Soluço

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Soluço
Classificação e recursos externos
CID-10 R06.6
CID-9 786.8
DiseasesDB 5887
MedlinePlus 003068
MeSH D006606
Star of life caution.svg Aviso médico

O soluço ou singulto (em latim: Singultus) é um fenômeno reflexo que se manifesta por contração espasmódica e involuntária do Diafragma, prosseguida de movimento de distensão e de relaxamento, através do qual o pouco ar que a contração forçara a entrar no estômago é expulso com um ruído característico. Costuma ocorrer geralmente após a ingestão de líquido ou sólido. Geralmente é benigno e auto-limitado, mas pode ser sintoma de uma doença crônica e necessitar de tratamento. Apesar de relatos anedóticos, o soluço em si não é fatal.

O soluço benigno do qual que geralmente sofremos pode ser resolvido com uma curta interrupção do ciclo respiratório, ou seja, pelo ato de prender por alguns segundos a respiração. Fazendo isto, o diafragma será forçado a voltar a funcionar juntamente com a respiração e o soluço tende a passar, mas pode continuar a ocorrer em alguns casos.

Evolução[editar | editar código-fonte]

Soluços não são exclusivos dos seres humanos, mas partilhados com outros mamíferos. Há uma zona do tronco cerebral (bulbo) que, se estimulada, induz soluços em gatos. Esta zona do cérebro é responsável pelo controle involuntário da respiração. A localização destes nervos permanece constante desde o aparecimento dos peixes. Fósseis de ostracodermes, com 400 milhões de anos, mostram que os nervos que controlam a respiração partem do tronco cerebral. Embora em peixes o impulso elétrico destes nervos não precise percorrer grandes distâncias para controlar a respiração, em mamíferos a distância percorrida é bastante maior. Qualquer impedimento no caminho do nervo pode causar um espasmo. Além da contração do diafragma, um soluço envolve vários músculos da parede corporal, pescoço e garganta. Uma rápida inspiração é seguida, 35 ms depois, pelo fecho da glote, o que produz o som do soluço. Girinos usam tanto guelras como pulmões para respirar e possuem um conjunto de nervos que produzem o mesmo padrão de contrações musculares quando respiram pela guelras. Nessa altura, a entrada de água nos pulmões é impedida pelo fecho da glote, logo após uma inspiração. Se for dado dióxido de carbono a girinos ou se a sua parede corporal for esticada, como quando uma pessoa respira para dentro de um saco, ou quando inspira fundo e sustém a respiração, respectivamente, os girinos passam a respirar pelos pulmões. [1]

Causas[editar | editar código-fonte]

Os soluços podem ser causados por muitas disfunções dos sistemas nervosos central e periférico. Soluços geralmente ocorrem após a ingestão de bebidas alcoólicas ou carbonadas (i.e.: gaseificadas). Soluços persistentes ou incessantes podem ser causados por qualquer condição que irrite ou afete os nervos relevantes. Há suspeitas de que a quimioterapia - que utiliza uma grande quantidade de drogas diferentes - cause soluços, apesar de certos estudos não encontrarem relação entre as duas coisas.

Possíveis causas para o soluço
  • Bebidas carbonadas (e.g.: refrigerantes)
  • Falta de água
  • Comer muito rápido[2]
  • Ficar com fome por certo período de tempo
  • Tomar uma bebida gelada enquanto come uma refeição muito quente
  • Comer pratos muito quentes ou picantes
  • Rir muito
  • Redução da temperatura corporal
  • Tossir
  • Bebidas alcoólicas em excesso
  • Chorar compulsivamente (o "soluçar" do choro permite que o ar entre no estômago)
  • Fumar, em certas situações onde possa ocorrer inalação anormal
  • Falar durante muito tempo
  • Falta de vitaminas
  • Laringite
  • Refluxo gástrico
  • Sensação de alimento no esôfago
  • Irritação do tímpano
  • Quimioterapia
  • Anestesia geral
  • Cirurgia
  • Tumor
  • Infecções
  • Diabetes
  • Levantar-se muito rapidamente
  • Vomitar
  • Falta de ar

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Neil Shubin. Your Inner Fish. [S.l.]: Penguin Books, 2007. ISBN 978-0-141-02758-6.
  2. Howes, D.. (2012). ""Hiccups: A new explanation for the mysterious reflex"". BioEssays. DOI:10.1002/bies.201100194.
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