Novo sol

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Novo Sol
Nuevo Sol
Dados
Código ISO 4217 PEN
Usado  Peru
Inflação 2,65 % em 2012[1]
Sub-Unidade

1/100 Centavo
Símbolo S/.
Plural Sóis
Moedas 1 (raramente encontrada)[nota 1] 5, 10, 20 e 50 centavos (céntimos)
1, 2 e 5 novos sóis
Notas 10, 20, 50, 100 e 200 novos sóis
Banco Banco Central do Peru
http://www.bcrp.gob.pe/
Fabricante Não disponível

O sol (plural em castelhano: soles; plural em português: sóis[2] ) é a unidade monetária (moeda) do Peru. O nuevo sol ou novo sol[2] entrou em circulação em 1991 para substituir o altamente inflacionado inti, que o país tinha adotado em meados do ano de 1985, já que o antigo sol estava hiper-inflacionado — sem qualquer possibilidade de uso. O código monetário ISO 4217 é PEN (o sol antigo tinha o código PEH, e o inti, o código PEI). O nome deriva, por um lado, da divindade solar, como símbolo de poder — referência que já existia no nome do inti, pois esse era o nome do deus do Sol dos Incas &mdash: e, por outro, pela confusão que terá sido feita em relação à antiga moeda latina soldo, cujo nome poderá ter levado a crer que existia alguma relação com o Sol-astro. Peru tem uma economia parcialmente "dolarizada", onde 70% da liquidez do sistema bancário tem sido em dólares americanos. A maioria dos salários e bens de comércio estão em sóis mas as empresas, e as pessoas escolhem emprestar e popuar em dólares americanos. Devido ao efeito da inflação e instabilidade da moeda muitos bens, como carros, são vendidos em dólares. Esta dolarização estrangula a economia, porque qualquer depreciação da moeda ou qualquer choque macroeconômico, que realmente produz, aumenta o valor das dívidas e é recessiva.[3]

História econômica[editar | editar código-fonte]

Após a independência, devido a uma grave crise econômica o Peru continuou a usar o peso espanhol. Após uma década de guerra civil e estagnação econômica o dólar da Bolívia passou a ser usado. Devido a uma guerra entre Peru e a Bolívia, este último país suspendeu o envio de dólares para o Peru, bem como a concessão de empréstimos para apoiar a fraca economia peruana.

Em 1863, depois de quatro décadas de independência, foi criada uma moeda diferente do peso espanhol boliviano ou dólar. A moeda nacional é chamado de sol. Mas o sol era uma moeda fraca, e a sua adoção por parte da população fracaçou, tendo continuado o uso de moedas estrangeiras. Em 1869, após nova crise econômica, foi criada uma nova moeda chamada popularmente sol de ouro (sol do oro). Depois da guerra com o Chile, o Estado peruano permaneceu fortemente endividado. Devido a cinco décadas de estagnação econômica, inflação alta e extrema pobreza, o país estava falido e não podia arcar com os pagamentos a seus credores. Para pagar suas dívidas começou a emitir bilhetes de forma incontrolável, fazendo com que a inflação se tornasse grave, tendo-se seguido múltiplas desvalorizações. Em 1890, o Peru deixou de ter uma moeda, sendo usados o dólar, o peso boliviano ou o argentino. Em 1893, o inca foi adotado como na nova moeda, mas fracassou novamente. Em 1897, o Peru adotou como moeda de libra de ouro, o equivalente a 10 000 incas.

Pelo Decreto Lei n.º 7126, de abril de 1931, a moeda foi novamente alterada. A libra de ouro foi substituída pelo sol dourado. A taxa foi desvalorizado várias vezes. Depois de 10 anos, os bancos e corporações pararam de aceitar o sol dourado por causa de seu valor, e adotaram novamente como moeda o peso argentino, mais forte e mais estável. Em 1953 começou a primeira hiperinflação do Peru: os preços subiram acima de quatro dígitos por 5 anos. Em 1955, o sol dourado foi desvalorizado em 578%, e em 1956 em 1351%. Em 1958, para combater a hiperinflação foi introduzido o sol de prata (sol de plata), substituindo o sol dourado. Em meados dos anos 1960, o Peru parou de pagar as suas dívidas à Bélgica, Estados Unidos e Argentina.

Em 1972, devido à inflação, o governo introduziu uma nova estratégia monetária, que foi acompanhada por um plano econômico fraco e malquisto pelos mercados. O sol de prata foi revogado com o objetivo de combater a inflação. Os resultados foram catastróficos. O inti tornou-se, então, a moeda legal do Peru, a partir de 1 de fevereiro de 1985, quando substituiu o sol de ouro, e até 1991, quando foi substituído pelo novo sol. Esta moeda foi desvalorizada acentuadamente ao longo dos anos. Enquanto que em 1985, o inti equivalia a 1 000 sóis de ouro, em 1991, o novo sol correspondia a Predefinição:1000000. Por essa razão, vários projetos de lei e cheques foram emitidos e o uso de moedas foi interrompido. As primeiras notas foram 10, 50 e 100 intis. Devido à desvalorização constante e hiperinflação da economia peruana, notas de denominação superior tiveram de ser emitidas. Em 1989, foram introduzidas notas de 100 000 intis. No início de 1990, havia notas de 10 e 50 milhões de intis.

O nuevo sol ou novo sol entrou em circulação em 1991 para substituir o altamente inflacionado inti, que o país tinha adotado em meados do ano de 1985, já que o antigo sol estava hiper-inflacionado — sem qualquer possibilidade de uso. Em 2012, 73% das empresas deixaram de exportar devido a situação interna difícil que atravessa o Peru. As dificuldades encontradas na economia são muitas, acrescidas da instabilidade da taxa de câmbio, a qual reduz a competitividade no comércio exterior.[4] O ex-ministro da Economia e Finanças, Pedro Pablo Kuczynski, alertou para o perigo que uma desvalorização excessiva do novo sol acarretaria. O Peru teve uma desvalorização de 10% e 11 % em apenas 8 semanas, o que enfraqueceu ainda mais a moeda.[5]

  • 1 novo sol = 100 cêntimos

Moedas em circulação: 1, 5, 10, 20, e 50 cêntimos; 1, 2, e 5 novos sóis.

Notas em circulação: 10, 20, 50, 100, e 200 novos sóis.

Taxas de câmbio em 19 março de 2014[6] :

Taxas de câmbio correntes de PEN[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Devido à desvalorização do Sol Novo, o governou parou de produzir moedas de um centavo

Referências

  1. http://www.inei.gob.pe/web/NuestrasActividadesFlotantePrincipal.asp?file=15744.jpg
  2. a b Correia, Paulo; Gonçalves, Susana. (Primavera de 2013). "Do afegâni ao zlóti". A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 41): 22. Sítio web da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Visitado em 24 de maio de 2013.
  3. Jiménez Sotelo, Renzo (2001): Perú: Una economía estrangulada por el descalce entre la dolarización de los pasivos financieros y la solarización del poder adquisitivo de sus agentes económicos. Published in: Revista Apuntes No. 49 (31. December 2001): pp. 93-115
  4. http://www.adexperu.org.pe/Web_Adex/Prensa/Notas.html
  5. http://www.rpp.com.pe/2013-08-23-kuczynski-hay-peligro-de-una-excesiva-devaluacion-del-sol-noticia_624734.html
  6. http://es.loobiz.com/convertidor/dolar-norteamericano+sol