Sondagem

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Sondagem tem a sua raiz etimológica na palavra francesa sondage. Esta surgiu provavelmente no século XIV com o intuito de expressar o acto de, com recurso a uma sonda, investigar a profundidade da água e a natureza do fundo de um rio ou de um mar.

No século XIX, Balzac utilizou este termo para expressar a ideia de uma pesquisa ou investigação rápida.

Entretanto, o termo sondagem, além do domínio marítimo, coexiste actualmente com aplicações nas áreas da geologia, medicina ou estatística. A língua portuguesa não apresenta distinção vocabular entre os diversos domínios, mas, por exemplo, a língua inglesa diferencia todas estas formas de sondagem com os termos sounding (marítima), boring (geológica) e probing (médica). No campo estatístico, diferencia inclusivamente a sondagem de opinião (poll) de outros tipos de sondagem, designados por survey samplings.

Em França, e por decisão da Comissão Francesa de Normalização do Vocabulário Estatístico, o termo sondage aplica-se a estudos que envolvem operações de amostragem, independentemente do seu domínio.

Aplicação[editar | editar código-fonte]

Como metodologia de pesquisa, a sondagem possibilita o conhecimento momentâneo de um universo de elementos, numa perspectiva descritiva e quantificada. A escolha e análise de dados são feitas com base numa amostra de elementos que deverá permitir a extrapolação das interpretações à totalidade do universo.

As áreas de aplicação das sondagens estatísticas são muito diversas, tendo especial destaque os estudos das populações humanas, nomeadamente sob a forma de estudos pré-eleitorais ou de opinião pública. Ainda no que diz respeito a este tipo de populações, as sondagens surgem noutras áreas como a sociológica (por exemplo, estudo sobre a literacia de uma população), demográfica (por exemplo, caracterização da estrutura dos agregados familiares), económica (por exemplo, construção de indicadores de conforto de uma população) ou de marketing (por exemplo, estudos sobre o comportamento dos consumidores de certo produto).

A sondagem tem as seguintes vantagem em relação ao recenseamento normal:

  • custo — é mais económica, por exigir menos recursos e meios e uma menor estrutura;
  • tempo — é mais rápida por haver menos respostas a recolher, tratar e analisar;
  • informação obtida — quando se pretendem conhecer características da população que não se resumem a factos (por exemplo, pode importar conhecer opiniõs, expectativas, previsões, entrando na vertente psicológica do indivíduo), pode-se realizar um questionário mais detalhado se se abordar um menor conjunto de elementos;
  • exequibilidade — ao contrário de um recenseamento, que pode não ser exequível (por exemplo, população grande e muito dispersa)
  • credibilidade da amostra — as conclusões produzidas a partir de uma amostra têm validade;

Sondagens políticas[editar | editar código-fonte]

As sondagens são usadas antes das eleições para tentar descobrir as intenções de voto e a configuração política após as eleições antes do tempo. Esse pode ser um assunto polémico, por se considerar que as sondagens podem influenciar o sentido de voto dos eleitores, e mesmo determinar a derrota de um candidato[1] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Diário de Notícias. Santana Lopes: Sondagens são "vergonha" para democracia. Notícia de 2009-10-12, acedida em 2009-10-12.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Em português

Em inglês