Spike Lee

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Spike Lee
Spike Lee em 2012
Nascimento 20 de março de 1957 (57 anos)
Atlanta, EUA
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Ocupação Cineasta, Roteirista e produtor
Cônjuge Tonya Lewis[1] (1993–presente)
IMDb: (inglês)


Shelton Jackson Lee (Atlanta, 20 de março de 1957), mais conhecido como Spike Lee, é um cineasta, escritor, produtor e ator estado-unidense. Entre seus filmes se destacam Malcolm X (1992) e Faça a coisa certa (1989). Também é um reconhecido documentarista e ensina cinema na Universidade de Nova Iorque. É considerado pela mídia especializada como um diretor polêmico.

História[editar | editar código-fonte]

Ícone do cinema afro-americano, Spike sempre abordou a temática racial abrindo as portas em Hollywood para uma conscientização sobre os problemas sociais do país. Além de diretor, produtor e roteirista, ele seguidamente atua em seus próprios filmes. Nascido em 20 de março de 1957 em Atlanta, sul dos E.U.A, em uma época marcada pelo preconceito racial, mudou-se com sua família, quando tinha três anos, para o Brooklyn, onde adquiriu toda a sua consciência social.

Por um de seus primeiros filmes, "Joe's Bed-Stuy, Barbershop: We Cut Heads", um projeto de graduação, já fora premiado em alguns festivais, três anos depois de rebater o racismo de "O Nascimento de uma Nação" com o curta "The Answer"(1980), de dez minutos. Depois disso, sem conseguir produzir o longa "Messenger", foi financiado por sua avó, que também havia pago seus estudos na Universidade Morehouse, onde ele se formou em Comunicação e depois fez Mestrado. Na Universidade, fez She's Gotta Have It(1986), onde ele mesmo atuava como um dos três amantes de uma mulher.

Em 1989, com Faça a Coisa Certa, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por melhor roteiro original, consegue reproduzir com maior fidelidade a sua visão do cotidiano das minorias. Cansado da maneira estereotipada que seu povo sempre fora retratado nas telas, Lee tem, normalmente, como tema o racismo, porém, trabalha diferentemente de tudo o que se viu até então, ao mostrar toda a complexidade dos guetos norte-americanos, não apenas os negros, mas os latinos, orientais, mestiços, etc., ele destrói maniqueísmos criados em torno desses temas, mostrando como essas etnias também sabem ser preconceituosas e intolerantes.

Em 1990, com Mais e Melhores Blues, uma história mais voltada para o Jazz, tentando recuperar este movimento cultural, decepciona alguns fãs que esperavam algo mais ousado e com uma denúncia mais pesada, porém vem a se recuperar um ano depois com Febre da Selva, que trata de relacionamentos inter-raciais. Ainda dirigiu a cinebiografia "Malcolm X" sobre o famoso ativista afro-americano dos anos 60. Provou também toda sua versatilidade em Uma Família de Pernas pro Ar, em 1994, uma comédia leve escrita em parceria com seu irmão, e em Irmãos de Sangue, em 1995. Foi quando começou a perder seu foco inicial social e político, sendo muitas vezes criticado por isso. No entanto, novamente mostrando que é versátil, é indicado, em 1998, pela segunda vez ao Oscar pelo documentário "4 Little Girls" (1997). Nos últimos anos, começa então a fazer mais de um filme por ano, em um desses, A Última Noite, de 2002, onde um traficante tem sua última noite livre, antes de ir para a prisão no dia seguinte, para consertar seus erros, chega a violar um pouco as regras que ele próprio construiu em sua carreira.

Filmografia[2] [editar | editar código-fonte]

Prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

  • Nomeação ao Oscar de Melhor Documentário, por "4 Little Girls" (1997).
  • Nomeação ao Oscar de Melhor Argumento Original, por "Do the Right Thing" (1989).
  • Nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Realizador, por "Do the Right Thing" (1989).
  • Nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Argumento, por "Do the Right Thing" (1989).
  • Menção Especial no Festival de Berlim, por "Get on the Bus" (1996).
  • Menção Especial do Júri Ecumênico no Festival de Cannes, por "Jungle Forever" (1991).
  • Prémio Cinema Jovem no Festival de Cannes, por "She's Gotta Have It" (1986).
  • Independent Spirit Award de Melhor Filme, por "She's Gotta Have It" (1986).
  • Nomeação ao Independent Spirit Award de Melhor Filme, por "Jogo Limpo" (2000).
  • Prêmio Ernest Artaria, por "Joe's Bed-Stuy Barbershop: We Cut Heads" (1983).
  • Nomeação ao Emmy Especial de Media Não-Ficção, por "4 Little Girls" (1997).
  • Satélite de Ouro de Melhor Documentário, por "4 Little Girls" (1997).
  • Nomeação ao Prêmio da International Documentary Association, por "4 Little Girls" (1997).
  • Prêmio de Mérito, na Classe Drama, no Student Academy Awards, por "Joe's Bed-Stuy Barbershop: We Cut Heads" (1983).
  • Prêmio Maverick Tribute, no Cinequest San Jose Festival.
  • Duas nomeações ao Prêmio Filme Negro de Melhor Realizador, por "Jogada Decisiva" (1998) e "4 Little Girls" (1997).
  • Nomeação ao Prêmio Filme Negro de Melhor Argumento, por "He Got Game" (1998).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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