Soteriologia
A soteriologia é o estudo da salvação humana. A palavra é formada a partir de dois termos gregos Σοτεριος [Soterios], que significa "salvação" e λογος [logos], que significa "palavra", ou "princípio".
Cada religião oferece um tipo diferente de salvação e possui sua própria soteriologia, algumas dão ênfase ao relacionamento do homem em unidade com Deus, outras dão ênfase ao aprimoramento do conhecimento humano como forma de se obter a salvação.
O tema da soteriologia é a área da Teologia Sistemática que trata da doutrina da salvação humana.
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Cristianismo [editar]
No cristianismo a salvação é estabelecida através de Jesus Cristo. A soteriologia no cristianismo estuda como Deus separa as pessoas condenadas pelo pecado e os reconcilia com Deus. Os cristãos recebem o perdão dos pecados, vida e salvação adquirido por Jesus Cristo através de seu sofrimento inocente, morte e ressurreição após sua morte. Esta graça da salvação é recebida sempre pela fé em Jesus Cristo, através da palavra de Deus.
Alguns cristãos, simplificadamente, acreditam que a salvação é obtida a partir deles e da vontade de Deus (Sinergismo), outros crêem que a salvação parte da vontade absoluta de Deus e o homem pela fé é incapaz de resistir (Monergismo).
Salvação no Catolicismo [editar]
A salvação no catolicismo: coloca a Igreja como canal ideal da graça de Deus. A união com a Igreja pode levar à graça dos céus. Essa graça, na lição de Santo Agostinho, é obra unicamente de Deus (daí ser denominada graça), cabendo ao homem, unicamente buscar uma vida de santidade e comunhão, na esperança da salvação. Esta vida de santidade é reforçada por meio dos sacramentos conferidos pela Igreja que são: batismo, crisma ou confirmação, confissão ou penitência, comunhão ou eucaristia, matrimônio, ordem e unção dos enfermos. É ainda função dos cristãos a busca daqueles que estão fora da Igreja, a fim de que possam comungar com a graça de Deus, único dispensados da Graça.
Salvação no Protestantismo [editar]
Conflito entre a visão arminiana e a Calvinista [editar]
Arminianos creem que Deus, em seu infinito amor e misericórdia, pré destinou todos os homens que crerem em Cristo Jesus à salvação. Cabe ao homem aceitar mediante a fé o ato de sacrifício de Jesus na Cruz. Segundo o Arminianismo, o homem participa da sua salvação com sua escolha. Também da mesma forma pode o homem escolher mediante seus atos decair da fé perdendo a salvação. Todos foram escolhidos para serem salvos, mas somente os que aceitam o chamado e perseveram até o final serão salvos. Cabe salientar que Armínio não se enquadra como um semi pelagianista e sim mentor do sinergismo Arminiano, significando que o homem não é capaz de escolher aceitar o sacrifício de Jesus sem a intervenção Divina, intervenção essa que gera a capacidade de escolha (livre arbítrio)]. Calvinistas crêem que Deus não destinou todos os homens à salvação, visto que é fato nem todos se salvarem. Neste caso Cristo morreu apenas pelos seus eleitos. Estes ouvirão o chamado irresistível do Espírito Santo e se renderão a Cristo, sendo então justificados tão somente pela graça de Deus. Em virtude do pecado de Adão a condição de pecador se estendeu a toda raça humana (depravação total). Portanto, o Homem peca porque é pecador (tem a natureza do pecado) e não é pecador porque peca (ato do pecado). Sendo assim a partir desse momento, o homem necessitava de um plano de salvação para que pudesse ser restaurado à imagem e semelhança de Deus. o Plano da Salvação, consistiu em Cristo morrer pelos eleitos, para que por sua graça, houvesse remissão dos pecados.
Não cabe ao Homem qualquer parte no plano de salvação, toda a iniciativa e realização é de Deus. É Ele quem muda a disposição de um coração morto e obstinado pelo pecado, transformando-o em um coração sensível à Sua voz. Nesta condição o Homem só pode dizer sim a chamada à salvação.
Uma vez "verdadeiramente salvo" o cristão não perde essa condição já que o próprio Deus sustenta o pecador regenerado. É digno de nota que essa doutrina não "afrouxa" a necessidade de uma vida santificada´. Um salvo deve viver como tal. Porém esse princípio enfatiza apenas o aspecto último da salvação, o momento final da vida de um homem, pois não são obras da vida do homem que salvam o homem, mas o perdão de Deus.Uma pessoa que Deus perdou têm uma vida digna de piedade aos olhos de Deus, não cabendo aos homens julgarem quem é salvo ou não, mas antes realizarem a vontade de Deus, que é viver de maneira misericordiosa, ou seja Deus encarnou na pessoa de Jesus para salvar os pecadores não os pecados.
O Calvinismo prega que Deus salva aqueles que elegeu desde antes da fundação do mundo, concedendo-lhes irresistivelmente a fé em Cristo e em sua obra redentora, o que não exclui nem mesmo fariseus, hipócritas, prostitutas, pobres, ladrões, efeminados, assassinos, vaidosos, segundo o conselho da Sua própria vontade santa e soberana. Ao conceder, pela Sua graça, a fé salvadora, Deus livra os seus eleitos da hipocrisia, da prostituição, da luxuria, do assassínio, e da miséria de espírito, por vezes disciplinando-os como filhos amados que são, através de tribulações e sofrimentos, que são permitidos por Deus na exata medida em que gerem crescimento e maturidade espiritual. Neste sentido, o versículo 22 do Capítulo 14 de Atos dos Apóstolos, diz: "Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.". Todavia, o maior ou menor grau de sofrimento dos homens não decorrem do maior ou menor mérito destes, pois os justos aos olhos de Deus também passam por adversidades e angústias, assim como os ímpios. Corrobora este entendimento, dentre outras passagens bíblicas, o versículo 19 do Salmo 34, que diz: "Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas."
Doutrina Luterana [editar]
Segundo Martim Lutero, o Homem nasce por natureza distante de Deus,e cabe a este aceitar ou não a salvação por meio do sacrifício de Cristo Jesus confessando-o como seu único e suficiente salvador conforme escrito em Romanos 10.9 "Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;" Essa salvação vem por meio da fé e não por obras "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" Efésios 2:8-9;mas como afirma o texto em Tiago 2:17 "Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma." sendo assim as obras são complementares a salvação,mas não a torna como único meio para atingi-la,ou seja o cristão deve executar boas obras por ser salvo e não para se salvar".Lutero enfatiza também, o livre arbítrio onde cada um tem o direito de tomar suas próprias decisões,mas sempre lembrando que estas terão as suas consequências,fica claro que o cristão segundo a visão Luterana não esta predestinado a salvação,mas o seus atos é que irão defini-la "Não vos enganeis; de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará"Gálatas 6:7.Sendo o homem um ser corruptível esta sujeito a erros,mas mesmo assim pode contar com sua salvação a partir do momento em que arrepende-se de seus pecados e os deixa."Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e para nos purificar de toda a injustiça." 1 João 1:9 Tiago não diz que para ser salvo é preciso as obras, mas ele fala da evidência que a genuína fé produz. Se uma pessoa diz ter fé e não produz algo peculiar a esta fé, como pode haver fé sem produzir nada?
Islamismo [editar]
O islamismo surgiu no século 6 na Arábia, região do Oriente Médio que era habitada na época por cerca de 5 milhões de pessoas. "Eram grupos tanto sedentários como nômades, organizados em tribos e clãs. A população era na maioria politeísta, mas existiam algumas tribos judaicas e algumas de tradição cristã". Nesse contexto surgiu o criador do islamismo, o profeta Maomé, chamado de Muhammad pelos muçulmanos. Órfão desde cedo, ele se tornou um condutor de caravanas, o que lhe possibilitou o contato com noções básicas da religião cristã. Quando adulto, o futuro profeta passou a se dedicar a retiros espirituais e, segundo os seguidores do Islã, começou a ter visões divinas com mensagens que deveria divulgar. As primeiras pregações públicas de Maomé em Meca (sua cidade natal) tiveram pouco sucesso e geraram atritos locais.
Admirador do monoteísmo (a crença em um só deus), ele criticava uma das maiores fontes de renda de Meca: a peregrinação dos idólatras, que adoravam as várias divindades dos templos locais. Maomé passou a pregar a crença num único deus, Alá, e reuniu suas mensagens num livro sagrado para os muçulmanos, o Corão. Perseguidos em Meca, o profeta e seus adeptos fugiram para criar a primeira comunidade islâmica em Medina, um oásis próximo. Essa migração forçada, conhecida como Hégira, marca o início do calendário muçulmano. Aos poucos, o profeta atraiu cada vez mais seguidores até ter força para derrotar os rivais que o expulsaram de Meca.
Usando como doutrina a nova religião - que assimilava tradições judaicas, combinada a conceitos cristãos e ideais das tribos árabes -, ele conseguiu unificar toda a Arábia sob sua liderança. Após morrer, em 632, seu sogro Abu Bakr passou a conduzir a expansão do islamismo, que nos séculos seguintes se espalhou pela Europa, Ásia e África, levado não apenas por árabes, mas também por outros povos convertidos.
Judaísmo [editar]
O Judaísmo entende que o povo judaico é o povo escolhido de Deus e enfatiza o comportamento ético e moral do homem para que ele obtenha o benefício da salvação. Para tanto enfatiza o cumprimento das Lei (ordenanças) de Deus.
Ver também [editar]
Referências [editar]
- HOEKEMA, Anthony. Salvos Pela Graça: A Doutrina Bíblica da Salvação, 2ª ed. Revisada, São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
- SPROUL, R. C. Salvo de quê?: compreendendo o significado da salvação. São Paulo: Ed. Vida, 2006.