Stolpersteine

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Pedra-obstáculo em Berlin em memória de Else Liebermann von Wahlendorf.
Gunter Demnig ao transpor uma pedra-obstáculo em Koenigswinter.
Pedras-obstáculo diante de uma casa na rua Wilhelmsaue 136 em Berlin-Wilmersdorf.

Stolpersteine (pedras-obstáculo, do alemão: stolpern = tropeçar, Stein = pedra) é um projeto do artista plástico Gunter Demnig oriundo de Berlim, que tem como objetivo criar monumentos memoriais para relembrar as vítimas do nazismo mortos durante as deportações, nos campos de concentração ou por escolherem o suicídio para escapar do extermínio.

Trata-se de pedras cúbicas de concreto com aresta de dez centímetros. Um lado do cubo é coberto por uma chapa de latão, a qual contém uma inscrição individual. As pedras-obstáculo são fixadas na calçada diante da antiga moradia da vítima.

"Aqui morava"[editar | editar código-fonte]

Livres iniciativas, escolas, familiares e sobreviventes pesquisam dados sobre pessoas que foram perseguidas, deportadas e assassinadas durante o nacional-socialismo. Dos grupos de pessoas perseguidas pelos nazistas fazem parte judeus, minorias étnicas (por exemplo ciganos, como sinto e rom), opositores políticos, Testemunhas de Jeová, cristãos opostos ao regime ou vítimas da eutanásia nazi. O memorial Yad Vashem, em Jerusalém, coloca à disposição um banco de dados para pesquisas.

Com os dados existentes Demnig constrói um cubo com uma placa de latão, na qual está inscrita, por via de regra, "aqui morava" (em alemão: hier wohnte) – em Zittau também: "aqui vivia" (hier lebte), em Frankfurt an der Oder também: "aqui atuou" (hier wirkte) – juntamente com o nome, data de nascimento e o destino da pessoa, na maior parte dos casos com a data da deportação ou da morte.

As pedras-obstáculo são financiadas através de doações, coletas e patronagem de pessoas civis, testemunhas, classes escolares, grupos de profissionais e comunidades. Uma pedra custa 95 euros.

Primeiras pedras[editar | editar código-fonte]

Depois da ideia original do ano de 1993 houve uma primeira exposição em 1994 na igreja Antoni em Colônia. O pastor de então o encorajou a transpor as pedras. Em 1995 Demnig experimentou transpor algumas pedras sem permissão para Colônia, em seguida para Friedrichshain-Kreuzberg (em Berlin) na rua da Nova Sinagoga situada na Oranienburger Straße.

Em 1996 durante o projeto artístico "Künstler forschen nach Auschwitz" ou seja, "artistas pesquisam Auschwitz", Demnig posicionou 55 pedras em Berlin. No ano de 1997 transpôs as primeiras pedras para as Testemunhas de Jeová em Sankt Georgen bei Salzburg na Áustria estimulado pela Iniciativa Artística KNIE e o Serviço Austríaco em Memória do Holocausto. Quatro anos mais tarde, após vencer obstáculos burocráticos e desconfianças da prefeitura de Colônia, conseguiu a permissão de admissão de 600 pedras.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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