Star Trek III: The Search for Spock

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Star Trek III:
The Search for Spock
Star Trek III: A Aventura Continua (PT)
Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1984 • cor • 105 min 
Direção Leonard Nimoy
Produção Harve Bennett
Roteiro Harve Bennett
Elenco William Shatner
DeForest Kelley
James Doohan
George Takei
Walter Koenig
Nichelle Nichols
Mark Lenard
Merritt Butrick
Judith Anderson
Robin Curtis
Christopher Lloyd
Gênero Ficção Científica
Idioma Inglês
Música James Horner
Cinematografia Charles Currell
Edição Robert F. Shugrue
Estúdio Paramount Pictures
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento 1 de junho de 1984
Orçamento US$ 16.000.000
Receita US$ 87.000.000
Cronologia
Último
Último
Star Trek II:
The Wrath of Khan
Star Trek IV:
The Voyage Home
Próximo
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Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Star Trek III: The Search for Spock (no Brasil, Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock / pt: Star Trek III: A Aventura Continua) é um filme de 1984 e o terceiro filme da franquia de ficção científica Star Trek. Após a morte de Spock, ocorrida durante os eventos de Star Trek II: The Wrath of Khan, a tripulação da USS Enterprise retorna a Terra. Quando James T. Kirk descobre que o espírito de Spock, ou katra, está na mente do Dr. Leonard McCoy, ele e a tripulação roubam a Enterprise para retornar o corpo de Spock para Vulcano. Eles precisam enfrentar um grupo de klingons, liderados por Kruge, determinados a roubar os segredos de um poderoso dispositivo de terraformação.

A Paramount Pictures encomendou um novo filme após o sucesso de críticas e bilheteria de The Wrath of Khan. Leonard Nimoy dirigiu o filme, o primeiro membro do elenco a assumir o cargo em alguma produção de Star Trek. O produtor Harve Bennett escreveu o roteiro começando pelo final e voltando, querendo que a destruição da Enterprise fosse um momento chocante. Bennett e Nimoy colaboraram com a Industrial Light & Magic para desenvolver os novos traçados das naves. A ILM também criou muitos dos efeitos especiais do filme. Com a exceção de um dia de filmagens em locação, todas as cenas do filme foram filmadas nos estúdios da Paramount e da ILM. O compositor James Horner retornou para expandir seus temas do filme anterior.

The Search for Spock estreou em 1 de junho de 1984, arrecadando um total de 87 milhões de dólares em bilheteria. A recepção da crítica foi mista. Comentaristas geralmente elogiaram os personagens e o elenco, enquanto as críticas tendiam a se focar no enredo; os efeitos visuais foram recebidos de forma conflituosa. Nimoy também dirigiu a sequência de The Search for Spock, Star Trek IV: The Voyage Home.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A nave estelar USS Enterprise retorna a Terra após a batalha com o humano geneticamente superior Khan Noonien Singh, que tentou destruir a Enterprise detonando o dispositivo de terraformação chamado de Gênesis. As vítimas da batalha incluem Spock, cujo caixão foi lançado em órbita do planeta criado pela detonação do Dispositivo Gênesis. Ao chegar na Terra, o Dr. Leonard McCoy começa a agir de forma estranha e é preso. O Almirante Morrow da Frota Estelar informa a tripulação que a nave será descomissionada e que eles estão proibidos de falar sobre Gênesis.

David Marcus, filho de James T. Kirk e um importante cientista do Programa Gênesis, e a vulcana Saavik estão investigando o planeta Gênesis da nave estelar USS Grisson Descobrindo uma forma de vida não esperada na superfície, Marcus e Saavik são transportados para o planeta. Eles descobrem que o dispositivo Gênesis ressuscitou Spock na forma de uma criança, apesar de sua mente não estar presente. Enquanto isso, o klingon Comandante Kruge intercepta uma informação sobre Gênesis. Acreditando que o dispositivo seja uma arma poderosa, ele lava sua nave camuflada para o planeta Gênesis, destrói a Grisson e captura Marcus, Saavik e Spock.

O pai de Spock, Sarek, confronta Kirk sobre a morte de seu filho. Os dois descobrem que antes de morrer, Spock transferiu seu katra, seu espírito, para McCoy. O katra e o corpo de Spock são necessários para ele descansar em seu planeta natal, Vulcano; e sem ajuda, McCoy vai morrer por carregar o katra. Desobedecendo a suas ordens, Kirk e seus oficiais libertam McCoy da prisão, desabilitam a USS Excelsior e roubam a Enterprise para retornar ao planeta Gênesis.

Em órbita de Gênesis, a Enterprise é atacada e desabilitada por Kruge. No impasse que se segue, Kruge ordena que um dos reféns na superfície seja morto. Marcus é morto defendendo Saavik. Kirk e os oficiais fingem se render e iniciam a sequência de autodestruição da Enterprise, matando todos os klingons do grupo de desembarque enquanto eles são transportados para a superfície. Prometendo o segredo de Gênesis, Kirk atrai Kruge para a superfície do planeta e faz com que ele transporte sua tripulação para a Ave-de-Rapina Klingon, com a exceção de Spock. Enquanto o planeta Gênesis se desfaz, Kirk e Kruge lutam corpo a corpo. Kirk se sai vitorioso ao chutar Kruge em um abismo. Dominando o último membro da tripulação klingon, Kirk e seus oficiais traçam curso para Vulcano.

O katra de Spock é reunido com seu corpo na perigosa cerimônia do fal tor pan. A cerimônia é um sucesso e Spock fica vivo e bem, apesar de suas memórias estarem fragmentadas. Ao ver Kirk, Spock o chama de "Jim" e reconhece a tripulação.[1]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • William Shatner como James T. Kirk, Almirante da Frota Estelar. Shatner admitiu que ser dirigido por Nimoy, seu parceiro de elenco, foi inicialmente embaraçoso, entretanto, enquanto as filmagens avançavam, ficou mais fácil para Shatner quando ele percebeu que Nimoy estava muito confiante.[2] Para perder peso, Shatner fez dieta antes do início da produção, porém quando as filmagens começaram, ele saiu um pouco do regime. O departamento de figurinos teve de fazer 12 camisas para ele.[3]
  • DeForest Kelley como Leonard McCoy, Oficial Médico Chefe da Enterprise e o portador do espírito de Spock. Kelley admitiu ter dificuldades ocasionais em atuar e ser dirigido por seu parceiro de elenco. Porém, ele declarou que nunca teve dúvidas sobre a habilidade de Nimoy para a direção.[4]
  • James Doohan como Montgomery Scott, o Engenheiro Chefe da Enterprise.
  • George Takei como Hikaru Sulu, o Piloto da Enterprise. Takei ficou consternado ao ouvir que seu personagem foi chamado de "baixinho" por um guarda na cela de McCoy, e reclamou com Harve Bennett para que a fala fosse cortada. Porém, quando ele viu a cena na estréia do filme, ele mudou de ideia e se desculpou.[5] Mais tarde, ele admitiu em sua autobiografia que se não fosse o tamanho do guarda, a cena não teria sido nem metade heróica para Sulu.
  • Walter Koenig como Pavel Chekov, o Navegador e o Oficial de Ciências interino da Enterprise.
  • Nichelle Nichols como Uhura, a Oficial de Comunicações da Enterprise. Nichols insistiu em usar uma saia, apesar dos uniformes femininos terem uma calça. O figurinista criou uma versão com saia especialmente para ela.[5]
  • Christopher Lloyd como Kruge, um klingon interessado em obter os poderosos segredos de Gênesis e usa-los como uma arma. Nimoy havia admirado os trabalhos de Lloyd em One Flew Over the Cuckoo's Nest e Taxi, e ficou impressionado com sua habilidade em interpretar poderosos vilões. O diretor disse que Lloyd trouxe um elemento muito bem vindo ao personagem, teatralidade.[6]
  • Robin Curtis como Saavik, uma vulcana trabalhando com o Dr. Marcus. Kirstie Alley, que interpretou Saavik em The Wrath of Khan, não voltou ao papel porque ela exigiu muito dinheiro.[7] Robin Curtis, que havia feito amigos no departamento de seleção de elenco da Paramount ao chegar em Los Angeles em 1982, foi recomendada para o trabalho. Nimoy se encontrou com Curtis e deu o trabalho a ela no dia seguinte.[6]
  • Merritt Butrick como David Marcus, o filho de Kirk e um cientista que desenvolveu o Projeto Gênesis.
  • Mark Lenard como Sarek, pai de Spock e Embaixador de Vulcano na Terra. Lenard havia aparecido como o pai de Spock no episódio da série original "Journey to Babel".
  • Judith Anderson como T'Lar, a Grande Sacerdotisa de Vulcano que restaura o katra de Spock de volta ao seu corpo. Aos 87 anos de idade e sem atuar em 14 anos, Anderson aceitou interpretar o papel. Ela afirmou ter 1,57 m de altura, porém, na realidade, ela tinha 1,42 m; algo que se tornou um problema para os cineastas fazerem ela parecer magnificente. A solução foi vestir ela com uma longa túnica, e fazer sapatos que combinados com a coroa, adicionavem 15 cm a sua altura.[3]
  • Carl Stevens, Vadia Potenza, Stephen Manley, Joe W. Davis e Leonard Nimoy todos como Spock nas idades de 9, 13, 17, 25 e adulto. Frank Welker providenciou os gritos de Spock e Steve Blalock atuou como dublê de Nimoy; fazendo que um total de 7 atores contribuíssem para o papel. Nimoy achou que a cena mais difícil para dirigir foi a que McCoy conversa com um inconsciente Spock na enfermaria, a caminho de Vulcano. Nimoy lembra que não apenas ele estava em cena, como seus olhos estavam fechados, sendo difícil julgar a qualidade da tomada e a atuação de Kelley. Nimoy agradeceu que a história requeria que ele aparecesse em um número mínimo de cenas.[2]
  • Robert Hooks como Almirante Morrow, o comandante da Frota Estelar e que recebe a Enterprise após a batalha contra Khan.
  • James Sikking como Capitão Styles, o Oficial Comandante da novíssima USS Excelsior.
  • James Richard Allen como Capitão da USS Grisson, Oficial Comandante da nave destruída acidentalmente pela tripulação de Kruge.
  • John Larroquette como Maltz, um membro da tripulação de Kruge. Nimoy descreveu o personagem como "o klingon pensativo".[6]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Star Trek II: The Wrath of Khan foi um grande sucesso de crítica e bilheteria, fazendo com que a Paramount Pictures rapidamente preparasse sua sequência. Nicholas Meyer, diretor de The Wrath of Khan, não quis retornar; ele havia discordado das alterações feitas no final do filme sem seu consentimento.[8] Ao assistir The Wrath of Khan, Leonard Nimoy ficou "exitado" em interpretar Spock novamente. Quando perguntado pela Paramount se ele queria voltar ao papel no terceiro filme, Nimoy concordou e disse, "Eu quero dirigir o filme!".[2] O chefe do estúdio, Michael Eisner, ficou relutante em contratar Nimoy porque ele foi erroneamente levado a acreditar que o ator odiava Star Trek e exigiu em seu contrato que o personagem fosse morto. Nimoy recebeu o trabalho após convencer Eisner que nada disso era verdade.[9] A primeira reação do criador de Star Trek, Gene Roddenberry, ao receber a notícia foi que o produtor Harve Bennett "contratou um diretor que você não pode demitir".[10]

A Paramount deu sinal verde para Bennett escrever Star Trek III no dia seguinte após a estréia de The Wrath of Khan.[11] Ele começou a escrever o roteiro notando que "outras 17 pessoas poderiam escrevê-lo após as pistas da ressurreição de Spock no filme anterior".[7] Bennett e Nimoy usaram o elo mental de Spock com McCoy no final de The Wrath of Khan para explicar o retorno de Spock.[9] A ideia e o nome do "katra" veio das discussões de Bennett com Nimoy. O ator citou um episódio da série original, "Amok Time", que tinha muita relevância para espiritual para os vulcanos.[12] Bennett admitiu que a ideia de ter Kirk e a tripulação retornando ao Planeta Gênesis para recuperar a "parte nobre" de Kirk saiu de um poema que ele havia lido em uma edição de uma revista de Star Trek produzida pelos fãs.[10] A produção do filme reconheceu certas expectativas dos fãs, Nimoy disse que se Spock não fosse ressuscitado, "Capitão Kirk viraria para a tela e diria, 'Desculpe, nós não o encontramos', pessoas iriam atirar pedras na tela".[13] um grande problema para Bennett era como introduzir a história para pessoas que não haviam assistido The Wrath of Khan. Ele disse que sua mentalidade de produtor de televisão "venceu"; ele adicionou um dispositivo de "Anteriormente em Star Trek..." e fez Kirk narrar um diário do capitão, descrevendo seus sentimentos e seu senso de perda.[6] Sabendo da previsibilidade da história, Bennett decidiu destruir a USS Enterprise, e queira que esse elemento ficasse em segredo.[7]

Nimoy queria que The Search for Spock fosse "operático", "Eu queria que as emoções fossem grandes, bem amplas, temas de vida e morte", ele disse.[6] Além disso, ele queria que os personagens tivessem cenas significantes, entretanto pequenas, o que tornaria mais real.[6] Bennett começou a escrever o roteiro pelo final, onde Spock diria, "Seu nome é... Jim", trabalhando a partir disso.[7] Elementos como Kruge matando sua amante foram adicionados para estabelecer o contexto e adicionar drama e intriga.[6] Originalmente, os romulanos seriam os vilões, porém Nimoy preferia os mais teatrais klingons,[14] achando que sua busca por Gênesis era análoga a corrida nuclear.[9] Bennett usou a oportunidade para revigorar a espécie, que ele acreditava não era bem definida na série.[6] O nome da nave antagonista, a Ave de Rapina, permaneceu inalterada. Rascunhos iniciais diziam que Kruge roubara sua nave dos romulanos, porém isso foi eliminado.[15]

O roteiro foi completado em seis semanas.[9] A produção estimou o orçamento em US$ 16 milhões,[16] um pouco maior que o orçamento de The Wrath of Khan, porém bem menos que o de Star Trek: The Motion Picture. Já que vários elementos como cenários e uniformes já estavam disponíveis, mais dinheiro poderia ser dedicado aos efeitos especiais.[6]

Desenho de produção[editar | editar código-fonte]

Nimoy e Bennett trabalharam com a Industrial Light & Magic (ILM) para produzir os efeitos especiais, modelos e cenas live-action. A ILM recebeu um tratamento de duas páginas em novembro de 1982, intitulado "Return to Genesis". O supervisor de produção Warren Franklin disse que o roteiro que eles receberam no início de 1983 era "um dos melhores roteiros que eu já tinha lido". Apesar de a ILM ter produzido os efeitos de The Wrath of Khan, eles só entraram no projeto após os storyboards de efeitos estarem completos. Para The Search for Spock, a ILM foi trazida bem cedo, significando que o supervisor de efeitos visuais Ken Ralston e sua equipe estiveram envolvidos desde os estágios de planejamento.[17]

Ficou claro para a ILM que o roteiro de The Search for Spock requeria mais trabalho em modelos e efeitos do que o necessário para The Wrath of Khan. A nave mercante que Kruge destrói no início do filme foi feita de peças retiradas de outros modelos. O câmera de efeitos Don Dow disse que já que a nave seria destruída tão rapidamente, não havia motivo para gastar muito dinheiro e tempo construindo um modelo de primeira qualidade.[17] A USS Grisson recebeu seu nome em homenagem ao astronauta Virgil "Gus" Grisson; o mesmo modelo foi reusado para representar outras naves científicas em Star Trek: The Next Generation.[5]

A USS Excelsior foi um novo modelo que a ILM achou que representava melhor as naves da Federação Unida dos Planetas, mais elegante e mais moderna que a Enterprise.[17] O departamento de arte criou vários desenhos para mostrar a Paramount. O criador de modelos William George também mandou um desenho, baseado no que ele achava que a Enterprise iria se parecer se fosse criada pelos japoneses. Nimoy escolheu o angular e simplificado desenho de George para a produção. Enquanto no filme, a Excelsior é supostamente maior que sua predecessora, sua miniatura era na verdade 30 cm menor que a miniatura da Enterprise.[17]

A Doca Espacial da Terra foi criada para expandir a abrangência de Star Trek. Após aprovar uma pequena maquete tridimensional de desenho final, o time de efeitos criou um modelo do exterior da doca medindo 1,8 m de altura. Ao invés de fazer uma enorme fiação para iluminar o modelo com pequenas luzes interiores, A ILM fez o modelo de plexiglass e o pintou, deixando buracos no lugar das janelas. Um núcleo de luzes de neon iluminava os buracos.[18] O interior da doca foi simulado com outro modelo de 6,1 m de comprimento, com a seção central podendo ser removida.[18] A iluminação interior era gerado por luzes de fibra ótica de 5.000 W.[17]

A Ave de Rapina klingon, com suas asas para baixo em posição de ataque. George baseou as corcovas no topo da nave em protetores de futebol americano, enquanto as penas vermelhas em baixo da nave eram remanescentes de suas origens romulanas.[17]

Os diretores de arte Nilo Rodis e Dave Carson projetaram a Ave de Rapina klingon, enquanto George construiu o modelo.[17] Nimoy queria que a nave se parecesse com uma ave em ataque, com asas móveis que mudavam de posição dependendo se a nave estava em posição de ataque ou não. George pegou desenhos de halterofilistas e jogadores de futebol americano, incorporando o equivalente em naves espaciais de um braço ameaçador e ombros musculares, junto com o que se parece com um protetor de ombro ao topo da nave. Apesar da história da nave roubada dos romulanos ter sido abandonada, a Ave de Rapina incorporou alguns dos elementos do traçado romulano. Um desenho de pássaro foi colocado na parte de baixo do modelo.[17]

Para economizar dinheiro, muitos cenários, particularmente interiores,[18] foram modificações de cenários já existentes. A ponte da Enterprise foi reconfigurada para servir como ponte da Grisson, com as cadeiras reorganizadas e os consoles dos computadores movidos para modificar o traçado. Um bar da Terra e a enfermaria da Ave de Rapina foram modificações da enfermaria da Enterprise.[5] A ponte klingon foi um cenário que Nimoy se apropriou de outra produção.[6] Muitos dos consoles foram alugados ao invés de construídos.[5] A Enterprise em si permaneceu praticamente com a mesma aparência do filme anterior, apenas com o chão sendo pintado de cinza para ficar melhor no filme. A mudança mais drástica foi feita nos aposentos de Spock.[3] Nimoy achava que as cores cinzas de anterior mente não refletiam o estilo vulcano, então mandou que tudo fosse pintado com cores amarelas e laranjas.[3]

Adicionado ao local a ponte klingon estava um criatura parecida com um cachorro que o time de efeitos chamou de "Fifi Rebozo".[17] Ken Ralson achou que dando a Kruge um animal de estimação iria adicionar uma atmosfera[19] e criou um cachorro reptiliano que foi encorporado no roteiro como o mascote de Kruge.[17] O pelo do animal foi feito com perucas baratas. Durante as filmagens, David Sosalla e sua equipe jogaram água no boneco para ele ficar mais nojento.[17] O animal foi animado manualmente; Ralston operou a cabeça e o corpo colocando sua mão por uma abertura do lado do animal, enquanto era escondido pela cadeira de comando de Kruge.[17] Três ajudantes operavam cabos que moviam os olhos e o faziam grunir.[17] A cabeça era grande o bastante para Ralston operar apenas com sua mão.[17] Muitos dos movimentos do animal foram minimizados; a equipe não queria mover suas orelhas porque fazia a repulsiva criatura parecer "fofa".

Muitos dos objetos de cena de The Wrath of Khan foram reusados de The Motion Picture, ou pegos de outras produções, porém para The Search for Spock, Ralph Winter queria criar itens únicos para Star Trek. George e o artista Phil Norwood colaboraram em muitos dos objetos, criando versões mais novas e elegantes daqueles usados na série original, como comunicadores e fasers. Muitos dos objetos foram feitos a partir de madeira. Enquanto o tricorder da Federação criado a partir de um carrinho de brinquedo, os objetos dos klingons foram feitos para parecerem mais sujos e com superfícies afidas que pareciam desconfortáveis ao carregar.

Figurinos e maquiagem[editar | editar código-fonte]

Robert Fletcher, figurinista dos filmes de Star Trek anteriores, foi responsável pelo guarda-roupa de The Search for Spock. O trabalho de Fletcher era desenhar figurinos, escolher tecidos necessários e completar os ajustes nos figurinos dos personagens principais. Ele colaborou com Jim Linn, que vestiu figurantes e cuidou da logística de limpeza, reparo, e manejamento. dos figurinos. A maioria dos uniformes da Frota Estelar já estavam prontos do filme anterior, porém Fletcher queria vestir os personagens principais com roupas de civis.[3] Fletcher desenvolveu uma mitologia por de trás de cada figurino; por exemplo, os ornamentos de pedra na roupa de Sarek representavam os diferentes níveis de consciência de Vulcano.[3] O figurinista tinha o privilégio de ter acesso aos armazéns da Paramount, contendo toneladas de tecidos caros.[3]

A equipe estava satisfeita com os uniformes klingons inspirados em um Japão feudal que Fletcher havia criado para The Motion Picture, porém eles necessitavam fazer novas versões;[19] dos 12 figurinos originais, metade haviam sido destruídos durante a promoção do filme. Os seis restantes haviam sido emprestados para um episódio de Mork & Mindy, e haviam sido muito danificados. Fletcher passou três meses recuperando os figurinos restantes.[3]

Além de criar os figurinos, Fletcher criou as maquiagens klingon e vulcana. O maquiador Thomas Bruman recebeu contrato para trabalhar no filme apenas três semanas antes do início das filmagens. O orçamento de Burman, US$ 160.000, era bem mais caro que os US$ 50.000 que a Paramount tinha anteriormente, porém ele conseguiu o contrato após seu concorrente ter saído pouco antes do início da produção. Fletcher e Burman concordaram que as testas dos klingons em The Motion Picture eram muito proeminentes, obscurecendo os rostos dos atores. A maquiagem resultante da mudança levava duas horas para ser aplicada.[3]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

Para evitar vazamentos, como aquele que previu a morte de Spock durante a produção de The Wrath of Khan, a Paramount tomou várias precauções.[20] Desenhista de cenários Cameron Birnie notou que a segurança em volta da produçã estava altamente incomum; cenários foram construídos fora de sequência e a equipe recebia um número limitado de páginas de roteiro, o suficiente para que eles fabricassem cada localidade. Guardas checavam as fotos dos crachás de cada membro da produção. Qualquer menção a produção era removida, e "Trois" foi usada como palavra código. Escritórios eram trancados com duas chaves para proteção extra. Os roteiros do filme recebiam um tratamento químico especial, assim cópias poderiam ser traçadas até a original.[3] O nome de Nimoy nunca apareceu em nenhum papel, e Spock era referido como "Nacluv" (Vulcan ao contrário).[5] Apesar das precauções, rumores da destruição da Enterprise vazaram antes do lançamento do filme.[6]

As filmagens começaram em 15 de agosto de 1983.[5] Todos os dias de filmagens, com a exceção de dois, foram realizados nos estúdios da Paramount, pelo diretor de fotografia Charles Correll.[16] Muito das sequências de diálogo de The Search for Spock foram filmadas com close-ups dos rostos dos atores. Durante o elo mental de Kirk e Sarek, Nimoy escolheu cortes que acentuavam o diálogo; "Ao invés de assistir o rosto das pessoas, tudo que você vê é a boca ou os olhos e você tem a tendência de ouvir melhor", explicou Correll.[18] Correll não gostou de ter todas as cenas, com exceção de uma, sendo filmadas em estúdio. Achando que tudo que fosse recriado nos cenários pareceriam falsos, ele sugeriu que o Planeta Gênesis fosse filmado no Havaí,[9] e que Red Rock Canyon fosse a locação de Vulcano.[18] A produção não tinha dinheiro para filmar em locações, significando que Nimoy ficou preocupado tentando ter certeza que os cenários fossem críveis.[6] Enquanto os exteriores das naves ficou a cargo da ILM, Correll era responsável pela aparência dos interiores. Ele preferiu tratar cada cenário como uma locação de verdade em uma nave; apesar do teto dos cenários tivessem sido projetados para serem removidos, permitindo uma melhor iluminação, Correll usou outros métodos. Na Ave de Rapina ele usou tubos fluorecentes nas paredes e manteve o cenário cheio de fumaça para manter a atmosfera de sujera.[18]

O Planeta Gênesis foi produzido com pinturas e cenários nos estúdios da Paramount sob a direção do diretor de arte John E. Chilberg II. A grande parte do planeta ocupava o Estúdio 15, conhecido como Estúdio DeMille em homenagem a Cecil B. DeMille que filmou naquele estúdio a partilha do Mar Vermelho durante a produção de The Ten Commandments (1956). O espaço media 91 m por 30 m.[3] As bordas do cenário foram estendidas com pinturas criadas por Chris Evans, Frank Ordaz e Michael Pangrazio.[5] Porque partes do cenário iriam deliberadamente cair durante a destruição do planeta, o cenário foi construído 4.9 m acima do chão. Já que o planeta condenado não era mais um paraíso, Chilberg, Nimoy, Bennett e Correll consideraram várias mudanças nas cores da cena, porém decidiram não ir muito longe.[18] Apesar de muitas cenas parecerem ter mínimas fontes de luz, Correll tentou usar o maior número de luzes possível. Para ter o fogo refletir os rostos dos atores, Correll usou vários truques com luzes normais, já que fogo normal não teria a intensidade desejada.[18]

Kruge (esquerda) luta com um verme alienígena. A natureza pegajosa da criatura e os aspectos práticos da maquiagem de Lloyd significaram que a cena deveria ser filmada em tempo real, com cabos invisíveis sendo puxados por uma equipe fora de cena para dar vida a criatura.

Um dos aspectos mais significantes do Planeta Gênesis são os vermes que rapidamente evoluem dos micróbios encontrados no caixão de Spock. As criaturas começam como pequenas rastejadoras pegajosas, então crescem até 2,4 m de comprimento. Os pequenos vermes foram criados injetando vinil fundido em moldes de epóxi polímero, que eram imediatamente resfriados com água gelada para criar um produto translúcido. As centenas de criaturas produzidas foram pintadas e revestidas com uma solução viscosa. Cada verme foi preso a uma plataforma elevada por um fio de pesca; as linhas foram amarradas em varas embaixo do cenário. Ajudantes fora de cena iriam puxar as varas e linhas criando o movimento das criaturas; a cena precisou de várias tomadas já que a linha de pesca ocasionalmente iria ser refletida pela luz e iria aparecer na imagem. Os vermes maiores provaram ser bem mais problemáticos. Similar aos parasitas de Ceti Alpha V em The Wrath of Khan, os vermes andavam como uma cobra e possuíam uma boca com dentes. A ILM construiu um dos vermes com mais articulações que os outros; Ralston operava a criatura através de um buraco no cenário, com sua mão no interior do boneco. Os outros vermes foram animados usando bexigas pneumáticas que faziam o ar passar por mangueiras em determinada sequência, criando uma ondulação. Durante a cena onde um dos vermes ataca Kruge, o método usual para alcançar o efeito da criatura se enrolando no klingon seria feito filmando a cena em reverso, porém isso causava problemas. A cobertura de limo que Kruge teria, estaria fora de lugar e tomadas múltiplas arruinariam a maquiagem klingon de Lloyd. A solução da ILM envolveu amarrar o verme em linhas de pesca que eram puxadas e um ordem coreografada por vários ajudantes fora de cena para simular o movimento.[17] Quando pequenas partes dos uniformes klingons cortaram as linhas, Ralston usou cabos de aço.[17]

O rompimento de Gênesis envolveu fogo, fumaça e terremotos. "A parte principal do chão estava preparada de tal forma que pedras seriam atiradas para fora da terra [em catapultas]. Árvores foram preparadas para cair e pegar fogo", Correll explica. A produção das tomadas requereu uma meticulosa direção e de 20 a 30 ajudantes estavam a postos no dia das filmagens.[18] Correll filmou tudo simultaneamente com nove câmeras; a esperança era ter o maior número de tomadas que pudessem ser utilizadas, em caso que todos os efeitos tivessem de ser refeitos para outra tomada. A sequência toda foi completada em três semanas.[6]

As escadarias de Vulcano foram filmadas no Occidental College, a única locação da produção.[9] Para criar a atmosfera laranja, Correll usou grandes refletores de 4,6 m por 4,6 m; colocados no topo de um guindaste de 34 m de altura. O céu azul do local foi substituído por uma pintura que cunria o topo das escadas.[18] Muitos toques ornamentais que Nimoy queria para a procissão nunca se materializaram. O fundo do cenário era simplesmente uma lona pintada; Nimoy colocou o fundo do cenário fora de foco em todas as cenas para esconder as deficiências do local.[6] Elementos removidos da sequência vulcana incluíam uma passagem pela "Salão do Antigo Pensamento de Vulcano", um espaço dominado por várias cabeças, colunas e esculturas de até 6 m de altura. A cena foi cortada porque a procissão já estava longa demais.[3]

Efeitos[editar | editar código-fonte]

Como nos filmes anteriores de Star Trek, tempo e dinheiro foram grandes problemas para os efeitos especiais. Os artistas de efeitos estavam preocupados em produzir o visual certo sem importar com o tempo envolvido. A ILM filmou as naves estelares usando o câmeras com movimentos controlados por computador. Os modelos necessitavam de várias passadas da câmera, porque partes diferentes da nave e suas luzes foram filmadas com diferentes níveis de exposição. A Excelsior precisava de oito passadas e a Enterprise seis. A ILM poderia combinar as passadas com múltiplas exposições, porém não sem risco; "Se algo saísse da sincronia, ou de alguma forma saísse do plano, teríamos de refilmar. Você havia arruinado duas peças, dois elementos", disse o câmera de efeitos Scott Farrar.[17]

O dispositivo de camuflagem da Ave de Rapina requeria um novo efeito. O conceito original tinha as diferentes camadas da nave se formando de dentro para fora, necessitando de um enorme série de elementos filmados com a câmera. A ILM decidiu que o efeito era muito exagerado e "todos saberiam que os klingons estavam vindo e iriam explodi-los antes de eles, sequer, terem terminado a materialização", disse Ralston. Ele decidiu criar uma separação de cores fora de sincronia que criaria um efeito borrado. Apesar de simples, a sequência era bem mais efetiva que a planejada anteriormente. Efeitos como a explosão da nave mercante foram criados usando explosões projetadas, uma técnica aperfeiçoada durante a produção de Star Wars Episode VI: Return of the Jedi.[17] Explosões em gravidade zero foram filmadas e refletidas em um cartão usando o mesmo controle de movimento usado nos modelos. O resultado era uma explosão que se movia junto com o modelo.[17]

A sequência de efeitos mais elaborada se passou dentro da Doca Espacial; meses foram passados completando as tomadas no interior da estação. A equipe de efeitos testou visuais diferentes para fazer parecer que o interior da doca era vasto o suficiente. "Nós achamos que o interior necessitava de um grau de neblina, apesar de provavelmente não haver nenhuma no espaço", disse Farrar. Para criar o visual levemente degradado, a equipe usou gels coloridos para as luzes e filmou tudo através de fumaça. Devido a diferença das escalas dos modelos da doca e das naves, era impossível filmar a Enterprise e a Excelsior no mesmo cenário.[17] A abertura das portas da doca também foram problemáticas, pois as luzes iluminado o interior da doca vindas do exterior tinham de ser escondidas para impedir reflexos na câmera. O realismo das cenas da doca foram aumentadas pelas cenas reais da cafeteria, com janelas dando para o interior da doca.[17] Acafeteria foi um cenário construído na ILM e preenchido por 40 figurantes em frente a uma tela azul para que dessa forma a doca e a Enterprise poderiam ser adicionadas mais tarde; pinturas estendiam o teto do local.[5] [17]

A destruição da Enterprise combinou imagens de vários modelos diferentes, já que destruir o original seria muito caro.

Ralston, que considerava a Enterprise feia e seu modelo difícil de filmar, ficou encantado em ter a oportunidade de destruir a nave. Várias tomadas foram combinadas em uma para completar a sequência de destruição; enquanto Ralston preferia ter levado uma marreta ao modelo original de US$ 150.000, uma grande variedade de modelos mais baratos foram utilizados. A primeira parte da nave a ser destruída era a ponte, um modelo grande da seção com estrelas pintadas ao fundo foi usado. A tomada muda para a Ave de Rapina se movendo para longe da Enterprise, onde explosões na seção do disco (filmadas de ponta cabeça para simular a falta de gravidade) foram sobrepostas em uma passada controlada pela nave. A câmera corta para um close do número de registro da nave sendo consumido por explosões interiores. George criou um modelo que podia ser dissolvido com acetona, que pingava na seção do disco. Ao filmar a cena em menos de um quadro por segundo e mantendo a luz fora do modelo, os pingos não eram vísiveis.[18] Queimando lã de aço dentro do disco criava um efeito brilhante dos deques interiores sendo destruídos.[3] A explosão final do disco foi simulada ao explodir pólvora coberta por plástico.[18] Um outro modelo foi usado para mostrar os restos destruídos da Enterprise entrando na atmosfera de Gênesis. Bombas e gasolina foram usadas para as cenas de dentro da ponte em destruição. Os dublês usavam plataformas especiais para se lançarem no ar.[3]

Para a destruição final do Planeta Gênesis, imagens do cenário da Paramount tinham de ser cuidadosamente combinadas com os efeitos da ILM.[17] A ILM construiu miniaturas em escala[5] cortadas em seções para mostrar partes da agitação de Gênesis (pedras caindo, fissuras se abrindo no chão) que não seriam fáceis de replicar durante as gravações principais.[3] Uma das maiores miniaturas, tendo 6,1 m por 4,9 m; tinha árvores e portas que poderiam ser usadas várias vezes para alcançar os efeitos desejados, além de jatos de propano para as rajadas de fogo.[17] Para as cenas onde Kirk e Kruge lutam em um precipício de lava, a tomada combinava lava animada, nuvens de algodão, relâmpagos e pinturas.[18] Tomadas de cima da lava foram criadas iluminando um pedaço de plexiglass com gels coloridos. A ILM simulou a morte de Kruge, um longo mergulho na piscina de lava, com a ajuda de um boneco stop-motion. Lloyd caiu alguns metros em um colchão preto; durante um relâmpago o ator foi substituído pelo boneco pelo resto da distância.[18] Devido ao fato da cena ter sido filmada em preto, ao invés do azul tradicional, os animadores tiveram que remover o fundo preto em volta de Lloyd um quadro de cada vez.[17] A cena onde Kirk e Spock são transportados enquanto o chão se desfaz foi outra cena criada na ILM, já que o nível de destruição era impossível de ser alcançado durante as filmagens normais.[18]

Música[editar | editar código-fonte]

O compositor James Horner voltou para fazer a trilha sonora de The Search for Spock, cumprindo uma promessa que ele havia feito a Bennett em The Wrath of Khan.[21] Enquanto Nimoy considerou contratar seu amigo Leonard Rosenman, ele foi persuadido que o retorno de Horner iria garantir continuidade entre The Wrath of Khan e o novo filme.[22] Como muito do conteúdo do filme, a trilha de Horner era uma continuação direta da trilha que ele havia composto para o filme anterior. Ao escrever a música de The Wrath of Khan, Horner sabia que reusaria certos temas em um possível sequência. Dois temas que ele retrabalhou foram o de Gênesis e o de Spock. Enquanto o tema de Gênesis suplanta a música dos créditos que Horner escreveu para The Wrath of Khan, os créditos finais são quase uma cópia total dos créditos do predecessor.[21]

Em longas discussões com Nimoy e Meyer, Horner concordou com o diretor que temas "românticos e mais sensivos" eram mais importantes que os "bombásticos".[21] Horner havia escrito o tema de Spock para dar mais profundidade ao personagem: "Ao colocar um tema em Spock, ele o acolhe e o torna tridimensional", disse o compositor.[23] O tema foi expandido em The Search for Spock para representar o antigo misticismo e a cultura de Spock e Vulcano.[21]

Entre os novos temas que Horner escreveu estava o tema dos klingons, que é muito representado no filme.[21] Jeff Bond descreveu o tema como uma mistura entre a música de Horner para o filme Wolfen, o tema de Khan no filme anterior e o tema dos klingons de Jerry Goldsmith em The Motion Picture.[24] Horner também adaptou a música de Romeu e Julieta, de Sergei Prokofiev, para as sequências onde a Enterprise é roubada e destruída; enquanto a música para a ressurreição de Spock foi inspirada da trilha de Brainstorm, também de Horner.[25]

Temas[editar | editar código-fonte]

Nimoy disse que o tema principal de The Search for Spock é amizade. "O que uma pessoa deveria fazer por um amigo? Quão longe uma amizade deve ir? E quais sacrifícios, quais obstáculos essas pessoas devem passar? Esta é a linha emotiva do filme e sua razão de existir", disse o diretor.[10] Enquanto a ressurreição do corpo de Spock é completa, sua mente ficou branca. Michelle e Duncan Barrett dizem que em The Search for Spock a questão principal é se a mente do indivíduo funciona, sendo esta a chave para uma existência significativa.[26]

O professor Ross S. Kraemer diz que The Search for Spock "se tornou a primeira e mais óbvia exploração de temas Cristãos de sacrifício, morte salvífica e ressurreição em Star Trek".[27] De acordo com Larry J. Kreitzer, The Wrath of Khan forneceu "suas próprias versões da Sexta-feira Santa e uma pequena alusão ao Domingo de Páscoa que está para vir", com as alusões sendo realizadas pela restauração do corpo de Spock em The Search for Spock.[28] A descoberta de David e Saavik do caixão vazio de Spock apenas com suas vestes mortuárias faz paralelo com as evidências que os Apóstolos encontram, indicando a ressurreição de Jesus.[29] A ressurreição de Spock não apenas prova a crença vulcana da existência do katra, más também afirma que isso não é apenas uma crença, é uma certeza.[30] Barrett diz que The Search for Spock é uma virada a partir da irreligiosa série original.[31]

O Planeta Gênesis se torna uma experiência condenada parcialmente por razões dramáticas; ter um limite de tempo para os personagens salvarem Spock adicionaria mais tensão. Por outro lado, Nimoy estava interessado em éticas cientificas; quão rápido a ciência pode evoluir e quais são os perigos.[6] O Dr. John Hansen nota que enquanto o sacrifício de Spock em The Wrath of Khan é "o arquétipo da razão e racionalidade se manifestando no arquétipo da virtude humana", uma escolha própria, a morte de Valkris (que descobriu muito sobre o Dispositivo Gênesis) em The Search for Spock é bem diferente. A vontade klingon aceita sua morte como um "bem maior", determinado pelo estado, retirando sua liberdade e vida.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

The Search for Spock não recebeu uma promoção pesada. Entre os produtos promocionais criados para o lançamento do filme estavam calendários e óculos especiais vendidos na Taco Bell.[32] [33] Uma romantização do filme também foi lançada, chegando ao número dois dos livros mais vendidos do The New York Times.[34] O Presidente Ronald Reagan exibiu o filme para alguns amigos na Casa Branca.

O filme estreou em 1 de junho em 1.996 cinemas dos EUA; competindo com filmes como Indiana Jones and the Temple of Doom, Gremlins e Ghostbusters.[35] The Search for Spock estreou quebrando os recordes de arrecadação que Temple of Doom havia estabelecido uma semana antes,[14] arrecadando US$ 16 milhões. As bilheterias de Search for Spock e Temple of Doom levou a Paramount dominar o verão daquele ano.[36] O filme arrecadou US$ 76.5 milhões na América do Norte,[37] arrecadando US$ 87 milhões mundialmente.[38]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Star Trek III: The Search for Spock recebeu críticas geralmente favoráveis. No site Rotten Tomatoes o filme possui um índice de aprovação de 76%, baseado em 39 críticas, com uma média de 6,9/10. O consenso é, "Apesar de ter poucos efeitos especiais deslumbrantes, The Search for Spock ainda é um filme de Star Trek forte, graças as performances efetivas de seu elenco icônico".[39] Richard Schickel, da TIME, elogiou o filme como "talvez a primeira ópera espacial a merecer o termo em seu sentido mais grandioso".[40] Janet Maslin do The New York Times e da Newsweek escreveu que apesar do filme parecer oprimido devido ao envelhecimento dos atores e os tropos da televisão, ele foi fermentado pela sua dedicação.[41] [42] Roger Ebert chamou o filme de "bom, mas não excelente" e uma harmonização entre o dependente em efeitos especiais Star Trek: The Motion Picture e o centrado em personagens Star Trek II: The Wrath of Khan.[43] Reciprocamente, o USA Today elogiou o filme como o melhor dos três e o mais próximo do espírito original da série de televisão.[44] Uma visão extremamente negativa do filme foi oferecida por Susan Ferrier MacKay, do The Globe and Mail, que o resumiu como "ru-u-i-m".[45]

Os críticos elogiaram a direção de Leonard Nimoy, à qual o USA Today atribuiu o sucesso do filme em capturar a essência do programa de televisão.[44] A Newsweek escreveu que por causa da direção de Nimoy o filme possuía o melhor ritmo de todos os filmes de Star Trek, e que sua familiaridade com os atores permitiu ele trazer o melhor de todos.[42] A Newsweek, e David Sterritt do Christian Science Monitor, apreciaram como o filme desacelerou a ação para permitir momentos de reflexão, comparando isso com o foco da maioria da maioria dos filmes de ação contemporâneos em efeitos ao invés dos atores.[46] Rita Kempley, do The Washington Post, escreveu que a direção de Nimoy foi competente, porém sua experiência de televisão apareceu—"o filme parece feito para TV", ela resumiu.[47] Também do The Washington Post, Gary Arnold concordou com a avaliação de filme para televisão de Kempley, porém escreveu que Nimoy foi esperto ao focar os essenciais em cada cena; ele "[se concentra] nos atores de modo que lisenjeia e melhora seus trabalhos".[48]

O enredo de The Search for Spock solicitou comentários; Schickel chamou o filme de "cheio de enredo" e preenchido com "pesados encargos expositivos", comparando-o a uma ópera de verdade.[40] Sterritt disse que o roteiro ocasionalmente se virava para direções "arbitrárias" e continha tropeços, tais como a Grisson e sua tripulação são perdidos de repente, porém o enredo descarta seus destinos.[46] Arnold escreveu que William Shatner perdeu a oportunidade de atuar no mesmo nível da revelação que Kirk era o pai de David em The Wrath of Khan. O crítico considerou a morte de David como uma tentativa de produzir um choque similar, porém achou que não foi um sucesso.[48] Harry M. Geduld, escrevendo para o The Humanist, críticou o filme pelo aquilo que ele chamou de "contradições e implausibilidades", como o sabotamento de Scotty da Excelsior e a regeneração de Spock.[49]

O sentimento de auto-seriedade do filme e a camaradagem entre os personagens foram geralmente citadas como aspectos positivos. Maslin escreveu que alguns elementos pegajosos das raízes televisivas do filme foram compensados pela proximidade da tripulação da Enterprise e "pela sua seriedade e avidez sobre o que parece ser a mais tola minúcia [...] É isso que trekkies antigos amam na série, e ainda está aqui—um pouco pior para o desgaste, mas principalmente imaculado".[41] O Los Angeles Times escreveu que apesar de seu espetáculo, "a humanidade [do filme] mais uma vez supera o equipamento, e sua inocência é absolutamente cativante".[44] MacKay ofereceu uma visão alternativa, chamando as ações e diálogos dos personagens de "desajeitados", dizendo que os monstros do do filme tinham mais vida do que atuação.[45] A interpretação de Christopher Lloyd como Kruge foi elogiada por David Denby, do New York, e Hunter Reigler, do Daily News.[50] [51]

Os efeitos do filme foram avaliados conflituosamente. Schickel escreveu que os efeitos eram "tecnicamente hábeis" e ocasionalmente "graciosos",[40] e Ebert destacou a Ave de Rapina como uma nave de "ótima aparência".[43] Sterritt achou que os cenários sempre pareciam estar em um estúdio ao invés de no espaço,[46] e Denby escreveu que mais poderia ter sido feito com Gênesis, e que apesar de ser um conceito interessante a execução dos efeitos especiais careceu.[50] Kempley gostou dos baixos valores dos cenários, escrevendo que "quanto mais falsos os cenários", mais próximo o filme chegou de suas origens televisivas.[47]

Referências

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  4. Rioux, pp. 257-258
  5. a b c d e f g h i j Okuda, Michael. "Star Trek III: The Search for Spock, Special Collector's Edition - comentários em texto", DVD, Paramount Pictures.
  6. a b c d e f g h i j k l m n o Nimoy, Leonard; Bennett, Harve; Correll, Charles; Curtis, Robin. "Star Trek III: The Search for Spock, Special Collector's Edition - comentários em aúdio", DVD, Paramount Pictures.
  7. a b c d Dillard, p. 79
  8. Rioux, p. 250
  9. a b c d e f Bennett, Harve; Nimoy, Leonard; Shatner, William. "Star Trek III: The Search for Spock, Special Collector's Edition Captain's Log", DVD, Paramount Pictures.
  10. a b c Rioux, p. 254
  11. Rioux, p. 251
  12. Rioux, p. 255
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bond, Jeff. The Music of Star Trek. [S.l.]: Lone Eagle Publishing Company, 1999. ISBN 1-580-65012-0
  • Dillard, J. M.. Star Trek: "Where No Man Has Gone Before" — A History in Pictures. [S.l.]: Pocket Books, 1994. ISBN 0-671-51149-1
  • Reeves-Stevens, Judith e Garfield. The Art of Star Trek. [S.l.]: Pocket Books, 1995. ISBN 0-671-89804-3
  • Rioux, Terry Lee. From Sawdust to Stardust: The Biography of DeForest Kelley. [S.l.]: Pocket Books, 2005. ISBN 0-7434-5762-5

Ligações externas[editar | editar código-fonte]