Spleen
Em francês, o termo spleen representa o estado de tristeza pensativa ou melancolia.
[editar] Etimologia
A palavra é de origem grega splēn. Na língua inglesa significa baço. A conexão entre spleen (o baço) e a melancolia é oriunda da medicina grega e da teoria dos humores. Galeno considerava o baço como a fonte de um dos quatro humores corporais - a bile negra, segregada pelo baço e associada à irritação e à melancolia.[1] Em oposição a esse conceito, o Talmud aponta o baço como o "órgão da risada", ainda que não esteja descartada uma anterior relação com a medicina dos humores sobre esse órgão.
Em alemão, a palavra "spleen", representa a alguém sempre irritadiço. O baço, ao contrário, é chamado de "Milz" (parecido com "Milte", palavra que se dava ao baço em inglês antigo). No século XIX dizia-se que as mulheres mal-humoradas estavam afetados pelo spleen. Em inglês moderno "to vent one's spleen" significa "…expressar sua ira".
Na China, o baço '脾 (pi2)' representa um dos fundamentos do temperamento e se supõe que influa na força de vontade., "发脾气" é uma expressão análoga ao inglês "venting one's spleen", significando, em chinês, "ficar zangado".
[editar] Usos na literatura
O termo foi popularizado pelo poeta Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867), mas já havia sido utilizado antes, particularmente durante a literatura do romântico, no começo do século XIX).
Spleen foi uma característica presente tanto no romantismo europeu como no brasileiro. A palavra denotava melancolia extrema, desejo de autodestruição, diante da qual a morte é a única solução definitiva para os problemas do homem. Na morte seria encontrado o alívio que é vida, em um ciclo do tipo:
Vida - Fardo - Morte
Morte - Alívio - Vida
No romantismo brasileiro essa característica foi especialmente notada na poesia de Álvares de Azevedo.
Referências
- ↑ Finally, the Spleen Gets Some Respect, por Natalie Angier. NY Times 3 de agosto de 2009.