Soprano lírico-ligeiro
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Soprano lírico ligeiro (ou leggero) é, no canto, o timbre intermediário entre o leggero e o lírico, com uma menor igualdade de registros, um registro central mais rico e arredondado, mas, com menor corpo de som maior facilidade de emissão do registro agudo e menor aptidão ao legato expressivo. Alguns sopranos lírico-leggero podem amadurecer a voz e interpretar com sucesso papéis de sopranos líricos.
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[editar] Na França
É incluído na categoria Soprano lyrique coloraturè, que é a categoria que classifica o soprano lírico e lirico leggero que são aptas a fazer coloraturas.
[editar] Na Alemanha
É incluída na categoria Koloratur soubrette sopran, Quando interpreta papéis de grande agilidade vocal. E na categoria Leichter lyrischer sopran, Quando interpreta papéis mais líricos e amorosos.
[editar] Registros
[editar] Registro sobre agudo e agudo
É claro e de fácil emissão. Traz algumas semelhanças com o soprano leggero, com agudos brilhantes e de média intensidade, mas com uma extensão menor.
[editar] Registro central
Possui maior riqueza de cores e um timbre mais redondo que o do soprano leggero, mas é menos aveludado e encorpado que o do lírico. Possui, no entanto, articulação mais fácil que o desta.
[editar] Registro grave
Mais extenso que o do leggero, mas sem a maior facilidade de emissão que o lírico possui nessa região da voz.
[editar] Coloratura
O soprano lírico-leggero que possui extrema agilidade, geralmente é esse o timbre típico para interpretar papéis de coloraturas, pois a emissão é fácil e de média intensidade.
[editar] Personagens
[editar] De coloratura
- Amina, em La Sonambula, de Vincenzo Bellini;
- Lucia di Lammermoor, na homonima ópera de Gaetano Donizetti;
- Soeur Constance, em Dialogos das Carmelitas, de Francis Poulenc;
- Zerbinetta, em Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss;
- Gilda, em Rigoletto, de Giuseppe Verdi;
- Adele, em O Morcego, de Richard Strauss;
[editar] Papéis líricos
- Sophie, em Wether, de Jules Massenet;
- Dafné, na homonima ópera de Richard Strauss;
- Muzzeta, em La Bohème, de Giacomo Puccini;
- Fréia, em O Ouro do Reno, de Richard Wagner;
- Leila, em O Pescador de Pérolas, de Georges Bizet;