Soft power

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde novembro de 2014).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.

Soft power, ou poder brando, é um termo usado na teoria de relações internacionais para descrever a habilidade de um corpo político, como um Estado, para influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros corpos políticos por meios culturais ou ideológicos. O termo foi usado pela primeira vez pelo professor de Harvard Joseph Nye. Ele desenvolveu o conceito em seu livro de 2004, Soft Power: The Means to Success in World Politics (Soft Power: Os Meios para o Sucesso na Política Mundial). Embora sua utilidade como uma teoria descritiva foi desafiada, soft power entrou desde então em discursos políticos como uma maneira diferente de distinguir os efeitos sutis de culturas, valores e idéias no comportamento de outros. Nas palavras de Nye,

O conceito básico de poder é a habilidade de influenciar outros a fazer o que você quer. Há três maneiras de se fazer isto: uma delas é ameaçá-los com galhos; a segunda é comprá-los com cenouras; e a terceira é atrair-los ou cooperar com eles para que queiram o mesmo que você. Se você conseguir atraí-los a querer o que você quer, te custará muito menos cenouras e galhos.[1]

Soft power, então, representa o terceiro meio de conseguir os resultados desejados. Soft power é constrastado com hard power, que historicamente foi a medida realista de poder predominante, por meio de grandes números, como tamanho de população, tecnologia militar, ou o PIB de um país. Mas ter tais recursos nem sempre produzem os resultados desejados, como os Estados Unidos descobriram na Guerra do Vietnã.

O sucesso do soft power depende grandemente na reputação do "ator" na comunidade internacional, e também do fluxo de informações entre atores. Então, soft power é geralmente associada com a ascensão da globalização e a teoria neoliberal nas relações internacionais. Cultura popular e a mídia são geralmente identificados como uma fonte de soft power muito influentes.

Referências

Leia mais[editar | editar código-fonte]

  • Keohane, Robert and Joseph Nye. "Power, Interdependence and the Information Age" de Conflict After the Cold War
  • Jentleson, Bruce. "Principles: The Coming of a Democratic Century?" de American Foreign Policy: The Dynamics of Choice in the 21st Century
  • Nye, Joseph. Propaganda Isn't the Way: Soft Power
  • Nye, Joseph, Soft Power: The Means to Success in World Politics
  • John McCormick The European Superpower (Palgrave Macmillan, 2006).
  • Matthew Fraser, Weapons of Mass Distraction: Soft Power and American Empire (St. Martin's Press, 2005). Análise é focado no aspecto de soft power pela cultura pop, como filmes, televisão, música pop, Disneylândia e marcas de fast-food como Coca-Cola e McDonald's.
  • Murillo de Aragão. Em busca do soft-power