Somito

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Os somitos são blocos de células mesodérmicas transitórias organizadas ao longo do eixo antero-posterior do tubo neural que darão origem a cartilagens (esclerótomo), aos tendões, aos músculos esqueléticos (miótomo), as células endoteliais e a derme (dermátomo) nos organismos vertebrados 1.  Como a quantidade de somitos e a periodicidade de sua formação são espécie-espcíficas, eles são bons indicadores de quão avançado se encontra o desenvolvimento de um organismo 1,2.  Em embriões de zebrafish, galinha e camundongo, um novo par de somitos é formado a cada 30, 90 e 120 minutos 2, ou seja, a somitogênese é cuidadosamente controlada no espaço e no tempo, o que a torna fundamental para a correta formação da coluna vertebral, dos músculos esqueléticos do corpo e da organização segmentar do sistema nervoso periférico.

Somitogênese e período somítico[editar | editar código-fonte]

A somitogênese, referente à formação dos somitos, envolve a compactação e a polarização de células, bem como a expressão de genes e moléculas sinalizadoras. A partir do espessamento da mesoderme que flanqueia a notocorda em ambos os lados, ocorre a geração de colunas de mesorderme paraxial ou mesorderme pré-somítica. A formação dos somitos se dá quando a mesoderme paraxial pré-somítica se organiza numa espiral de células, os somitômeros. A compactação dos somitômeros, bem como a delimitação entre eles através de fissuras, gera somitos imaturos. Estes irão passar pelas etapas de epitelização, especificação e diferenciação.

Os primeiros somitos são formados na parte anterior do dorso, e novos somitos derivam da mesoderme pré-somítica da terminação rostral. Os blocos somíticos irão se formar ao mesmo tempo em ambos os lados do embrião 1, na direção rostro-caudal. 

A formação de novos somitos se dá em intervalos regulares que são espécie-específicos, como comentado anteriormente. A periodicidade dessa formação está relacionada aos modelos que já foram propostos para explicar a regulação temporal da somitogênese, sendo que o vigente é o mecanismo de “Relógio e Frente de Onda”, ou Clock and Wavefront mechanism 2, baseado na sinalização celular por meio das vias Notch, Wtn e FGF, moléculas sinalizadoras que apresentam papéis importantes no desenvolvimento embrionário. Um sinal oscilador (“o relógio”, ou clock) é gerado pelas vias Notch e Wtn, e um gradiente rostro-caudal de FGF promove uma “onda” (wave) que delimita a fronteiras entre os somitos 1.

Referências[editar | editar código-fonte]

1. Gilbert SF, Singer S. Developmental Biology. 2006. Eighth Edition.

2. Resende TP, Raquel PA, Palmeirim I (2004) Timing Embryo Segmentation: Dynamics and Regulatory Mechanisms of the Vertebrate Segmentation Clock. BioMed Research International. 2014: 718683. 12 pages.

3. Lobry C, Oh P, Mansour MR, Look AT, Aifantis I (2014) Notch signaling: switching an oncogene to a tumor suppressor. Blood: 123(16).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]