Statu quo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Statu quo (da frase completa in statu quo res erant ante bellum) é uma expressão latina que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for.
Emprega-se esta expressão, geralmente, para definir o estado de coisas ou situações. Na generalidade das vezes em que é utilizada, a expressão aparece como "manter o statu quo", "defender o statu quo" ou, ao contrário, "mudar o statu quo".
O conceito de "statu quo" origina-se do termo diplomático "in statu quo ante bellum", que significa "no estado (em que se estava) antes da guerra".
Na realidade, a expressão não define necessariamente um mau estado, e sim o estado atual das coisas. Em uma citação, por exemplo, "Considerando o statu quo...", considera-se a situação atual.
[editar] "Statu quo" ou "Status quo"?
Statu quo tem o substantivo e o pronome no ablativo, status quo tem o substantivo no nominativo, o pronome no ablativo. Ambas são perfeitamente correctas em latim, dependendo do que se queira dizer. Em latim, ocorrem ainda as sequências statum quo (substantivo no acusativo) e statui quo (substantivo no dativo). O genitivo e o vocativo são idênticos ao nominativo. A expressão original era in statu quo res erant ante bellum e incluía dois ablativos porque o primeiro era exigido pela preposição in e o segundo resultava da idêntica função de localização espacial na oração subordinada.
É discutida entre os entendidos e, sobretudo, varia de país para país a adopção preferencial das fórmulas reduzidas statu quo e status quo. A dúvida é sobre se se deve continuar a usar o ablativo, que ocorria na frase original, ou se se deve optar pelo nominativo, que é regra nos empréstimos do latim. A forma statu quo é a mais frequente em França, em Portugal, em Espanha e na Itália, com apoio da grande maioria dos dicionaristas. Status quo é a versão usada nos países anglófonos, na Alemanha, na Holanda, na Rússia, na Polónia, na Hungria, na Suécia, na Turquia, etc.

