Soka Gakkai

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Soka Gakkai Internacional é a designação de um movimento budista composto por aproximadamente treze milhões de pessoas no mundo inteiro. Tem, como base, o pensamento do monge japonês Nitiren (1222-1282)1 . O budismo de [Nitiren Daishonin] tem, como prática principal, o Daimoku, que consiste na recitação do mantra "Nam-Myoho-Rengue-Kyo" e, como livro fundamental, o Sutra do Lótus. Após um processo de desenvolvimento que remonta aos anos 1930, foi fundada, em 1975, na ilha de Guam, por Daisaku Ikeda, a "Liga Budista Internacional", posteriormente renomeada "Soka Gakkai Internacional"2 . Em outubro de 1981, a Soka Gakkai Internacional foi oficializada como organização não governamental de posição consultiva no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e no Departamento de Informações Públicas.

Em maio de 1983, foi registrada como uma organização não governamental no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e, em 1989, integrou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. É também entidade membro da Federação Mundial das Associações das Nações Unidas. No início dos anos 1990, fortes divergências com a ordem clerical associada, a escola Nitiren Shoshu, levaram a uma separação definitiva entre as duas. Atualmente, é uma organização sem uma ordem monástica associada. A história da Soka Gakkai é repleta de desafios e triunfos e foi construída sob a liderança de seus três primeiros presidentes, considerados pelos membros desta organização como os eternos mestres do Kossen-rufu: Tsunessaburo Makiguti, Jossei Toda e Daisaku Ikeda.

História[editar | editar código-fonte]

Tsunesaburo Maquiguti

Em 1903, aos 32 anos de idade, Tsunessaburo Makiguti publicou, pouco antes da Guerra Russo-Japonesa, a obra "Geografia da Vida Humana". A mentalidade da sociedade japonesa da época pode ser simbolizada pela atitude de sete famosos acadêmicos do Japão, da Universidade Imperial de Tóquio, que fizeram uma petição ao Governo para que endurecesse sua postura com a Rússia, inflamando ainda mais a população à guerra. Já Makiguti, um professor desconhecido, enfocava a comunidade local, mas com a consciência da cidadania global.

Aos 42 anos, Makiguti foi nomeado diretor de uma escola primária em Tóquio e, durante os vinte anos seguintes, desenvolveu algumas das mais notáveis escolas públicas de Tóquio.

Uma das maiores influências no pensamento de Makiguti foi o filósofo americano John Dewey, em cuja filosofia se baseou para criar uma mudança no sistema educacional japonês. Um franco defensor da reforma educacional, Makiguti encontrava-se sob constante vigilância e pressão das autoridades.

Em 1928, aos 57 anos, Makiguti conheceu o budismo e sentiu que havia encontrado, nessa filosofia, os meios pelos quais poderia concretizar os ideais que buscara durante toda a vida — um movimento pela reforma social por meio da educação. Em 18 de novembro de 1930, Makiguti e seu discípulo e também professor, Jossei Toda, publicaram o primeiro volume do livro "Sistema Pedagógico de Criação de Valores" (Soka Kyoikugaku Taikei). Eles decidiram chamar a editora de Soka Kyoiku Gakkai ("Sociedade Educacional de Criação de Valores") e formaram um grupo para empreender atividades educacionais e religiosas, o qual foi a instituição precursora da Soka Gakkai.

Makiguti pretendia publicar doze volumes da obra. O primeiro foi lançado em 1930. O segundo, em 1931, o terceiro em 1932 e o quarto, em 1934. Os oito volumes seguintes jamais foram publicados. Dez anos se passaram desde o lançamento do quarto volume até o falecimento de Makiguti na prisão em 1944. A visão de Makiguti passou por uma grande mudança nesse período por ter se convertido ao budismo de Nitiren Daishonin. Seu interesse por essa filosofia era tão grande que ele passou a se dedicar totalmente às atividades da Soka Gakkai. Ele via nela a possibilidade de propagar seus ideais humanísticos em prol da educação.

Em 1935, o estatuto da Sociedade Educacional de Criação de Valores ficou pronto. O artigo 1º estabelecia o seu nome e o artigo 2º estipulava que seus objetivos estavam voltados para as pesquisas relacionadas à criação de valores, ao desenvolvimento de professores altamente capacitados e à reforma do sistema educacional do país. Em julho de 1936, o primeiro dos seminários foi promovido pelo grupo no alojamento Rikyobo, no Taissekiji. Em 1937, Makiguti, Toda e mais de cinquenta pessoas realizaram uma cerimônia no Auditório Meikei de Tóquio, marcando um novo início para a organização, e assim instituindo oficialmente a Soka Kyoiku Gakkai. Iniciou-se também um grande movimento de propagação do Budismo Nitiren com a realização de reuniões de palestra, que logo se tornou uma atividade tradicional da organização.

Em 1940, foi realizado um segundo encontro. A organização havia atingido o número de quinhentas famílias, sendo necessária uma revisão em seus regulamentos. Makiguti foi nomeado presidente e Toda, diretor-geral. Nessa época, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Polônia pelos nazistas. As tropas do Japão também avançavam, invadindo a China e a Coréia.

Observando o desenrolar dos acontecimentos, Makiguti criticou abertamente a política do governo japonês de unificar todos os ensinos ao xintoísmo, religião oficial do governo. Como conseqüência, em junho de 1943 os líderes da Soka Gakkai foram convocados a comparecerem ao Taissekiji. Nessa ocasião, o clero sugeriu que os membros da organização acatassem a decisão do governo e abraçassem "provisoriamente" o talismã xintoísta. Makiguti ficou indignado com essa proposta, que feria totalmente o espírito do budismo de Nitiren Daishonin. Em vista disso, todas as atividades da Gakkai passaram a ser vigiadas pela polícia Especial de Segurança.

Makiguti não se intimidou e isso resultou na prisão dele, de Toda e de vários líderes da organização, acusados de violarem a Lei da Preservação da Paz e de desrespeitar os santuários xintoístas. Devido à pressão, somente Makiguti e Toda mantiveram-se firmes e irredutíveis. Makiguti foi enviado à prisão de Sugamo e submetido a interrogatórios, sendo privado de todos os direitos, até de escolher seu próprio advogado, sofrendo diversos tipos de privações. Debilitado pela desnutrição, no dia 17 de novembro de 1944, Makiguti pediu aos carcereiros que o transferissem para o ambulatório da prisão, onde logo entrou em coma e faleceu por volta das seis horas da manhã do dia 18 de novembro de 1944, aos 73 anos de idade.

Jossei Toda

Após ser libertado da prisão, em 3 de julho de 1945, Jossei Toda deu continuidade aos ideais de Makiguti, reformulando e construindo a base da organização, que passou a se chamar Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valores). Em 1948, durante uma reunião de palestra - principal atividade da organização onde se realizam diálogos de vida a vida e discussões sobre a aplicação do Budismo na vida diária, Jossei Toda se encontra pela primeira vez com Daisaku Ikeda. Impressionado com os nobres ideais de Toda, suas respostas claras e convictas e sua visão de um modo correto de se viver, Daisaku decide tornar-se seu discípulo, acompanhando-o em todos os empreendimentos delineados para a propagação do Budismo de Nitiren Daishonin.

Jossei Toda assume como presidente da Soka Gakkai em 3 de maio de 1951, quando lançou, como objetivo de sua vida, a expansão do budismo de Nitiren Daishonin para 750 000 famílias. Na ocasião, a organização contava com apenas 3 000 famílias e muitos dos presentes acharam que este objetivo nunca seria alcançado.

Ele passa a viver num ritmo alucinante a fim de reconstruir a Soka Gakkai. Edificou organizações de base, realizou reuniões de palestra por todas as partes do Japão, orientou os membros sobre diversos assuntos, fez visitas às famílias e fundou as Divisões Feminina, Feminina de Jovens e Masculina de Jovens.

Ainda no ano de 1951, visando a comemorar os setecentos anos do estabelecimento do Verdadeiro Budismo, Toda anunciou o projeto de publicação da coletânea completa das escrituras de Nitiren Daishonin (Gosho Zenshu). Com o auxílio de seu discípulo, Daisaku Ikeda, a obra foi lançada em 28 de abril de 1952.

Em 1957, o número de associados ultrapassou 765 000 famílias. No dia 8 de setembro daquele ano, foi realizado um festival esportivo pela Divisão dos Jovens denominado "Festival da Juventude". Nessa ocasião, Jossei Toda proferiu sua famosa "Declaração pela Abolição das Armas Nucleares" para as 50 000 pessoas presentes no Estádio Esportivo de Mitsuzawa e a deixou como principal testamento para os jovens.

Em 16 de março de 1958, Jossei Toda liderou, pela última vez, uma atividade. Essa data ficou conhecida como o "Dia do Kossen-rufu", ocasião da transmissão da tarefa de realizar a paz mundial à Divisão dos Jovens, mais precisamente a Daisaku Ikeda.

Duas semanas depois, no dia 2 de abril de 1958, Jossei Toda encerrou sua nobre existência aos 58 anos de idade, após concluir todos os seus empreendimentos.

Com o falecimento de Toda, alguns duvidavam que a Soka Gakkai sobrevivesse, mas a determinação e o empenho de Ikeda fez com que as dúvidas se dissipassem no coração dos companheiros, devolvendo-lhes esperança e dando novo impulso à organização.

Em 3 de maio de 1960, Daisaku Ikeda assumiu a terceira presidência da Soka Gakkai. A data simboliza a unicidade de mestre e discípulo e o espírito primordial do budismo Nitiren. Decidido a impulsionar o Kossen-rufu mundial, no mesmo ano ele parte para o exterior para estruturar a organização e estreitar os laços de amizade entre os povos — missão que vem sendo cumprida até hoje. Com o grande desenvolvimento em nível mundial da organização, foi fundada, no 26 de Janeiro de 1975, na Ilha de Guam, a Soka Gakkai Internacional3 . Desde então, o budismo de Nitiren Daishonin foi difundido para diversas culturas e países através das atividades da Soka Gakkai, estando hoje presente em 192 países e territórios, perfazendo cerca de 12 000 000 de associados praticantes em todo o mundo (2009). Dos 192 países, somente em 70 países a Soka Gakkai é reconhecida oficialmente, seja por motivos religiosos ou por não haver uma estrutura de organização. Recentemente, a SGI-Portugal estruturou-se como organização religiosa, apesar de haver praticantes lá desde a década de 1980.

Além de dialogar com líderes mundiais (cerca de 17 00 personalidades), Daisaku Ikeda fundou diversas instituições como a Associação de Concertos Min-On, o sistema educacional Soka, o Museu de Arte Fuji de Tóquio, o Centro de Pesquisas Ecológicas da Amazônia (Cepeam), entre outros, empreendimentos estes reconhecidos em todo o mundo.

Soka Gakkai no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, é representada pela Associação Brasil Soka Gakkai Internacional, geralmente chamada de BSGI ou "a organização", como seus membros a chamam internamente. É uma organização de praticantes do budismo de Nitiren Daishonin. Em Portugal, ela é chamada "SGI-Portugal".

A BSGI tem uma base de estrutura descentralizada. A menor fração da organização é o bloco, um conjunto de dois ou mais blocos geram uma comunidade, um conjunto de comunidades, um distrito, um conjunto de distritos, uma regional ou área, um conjunto de regionais ou áreas, uma região metropolitana ou RM, um conjunto de RM, uma subcoordenadoria. Subcoordenadorias formam uma coordenadoria. Atualmente, a BSGI tem quatro coordenadorias a saber:

Existem, ainda, coordenadorias que não fazem parte desta estrutura, administrando outras situações específicas, como a Coordenadoria Educacional, que atua nas atividades ligadas a educação, e a Coordenadoria de Relacionamento Internacional, que administra os grupos de brasileiros que praticam em outros países, notadamente Japão, e que, devido principalmente à língua, têm dificuldade para se integrar com a SGI local.

Em setembro de 2008, durante a reunião do Conselho Central da BSGI, criou-se o Conselho Orientador da BSGI, sendo indicados por unanimidade, como presidente e vice-presidente deste conselho, os Srs. Eduardo Taguchi e Rubens Kamata e foram nomeados como novos presidente e vice-presidente da BSGI os senhores Júlio Kosaka e Naoto Yoshikawa.

Divisões[editar | editar código-fonte]

Os membros da BSGI estão divididos conforme o sexo, faixa etária e período escolar. O objetivo destas divisões é criar grupos onde existe um melhor entendimento das situações vividas. Também não são regras rígidas, havendo várias exceções de acordo com circunstâncias particulares. Um claro exemplo destas exceções é a Divisão dos Estudantes. Entre 14 e 17 anos, os jovens fazem parte tanto da Divisão dos Estudantes como das Divisões Masculina de Jovens e Feminina de Jovens. Nas atividades específicas de cada uma destas divisões, diferentes aspectos da vida são estudados e discutidos. As divisões que existem hoje na BSGI são:

  • DS (Divisão Sênior) - Homens com mais de 35 anos.
  • DF (Divisão Feminina) - Mulheres com filhos ou com mais de 35 anos.
  • DMJ (Divisão Masculina de Jovens) - Homens entre 14 e 35 anos.
  • DFJ (Divisão Feminina de Jovens) - Mulheres de qualquer estado civil e sem filhos, entre 14 e 35 anos.
  • DE (Divisão dos Estudantes) - Jovens entre 6 e 17 anos.

Atualmente, a missão de cada divisão é promover um aspecto da prática budista. A Divisão Sênior (DS) ficou responsável por promover o kofu, como é conhecido o sistema de arrecadação de contribuições utilizado pela BSGI. A Divisão Feminina (DF) ficou responsável pela divulgação do "Brasil Seikyo", principal periódico da organização, e a Divisão dos Jovens (DJ) pelas atividades de propagação e proselitismo, o chakubuku.

Ginástica montada apresentada pelos membros da Divisão Masculina de Jovens (DMJ) da BSGI no Teatro Ribalta, no Rio de Janeiro, no dia 30 de outubro de 2011. Uma atividade cultural da Soka Gakkai.
Torres humanas apresentadas no evento acima citado. A banda musical que está no palco é denominada Taiyo Ongakutai.

Kofu[editar | editar código-fonte]

O sistema de contribuição para o Kossen-Rufu ou simplesmente Kofu, como é comumente chamado na BSGI, é o tipo de sistema de arrecadação de contribuições utilizado pela BSGI. Tem origem quando os membros da Soka Gakkai solicitaram ao 2º Presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, uma forma de contribuir também com o Kossen-Rufu através de doações em dinheiro. No princípio, Toda foi contra esta ideia, pois achava que ele deveria custear as atividades da organização,mas devido ao crescimento estrondoso da organização isto ficou economicamente inviável. Este sistema funciona com base em um valor mínimo chamado "cota". Em 2012, o valor de cota mínima é de R$ 8,00 (oito reais).--Leondiosasco (discussão) 19h49min de 7 de janeiro de 2013 (UTC)Trimestralmente, os membros da BSGI podem doar, voluntariamente, o valor que desejarem. Não existe a obrigatoriedade de uma contribuiçõa mensal. Esses valores são depositados em contas da organização previamente informados e os comprovantes dos depósitos são entregues pelos membros, em dia específico aos distritos ou comunidades, onde serão confeccionados certificados de agradecimento e participação aos membros.Os valores arrecadados são convertidos em manutenção de Sedes e Centros Culturais e para custear as atividades da organização. Não existe prestação de contas, ao menos aos contribuintes novos, dos valores gerais arrecadados, nem do destino dessas contribuições, de forma detalhada.

Centros Culturais e Sedes Regionais[editar | editar código-fonte]

Apesar de a maioria das reuniões da BSGI serem realizadas nas casas dos membros em comunidades espalhadas por todo o Brasil, existem locais onde podem se realizar reuniões com grupos maiores, que são as Sedes Regionais e os Centros Culturais. As Sedes Regionais são locais onde os membros da BSGI de uma determinada região se reúnem para realizar reuniões de palestra, reuniões por divisão, recitação de Daimoku (Daimoku-tosso), atividades comemorativas ou alusivas (Gongyokai) ou ainda apresentações artísticas. Existem também sedes regionais na maioria dos estados brasileiros, que podem ser imóveis próprios ou alugados. Os Centros Culturais são locais mais amplos, que podem abrigar de 150 a 500 pessoas, onde os membros da BSGI realizam grandes encontros a nível regional ou nacional.

Os principais são:

  • Centro Cultural Doutor Daisaku Ikeda, o "Novo Centro Cultural da BSGI", inaugurado pelo senhor Hiromassa Ikeda, vice-presidente da SGI, em São Paulo. É o principal prédio da BSGI, erguido onde antes existia o Centro Cultural da BSGI. Está localizado próximo à Estação Vergueiro do Metrô de São Paulo, na Rua Tamandaré, em São Paulo.
  • Auditório da Paz, em São Paulo, inaugurado em 1984, antes denominado Auditório Presidente Ikeda, hoje faz parte do complexo Centro Cultural Doutor Daisaku Ikeda.
  • Sede Central da BSGI, em São Paulo, onde fica concentrada a parte administrativa da BSGI e a redação do Brasil Seikyo, periódico semanal da BSGI. Localizado na mesma rua do Centro Cultural Doutor Daisaku Ikeda.
  • Sede Social da Divisão Feminina, localizada na rua do Centro Cultural Doutor Daisaku Ikeda e da Sede Central da BSGI.Este local foi a primeira Sede da BSGI.
  • Sede Social da Divisão dos Jovens da BSGI, localizada ao lado da Sede Social da Divisão Feminina, inaugurada em 1º de julho de 2012.
  • Sede Social Josho, o antigo templo Itioji, onde realizam-se casamentos e reuniões.
  • Centro Cultural Campestre da BSGI, em Itapevi, São Paulo. Realizam-se Cursos de Aprimoramento (Capri) e Reuniões Nacionais de Dirigentes.

Além destes existem os Centros Culturais do Rio de Janeiro, Norte do Paraná, em Londrina, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Mogi das Cruzes, Angra dos Reis, Brasília, Pará, São José dos Campos e Campinas e os Centros Culturais Regionais da CCSP Norte e Sul, localizados nos bairros de Santana e Jabaquara.Recentemente no dia 1º de junho de 2013, ocorreu a reunião de partida para construção de um Centro Cultural em Curitiba, Paraná. Está sendo construída no Japão, com previsão de inauguração para 18 de novembro de 2013,a nova Sede Central da Soka Gakkai do Japão.

O Centro Educacional Soka e a Escola Soka do Brasil são escolas particulares que utilizam a metodologia de ensino brasileira aliado ao método de ensino desenvolvido para ensino e alfabetização pelo primeiro presidente da Soka Gakkai, Professor Tsunessaburo Makiguti, chamado "Educação Para uma Vida Criativa", utilizado também na Universidade Soka do Japão, na SUA (Soka University of America) e em outras unidades escolares Soka espalhadas pelo mundo.

Reunião de Palestra[editar | editar código-fonte]

A Reunião de Palestra é a principal reunião realizada uma vez por mês na BSGI. Ela tem, como objetivo, reunir os membros para estudar o budismo, trocar experiências e apresentar a filosofia budista a novas pessoas. Ela teve origem no Japão, quando Jossei Toda reunia pessoas para apresentá-las à filosofia do Budismo de Nitiren Daishonin. Apesar do nome "Reunião de Palestras", de fato, é a reunião com base nos diálogos. Esta idéia é refletida no termo original de idioma japonês "Zadankai". Ela pode ser realizada a qualquer nível de a Bloco a Subcoordenadoria ou até nacionalmente.

Como é uma Reunião de Palestra?[editar | editar código-fonte]

Basicamente, inicia-se a reunião com um ou dois apresentadores (Shikai), seguido da recitação do Gongyo e Daimoku (geralmente, utiliza-se um local onde há um Butsudan (oratório) com um Gohonzon consagrado). Em seguida, inicia-se a apresentação de convidados, estudo da matéria da reunião (publicada mensalmente no "Brasil Seikyo"), apresentações culturais, incentivos de dirigentes convidados, relatos de experiência ou de comprovação e canto de algumas canções da BSGI. Dura, em média, uma hora e meia, podendo ser realizada em casas particulares ou sedes da BSGI, dependendo do caso. Recentemente o presidente da BSGI, solicitou-se que as reuniões em geral, principalmente a de palestra durasse no máximo uma hora e que fosse uma reunião dinâmica e agradável.

BVD-Budismo na Vida Diária[editar | editar código-fonte]

O "Budismo na Vida Diária" é uma reunião bimensal de estudo do budismo,realizada alternadamente com a reunião de palestra no fim de cada mês, onde estuda-se uma parte de um escrito de Nitiren Daishonin, publicado no "Brasil Seikyo", com o apoio de um vídeo produzido pelo Departamento de Estudo de Budismo da BSGI, no qual são apresentados os conceitos da escritura a serem estudados naquele mês, realiza-se um diálogo sobre os temas apresentados e como aplicar estes conceitos na vida diária.

A prática do Gongyo na Soka Gakkai[editar | editar código-fonte]

A leitura dos dois capítulos do Sutra de Lótus, vulgarmente conhecido como' 'Gongyo, é feita pelos seguidores da Soka Gakkai uma vez pela manhã e outra à noite em frente ao Gohonzon que é mantido em sua casa, dentro de um oratório, feito em estilo japonês, Chamado butsudan (em japonês: casa do Buda). Seguindo o conselho do presidente Daisaku Ikeda, o Gongyo foi reduzido para o chamado Gongyo Jigague , que consiste em ler somente uma vez o 2º capítulo Meios (Hoben) e o trecho em verso (Jigague) do 16º capítulo (Juryo)em cada cerimônia. Ao contrário do formato tradicional realizado pela Nichiren Shoshu, que consiste em realizar as 5 orações tradicionais do Gongyo.Este novo formato de Gongyo é chamado de Gongyo SGI, no Japão.

Eles serão acompanhados pela reformulação das orações silenciosas, onde no formato da SGI, lê-se todas as orações silenciosas, tanto no Gongyo da manhã como no da Noite, enquanto no formato da Nichiren Shoshu, no Gongyo da manhã, lê-se todas as cinco orações e no da noite, a segunda, terceira e quinta orações.

A primeira oração é dedicada aos Shoten Zenjin (ou seja, as funções de proteção da vida e do meio ambiente, também conhecido como deuses budistas), e podem ser feitas para o Gohonzon (formato SGI), tanto para o leste(formato Nichiren Shoshu).

A segunda oração é dedicada aos Três Grandes Leis Secretas (formato NS) ou Três Grandes ensinos Fundamentais (formato SGI|), dadas a todo o mundo, revelados por Nitiren, simbolizados, respectivamente, pelo Dai-Gohonzon (que foi concedido para toda a humanidade), o Nam Myo Ho Renge Kyo (interpretado como Dharma da Lei Mística de causa e efeito, fechado intrinsecamente pelo sentido de mantra, que é o título do mais importante sutras do Budismo). À oração das três Grandes Leis Secretas, tem sido associada com uma oração de agradecimento a Nitiren e a seus dois seguidores: Nikko e Nichimoku (considerado pela Soka Gakkai como três mestres). Originalmente orações ao Gohonzon e a Nitiren, Nikko e Nichimoku foram divididas, mas em 2004 foram fundidas em conjunto, como um resultado da redução em Gongyo.

A quarta é dedicada à ação de graças oração dos três primeiros presidentes da Soka Gakkai, (Eternos Mestres da Soka Gakkai, conforme consta no livreto de Gongyo editado pela BSGI) e à realização da paz mundial através da disseminação dos princípios filosóficos budistas ( Kossen-Rufu), mas o objetivo dos membros da Soka Gakkai não é tentar convencer os outros a se tornarem budistas, mas sim influenciar positivamente e persuadir esta organização a responder da mesma maneira.

A última oração é dedicada à realização de objetivos pessoais dos fiéis (como pode ser visto a partir da Soka Gakkai como uma ferramenta para trazer a natureza de Buda às pessoas), à memória de seu falecido (budista ou não) e a felicidade de todos os seres vivos.

Esta redução decorre da observação de que muitas vezes o ritmo de vida atual impede a recitar corretamente Gongyo, na forma como ele é realizado pelos seguidores da Nichiren Shoshu. O Presidente Ikeda em 2003 decidiu que os membros da Soka Gakkai deveriam recitar uma forma "simplificada" de Gongyo, o que já era uma prática muito comum em organizações da SGI no Ocidente, que seja capaz de recitar todos os dias regularmente, sem muita dificuldade ou culpa naqueles que não conseguiam fazê-lo por razões de tempo ou por compromissos familiares, lembrando que a religião é feita para o homem e não vice-versa.

Alteração da grafia Nichiren[editar | editar código-fonte]

A BSGI planeja substituir a grafia Nitiren, atualmente usada nas publicações da BSGI, pela grafia Nichiren, que é adotada mundialmente pela SGI.Este tipo de pronúncia CH é semelheante a palavra Tchê, utilizada no sotaque gaúcho do português brasileiro. A BSGI somente irá adotar a nova grafia a partir da publicação em língua portuguesa da Coletânea de Escritos de Nichiren Daishonin (The Writings of Nichiren Daishonin-WND) ainda sem data definida para lançamento.

Ligação com a política[editar | editar código-fonte]

No Japão, a Soka Gakkai apoia o partido político Novo Komeito nas eleições. As duas organizações são legalmente independentes uma da outra. Enquanto alguns críticos alegam que a Soka Gakkai controla, na prática, o partido japonês New Komeito 4 , pesquisas apontam que discussões sobre política e boa governança são as responsáveis por membros da Soka Gakkai apoiarem a New Komeito e "que mobilização política surge da ideia de que membros devem estar cientes dos problemas políticos atuais, não de declarações de solidariedade". 5 Fora do Japão,as organizações da SGI são apartidárias, sem ligação com quaisquer partidos políticos,orientando seus membros a participarem como cidadãos do processo político, sem envolvimento com as atividades budistas, inclusive devendo licenciar-se de suas funções na organização se estiverem se candidatando a algum cargo eletivo; O Artigo 12 do Estatuto da Associação Brasil SGI, fala sobre este aspecto:

“Seção V – Da Vedação – Art. 12 – São vedados aos membros, indistintamente: [...] II. A utilização do prestígio ou de suas relações com a BSGI para o alcance de quaisquer benefícios pessoais político-partidários, no interesse próprio ou de terceiros, assim como em detrimento de quaisquer postulados da BSGI; III. A manifestação de caráter político-partidário, sob quaisquer formas ou pretextos, nas dependências ou no decorrer das promoções e atividades externas da BSGI, ou que destas participe, assim como quaisquer outras manifestações, em caráter público ou reservado, que façam alusão a vínculos político-partidários da BSGI.”

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. What is SGI? Disponível em http://www.sgi.org/about-us/what-is-sgi.html. Acesso em 17 de setembro de 2012.
  2. History of SGI. Disponível em http://www.sgi.org/about-us/history-of-sgi/history-of-sgi.html. Acesso em 17 de setembro de 2012.
  3. History of SGI. Disponível em http://www.sgi.org/about-us/history-of-sgi/history-of-sgi.html. Acesso em 17 de setembro de 2012.
  4. Time, BBC News, San Francisco Chronicle, AERA, Fulford, Furukawa, Yamada, Shimada 2004 & 2006, Taisekiji, and Yano 2008 and 2009, among others.
  5. Ehrhardt, “Rethinking the Kōmeitō Voter”; Japanese Journal of Political Science, 2009
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