâncias. A rainha mostrava um grande interesse pela ciência, visitando frequentemente o astrónomo Tycho Brahe. Também se interessava por músicas tradicionais.[2]

Sofia prova ser uma boa casamenteira, casando a sua filha Ana com o rei Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra em 1589, uma união à qual se opôs o conselho dinamarquês.

Do seu casamento nasceram oito filhos:

  1. Isabel da Dinamarca (25 de Agosto de 1573 – 19 de Junho de 1626), casada com o duque Henrique Júlio de Brunsvique-Luneburgo; com descendência.
  2. Ana da Dinamarca (12 de Dezembro de 1574 – 2 de Março de 1619), casada com o rei Jaime VI da Escócia (depois Jaime I de Inglaterra); com descendência.
  3. Cristiano IV da Dinamarca e Noruega (12 de Abril de 1577 – 28 de Fevereiro de 1648); casado com Ana Catarina de Brandemburgo; com descendência.
  4. Ulrich da Dinamarca (30 de Dezembro de 1578 – 27 de Março de 1624), último Bispo da velha Schleswig (1602-1624), casadao com Lady Catherine Hahn-Hinrichshagen
  5. João Augusto (1579–1579)
  6. Augusta da Dinamarca (8 de Abril de 1580 – 5 de Fevereiro de 1639), casada com o duque João Adolfo de Holstein-Gottorp
  7. Hedwig da Dinamarca (5 de Agosto de 1581 – 26 de Novembro de 1641), casada com o eleitor Cristiano II da Saxónia
  8. João da Dinamarca (9 de Julho de 1583 – 28 de Outubro de 1602); sem descendência

Regência e últimos anos[editar | editar código-fonte]

A rainha Sofia não teve nenhum poder político enquanto o seu marido esteve vivo. Quando o seu filho menor de idade Cristiano IV foi declarado rei em 1588, não recebeu qualquer lugar no conselho de regência de Dinamarca. Contudo, a partir de 1590 passou a exercer funções como regente dos ducados de Schleswig-Holstein em nome do filho. Organizou um grande funeral para o seu marido, obteve os dotes das suas filhas e formou as suas próprias alianças independentemente e contra a vontade do conselho. Esteve envolvida numa luta de poder entre os regentes da Dinamarca e o conselho de estado que declarou Cristiano maior de idade em 1593. Desejava que os ducados fossem divididos entre os seus filhos mais novos, algo que gerou conflitos. Sofia apenas desistiu da sua posição no ano seguinte, 1594. Como tal entrou em conflito com o governo que a exilou no Palácio de Nykøbing Slot, na ilha de Falster. Passou o seu tempo a estudar química, astronomia e outras ciências, renovando também o palácio.[3]

A rainha-viúva geria tão bem as suas propriedades em Lolland-Falster que o seu filho lhe teve de pedir dinheiro emprestado várias vezes para os seus gastos pessoais. Também se envolveu num grande negócio de trocas comerciais e empréstimos. Visitava frequentemente Mecklemburgo e esteve presente no casamento da sua filha em Dresden em 1602. Em 1603 envolveu-se numa disputa interna com o seu tio que ficou por resolver até à morte deste em 1610. Em 1608 conseguiu amenizar o castigo de Rigborg Brockenhuus e, em 1628, foi uma das pessoas influentes que impediu o seu filho de acusar a amante do seu neto, Anne Lykke, de bruxaria. Sofia morreu como a mulher mais rica da Europa do norte aos setenta e quatro anos.[4]

Referências

  1. Alison Weir, Britain's Royal Family: A Complete Genealogy (London, U.K.: The Bodley Head, 1999), page 249.
  2. [1]
  3. Martin K.I Christensen, "Guide to Women Leaders"
  4. [2]