Street Fighter II

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Street Fighter II
Um panfleto japonês para a versão arcade de Street Fighter II, apresentando os oito personagens principais originais.
Desenvolvedora Capcom
Creative Materials
U.S. Gold
Publicadora(s)
  • EU U.S. Gold
Distribuidora
Diretor Yoshiki Okamoto
Produtor Noritaka Funamizu
Designer Akira Nishitani (Nin Nin)
Akira Yasuda (Akiman)
Programador Shinya Ikuta
Compositor(es) Yoko Shimomura
Isao Abe
Artista Eri Nakamura
Satoru Yamashita
Plataforma(s)
Série Street Fighter
Data(s) de lançamento
Gênero(s) Luta
Número de jogadores Até 2 jogadores simultaneamente
Mídia ROM, cartucho, cassette, disquete, disco óptico
Controles joystick de 8 direcções + 6 botões (arcadas)
Hardware
Sistema CPS-1 (CP System)
Gabinete Vertical
CPU 10 MHz
Vídeo Gráficos Raster, orientação horizontal, 384x224 pixels, 4096 cores, 60 Hz

Street Fighter II: The World Warrior (ストリートファイターⅡ -The World Warrior-?) é um videojogo de luta competitivo, lançado originalmente para as máquinas arcade em 1991. É o segundo jogo da série Street Fighter e a sequela do jogo original, lançado em 1987. Foi o décimo quarto titulo da Capcom a usar um hardware CP System.

Street Fighter II melhorou muitos dos conceitos introduzidos no primeiro jogo, incluindo o uso de movimentos especiais baseados em comandos e uma configuração de seis botões, ao mesmo tempo que oferecia aos jogadores uma selecção múltipla de personagens jogáveis, cada um com o seu próprio estilo de luta.

Street Fighter II é considerado como um dos mais influentes videojogos de todos os tempos, e, em particular, o mais importante jogo de luta de sempre. O lançamento de Street Fighter II em 1991 é visto como um momento revolucionário dentro do género dos videojogos de luta. É atribuído ao sucesso de Street Fighter II a popularização dos jogos de luta durante a década de 1990, inspirando outros produtores a criarem as suas próprias séries, popularizando o género. Devido ao seu sucesso foram editadas várias sub-séries de versões actualizadas, cada uma oferecendo mais características e personagens que a antecedente, bem como várias edições caseiras.

Street Fighter II também foi responsável por ter revitalizado a indústria de máquinas arcade no inicio dos anos 90, conseguindo um nível de popularidade que não se via desde os dias de Pac-Man, no inicio da década de 1980. Foi de longe o jogo arcade mais vendido, desde a época de ouro dos jogos das máquinas arcade. Em 1993, dois anos depois do seu lançamento, as vendas de Street Fighter II já ultrapassavam os $1.5 biliões em receita bruta, e em 1994, o jogo já tinha sido jogado por pelo menos 25 milhões de norte-americanos em casa ou nas máquinas arcade. As várias versões para os consoles Super NES e Sega Mega Drive/Genesis venderam mais de 14 milhões de cópias no total, continuando a ser o jogo de consumo da Capcom que mais vendeu de todos os tempos. Em particular, a versão original de Street Fighter II para Super NES, continuava a ser a que mais tinha vendido, com mais de 6.3 milhões de unidades, até ser ultrapassada em 2013 por Resident Evil 5.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Street Fighter II continua a ter muitas das convenções e regras estabelecidas pelo seu antecessor em 1987, bem como características base que foram transportadas para as subsequentes edições de Street Fighter II. O jogador enfrenta o seu adversário em combates um-contra-um num ambiente fechado, em séries de melhor de três. O objectivo de cada ronda, é esvaziar a energia do oponente dentro do tempo limite. Se ambos os oponentes "morrem" ao mesmo tempo ou o temporizador chega ao fim e em que ambos os lutadores tenham a mesma quantidade de energia, acontece um "KO duplo" ou "jogo empatado", deste modo é declarado que haverá mais rondas adicionais, que serão jogadas até à morte súbita. No primeiro Street Fighter II, um combate pode durar até dez rondas, se não houver um vencedor; tal foi reduzido para quatro rondas em Champion Edition. Se mesmo assim não houver um vencedor na última ronda, assim e por defeito, nem o oponente controlado pelo computador ganhará num combate contra um jogador, bem como ambos os lutadores perdem num combate entre dois jogadores. Se o jogador derrotar o seu adversário sem sofrer danos, é-lhe atribuído um "Perfeito", recebendo assim o limite máximo de bónus.[1]

Guile ataca Blanka com um ataque especial, o Flash Kick (imagem da versão arcade).

Após três combates, o jogador participa num "Mini-jogo" para adicionar mais pontos. Os mini-jogos incluem (por ordem) a destruição de um automóvel (similar a Final Fight); um jogo de partir barris, onde estes são largados na direção do jogador a partir de uma plataforma rolante; e a destruição de contentores inflamáveis, apinhados uns em cima dos outros. Os jogos bónus foram retirados da versão arcade de Super Street Fighter II Turbo (apesar de estarem incluídos na versão para Game Boy Advance).[1]

Tal como no original, o jogo usa uma configuração de um joystick de oito direcções e seis botões de ataque. O joystick é usado para saltar, agachar e mover o personagem na direcção ou contra o oponente, bem como para defender/bloquear os ataques do adversário. Existem três botões destinados ao murro e três destinados ao pontapé, diferenciados em força e velocidade (Leve, Médio e Forte). O jogador pode fazer uma série de movimentos básicos em qualquer posição, incluindo ataques de agarrar/atirar, que não existiam em Street Fighter original. O jogador também pode criar movimentos/ataques especiais fazendo uma combinação com a direcção do joystick juntamente com os botões de ataque.[1]

Street Fighter II difere do seu antecessor por oferecer ao jogador uma selecção múltipla de personagens jogáveis, cada um com o seu próprio estilo de luta e movimentos especiais, com Ryu e Ken a serem os únicos com movimentos idênticos.[1]

Um erro sem intenção no código do jogo, dava a possibilidade ao jogador de "cancelar" as animações de alguns movimentos ao fazer outro movimento de seguida, permitindo uma combinação de vários movimentos básicos e especiais. Este sistema de "combinações" (combos) foi mais tarde adoptado como padrão em jogos deste género e expandido nos jogos seguintes da série Street Fighter.[1] [2]

Personagens[editar | editar código-fonte]

O Street Fighter II original dava a possibilidade ao jogador de escolher oito personagens jogáveis. A lista incluía Ryu e Ken — os dois personagens principais do Street Fighter original — mais seis novos personagens de várias nacionalidades. No torneio, o jogador luta contra sete dos personagens principais, antes de enfrentar os quatro adversários finais controlados pelo CPU, não seleccionáveis, conhecidos como os "Quatro Grandes Mestres".[3]

Personagens jogáveis[1]

Chefes controlados apenas pelo CPU[1]

Chun-Li é notável por ser uma das primeiras mulheres protagonistas nos videojogos, mais bem sucedidas e mais populares. Quando Street Fighter II foi editado, as personagens femininas nos jogos existiam apenas com objectivo de serem salvas, ou então faziam parte do elenco de outros personagens secundários, como habitantes de uma cidade, namoradas, oponentes ocasionais, ou simplesmente como decoração em segundo plano.[4] [5] Para além do género RPG, havia poucas heroínas nos videojogos baseados em acção. Depois do sucesso de Street Fighter II e com a popularidade de Chun-Li, protagonistas femininos tornaram-se cada vez mais comuns. Desde então, em jogos onde se pode escolher personagens, pelo menos, há sempre no geral, uma ou duas personagens femininas que se pode seleccionar.[4] [5] [6]

Balrog foi desenhado como um pastiche do lutador real Mike Tyson e originalmente tinha o nome M. Bison (abreviatura de "Mike Bison") nas versões japonesas, enquanto que Vega e M. Bison tinham os nomes Balrog e Vega respectivamente.[7] [8] Quando o jogo foi editado para o mercado externo, os nomes dos chefes foram trocados, porque os nomes e as semelhanças poderiam ter levado a um processo por violação dos direitos pessoais.[7] [8] Por causa disso, são muitas vezes referidos como "Garra" (Vega/Balrog), "Ditador" (M. Bison/Vega) e "Pugilista" (Balrog/M. Bison), para evitar confusões entre jogadores de diferentes nacionalidades.[7] [8]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Apesar do Street Fighter original não ter sido muito popular nos Estados Unidos, a Capcom fez dos jogos de luta a sua prioridade depois do sucesso comercial de Final Fight.[9] Cerca de 35 a 40 pessoas trabalharam em Street Fighter II, com Noritaka Funamizu o produtor e Akira Nishitani e Akira Yasuda responsáveis pelos desenho do jogo e das personagens, respectivamente.[9] Funamizu fez notar que os produtores não deram prioridade ao balanço da jogabilidade de Street Fighter II; descreve apenas que o sucesso do jogo teve a ver com os seus padrões de animações muito apelativos.[9] A qualidade da animação beneficiou-se do uso que os produtores fizeram do hardware CPS-1, com vantagens que incluíam a habilidade de diferentes personagens ocuparem diferentes quantidades de memória; por exemplo, Ryu podia ocupar até 8Mbit e Zangief 12Mbit.[9] A produção do jogo demorou dois anos.[9]

O sistema de combinações (combos) aconteceu por acidente:

"Enquanto estava a fazer uma revisão à procura de erros durante o jogo bónus do automóvel… Notei algo estranho, curioso. Gravei a sequência e nós reparamos que durante o tempo dos murros, era possível dar um segundo ataque e assim por diante. Pensei que era algo que era impossível de se tornar útil num jogo, porque o balanço de afinação era muito difícil de apanhar. Decidimos assim que seria uma característica escondida. O mais interessante de tudo é que essa característica acabou por ser a base para os futuros títulos da série. Mais tarde conseguimos uma afinação mais confortável, e os combos como uma verdadeira característica. Em Street Fighter II penso que, com um tempo perfeito, o jogador pode criar vários golpes até quatro parece-me. Depois conseguimos até oito! Um erro? Talvez."
Noritaka Funamizu[9]

A maior parte da música do jogo foi composta por Yoko Shimomura.[10] [11] Shimomura teve inicialmente algumas reservas sobre o facto de fazer música para um jogo de luta, género em que ela não era muito afeiçoada, mas acabou por gostar de trabalhar no projecto, afirmando que, apesar de Breath of Fire ser o seu jogo favorito entre todos aqueles em que trabalhou, enquanto estava na Capcom, Street Fighter II foi o mais memorável.[10] [11] [12] Foi o único jogo da série onde Shimomura trabalhou, subsequentemente acabou por deixar a companhia para se juntar à Squaresoft.[10] [11] [12] Isao Abe, novo na Capcom, trabalhou nalgumas músicas do jogo (mais notavelmente no tema de Sagat),[12] acabando por se tornar o compositor principal dos outros jogos Street Fighter II.[13] Os efeitos e programação de som eram supervisionados por Yoshihiro Sakaguchi, compositor do jogo original.[14]

Versões[editar | editar código-fonte]

Actualizações[editar | editar código-fonte]

Street Fighter II foi seguido por uma série de versões actualizadas, cada uma a redefinir as mecânicas de combate, os gráficos e a lista de personagens, entre outros aspectos do jogo.[15] A primeira actualização foi Street Fighter II: Champion Edition, lançado para as máquinas arcades em 1992. Champion Edition já dava aos jogadores a possibilidade de controlar os "Quatro Grandes Mestres" bem como lutas entre o mesmo personagem.[16] [17] A seguir à Champion Edition, várias actualizações feitas por hackers ao chip ROM das máquinas arcade adicionaram novas mecânicas ao jogo,[18] fazendo com que no mesmo ano, a Capcom tivesse que responder oficialmente com Street Fighter II: Hyper Fighting,[19] [20] aumentando a velocidade do jogo e dando novos movimentos especiais a alguns personagens.[21]

Super Street Fighter II foi lançado em 1993, e marcou a mudança para o mais avançado CP System II, com gráficos e musica melhorados, enquanto introduzia quatro novos personagens (Fei Long, Cammy, Dee Jay e Thunder Hawk). Super Street Fighter II Turbo foi lançado em 1994 e foi o ultimo dos lançamentos de Street Fighter II para as máquinas arcade. Em Super Street Fighter II Turbo foram introduzidos movimentos especiais melhorados, chamados "Super Combos" e acrescentou um novo personagem escondido (Akuma). Super Street Fighter II Turbo foi também o primeiro jogo de luta a fazer a contabilização dos golpes de cada "combo" e a recompensar o jogador por tê-los feito.[20] [22]

Todos os cinco jogos Street Fighter II foram portados para várias plataformas, todos como lançamentos individuais ou em compilações. Também houve versões caseiras exclusivas, como Hyper Street Fighter II (que foi retroativamente portado para as máquinas arcade) e Super Street Fighter II Turbo HD Remix, lançado para PlayStation Network e Xbox Live Arcade em 2008.[23]

Versões caseiras[editar | editar código-fonte]

Street Fighter II foi lançado para Super Nintendo Entertainment System a 10 de Junho de 1992 no Japão, seguindo-se a América do Norte e Europa em Agosto. Foi o primeiro cartucho de 16-Megabit para SNES. Muitos aspectos da versão arcade foram mudadas ou simplificadas, para conseguir caber numa capacidade de memória mais pequena. A versão para Super NES também tinha um código secreto que permitia aos jogadores controlarem o mesmo personagem numa luta, algo que não era possível na versão original para as máquinas arcade. O segundo jogador usa o mesmo padrão de cores alternativas introduzido em Street Fighter II: Champion Edition. Nesta versão não é possível ao jogador escolher os quatro Grandes Mestres, mas se o código for utilizado, estes usam o mesmo padrão de cor de Champion Edition.[15] [24]

As versões U.S. Gold de Street Fighter II foram criadas para diversas plataformas com formatos de computador, particularmente IBM PC, Atari ST, Commodore Amiga, Commodore 64 e ZX Spectrum. Todas estas versões foram produzidas pela empresa Creative Materials.[15] [24] [25]

A versão Game Boy de Street Fighter II foi lançada em Agosto de 1995 no Japão e em Setembro de 1995 internacionalmente. Não continha três dos personagens originais (E. Honda, Dhalsim e Vega), apesar dos outros nove serem todos jogáveis. Os gráficos, os retratos dos personagens e os fundos eram baseados em Super Street Fighter II, apesar de alguns movimentos (como o "Amazon River Run" de Blanka) de Super Street Fighter II Turbo também terem sido incluídos. Como o Game Boy só tem dois botões, a força dos murros e pontapés era determinado pelo tempo que o jogador pressiona o botão correspondente (método similar ao usado em Fighting Street, a versão TurboGrafx CD do Street Fighter original). Lutas entre personagens iguais eram permitidas, mas devido à falta de cor do jogo, a distinção entre os personagens não era possível, mesmo no Super Game Boy.[15] [24]

O Street Fighter II original foi incluído juntamente com a versão Champion Edition e Hyper Fighting na compilação Capcom Generation 5 para PlayStation e Sega Saturn, lançado na América do Norte e na Europa com o titulo Street Fighter Collection 2. Todos os três jogos também foram incluídos na colecção Capcom Classics Collection Vol. 1 para PlayStation 2 e Xbox, assim como em Capcom Classics Collection Reloaded para a PlayStation Portable.[15] [24] [26]

Legado[editar | editar código-fonte]

Impacto[editar | editar código-fonte]

O icónico ecrã de selecção de personagem, muitas vezes saudado como o mais memorável ecrã de selecção da série.
O icónico ecrã de selecção de personagem, com oito lutadores distintos para escolher, na altura um dos pontos fortes de Street Fighter II.

Street Fighter II é considerado como um dos mais influentes videojogos de todos os tempos,[27] [28] [29] [30] e em particular o mais importante jogo de luta de sempre.[30] [31] [32] O lançamento de Street Fighter II em 1991 é muitas vezes considerado um momento revolucionário dentro do género dos videojogos de luta. Na altura, dentro do género, tinha os movimentos mais precisos de joystick e de botões em rotina, permitindo aos jogadores executar com segurança vários movimentos especiais em vários botões (que já havia exigia um elemento de sorte), e os seus gráficos tiraram total partido do chip de arcade da Capcom, com personagens e níveis muito detalhados. Enquanto que em jogos anteriores era permitido aos jogadores combater contra uma variedade de adversários controlados apenas pelo computador, em Street Fighter II os jogadores podiam lutar uns contra os outros. A popularidade de Street Fighter II surpreendeu a industria dos videojogos, com os proprietários de máquinas arcade a terem de comprar mais máquinas para conseguirem acompanhar a procura.[33] Street Fighter II também foi o responsável por introduzir uma mecânica de "combos", que surgiu quando os jogadores mais hábeis descobriram que podiam combinar vários ataques sem darem tempo para o adversário recuperar, se cronometrado correctamente.[9] [20] [27] [34]

O enorme sucesso de Street Fighter II inspirou uma onda de outros jogos de combate, inicialmente apelidados de "clones",[29] incluindo séries populares como Mortal Kombat,[29] [35] [36] [37] [38] Killer Instinct,[29] The King of Fighters, Virtua Fighter,[29] Samurai Shodown,[39] Dead or Alive, Tekken,[29] [35] World Heroes,[33] [40] [41] Fatal Fury[29] [33] e Art of Fighting.[33] [41]

Street Fighter II também foi responsável por ter revitalizado a industria de máquinas arcade no inicio dos anos de 1990,[27] [29] [35] conseguindo um nível de popularidade que não se via desde os dias de Pac-Man no inicio da década de 1980;[27] [32] [35] foi de longe o videojogo arcade mais vendido, desde o tempo da época de ouro dos jogos de máquinas arcade.[27] [32] O seu impacto nos videojogos caseiros foi igualmente muito importante, o lançamento de Street Fighter II foi um enorme acontecimento que aumentou de maneira muito considerável as vendas da consola Super Nintendo Entertainment System.[29] Desde essa altura, muitos dos mais vendidos videojogos caseiros, eram portados ou adaptados das máquinas arcade.[42]

Street Fighter II também foi responsável por popularizar o conceito de torneio por competição directa, entre dois jogadores.[29] Antes, os videojogos eram baseados em tabelas de pontuações para determinar o melhor jogador, algo que foi mudado com Street Fighter II, onde os jogadores desafiavam-se uns aos outros directamente, "frente-a-frente," para determinar o melhor jogador,[29] cimentando o caminho para o multijogador competitivo e para os jogos de equipas (deathmatch), encontrados nos modernos jogos de acção.[30] Outro impacto que Street Fighter II teve no industria dos videojogos foi o conceito de revisões, com a Capcom a expandir ou a actualizar o jogo da máquina arcade, em vez de lançar uma sequela, abrindo caminho para aquilo que são hoje os “patches” ou os conteúdos transferíveis, de que hoje os jogos modernos dispõem.[29]

Sequelas[editar | editar código-fonte]

Os jogos Street Fighter II foram seguidos por várias sub-séries de jogos Street Fighter, assim como outros relacionados, incluindo Street Fighter Alpha, Street Fighter EX, Street Fighter III, Pocket Fighter, Super Puzzle Fighter II Turbo e a série Vs. da Capcom (que combina as personagens da Capcom com propriedades de outras empresas como a Marvel, a SNK e a Tatsunoko). Em Julho de 2008, a Capcom lançou Street Fighter IV para as máquinas arcades, seguindo-se o lançamento para as consolas Xbox 360 e PlayStation 3 em Fevereiro de 2009 e Microsoft Windows em Julho de 2009.[15]

Média relacionada[editar | editar código-fonte]

Os personagens de Street Fighter II fizeram parte da série G.I. Joe: A Real American Hero em 1993, porque a Hasbro comprou os direitos sobre os brinquedos para os personagens.[43]

Street Fighter II foi adaptado para dois filmes em 1994, Street Fighter II: The Animated Movie (um filme de anime japonês produzido pela Group TAC) e um filme de produção norte-americana, intitulado simplesmente Street Fighter. O filme tem Jean-Claude Van Damme como Guile, Kylie Minogue como Cammy e Raúl Juliá como M. Bison; o filme incorpora o elenco principal do videojogo e transforma-o numa película de acção-aventura. O realizador Steven E. de Souza explicou a premissa: "Adoro filmes como The Longest Day, The Great Escape e The Guns of Navarone. O que fez esses filmes excelentes não foi a violência aleatória, mas as constantes lutas entre as forças do mal e do bem, levando a um confronto final."[44]

Também houve uma série de animação norte-americana, Street Fighter. O enredo combina o filme de Van Damme com a série de videojogos, juntamente com a anime Street Fighter II V. A série foi criada com o intuito de ter uma história antecedente aos eventos do jogo original (como a série Street Fighter Alpha), com personagens mais novos. O enredo do filme Street Fighter: The Legend of Chun-Li também adoptou uma abordagem semelhante.[45]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Recepção critica[editar | editar código-fonte]

A edição de Fevereiro de 1992 da revista japonesa Gamest, revelava que devido aos stocks muito baixos, os jogos eram vendidos a preços sete vezes maiores do que o preço original (15000 yen no Japão, equivalente na altura a cerca de $119.19 ou €65). A versão original arcade de Street Fighter II ganhou o prémio de "Melhor Jogo" em 1991 no Fifth Annual Grand Prize da revista. Pela Gamest também ganhou o prémio de "Melhor Jogo de Acção" (o prémio para jogo de luta ainda não tinha sido estabelecido). Street Fighter II também ficou em primeiro lugar nos prémios "Melhor Música", "Melhor Direcção" e "Melhor Álbum" e foi segundo lugar no prémio de "Melhores Gráficos". Todos os personagens, excepto M. Bison (conhecido internacionalmente como Balrog), fizeram parte da lista de "Melhores Personagens" em 1991, com Chun-Li no Nº 1, Ryu no Nº 3, Guile no Nº 4, Dhalsim no Nº 5, Zangief no Nº6, Edmond Honda no Nº 8, Ken e Blanka ambos na posição Nº 9, Vega (M. Bison fora do Japão) no Nº 13, Balrog (Vega fora do Japão) no Nº 16 e Sagat no Nº 22.[60]

No ano seguinte, Street Fighter II Dash também ganhou o prémio de "Melhor Jogo" em 1992 no Sixth Annual Grand Prize na edição de Fevereiro de 1993 da revista Gamest, ganhando novamente também na categoria de "Melhor Jogo de Acção". Dash ficou em terceiro lugar no prémio "Melhor Música", em sexto no prémio de "Melhores Gráficos" e quinto lugar no prémio de "Melhor Direcção". O Street Fighter II Image Album ganhou o primeiro prémio de "Melhor Álbum" na mesma revista, com a versão Drama CD de Street Fighter II a ficar empatada em sétimo lugar com a banda sonora de Star Blade. A lista de "Melhores Personagens" desta vez não foi dominada por personagens de Street Fighter II, com apenas Chun-Li a entrar no Top Dez, no terceiro lugar.[61] Street Fighter II também ganhou o prémio "Jogo do Ano" nos Golden Joystick Award em 1992.[62] Em 2001, a Game Informer colocou-o no 22º lugar na sua lista dos melhores jogos de sempre. A equipa elogiou o jogo por ter popularizado o género de luta de um-contra-um fazendo também notar que as versões para Super NES são "quase-perfeitas."[63]

A versão SNES de Street Fighter II foi igualmente muito bem recebida, a Electronic Gaming Monthly nomeou-o para "Jogo do Ano" de 1992.[64] A EGM no ano seguinte, premiou o sucessor Street Fighter II Turbo com o prémio "Melhor Jogo para SNES".[65] Foi também um dos três jogos escolhidos pela revista Electronic Games nos prémios Electronic Gaming Awards para a categoria "Jogo do Ano", juntamente com NHLPA Hockey '93 e Sonic the Hedgehog 2.[66] Street Fighter II ficou em segundo lugar no Top 10 dos jogos com melhor música, criado pela revista britânica Play.[67]

A versão Mega Drive de Street Fighter II recebeu a pontuação 10/10 da revista Mega, que o descreveu como um "candidato a melhor jogo de sempre e sem dúvida o melhor jogo de beat-'em-up de todos os tempos".[53] A MegaTech deu a pontuação de 95% e comentou que "o melhor jogo de moedas chega na forma perfeita à Megadrive".[54]

O Guinness World Records premiou Street Fighter II com três recordes mundiais na edição de 2008 do Guinness World Records: Gamer's Edition: "Primeiro Jogo de Luta a Usar Combos", "Jogo de Luta Mais Copiado” e "O Jogo de Luta Operado por Moedas Mais Vendido."[35] [68] [69]

Em 2010, Street Fighter II: Hyper Fighting foi um dos títulos no livro 1001 Video Games You Must Play Before You Die (pt.:1001 Videojogos Que Tem de Jogar Antes de Morrer).[70] [71]

Recepção comercial[editar | editar código-fonte]

A versão original de Street Fighter II vendeu mais de 60,000 máquinas arcade,[72] seguido por Street Fighter II: Champion Edition com 140,000 máquinas vendidas no Japão, em que o custo por cada uma era cerca de ¥160,000 ($1300), conseguindo um acumulado de ¥22.4 biliões ($182 milhões) de receita, gerada apenas das vendas de máquinas de Champion Edition no Japão,[9] [73] o equivalente a cerca de ¥24.6 biliões[74] (mais de $300 milhões) em 2009.[75]

As vendas das versões arcade de Street Fighter II no Ocidente também foram muito bem sucedidas.[73] Em 1992 no Reino Unido, o jogo detinha 60% do mercado de jogos operados por moedas, com as máquinas individualmente a arrecadarem mais de £1000 por semana, num total estimado em £260 milhões por ano.[76]

As numerosas versões caseiras de Street Fighter II foram colocadas nas classes de títulos Platina da Capcom (jogos que venderam mais de 1 milhão de cópias mundialmente). A versão SNES do Street Fighter II original ainda é o segundo jogo mais vendido da empresa (depois de Resident Evil 5), com mais de 6,3 milhões de unidades vendidas.[77] [78] As versões SNES de Street Fighter II Turbo e Super Street Fighter II venderam 4.1 milhões e 2 milhões, respectivamente, seguindo-se as versões Genesis de Street Fighter II: Special Champion Edition com vendas de 1.65 milhões. No total, mais de 14 milhões de copias foram vendidas para as consolas SNES e Sega Mega Drive/Genesis.[78] Em 1995, dois anos depois do seu lançamento, as vendas combinadas de Street Fighter II e Street Fighter II: Champion Edition já excediam os $2,3 biliões em receita bruta,[79] equivalente a $3,7 biliões em 2013.[80] Em 1994, o jogo já tinha sido jogado pelo menos por 25 milhões de norte-americanos em casa ou nas máquinas arcade.[81]

Máquinas Arcade
Jogo Vendas (máquinas arcade)
Street Fighter II 60,000+[72]
Street Fighter II: Champion Edition 140,000+ no Japão[73]
Total 200,000+
Software caseiro
Jogo Plataforma Vendas (milhões)
The World Warrior Super NES 6.3
Special Champion Edition Mega Drive 1.65
Turbo Super NES 4.1
New Challengers Super NES 2
HD Remix PlayStation 3 / Xbox 360 0.25a[82]
Total 14.3

↑a Bateu os recordes de primeiro dia e primeira semana de vendas para videojogos apenas de distribuição digital.

Referências

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Ler também[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]