Stephen Hawking

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Stephen Hawking
CH, CBE, FRS, FRSA
Física teórica
Hawking na NASA, década de 1980.
Dados gerais
Nome de nascimento Stephen William Hawking
Nascimento 8 de janeiro de 1942 (72 anos)[1]
Local Oxford, Oxfordshire
 Inglaterra
Cônjuge Jane Wilde (1965–1991)
Elaine Mason (1995–2006)
Atividade
Campo(s) Física teórica
Instituições Universidade de Cambridge, Instituto de Tecnologia da Califórnia, Instituto Perimeter de Física Teórica
Alma mater Universidade de Oxford
Universidade de Cambridge
Orientador(es) Dennis William Sciama
Conhecido(a) por Radiação Hawking
Teoremas de singularidade
A Brief History of Time
Prêmio(s) Medalha Eddington (1975), Prêmio Dannie Heineman de Física Matemática (1976), Medalha Hughes (1976), Medalha Maxwell (1976), Medalha Albert Einstein (1979), Medalha Franklin (1981), Medalha de Ouro da RAS (1985), Medalha Dirac (1987), Prêmio Wolf de Física (1988), Medalha Oskar Klein (2003), Medalha Copley (2006), Medalha Presidencial da Liberdade (2009), Fundamental Physics Prize (2012)
Religião Ateu[2]
Assinatura
Hawkingsig.svg

Stephen William Hawking (Oxford, 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge[3] , onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Stephen William Hawking (AFI['stifən 'hɔkɪŋ]) nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. Seus pais eram Frank Hawking, um biólogo pesquisador que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado por ciência. Em sua infância, quando ainda morava em St. Albans, estudou na St Albans High School for Girls (garotos de até 10 anos eram educados em escolas para garotas) entre 1950 e 1953 - ele foi um bom aluno, mas não era considerado excepcional.

Entrou, em 1959, na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática, conflitando com seu pai que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como não pôde, por não ser disponível em tal universidade, optou então por física, formando-se três anos depois (1962). Seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica. Obteve o doutorado na Trinity Hall em Cambridge em 1966, onde é atualmente um membro honorário. Nesta época foi diagnosticada em Stephen W. Hawking a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Depois de obter doutorado, passou a ser pesquisador e, mais tarde, professor no Gonville and Caius College. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica tendo, entre 1979 e 2009, ano em que atingiu a idade limite para o cargo, ocupado o posto de professor lucasiano de Matemática, cátedra que fora de Newton, sendo atualmente professor lucasiano emérito da Universidade de Cambridge.

Hawking, em 5 de maio de 2006, durante a conferência de imprensa na Bibliothèque Nationale de France para inaugurar o Laboratório de Astronomia e Partículas em Paris e para lançar a versão em francês do seu trabalho "God Created the Integers".

Casou pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde, separando-se em 1991. Casou depois com sua enfermeira Elaine Mason em 16 de setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA)[5] , uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura.

A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento da ELA (ALS, sigla em inglês) após ter contraído pneumonia e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula.

Em 9 de janeiro de 1986, foi nomeado pelo papa João Paulo II membro da Pontifícia Academia das Ciências.

Participações na mídia[editar | editar código-fonte]

Em 1993 participou num episódio da série Star Trek: The Next Generation numa cena em que é um holograma, conjuntamente com Newton e Einstein, jogando cartas com o personagem Data.

Em 1994 participou na gravação do disco do Pink Floyd, The Division Bell, fazendo a voz digital em "Keep Talking".

Fez algumas participações em The Simpsons, Futurama, Dexter's Laboratory, The Fairly OddParents, Family Guy e no cartoon Dilbert. Recentemente fez uma participação numa propaganda do Discovery Channel chamada Eu amo o Mundo, onde ele disse "Boom De Ya Da".

Em 2012, participou num episódio de The Big Bang Theory, onde conversa com Sheldon Cooper. Neste episódio, Sheldon Cooper cometeu um erro básico de aritmética e desmaiou na frente do Stephen.

E mais recentemente participou na cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012.[6]

Religião[editar | editar código-fonte]

Hawking se descreve como ateu.[7] Ele repetidamente tem usado a palavra "Deus" em seus livros e discursos, mas segundo ele próprio, no sentido metafórico e relativo. Sua ex-esposa Jane já afirmou que durante o processo de divórcio, ele se descreveu como ateu. Hawking declarou que não é religioso no sentido comum, e que acredita que "o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por um Criador, mas um Criador não intervém para quebrar essas leis". Hawking comparou a ciência e a religião durante uma entrevista, dizendo "há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade; e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona".

Em alguns trechos de seus livros, Hawking também parece seguir uma linha de pensamento baseado em Einstein ou em Leibniz, que se aproxima muito ao Deísmo, no que tange à admiração e o deslumbre pela ordem presente no universo, mas não necessariamente implica a admissão da existência de deidade(s) por tudo responsáveis como fazem os deístas (ver panteísmo).[8] [9] [10] . No livro "Uma breve história do tempo" ele cita que "tanto quanto o Universo teve um princípio, nós poderíamos supor que tenha um Criador". Ainda nesse livro, ele diz que "no entanto, se nós descobrirmos uma teoria completa...então nós conheceríamos a mente de Deus".

Porém, em seu mais recente e polêmico livro "The Grand Design", Stephen Hawking muda suas antigas declarações sobre a ideia de um criador[11] e afirma que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física". No livro, afirma que "Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", dizendo que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade. Hawking também cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.

Obra[editar | editar código-fonte]

O Presidente dos EUA, Barack Obama fala com Stephen Hawking na Sala Azul da Casa Branca antes de uma cerimônia de apresentação em 12 de agosto de 2009.

Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou miniburacos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs as quatro leis da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com termodinâmica. Em 1974 calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatômicas, conhecidas como radiação Hawking, além disso, também demonstrou a possível existência de miniburacos negros. Hawking também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria da inflação cósmica no início da década 80 com outros físicos como Alan Guth, Andrei Linde e Paul Steinhardt, teoria que tinha como proposta a solução dos principais problemas do modelo padrão do Big Bang.

O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

Livros[editar | editar código-fonte]

Prêmios, títulos e medalhas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Notas e referências

  1. Birthdays: Jan 10. The Times, 8 de janeiro de 2010. Visitado em 9-1-2010
  2. El ateísmo de Hawking, nuevo motivo de debate entre ciencia y religión El Mundo (Espanha) (21/09/2014). Visitado em 22 de Setembro de 2014. "Não há nenhum deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a Ciência."
  3. De acordo com Stephen Hawking's Universe, PBS.
  4. http://www.hawking.org.uk/stephen-at-cambridge.html
  5. Revista Vigor, Stephen Hawking ataca George W. Bush e defende pesquisas com embriões e Notícias do Instituto Paulo Gontijo
  6. ‘Look to the stars’: Stephen Hawking helps open London 2012 Paralympics Games with a (big) bang (em inglês) National Post. Visitado em 1 de setembro de 2012.
  7. Stephen Hawking Nndb.com. Visitado em 22 de Maio de 2009.
  8. Embora tenha diversas vezes declarado seu deslumbre pela natureza, citando "Deus" por vezes em sentido metafórico e relativo como o faz Hawking - a exemplo na famosa frase "Deus não joga dados com o universo", oriunda dos acirrados debates que travou acerca dos fundamentos da mecânica quântica - Einstein era ateu. Deixou sua posição notoriamente clara em carta recentemente leiloada pela casa de leilões Bloomsbury Auctions, onde apresentou contundentes críticas aos sistemas religiosos historicamente estruturados. A conexão de sua admiração de Einstein com a crença em "Deus" foi sempre feita - em casos onde Einstein é apresentado como teísta - pelos próprios teístas, visando esses a embasar seus propósitos, nunca pelo próprio Einstein em si.
  9. [1]
  10. [2]
  11. Terra notícias (página da notícia visitada em 02/09/2010)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Richard Dalitz
Medalha Hughes
1976
Sucedido por
Antony Hewish
Precedido por
Ludvig Faddeev
Prêmio Dannie Heineman de Física Matemática
1976
Sucedido por
Steven Weinberg
Precedido por
Medalha Albert Einstein
1979
Sucedido por
Friedrich Traugott Wahlen
Precedido por
Michael James Lighthill
Professor lucasiano
1980 – 2009
Sucedido por
Michael Green
Precedido por
Avram Goldstein e Lyman Spitzer
Medalha Franklin
1981
Sucedido por
César Milstein e Kenneth Wilson
Precedido por
Keith Runcorn e Jakov Seldovich
Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society
1985
com Thomas Gold
Sucedido por
George Edward Backus e Alexander Dalgarno
Precedido por
Herbert Friedman, Bruno Rossi e Riccardo Giacconi
Prêmio Wolf de Física
1988
com Roger Penrose
Sucedido por
Pierre-Gilles de Gennes e David Thouless
Precedido por
Paul Nurse
Medalha Copley
2006
Sucedido por
Robert May