Star Trek V: The Final Frontier

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Star Trek V:
The Final Frontier
Star Trek V: A Última Fronteira (PT)
Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1989 • cor • 107 min 
Direção William Shatner
Produção Harve Bennett
Roteiro David Loughery
Baseado em William Shatner
Harve Bennett
David Laughery
Elenco William Shatner
Leonard Nimoy
DeForest Kelley
James Doohan
Walter Koenig
Nichelle Nichols
George Takei
Laurence Luckinbill
Género Ficção Científica
Idioma Inglês
Música Jerry Goldsmith
Cinematografia Andrew Laszlo
Edição Peter E. Berger
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento 9 de junho de 1989
Orçamento US$ 27.800.000
Receita US$ 63 milhões
Cronologia
Último
Último
Star Trek IV:
The Voyage Home
Star Trek VI:
The Undiscovered Country
Próximo
Próximo
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Star Trek V: The Final Frontier (no Brasil, Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira, e em Portugal, Star Trek V: A Última Fronteira) é um filme estadunidense de 1989, o quinto filme da franquia Star Trek e o penúltimo a estrelar os membros da série original de Star Trek. Se passando pouco tempo depois dos eventos de Star Trek IV: The Voyage Home, o enredo segue a tripulação da USS Enterprise-A enquanto eles confrontam um renegado vulcano e meio irmão de Spock, Sybok, que procura Deus no centro da galáxia.

O filme foi dirigido por William Shatner, seguindo os dois filmes dirigidos por Leonard Nimoy. Shatner também desenvolveu a linha de história original em que Sybok procura Deus, porém encontrando Satanás. O roteiro original foi reprovado pelo criador da série, Gene Roddenberry, enquanto Nimoy e DeForest Kelley não gostaram da premissa de seus personagens, Spock e Leonard McCoy, que trairiam o James T. Kirk de Shatner. O roteiro passou por múltiplas revisões para agradar o elenco e o estúdio, incluindo cortes no clímax carregado de efeitos especiais. Apesar de uma greve de roteiristas ter ocorrido no início da pré-produção do filme, a Paramount Pictures iniciou as filmagens em outubro de 1988.

Muitos veteranos de Star Trek fizeram parte da produção; o desenhista Nilo Rodis desenvolveu a aparência de muitas das locações, tomadas e personagens do filme, enquanto Herman Zimmerman trabalhou como diretor de arte. Vários problemas atormentaram o filme nos cenários em estúdio e nas locações durante as filmagens no Parque Nacional de Yosemite e no Deserto de Mojave. Devido aos melhores profissionais da Industrial Light & Magic estarem ocupados ou serem muito caros, a produção usou a companhia de Bran Ferren, a Associates and Ferren, para produzir os efeitos do filme, que tiveram de ser revisados várias vezes para manter o custo baixo. O final do filme foi retrabalhado devido a reações ruins de platéias testes e por causa da má execução dos efeitos planejados. Jerry Goldsmith, compositor de Star Trek: The Motion Picture, retornou para compor a trilha sonora de The Final Frontier.

Star Trek V: The Final Frontier estreou na América do Norte no dia 9 de junho de 1989, dentro de um verão cheio de sequências e filmes de sucesso. The Final Frontier teve a melhor abertura para um filme da série até aquele momento e foi o número um de bilheteria em sua primeira semana, porém as arrecadações rapidamente diminuíram nas semanas subsequentes. O filme recebeu críticas ruins em seu lançamento o que, de acordo com seus produtores, quase matou a franquia. O próximo filme da série, Star Trek VI: The Undiscovered Country, foi bem melhor recebido.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A tripulação da nave estelar USS Enterprise-A aproveita uma licença depois da viagem de teste da nave vai mal. o Capitão James T. Kirk está acampando com Spock e com o Dr. Leonard McCoy no Parque Nacional de Yosemite. A licença deles é interrompida quando a Enterprise é enviada pelo Comando da Frota Estelar para resgatar um humano, um klingon, e uma romulana que são reféns no planeta Nimbus III. No espaço, o capitão klingon Klaa está cansado de destruir sucatas espaciais e anseia por uma batalha real; quando ele descobre que a Enterprise está se dirigindo para Nimbus III, ele decide batalhar Kirk para glória pessoal e coloca sua nave em rota de interceptação.

Em Nimbus III, a tripulação da Enterprise descobre que um renegado vulcano chamado Sybok, o meio irmão de Spock, está por trás da crise com os reféns. Sybok orquestrou a situação para atrair uma nave espacial até Nimbus III. Ele deseja usar a nave para alcançar o mítico planeta de Sha Ka Ree, onde a criação supostamente começou; o planeta jaz além da aparentemente impenetrável barreira perto do centro da galáxia. Sybok usa suas habilidades mentais para revelar e reparar as dores mais profundas de uma pessoa, ganhando a confiança dos reféns e da maior parte da tripulação. Enquanto McCoy e Spock aceitam a ajuda de Sybok, Kirk recusa a oferta do vulcano, dizendo que sua dor é o que o torna humano. Sybok necessita da habilidade de Kirk para navegar a Enterprise até Sha Ka Ree, então ele para de pressioná-lo.

A Enterprise atravessa a barreira com sucesso, seguida pela nave de Klaa, e descobre um planeta. Sybok, Kirk, Spock e McCoy vão até a superfície, onde Sybok chama por sua visão de Deus. Uma entidade aparece, e quando descobre como Sybok atravessou a barreira, exige que a nave estelar seja trazida para mais perto do planeta. Quando um cético Kirk pergunta, "Por que Deus precisa de uma nave estelar?", a entidade o ataca. Os outros duvidam que um ser que machuca por prazer possa ser Deus.

Percebendo que a criatura pode escapar do planeta, Sybok se sacrifica e usa suas habilidades mentais para combater a entidade. Com a intenção de para a entidade, Kirk ordena que a Enterprise atire um torpedo fotônico no local, ferindo a criatura. Spock e McCoy são transportados de volta, porém a nave de Klaa ataca a Enterprise antes de Kirk ser transportado. A entidade vingativa reaparece e tenta matar Kirk, porém a nave de Klaa a destrói com um tiro a queima roupa. Kirk é transportado para a nave klingon, onde Spock e o refém klingon forçaram Klaa a abaixar armas e se desculpar. As tripulações da Enterprise e da nave klingon celebram um détente, e Kirk, Spock e McCoy retornam para suas férias em Yosemite.[1]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

  • William Shatner como James T. Kirk, o capitão da USS Enterprise-A. Shatner fez aeróbica e treinamentos de fortalecimento para se preparar para o papel. As atividades físicas e suas obrigações como diretor fizeram com que ele acordasse às 4:00 todos os dias durante as filmagens, não importando que horas ele tinha ido dormir.[2]
  • Leonard Nimoy como Spock, o Oficial de Ciências da Enterprise. Nimoy notou que The Final Frontier foi o filme mais físico da franquia, que refletia a sensibilidade energética de Shatner e o que ele mais gostava de fazer na série—"correr e pular". Nimoy lembra que Shatner o ensinou como andar a cavalo, apesar de Nimoy ter andado de cavalo em alguns seriados.[2]
  • DeForest Kelley como Leonard McCoy, o Oficial Médico Chefe. Kelley também notou a fisicalidade requerida para o filme e gostou de fazer coisas que não eram pedidas a ele em anos. "Eu fiquei muito feliz que ele [Shatner] trouxe isso com tanto estilo", disse ele.[2] Kelley disse que sua própria ambição de dirigir foi embora anos antes quando ele viu as dificuldades que Nimoy enfrentou no cenário.[3]
  • James Doohan como Montgomery Scott, o Engenheiro Chefe da Enterprise.
  • George Takei como Hikaru Sulu, o Piloto da Enterprise. Takei disse que apesar da pressão do estúdio para que o filme fosse completado no prazo, Shatner manteve a atmosfera criativa e entusiasmática no cenário. "Eu tenho uma enorme admiração por sua habilidade de bloquear aquele tipo de pressão de invadir as gravações".[2] Takei disse que sua maior dificuldade no filme foi aprender a andar a cavalo.[4]
  • Walter Koenig como Pavel Chekov, o Navegador da Enterprise.
  • Nichelle Nichols como Uhura, a Oficial de Comunicações da Enterprise.
  • Laurence Luckinbill como Sybok, um renegado vulcano que também é o meio irmão de Spock. Sean Connery havia sido contatado originalmente para interpretar o papel, porém estava muito ocupado filmando Indiana Jones and the Last Crusade.[2] Shatner descobriu Luckinbill por acaso; mudando de canais tarde da noite, ele viu sua performances como Lyndon Baines Johnson.[5] Quando o diretor ligou para oferecer o papel, Luckinbill aceitou imediatamente.[6]
  • Todd Bryant como Klaa, um capitão klingon que deseja glória pessoal ao destruir a Enterprise. Bryant estava jogando ping pong em uma festa a beira da prai quando um membro da equipe de seleção de elenco lhe ofereceu o papel. Bryant fez dois testes, já que Shatner pediu que ele refizesse sua primeira interpretação falando em klingon.
  • Spice Williams-Crosby como Vixis, a primeira oficial de Klaa. Williams-Crosby achou que Vixis era a namorada de Kirk quando ela chegou para fazer seu teste, porém achou que foi "divertido" interpretar uma vilã.[7]
  • David Warner como St. John Talbot, o embaixador humano em Nimbus III. Warner não fez nenhum teste, porém concordou em interpretar o papel depois de Shatner prometer que seu personagem iria sobreviver ao filme.
  • Charles Cooper como General Korrd, o embaixador klingon em Nimbus III. O diretor iria originalmente escalar George Murdock como Korrd, porém mudou de ideia quando viu Cooper atuar. Murdock acabou recebendo o papel da entidade "Deus".[8]
  • Cynthia Gouw como Caithlin Darr, a embaixadora romulana em Nimbus III.
  • George Murdoch como "Deus", a entidade encontrada pela tripulação da Enterprise além da Grande Barreira. Murdoch retornaria a Star Trek interpretando o Almirante J. P Henson nos episódios "The Best of Both Worlds", de Star Trek: The Next Generation.

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

"...Star Trek V é a epítome da minha carreira, minhas experiências,
minhas esperanças e sonhos. É a quintessência de mim."

—William Shatner[9]

Durante a série de televisão Star Trek, os advogados de Shatner e Nimoy criaram um contrato de "nação mais favorecida", significando que qualquer coisa que Shatner recebesse—aumento salarial, controle no roteiro, etc.—Nimoy também receberia e vice versa.[9] Nimoy havia dirigido Star Trek III: The Search for Spock e Star Trek IV: The Voyage Home. Shatner anteriormente havia dirigido peças e episódios de televisão;[2] quando ele assinou para voltar em The Voyage Home após uma disputa salarial, foi prometido a Shatner que ele poderia dirigir o próximo filme.[10]

Antes de oficialmente receber o trabalho de diretor, influenciado por televangelistas, Shatner teve uma ideia para a história do filme. "Eles [os televangelistas] eram repulsivos, estranhamente horríveis, e ainda assim eu fiquei fascinado", ele lembra.[11] Shatner ficou intrigado não apenas pelo fato dessas personalidades convencerem outras pessoas que Deus estava falando diretamente com eles, más como eles ficavam ricos pelo que Shatner considerava mensagens falsas. Os televangelistas se tornaram a base para Zar, mais tarde Sybok; no primeiro esboço de Shatner,[12] intitulado "Um Ato de Amor",[13] muitos dos elementos—as férias em Yosemite, o sequestro dos embaixadores klingon, romulano e humano no fracassado planeta paraíso—sobreviveram para o filme final.[12] No primeiro rascunho de Shatner, Kirk é oprimido pelo número superior de seguidores de Zar, e Spock, McCoy e o resto da tripulação da Enterprise começam a acreditar na divindade de Zar sob influência de controle mental. Kirk finge aceitar as crenças de Zar para viajar com ele até o planeta de Deus, que para Shatner seria um descampal desolado. Quando Kirk confronta "Deus", sua imagem se transforma para a de Satanás, e Kirk, Spock e McCoy se separam na fuga. Kirk consegue fugir, porém volta para salvar seus amigos de irem para o inferno.[14]

Shatner apresentou sua ideia para Fran Mancuso, chefe da Paramount, durante as filmagens de The Voyage Home.[15] Mancuso gostou da ideia de Shatner e concordou em contratar um roteiristas para rascunhar um tratamento. Shatner queria o escritor Eric Van Lustbader, porém as negociações entre Lustbader e a Paramount falharam no pedido do autor de US$ 1 milhão em salário.[13] [16] Shatner escreveu a história ele mesmo, dando-a para o presidente de produção da Paramount, Ned Tanen, para opiniões.[16]

O produtor Harve Bennett estava exausto por seu trabalho nos três filmes anteriores de Star Trek e queria seguir em frente, achando que ele não pertencia a "família Star Trek" e por ter se sentido maltratado por Nimoy.[17] [18] Quando Shatner tentou convencer Bennett a reconsiderar, o produtor insistiu por um encontro em sua casa. Depois de várias horas de discussão, Bennett concordou em retornar.[2] [17] Bennett discordou de vários elementos da história de Shatner, achando que já que ninguém poderia responder com certeza a questão da existência de Deus, o final do filme nunca seria satisfatório. Bennett também disse a Shatner que o filme parecia um poema sinfônico ao invés de uma história de aventura.[19] O estúdio concordou com Bennett, dizendo que o conteúdo poderia ser muito pesado ou ofensivo para o público geral.[20] [21]

Shatner e Bennett começaram a reescrever a história. Com medo de que a revelação das motivações do renegado Sybok no início da história seria algo anticlimático, eles moveram a revelação para mais tarde. Shatner disse que Bennett também sugeriu transformar a entidade Deus em "um alienígena mal que se passa por Deus para ganho próprio". Se satisfazendo pessoalmente e a Paramount com os ajustes, Shatner e Bennett pediram para o diretor e roteirista de Star Trek II: The Wrath of Khan, Nicholas Meyer, para polir o roteiro, porém Meyer estava ocupado.[2] [22] Bennett encontrou um roteiro escrito por David Loughery e o mostrou para Shatner, que concordou que ele seria adequado para escrever o roteiro.[22]

Nem todos estavam felizes com a história. O criador de Star Trek, Gene Roddenberry, fez objeção contra a procura dos personagens por Deus, e mais particularmente, a ideia de um Deus visto por uma religião ocidental. Um dos empregados de Roddenberry sugeriu que a animosidade de seu empregador com a história vinha desde Star Trek: The Motion Picture. Roddenberry queria colocar naquele filme ideias semelhantes que investigariam a natureza de Deus, porém elas foram rejeitadas pela Paramount.[23] Roddenberry, Nimoy e DeForest Kelley, todos discordaram que Spock e McCoy iriam trair Kirk, que Loughery explicou que foi feito para dar um conflito "um homem fica sozinho".[13] [23]

Loughery foi forçado a parar de trabalhar no roteiro quando o Sindicato dos Roteiristas entrou em greve, e a produção foi adiada ainda mais quando Nimoy foi trabalhar em outro projeto.[24] Shatner também reconsiderou alguns elementos da história de Star Trek V; ele fez Sybok um personagem mais suave e simpático. Quando a greve de roteiristas terminou, Loughery retornou ao trabalho enquanto Shatner foi para os Himalayas em um trabalho. Quando ele voltou, ele se sentiu traído pelas revisões de Loughery, que ele achava que havia transformado a procura por Deus no procura pelo paraíso mítico da Sha Ka Ree—um palavra que brincava com Sean Connery, que Shatner queria para o papel de Sybok. Apesar de Shatner ter convencido Bennett e Loughery a revisar boa parte do roteiro, Sha Ka Ree permaneceu como um lugar de conhecimento de onde Sybok recebeu suas revisões.[25] O roteiro também foi reescrito para atender os problemas de Kelley e Nimoy.[13]

Enquanto Roddenberry, Nimoy e Kelley deram sua aprovação no roteiro revisado, a Paramount estava preocupada que o filme teria estouros no orçamento, ordenando cortes. Os Anjos e Demônios que Shatner havia concebido para o clímax foram convertidos em monstros de pedra que o falso Deus iria animar da terra. Shatner cria seis criaturas, porém foi forçado a aceitar apenas uma.[26] [27] A Paramount correu para colocar o filme em produção no final de 1988, preocupada que o momento da franquia havia desaparecido depois de The Voyage Home,[13] apesar da greve dos roteiristas ter ocorrido no meio da pré-produção do filme.[28]

Desenho de produção[editar | editar código-fonte]

Nilo Rodis, que havia trabalhado em filmes anteriores de Star Trek, foi escolhido para ser o desenhista de produção de The Final Frontier. Ele e Shatner trabalharam juntos para estabelecer os visuais de todo o filme. Shatner procurou um ar mais realista para o universo de Star Trek; Rodis trabalhou com Shatner para visualizar o filme desde o início até o final.[9] Depois de fazer Shatner explicar toda a história em uma sessão que durou um dia inteiro, Rodis foi para casa e começou a esboçar cada cena do roteiro. Shatner gostou dos resultados, especialmente com os desenhos de Rodis para suas tomadas mais épicas.[29]

Rodis também trabalhou desenvolvendo os desenhos iniciais de figurinos e personagens. Shatner elogiou os desenhos dos figurinos, dizendo que eles eram futuristas e reais, mantendo a continuidade estabelecida nos filmes anteriores de Star Trek.[30] Depois de ficar desapontado com os figurinistas que foram vistos para realizar as ideias de Rodis, Shatner sugeriu a Bennett que Rodis se tornasse o figurinista também. A produção contratou Dodie Shepard para ser a supervisora de figurinos; seu papel era orientar a fabricação das roupas e acompanhá-las durante as filmagens.[31] Para economizar dinheiro, Shepard vestiu figurantes com itens já existentes dos armazéns da Western Costumes.[32] O orçamento apertado significou que Shatner não poderia redesenhar completamente os uniformes da Frota Estelar, porém Rodis criou novos uniformes marrons para campo para as cenas em locações, como também roupas de prazer para a tripulação usar durante a licença.[33]

Rodis e Shatner também esboçaram como os vários alienígenas do filme iriam parecer. A produção escolheu Kenny Myers como maquiador. Myers discutiu os esboços com Shatner e desenvolveu apelidos para os personagens planejados. Myers fez moldes das cabeças dos atores usando alginato dental.[34] Myres usou os moldes resultantes para as maquiagens classe "A" ou para as máscaras menos complicadas para personagens distantes da câmera.[34] Shatner contratou Richard Snell como supervisor de maquiagem, instruindo ele a fazer cada testa klingon mais distinta da outra.[35]

Shatner contratou Herman Zimmerman como diretor de arte.[28] Shatner ficou impressionado com os trabalhos de Zimmerman para os cenários de Star Trek: The Next Generation, e achou que ele poderia transmitir a estética futurista e fundamentada.[36] Zimmerman foi imediatamente encarregado de desenhar os novos cenários para as pontes da Ave de Rapina klingon e da Enterprise, os poços dos turboelevadores e os interiores de Nimbus III. Em certo ponto, ele estava construindo cinco cenários ao mesmo tempo.[37] O departamento de arte foi liderado por Michael Okuda, que implementou seu estilo LCARS de painéis de controle para a Ave de Rapina e a Enterprise.[38] Os corredores da Enterprise-A eram os mesmos corredores usados para a Enterprise-D de The Next Generation.[39] Apenas o cenário da ponte custou US$ 250.000.[40] A Cidade do Paraíso de Nimbus III foi uma das últimas locações a serem desenhadas e criadas, porque seu desenho se baseava em como seria a locação externa e seu terreno. Zimmerman criou um esboço do traçado da cidade em três dias, se inspirando em uma fortaleza circular marroquina. A criação da cidade custou US$ 500.000 e sua construção demorou cinco dias sob um calor de 38°C.[41]

Tim Downs procurou possíveis locações para filmagens. Devido a considerações práticas, ele procurou por uma locação que poderia servir para três lugares diferentes sem que a produção precisasse mudar de hotéis ou se movesse sem necessidade: a cena de abertura do filme entre J'onn e Sybok; as tomadas estabelecedoras do planeta de Deus; e a cidade de Nimbus III. Downs conhecia o Deserto de Mojave e achou que as locações perto de Ridgecrest, Califórnia serviram para as necessidades da produção, então ele tirou fotos baseadas nos desenhos de Rodis sobre como as locações iriam se parecer. Downs também tirou fotos com filtros e tentou conseguir um efeito de poeira com seu carro para replicar ideias de como certas sequências do filme seriam filmadas.[42] Quando Downs retornou com suas fotos, Shatner achou que as locações encontradas seriam perfeitas para o filme.[43]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

O El Capitan em Yosemite.

As filmagens começaram em outubro de 1988, em e em volta de Los Angeles.[44] [45] Pouco depois do início das filmagens em locação, o Sindicato dos Caminhoneiros de Hollywood entrou em greve. Com os prazos apertados, a produção procurou caminhoneiros de fora do Sindicato, apesar da ameaça de que o Sindicato poderia retaliar sabotando equipamentos e voando com aviões sobre as filmagens para estragar o áudio. Depois de um dos caminhões de câmera da produção ter explodido no estacionamento do estúdio, os motoristas de fora do Sindicato foram levados para o Parque Nacional de Yosemite de noite e sob escolta policial.[46]

Todas as cenas de Yosemite foram filmadas em locação.[2] As tomadas longas de Kirk escalando a montanha foram filmadas com dublês, com os closes de Shatner sendo filmados em um cenário de fibra de vidro posicionado em frente da câmera com montanhas reais visíveis ao fundo.[47] Shatner passou as semanas anteriores treinando escalada em uma réplica de madeira na Paramount com a ajuda de dois treinadores.[48] Andrew Laszlo, o diretor de fotografia, procurou um pico alto onde a produção poderia criar uma face de pedra com uma rede de segurança. A tomada de cima dava a impressão de que Kirk estava escalando a uma grande altura—aspectos não naturais como piscinas foram escondidas com camuflagem. Spock assiste a subida de Kirk—e depois o salva quando ele cai—com botas antigravidade.[47] A maioria das cenas filmava Nimoy da cintura para cima; nessas cenas o ator estava pendurado por um guindaste que dava o efeito apropriado de se estar "flutuando". Imagens filmadas contra uma tela azul de Shatner caindo foram feitas na Paramount e mais tarde compostas, com o dublê Ken Bates estabelecendo um recorde de mais alta queda por um americano ao despencar do El Capitan—com um equipamento de cordas—para as tomadas longas.[47] Ao assistir os copiões dos dois primeiros dias de filmagens, a produção percebeu um pinheiro em um quadro da conversa de Kirk com Spock que arruinava a ilusão de altura, enquanto uma tomada de Shatner se agarrando ao El Capitan parecia barrenta devido a nuvens obscurecendo o Sol e arruinando a profundidade de campo. Essas cenas tiveram de ser refilmadas mais tarde.[49]

Depois das cenas de Yosemite, a produção foi para as locações no deserto. Nimbus III e sua cidade, Cidade Paraíso, foram recriadas em Yosemite e no Deserto de Mojave. A cidade foi criada como uma coleção ao acaso de partes de espaço naves e lixos futuristas.[50] Shatner "quebrou" durante as filmagens sob um calor de 43°C, insultando o eletricista chefe e ignorando os pedidos de Laszlo para mais tempo de ajustes.[49] Quando um motorista não apareceu, deixando Shatner abandonado e com uma equipe mínima, um guarda florestal veio para o resgate e a produção conseguiu filmar as cenas dos seguidores de Sybok antes de perderem a luz do dia. Shatner chamou o ritmo a meio-passo de caminhada dos figurantes desidratados como "a evasiva de Sybok". A produção passou mais três semanas filmando o resto das cenas do deserto, terminando na última noite, pouco antes do Sol nascer e da viagem de volta para Los Angeles.[51] [52]

Na Paramount, a equipe de produção filmou todas as cenas que se passariam em cenários de estúdio, incluindo os cenários da Enterprise e da Ave de Rapina, os interiores da Cidade do Paraíso e as cenas da fogueira. A produção foi muito mais calma no estúdio, e as filmagens quase chegaram a estar adiantadas em relação ao cronograma. A equipe fabricou um cenário para servir como locação do planeta de Deus para ser usado em imagens adicionais.[53] Spock segurando Kirk de sua queda em Yosemite foi replicada ao se criar um cenário da floresta, "tombando" ele 90°.[54]

O elenco celebrou o término das filmagens na última semana de dezembro de 1988.[55] Shatner agendou as cenas da fogueira para serem as últimas do cronograma, com a equipe e o elenco tendo uma pequena celebração antes da tradicional festa de despedida.[56] O elenco teve uma entrevista coletiva no cenário da ponte da Enterprise em 28 de dezembro. Shatner retornou aos estúdios da Paramount alguns dias após o fim das filmagens para organizar o cronograma da pós-produção.[57] Isso incluía a exibição de um corte bruto do filme—menos os efeitos especiais—para o pessoal do estúdio. Shatner lembra que o filme foi elogiado e que ele deixou a exibição "revelando" o que se tornaria uma "vitória momentânea" uma vez ele tendo visto os efeitos especiais.[56]

Efeitos[editar | editar código-fonte]

Durante a greve dos roteiristas, o produtor Ralph Winter confrontou aquilo que Paul Mandell chamou de um situação de efeitos "inviável". A Industrial Light & Magic havia produzido os efeitos visuais para os três últimos filmes da franquia. Winter os queria em The Final Frontier, porém os melhores e os segundos melhores técnicos da companhia de efeitos estavam muito ocupados trabalhando em Indiana Jones and the Last Crusade e em Ghostbusters II; com o apertado orçamento e curto cronograma fizeram Winter procurar em outro lugar.[47] [58] Para economizar dinheiro e tempo, ele planejou criar o maior número de efeitos possíveis nos cenários e com truques de câmera. A produção escolheu a companhia de Bran Ferren, Associates and Ferren, depois de solicitar fitas testes de estúdios com suas abordagens dos efeitos principais do filme—o planeta Sha Ka Ree e a entidade "Deus" que lá reside. Ferren havia trabalhado em filmes como Altered States e Little Shop of Horrors, e sem sucesso fez campanha para fazer os efeitos de The Abyss; ao contratar a companhia sediada em Nova York, fez a produção de The Final Frontier ser a primeira da série a ocorrer nas duas costas dos Estados Unidos.[47]

Bran Ferren foi escolhido para desenvolver os efeitos ópticos de The Final Frontier depois das melhores equipes da Industrial Light & Magic estarem muito ocupadas.

A Associates and Ferren tinha três meses para completar os trabalhos nos efeitos—por volta de metade do tempo usual. Shatner insistiu em ver uma grande quantidade de imagens teste antes de prosseguir com as tomadas, e exigiria mudanças demoradas se não gostasse de algo.[47] Enquanto Ferren promoveu uma abordagem de "baixa tecnologia" para realizar os efeitos complicados, até suas estimativas de custo estavam além do orçamento, cortando a extensão de outras sequências.[5] Winter lembra que a produção tinha um orçamento de US$ 4 milhões para os efeitos, um pouco mais do que em The Voyage Home. "Porém a primeira passada, com todas as coisas [que Shatner queria], era US$ 5 ou 6 milhões". Combinado com os valores de Ferren, o orçamento do filme iria para US$ 33 milhões. O estúdio chamou uma reunião com todos os chefes de departamento e começou a cortar cenas de efeitos.[59]

Para reduzir a carga de trabalho nos efeitos ópticos, Ferren promoveu usar projeções de fundo ao invés de tela azul onde possível, dizendo que economizava tempo e fazia mais sentido para elementos como a tela principal da Enterprise, onde compor imagens não teriam a mesma leveza do que transmitir algo real.[47] A desenhista Lynda Weinman usou um Mac II para criar animações que os produtores poderiam colocar no filme até os efeitos finais serem adicionados.[60]

O clímax com o Homem Rocha foi abandonado devido a dificuldades durante as filmagens.[13] [61] O Homem Rocha era uma grande fantasia de borracha que cuspia fogo ao comando. A equipe de efeitos fumava cigarros e soprava fumaça dentro dos tubos da roupa,[62] carregando-a com fumaça até que ela era emitida devagar, obscurecendo algumas das partes mais óbvias de borracha da fantasia. O resultado, segundo Shatner, era "nosso cara em uma fantasia de borracha boba que no final ficou parecido com... bem, um cara em uma fantasia de borracha boba". Sem tempo para voltar a locação, Shatner foi forçado a fazer tomadas amplas na esperança que o cenário poderia ser reproduzido em estúdio, porém admitiu que provavelmente não iria funcionar para o filme.[63]

Uma vez de volta ao estúdio, Shatner e Ferren se encontraram para discutir como substituir o Homem Rocha. Eles concordaram na ideia de uma "bolha amorfa de luz e energia" que iria aparecer e perseguir Kirk, mudando de forma durante a perseguição.[54] Os visuais demoraram semanas antes de estarem prontos para serem exibidos depois do final das filmagens. Quando Shatner viu os efeitos, porém, ele ficou desapontado com a baixa qualidade. Shatner e Bennett tentaram conseguir mais dinheiro para refilmar o final do filme, porém a Paramount disse não.[56]

A ILM entregou o modelo principal da Enterprise para a Associates and Ferren.[28] Entretanto, as cenas que incluíam a Enterprise na Doca Espacial, e a própria Doca Espacial, foram tiradas diretamente do trabalho da ILM em The Voyage Home.[13] [61] O modelo da Enterprise havia sido danificado ao ser emprestado para uma exposição, significando que 30.000 painéis do modelo tinham de ser repintados à mão. Enquanto a produção se encerrava, Ferren continuou a trabalhar com as miniaturas e outros efeitos ópticos no seu estúdio em Nova Jersey. Os efeitos então foram juntados em Manhattan antes de serem enviados para o oeste;[64] por exemplo, as imagens de tela azul das miniaturas por controle de movimento foram feitas em Hoboken. A tela azul foi substituída por um campo de estrelas em Nova Iorque—uma única tomada completa de uma nave se movendo pelo espaço requeria mais de 50 peças de filme. Os efeitos da Grande Barreira foram criados usando produtos químicos jogados em um grande tanque de água, criando redemoinhos e reações. A "coluna de Deus", em que o falso deus aparece, foi criada rotacionando um cilindro e iluminando-o; o resultado aparecia no filme como uma coluna de luz. Ferren usou um divisor de feixes para projetar a cabeça do ator George Murdoch no cilindro para fazer parecer que o falso deus residia dentro da própria coluna.[65]

Edição[editar | editar código-fonte]

Shatner retornou a Paramount dias depois do final das filmagens para supervisionar a pós-produção do filme—a edição do filme, a criação dos efeitos sonoros e trilha e a integração dos efeitos ópticos. Nas semanas anteriores, o editor Peter E. Berger esteve montando cortes brutos das sequências.[66] Com apenas algumas semanas antes do prazo final para terminar o filme, a equipe de produção tentou salvar o final do filme através da edição. Eles reduziram o tempo em tela do falso deus e cortaram toda a "bolha de deus" de Ferrer, colocando no lugar closes do falso deus e tomadas com mais iluminação e fumaça. Na época, Shatner achou que as edições "tiraram um coelho da cartola" e resolveram muitos dos problemas do filme.[67]

O corte de Shatner para o filme tinha pouco mais de duas horas de duração, sem considerar os créditos e os efeitos ópticos,[68] o que a Paramount achou que era muito longo. A duração ideal para eles era por volta de uma hora e quarenta minutos, garantindo uma exibição noturna dupla nos cinemas. O filme foi entregue a Bennett para que ele o cortasse até a duração desejada, apesar de Shatner achar que não havia nada que poderia ser removido. Shatner ficou horrorizado com as edições de Bennett, e os dois discutiram sobre quais partes deveriam voltar ou serem aparadas.[69]

Nas primeiras exibições testes, o filme recebeu críticas negativas. Na primeira platéia teste, apenas uma pequena porção considerou o filme "excelente", um nota que os filmes anteriores de Star Trek tinham obtido bastante.[70] Segmentos do filme foram re-editados para o lançamento.[71] Cinco minutos de imagens foram removidas para melhorar o ritmo do filme, e uma cena adicional foi incluída na Ave de Rapina para fazer as circunstâncias do resgate de Kirk mais claras.[70] A segunda exibição, com a adição dos efeitos especiais finais e sonoros, recebeu críticas bem mais positivas.[72]

Áudio[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Segundo o crítico musical Jeff Bond, Shatner fez "pelo menos duas decisões sábias" na produção de The Final Frontier, além de escolher Laurence Luckinbill para interpretar Sybok, ele contratou Jerry Goldsmith para compor a trilha sonora do filme. Goldsmith havia escrito a trilha sonora indicada ao Oscar de Star Trek: The Motion Picture, e o novo filme de Star Trek foi uma oportunidade para criar música com um nível similar de ambição enquanto adicionava ação e personagem—dois elementos ausentes em The Motion Picture.[73] Goldsmith não queria acentuar a comédia do filme com a música, achando que iria "[levar] o drama para a estupidez". Ele se focou no planeta de Deus como sua tarefa mais complicada.[74]

O tema principal de Goldmsith começa com as tradicionais notas de abertura do tema de Alexander Courage para a série de televisão original; cordas ascendentes e eletrônicas levam para uma versão da marcha de The Motion Picture. De acordo com Jeff Bond, o uso de Goldsmith da marcha de The Motion Picture levou a confusão alguns fãs de Star Trek: The Next Generation, já que eles não estavam familiarizados com as origens da música e acreditaram que Goldsmith estava roubando o tema de The Next Generation, que era na verdade a marcha de The Motion Picture.[73] Outro tema de The Motion Picture que faz seu retorno é o tema dos klingon da abertura do filme de 1979. Aqui, o tema é tratado como, segundo Bond, "um estilo Prokofiev como oposto ao contraposto avant-garde" como visto em The Motion Picture. Goldsmith também adicionou uma corneta de carneiro.[75]

A amplitude das locações de The Final Frontier levou Goldsmith a afastar-se da abordagem de dois grandes temas de The Motion Picture em favor de temas menores, recorrendo a músicas para personagens e locações. Sybok é introduzido com um tema sintetizado na cena de abertura do filme, enquanto que quando Kirk e Spock discutem sobre ele a caminho de Nimbus III o tema é apresentado de forma mais misteriosa. O tema também aparece na faixa de ação quando Kirk e a tripulação chegam a Nimbus III e tentam libertar os reféns.[73] Quando Sybok entra na Enterprise, um novo tema de quatro notas é tocado por metais para destacar a obsessão do personagem. O tema de Sybok é então tocado, ou em um sentido mais benevolente, ou em uma apresentação mais percussiva e sombria. Ao chegar em Sha Ka Ree, o tema de cinco notas do planeta possui semelhanças com o tema do unicórnio de Goldsmith para Legend; "... os dois temas representam ideias bem similares: a perda da inocência e a trágica impossibilidade de recapturar o paraíso", escreveu Bond. A música possui violoncelos transmitindo uma qualidade religiosa, enquanto a apresentação de "Deus" começa com glissandos de cordas e se transforma na versão sombria do tema de Sybok quando sua verdadeira natureza é exposta.[75] Enquanto a criatura ataca Kirk, Spock e McCoy, o tema mais agressivo de Sybok assume um ritmo atacante. Quando Spock apela para os klingons em busca de ajuda, o tema assume uma aparência mais sensível antes de retornar para uma sequência poderosa enquanto a nave destrói a criatura.[76]

Efeitos sonoros[editar | editar código-fonte]

Mark Mangini foi o designer sonoro de The Final Frontier; tendo trabalhado anteriormente em The Voyage Home. Devido ao fato de Magini estar preocupado em criar uma continuidade sonora nos sons de Star Trek, ele decidiu reusar alguns efeitos ao invés de criar sons novos e diferentes—como a camuflagem da Ave de Rapina, os transportes e os sons dos motores da Enterprise que soavam muito similares aos filmes anteriores. Mangini colaborou com Shatner para descobrir como os sons totalmente novos iriam funcionar. Para os elos mentais de Sybok, Shatner queria os sons de corações batendo e respirações.[77]

Mangini também foi responsável pela sonoplastia e pela substituição de diálogos; os editores de sonoplastia criaram sons de fundo em sincronia com as ações da tela para enriquecer a amplitude sonora. O som dos klingons andando, por exemplo, foi transmitido com correntes e couro para se ter um som "bruto".[78]

Temas[editar | editar código-fonte]

Star Trek V: The Final Frontier apareceu entre outros vários filmes que se agarravam a procuras por Deus e significado espiritual;[79] o autor Peter Hansenberg chamou o filme de parte da tendência, "quase moda", dos filmes de ficção científica da década de 1980 com temas religiosos.[80] O filme, o professor e pastor Batista Larry Kreitzer da Regent's Park College discute, foi "deliberadamente construído" para levantar perguntas sobre Deus e sobre o conceito bíblico do paraíso, Éden.[81] O professor Ace Pilkington da Dixie State College vai além, dizendo que depois das "preocupações teológicas" da série de televisão e dos filmes anteriores, "aonde mais a Enterprise pode ir [...] porém à procura de Deus?"[82] Pilkington nota que The Final Frontier tem suas raízes em muitos enredos da série de televisão, incluindo "The Way to Eden" (que também lida com um homem brilhante sequestrando a Enterprise para encontrar o lugar da criação), "The Apple" e "Shore Leave"; uma discussão comum entre os paraísos descritos é que eles são sempre "muito bons para serem verdade".[82] John S. Schultes concorda, indicando que a ideia do paraíso foi vista muitas vezes na série de televisão, porém quase sempre de forma ilusória ou amortecida.[83]

Enquanto muitos episódios de Star Trek lidam com falsas divindades, The Final Frontier é um dos poucos que, nas palavras de Ross Shepard Kraemer, "intencionalmente confronta e explora questões teológicas, incluindo a existência de Deus".[84] O teologista Larry Kreitzer o chamou de o filme mais preocupado com ideias religiosas.[81] De acordo com o filme, séculos no futuro a crença no Éden persiste, mesmo em outras espécies alienígenas como os klingons e os romulanos. Todavia, a visão de Deus é homogênea—ninguém contesta as referências de Sybok a Deus como um "ele".[85]

Kreitzer acha que a interpretação teológica do filme é oferecida nas palavras de Kirk: "Talvez Ele [Deus] não esteja lá fora, Magro. Talvez Ele esteja bem aqui, no coração humano".[81] Schultes concorda, escrevendo que em contraste aos aspectos míticos e sobrenaturais encontrados em Star Wars, Star Trek expõe a crença na ciência e no pensamento racional. "A imortalidade que procuramos nas crenças religiosas talvez não residam nas mãos de uma divindade ou força sobrenatural", ele escreve, "mas sim através de meios naturais ou tecnológicos que estão em nossas mãos. Os verdadeiros deuses podem ser nós mesmos".[83]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

1988 foi foi o melhor verão e o melhor ano nas bilheterias da América do Norte na história; a indústria foi para o verão de 1989 tendo arrecadado US$ 88 milhões no ano anterior.[86] Star Trek V: The Final Frontier era esperado para ser um dos maiores filmes do verão e um sucesso garantido,[87] aparecendo em um mercado lotado de outras sequências e sucessos como Indiana Jones and the Last Crusade, Ghostbusters II e Batman;[86] nunca antes tantas sequências foram lançadas ao mesmo tempo.[88] [89] Analistas esperavam que The Final Frontier arrecadasse quase US$ 200 milhões.[90]

Marketing incluía um jogo de computador MS-DOS, parte de uma tendência crescente de jogos ligados a filmes.[91] J. M. Dillard escreveu uma romantização do filme,[92] [93] que permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por quatro semanas.[94] [95] A Paramount vendeu roupas com a marca Star Trek através de catálogos e a Kraft vendeu um dispensador de marshmallow com a marca Star Trek.[96] [97] Enquanto Star Trek tinha um mercado em crescimento, produtos ligados a filmes eram algo de risco na época e até grande sucessos de bilheteria poderiam não suportá-los.[96] Diferente de outros sucessos de verão, Star Trek não tinha um grande apelo para o mercado de massas e não tinha nenhuma grande promoção de comidas ou bebidas, porém vendeu broches e pôsteres em cinemas.[98]

Em sua primeira semana, The Final Frontier foi o número um das bilheteiras americanas. Seus US$ 17.4 milhões em 2.202 salas bateu os US$ 16.8 milhões de The Voyage Home e se tornou a melhor abertura de um filme de Star Trek até aquele momento.[99] The Voyage Home, entretanto, estava sendo exibido em apenas 1.349 salas e na época os preços dos ingressos eram menores. Em sua segunda semana, The Final Frontier caiu 58% e arrecadou US$ 7.1 milhões; em sua terceira semana US$ 3.7 milhões.[100] [101] [102] Teve um grande lançamento de 10 semanas, o menor de qualquer filme de Star Trek.[103]

The Final Frontier arrecadou US$ 49.566.330 nas bilheterias americanas para um total global de US$ 63 milhões.[104] A temporada provou-se ser mais uma de recordes, com as arrecadações domésticas sendo de US$ 2.05 bilhões. The Final Frontier foi o décimo filme em arrecadação do ano, apesar de não ter gerado os lucros esperados.[105]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Na manhã seguinte a estréia, Nimoy acordou Shatner para dizer que o Los Angeles Times tinha dado a The Final Frontier uma resenha positiva. Pouco tempo depois de um repórter local também ter dado uma crítica positiva, Shatner lembra que ele incorretamente "começou a sentir uma tendência positiva".[69] Os críticos de forma geral deram a The Final Frontier resenhas mistas ou ruins. No site Rotten Tomatoes o filme possui um índice de aprovação de 21%, o pior da franquia, baseado em 42 resenhas, com uma nota média de 4/10. O consenso é "Preenchido com sequências de ação entediantes e uma linha de história não desenvolvida, o quinto filme de Star Trek é provavelmente o pior da série".[106] Rob Lowing, do The Sun Herald, chamou o filme de "agradável, mas mediano".[107] Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, e Rita Kempley, do The Washington Post, deram ao filme resenhas muito negativas, chamando-o de "uma bagunça" e "uma carnificina", respectivamente.[108] [109]

Caryn James, do The New York Times, considerou filme decepcionante para fãs e não-fãs,[110] enquanto que Chris Hicks do Desert News descordou, achando que o filme obordou questões da mesma maneira que a série de televisão e que fãs iriam gostar.[111] Lowing e David Ansen, da Newsweek, consideraram a direção de Shatner durante as sequências de ação muito fraca, com Lowing adicionando que a segunda parte do filme pareceu sem direção.[107] [112] Hicks escreveu que o amplo humor deu ao filme um tom inconsistente.[111] Em contraste, Chris Dafoe, do The Globe and Mail, chamou o filme de "o mais intencionalmente engraçado" episódio da série cinematográfica.[113] Em seu melhor, David Sterritt do Christian Science Monitor julgou que The Final Frontier mostra "flashes" do humor que impulsionou Star Trek IV: The Voyage Home,[114] e Lowing afirmou que a direção de Shatner esteve em seu melhor durante os momentos cômicos.[107]

Críticos como David Ansen julgaram que as interpretações dos personagens principais foram satisfatórias; "esses veteranos conhecem tão bem os movimentos uns dos outros que eles encontram uma veia cômica que consegue mais risadas com apenas uma fala do que mereceriam", Ansen escreveu.[112] Stan James, do The Advertiser, escreveu que David Warner foi desperdiçado em seu papel e que a maioria dos personagens não tinha "direção e motivação".[115] Em comparação, o Sybok de Laurence Luckinbill recebeu elogios de críticos como Mike Clark do USA Today, que escreveu que "ele tem a voz a a estatura dos vilões intelectuais mais cintilantes da tela dourada", apesar dele achar que o personagem nunca pareceu ameaçador ou cheio de suspense.[116] Caryn James considerou Sybok o mais "distinto e convincente vilão" da série desde Khan Noonien Singh em Star Trek II: The Wrath of Khan.[110]

Os efeitos especiais foram considerados pobres. Ryan Murphy do The Miami Herald escreveu que o filme decaiu depois da chegada em Sha Ka Ree, onde os "excelentes efeitos especiais que agraciaram os filmes I e IV estão longe de serem vistos".[117] A resenha de Ebert concorda, dizendo que os visuais conseguiram inspirar deslumbramento brevemente antes de se dissolverem em "um show anticlimático de efeitos especiais com um toque de The Wizard of Oz jogado para uma boa medida".[108] Kempley escreveu que o objetivo da Enterprise era "passar através de um impenetrável (Ha!) redemoinho do que parece ser um Windex cósmico, que além está o planeta Shockara, a casa de Deus, ou talvez a Califórnia filmada através de um filtro roxo.[109]

Bennett culpou parte do fracasso de The Final Frontier a mudança da data de estréia em relação aos filmes anteriores, que geralmente era perto do Dia de Ação de Graças, ao verão estufado de sequências e a difusão dos espectadores de Star Trek depois da estréia de Star Trek: The Next Generation em 1987.[103] Ralph Winter achou que eles deveriam ter reconhecido que o enredo era muito reminiscente de V'Ger em Star Trek: The Motion Picture[2] e que a procura por Deus foi um erro; apesar dele achar que o filme tinha muitas partes boas, eles se apressaram para lançá-lo e quase mataram a franquia.[13] [103] O criador de Star Trek, Gene Roddenberry, considerou elementos do filme como sendo "apócrifos na melhor das hipóteses", e particularmente não gostou da ideia de Sarek ter tido um filho (Sybok) com uma vulcana antes de Amanda Grayson. Mesmo assim o filme é considerado parte do canône.

Considerado um fracasso comercial e de crítica, a péssima performance de Star Trek V: The Final Frontier colocou em perigo a produção de subsequentes filmes de Star Trek.[118] Bennett recebeu permissão para começar a trabalhar em seu próprio conceito de prequela que teria um elenco de novos atores interpretando os personagens originais na Academia da Frota Estelar. Loughery trabalhou com Bennett em uma história inspirada em Santa Fe Trail.[119] Quando o presidente da Paramount, Ned Tanen, renunciou, o suporte a ideia de Bennett se evaporou.[119] A Paramount queria um novo filme com o elenco original, e Bennett decidiu deixar a franquia.[120] A ideia de uma prequela com novos atores nos papéis da tripulação original da Enterprise ressurgiu após o cancelamento de Star Trek: Enterprise, culminando com o lançamento do filme Star Trek em 2009. Winter permaneceu com a produção e o diretor de Star Trek II: The Wrath of Khan, Nicholas Meyer, retornou para dirigir o último filme com o elenco original, Star Trek VI: The Undiscovered Country.

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]