Sofonias

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Sofonias é um dos livros proféticos do Antigo testamento da Bíblia.[1] [2] Possui três capítulos.

O nome Sofonias significa "o Senhor o escondeu" ou "o Senhor escondeu-se". Ele era trineto de Ezequias, Sofonias 1.1. Caso este tenha sido o rei Ezequias, Sofonias foi um profeta de sangue real. o seu ministério ocorreu no tempo do rei Josias em 640 a.C. - 609 a.C. tendo profetizado, provavelmente antes da reforma desse rei em 621 a.C.

Tema Geral[editar | editar código-fonte]

O tema de sua mensagem é que o Senhor ainda está firmemente em controle do Seu mundo, apesar das aparências contrárias, e que comprovará isto no futuro próximo ao aplicar um castigo terrível sobre a nação desobediente de Judá, e completa destruição sobre as nações pagãs gentis, somente através dum arrependimento em tempo é que haveria possibilidade de escape a esta ira.

O profeta Sofonias viveu e exerceu a sua atividade num momento em que Judá era disputado pelas grandes potências da época. Dentro do país se formaram dois partidos: um querendo ficar sob a influência do Egito, outro da Assíria. Durante longo período, nos reinados de Manassés e Amon, a Assíria predominava. Uma tentativa de mudar a situação a favor do Egito, através de uma revolta de oficiais da corte, não obteve sucesso, porque cidadãos de grande influência econômica reagiram e colocaram no trono Josias, que ainda era menor de idade. Esse rei promoveu uma grande reforma, mas a situação voltaria a ser a mesma: o que era bom para a Assíria, era bom para Judá, inclusive a maneira de vestir (1:8)[3] .

Nesse contexto, Sofonias exerce seu ministério entre os anos 640-630 AC, durante a menoridade de Josias e antes de sua reforma religiosa e do ministério de Jeremias[4] . Ele mostra como pesa, sobre toda essa situação, o Julgamento de Deus (1:2-18). O Dia de Javé não é essencialmente o fim do mundo e da história, mas a transformação do povo de Deus e o fim de uma era de idolatria. Para o profeta, são ídolos não somente as divindades estrangeiras, mas também a absolutização das grandes potências, do dinheiro e do poder. Esses ídolos estão presentes, tanto nas outras nações quanto na cidade de Jerusalém, seja no palácio real, seja no Templo e nos bairros da cidade (2:4-3:8). A única possibilidade de salvação que Sofonias vislumbra para escapar à ira divina são os pobres da terra (2:3), isto é, os destituídos de poder e riqueza, que depositam sua confiança no verdadeiro Absoluto e clamam por justiça. São eles os únicos que poderão formar um resto para conduzir na história o projeto de Deus, e assim fazer com que o Dia de Javé se torne dia de alegria e restauração, e não de destruição (3:9-20)[3] .

A catástrofe anunciada atingiria tanto as nações quanto o Judá inspiradas pelo orgulho (3:1.11) o castigo seria uma advertência (3:7) que deveria conduzir o povo à obediência e a humildade (2:3), sendo a salvação reservada aos humildes, que põem em prática a vontade do Senhor[5] (3:12-13)[6] .

Principais Assuntos[editar | editar código-fonte]

A época do livro descreve um tempo de grande apostasia e corrupção Sf 1.12; 3.2-4. A Assíria ainda ocupava o cenário Sf. 2.13. A adoração de Milcon ( em outras versões Malcã) era praticada Sf 1.5. * milcon = Moloque, uma divindade Amonita, verificar 1 Rs 11.5. As condições morais e religiosas então prevalecentes eram baixas, devido à influência maligna dos reinados de Manassés e Amom. o livro descreve uma provável invasão ( este povo invasor teria sido os Citas que entre os anos 630 a 626 a.C.ameaçaram muitas nações e trouxeram calamidade aos povos do oriente médio) que chegaria à terra de Judá Sf 1.2-3, e alcançaria outras nações Sf 2.4,12-13.

O propósito do livro, partindo da ameaça cita o profeta adverte severamente o seu povo sobre a aproximação do dia do Senhor, e juntamente com a advertência terrível, há o apelo ao arrependimento, endereçado primariamente ao remanescente, mais do que para a nação inteira Sf. 2.3.

"O dia do Senhor", que é descrito 18 vezes no livro especialmente, um dia de julgamento Sf 1.2-3, 7-16, 18, 3.20.

Divisão do livro[editar | editar código-fonte]

  1. O julgamento de Judá (O Dia de Javé[6] ) 1:2-2:3 [7]
  2. O julgamento de nações 2:4-15
  3. Os motivos do julgamento de Jerusalém 3:1-7
  4. O remanescente e o reino Messiânico 3:8-20

Influência[editar | editar código-fonte]

Este livro inspirou o versículo 41 do capítulo 13 do Evangelho de Mateus, e a descrição do Dia de Javé (1:14-18) inspirou Joel[6] .

Acréscimos Posteriores[6] [editar | editar código-fonte]

  • Os anúncios de conversão dos pagãos (2:11[8] ; 3:9-10);
  • Pequenos Salmos (3:14-15; 16-18a)
  • Os dois últimos versículos (3:18b-20) foram escritos após o Exílio na Babilônia.

Referências

  1. Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria, 2000. 1133 pp. 2 vol. ISBN 9788527603478
  2. Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. 439 pp. ISBN 9788573671346
  3. a b Sofonias, Edição Pastoral da Bíblia, acessado em 11 de setembro de 2010
  4. Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.248
  5. Tradução Ecumênica da Bíblia Ed. Loyola, São Paulo, 1994, p 962
  6. a b c d Bíblia de Jerusalém, cit., p 1.249
  7. A Tradução Ecumênica da Bíblia (cit. p 961), subdivide essa parte em três: Profecias de advertência contra Judá (1:2-13); O Dia do Senhor (1:14-18); Exortação aos humildes (2:1-3)
  8. Segundo a Tradução Ecumênica da Bíblia (cit., p 962) os versículos 8 a 11 do cap. 2 podem ser acréscimos posteriores.
  • Archer, Gleason L. Jr. Merece confiança o antigo testamento?, traduzido da edição publicada pela Moody Press, Ed vida nova - São Paulo - SP, 2007.
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livro de Sofonias 1,1-(ANTIGO TESTAMENTO)