Striptease (filme)

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Striptease
 Estados Unidos
1996 • cor • 117[1] min 
Direção Andrew Bergman
Produção Andrew Bergman
Mike Lobell
Roteiro Andrew Bergman
Baseado em Strip Tease
por Carl Hiaasen
Elenco Demi Moore
Armand Assante
Ving Rhames
Robert Patrick
Burt Reynolds
Gênero Comédia
Idioma inglês
Música Howard Shore
Cinematografia Stephen Goldblatt
Edição Anne V. Coates
Estúdio Castle Rock Entertainment
Lobell/Bergman Productions
Distribuição Columbia Pictures
Lançamento Estados Unidos 28 de junho de 1996
Portugal 6 de setembro de 1996
Brasil 27 de setembro de 1996
Orçamento US$ 40 milhões
Receita US$ 113,309,743[2]
Página no IMDb (em inglês)

Striptease é um filme de comédia estadunidense de 1996 que foi dirigido, produzido e escrito por Andrew Bergman.[3] O filme é estrelado por Demi Moore, Burt Reynolds, e Ving Rhames. O filme é baseado no romance Strip Tease de Carl Hiaasen, que fala sobre uma striper, Erin (Demi Moore) que perde o emprego de secretária no FBI por causa do marido, um pequeno golpista. Por este motivo, perde a custódia da filha depois da separação. Começa a trabalhar como stripper e se vê às voltas com o ex-marido trapalhão, um congressista tarado, com políticos corruptos e um detetive que quer ajudá-la.

Striptease foi recebido de forma geralmente negativa pelos críticos. Ele acabou ganhando vários prêmios do Framboesa de Ouro, que são dados para o pior no cinema. Entre esses prêmios, o Framboesa de Ouro de pior filme de 1996.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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O filme gira em torno de ex-secretária do FBI, Erin Grant, que perde a custódia de sua filha, Angela, para seu ex-marido Darrell. A fim de permitir um recurso, Erin se torna uma stripper no Eager Beaver, um clube de strip de Miami. Um congressista chamado David Dilbeck visita o clube e imediatamente começa a adorar Grant. Ciente das indulgências embaraçosas de Dilbeck, outro patrono de Eager Beaver se aproxima de Erin com um plano para manipular o congressista para resolver a disputa pela custódia em favor de Erin. No entanto, Dilbeck tem ligações empresariais poderosas que querem garantir que ele permaneça no cargo. Conseqüentemente, aqueles que podem embaraçá-lo em uma eleição são assassinados. Enquanto isso, Erin recupera sua filha de seu marido negligente.

Interesse pessoal de Dilbeck em Erin persiste, e ela é convidada para se apresentar em particular para ele. Ele pede para ela se tornar sua amante, e mais tarde, sua esposa, apesar das preocupações de sua equipe com medo que Erin saiba demais. Um debate ocorre quanto à possibilidade de matar Erin ou simplesmente mantê-la quieta, ameaçando tirar sua filha (Rumer Willis). No entanto, Erin e um policial (Armand Assante) começam a suspeitar da culpa do congressista nos assassinatos, e Erin inventa um plano para trazer o congressista à justiça. Ela o engana para que ele confesse numa fita, e ele é preso logo depois. Assim, Erin recupera a custódia total de Angela, e Darrell retorna para a prisão.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

A Castle Rock Entertainment produziu Striptease. O filme é baseado no romance Strip Tease do escritor Carl Hiaasen. Foi publicado em 1993 e foi um best-seller. O roteiro em si foi escrito por Andrew Bergman, que também dirigiu. De acordo com um crítico, o enredo do romance é "muito seguido fielmente" pelo roteiro, mas ao trazer a história complicada para a tela, "Bergman se esquece de explicar de uma forma convincente o que uma garota bonita como Erin - inteligente, corajosa e uma ex-funcionária do FBI - está fazendo em um lixão chamado Eager Beaver".[4]

A preocupação de que o final do filme não foi cômico o suficiente, resultou em regravações e refilmagens, causando um atraso de um mês.[5] Parte dessas preocupações foram devido a exibições testes, onde o público se opôs a uma cena onde Dilbeck se torna violento. Mais tarde, sessões de testes também tiveram menos reações favoráveis.[6]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Demi Moore interpreta Erin Grant e recebeu um salário recorde para o filme.

Moore interpretou a principal personagem feminina, Erin Grant. Para o filme, ela recebeu $12,5 milhões, que era na época um recorde para uma atriz. Para se preparar para seu papel, Moore visitou clubes de strip em Nova York, Califórnia e Flórida, encontrou-se inclusive com strippers. Moore realmente fez danças de topless em partes do filme,[7] embora esta foi a sexta vez que ela mostrou os seios em um filme.[6] Ela também leu o romance, exercitando e praticando yoga.[6] Moore foi apresentada no elenco antes de outros membros importantes do elenco serem apresentados, criando algum interesse no projeto.[8] Na primeira tentativa de filmar a cena de striptease de Moore, duzentos atores foram usados para retratar o público. Embora seus salários fossem pequenos, muitos aceitaram o papel para ver Moore nua. Depois de esperarem por um tempo, quando Moore finalmente apareceu e começou a dançar, a multidão ficou tão barulhenta e selvagem, que a filmagem teve que ser temporariamente interrompida. Como Moore disse: "Depois da minha experiência, eu me senti muito confiante".[6]

O elenco incluiu algumas strippers notáveis do mundo real ​​como Pandora Peaks. Rhames interpreta um segurança chamado Shad. Os cineastas, na tentativa de encontrarem atores para o papel de Shad, procuravam por alguém "pelo menos 1,80 m e fisicamente enorme...qualquer etnia".[8] (Rhames é afro-americano). Reynolds interpreta o congressista Dilbeck, e ele baseou sua atuação nos políticos que ele conheceu em sua infância, através de seu pai, um chefe de polícia.[9] Reynolds não era um ator que os cineastas originalmente tinham em mente para o papel, antes de Reynolds, a Castle Rock queria Rob Reiner, que viajou para Miami para fazer um teste. Ele aceitou um salário mais baixo do que o que ele havia feito em sua carreira anteriormente.[10] A própria filha de Moore, Rumer Willis, interpretou Angela, a filha de Erin. Como Moore explicou, "ela [Willis] queria tanto" que Moore pediu que Willis fosse considerada para o papel. Na realidade, era necessário que Willis estivesse presente na cena em que Moore dançasse com topless, em que Angela vê Erin dançando. No entanto, Moore disse que isso era aceitável, como ela explicou, "Nós não nos envergonhamos do corpo, nós encorajamos o corpo como algo belo e natural, e os meus filhos tomam banho comigo, e eu ando nua".[7]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Striptease: Music From The Motion Picture Soundtrack
Trilha sonora de Vários Artistas
Lançamento 25 de junho de 1996
Gravadora(s) Capitol Records
Striptease: Music From The Motion Picture Soundtrack[11]
# Título Duração
1. "Gimme Some Lovin' (Spencer Davis Group)"   2:58
2. "Get Outta My Dreams, Get into My Car (Billy Ocean)"   5:33
3. "The Tide Is High (Blondie)"   4:42
4. "Expressway to Your Heart (The Soul Survivors)"   2:16
5. "Green Onions (Booker T. and the MGs)"   2:51
6. "Love Child (Halaila)"   3:18
7. "I Live for You (Chynna Phillips)"   3:45
8. "You've Really Got a Hold on Me (The Miracles)"   2:59
9. "Mony Mony (Billy Idol)"   5:03
10. "If I Was Your Girlfriend (Prince)"   3:46
11. "I Hate Myself for Loving You (Joan Jett & The Blackhearts)"   4:12
12. "Sweet Dreams (Are Made of This) (Eurythmics)"   3:36
13. "Return to Me (Dean Martin)"   2:24

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Striptease foi distribuído pela Sony e foi lançado definitivamente nos Estados Unidos em 28 de junho de 1996, depois de uma premiere em Nova York em 23 de junho. Foi lançado na Austrália, França e Alemanha, em agosto, e Argentina, Itália, Bolívia, África do Sul, Reino Unido, Brasil e Japão, em setembro.[12]

A nudez foi fortemente enfatizada nos anúncios.[13] A Motion Picture Association of America levantou preocupações a respeito dos cartazes, porque revelavam muito do corpo nu de Moore. Um funcionário da Castle Rock argumentou: "Há anúncios de perfumes mais picantes".[5]

Um filme do ano anterior sobre dançarinas nuas, Showgirls, que havia recebido críticas, fez com que os cineastas temessem que o público pré-julgasse Striptease por essa base. Para evitar qualquer associação, foram criados anúncios para fazer com que Striptease tivesse um aspecto mais cômico do que Showgirls, que foi um drama.[5] Além desse assunto, Striptease e Showgirls tinham duas conexões notáveis. A coreografia nesses filmes foi feita pela mesma pessoa, Marguerite Derricks.[14] Ambas as performances caracterizadas também por Rena Riffel, que interpreta uma dançarina em cada um dos filmes. Para promover o filme, Moore apareceu no Late Show with David Letterman e num especial sobre Barbara Walters. Em ambos os casos, ela dança, ou de outro modo, exibindo seu corpo.[5]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Striptease recebeu críticas geralmente negativas por parte dos críticos de cinema. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times elogiou alguns dos personagens, mas acabou por concluir que o filme falhou porque "todos os personagens são hilariantes, exceto o de Demi Moore". Ele sentiu o drama em torno da personagem principal "joga uma toalha molhada sobre o resto da festa". Ebert também notou que a nudez não era muito sexy.[13] Leonard Maltin foi mais duro, escrevendo em seu livro que o filme era muito deprimente, e que "não é engraçado o suficiente, ou dramático o suficiente, ou sexy o suficiente, ou ruim o suficiente, para se qualificar como entretenimento em qualquer categoria".[15] Barbara Cramer concordou com Ebert em relação a personagem de Moore ter sido escrita muito dramaticamente, em comparação com os outros personagens, e que o filme era previsível e iria ter mais atenção por parte dos "estudantes de pós-puberdade ou voyeurs de armário". No entanto, Cramer também citou Reynolds como "o seu melhor papel em anos", e que Rhames "vale o preço do ingresso".[9] Brian D. Johnson de Maclean's, que achava que a atuação de Moore fosse terrível, previu que apesar do sucesso financeiro de Moore, sua carreira dependia do sucesso deste filme, e dizendo que o filme era "brega, pretensioso e chato". Este crítico descreveu Striptease como a indicação da vaidade de Moore.[16] Dave Ansen da Newsweek, compartilhava a visão de Ebert com a personagem de Moore, também afirmou que Striptease falhou como um drama, porque não tinha mistério, revelando a identidade de seus vilões antecipadamente. Além disso, o "ângulo da donzela em perigo gera tensão zero".[17] Striptease detém atualmente uma classificação de 11% no Rotten Tomatoes com base em 35 comentários.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

O filme recebeu sete indicações ao Framboesa de Ouro e ganhou seis, ou seja, para Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Atriz, Pior Canção Original ("(Pussy Pussy Pussy) Whose Kitty Cat Are You?"), e o Pior Casal na Tela. A única categoria que o filme perdeu foi Pior Ator Coadjuvante para Burt Reynolds, que passou para Marlon Brando por The Island of Dr. Moreau. Ao vencer o Framboesa de Pior Filme, Striptease derrotou The Island of Dr. Moreau, Barb Wire, The Stupids e Ed. Moore ganhou o prêmio de Pior Atriz, enquanto ela e Reynolds compartilharam o de Pior Casal na Tela.[carece de fontes?]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Striptease arrecadou $12,322,069 dólares americanos em seu primeiro fim de semana, ficando atrás de The Nutty Professor, com Eddie Murphy, Eraser, estrelado por Arnold Schwarzenegger, e do filme da Disney, O Corcunda de Notre Dame, no qual Moore expressa uma das personagens principais.[18] Finalmente, Striptease arrecadou $33,109,743 dólares nos Estados Unidos, e no mercado interno foi o 47º filme de maior bilheteria de 1996. Ele fez $113,309,743 internacionalmente,[2] tendo arrecadado £2,104,480 no Reino Unido e ¥102,419,500 no Japão.[19]

Legado[editar | editar código-fonte]

Em 1997, Striptease foi notícia novamente, quando foi mostrado numa aula da quarta série em Chicago, Illinois. O professor afirmou que os alunos escolheram o filme, atraindo críticas, já que o filme era ousado. (O violento filme de 1996, Scream, foi mostrado na mesma escola, no mesmo dia, causando mais polêmica).[20] Em 2000, na Irlanda, alguns espectadores criticaram a Raidió Teilifís Éireann pela exibição de Striptease. Esses espectadores questionaram a adequação do filme e alguns o consideraram humilhante para as mulheres. No entanto, a estação sentiu que não era pornografia e que foi transmitido à noite.[21]

Em 2003, a Radioactive Films usou ​​uma cena de Striptease, com Moore nua em um vídeo chamado Hollywood's Hottest (mais quentes de Hollywood). Isso levantou uma disputa sobre se o uso da cena era qualificada como uso justo. Foi aberto uma ação judicial como consequência.[22]

Referências

  1. "STRIPTEASE (15)". British Board of Film Classification.
  2. a b Striptease Box Office Mojo
  3. Deming, Mark. Striptease. Allmovie. Rovi Corporation. Página visitada em 5 de outubro de 2013.
  4. Richard Schickel, "Only the bare essentials," Time, 8 de julho de 1996, Vol. 148 Edição 3, páginas 66-68.
  5. a b c d Chris Nashawaty (26 de abril de 1996). "DEMI GOES UNDERCOVER: MOORE'S 'STRIPTEASE' BUMPS INTO TROUBLE.". Entertainment Weekly. Arquivado do original em 12 de março de 2014. Página visitada em 12 de março de 2014.
  6. a b c d Gregory Cerio e Carolyn Ramsay, "Eye of the tiger," People, 24 de abril de 1996, Vol. 45 Edição 25, páginas 88-94.
  7. a b "Demi Moore puts her all into movie roles, De Correspondente Bill Tush, 28 de junho de 1996, New York (CNN)
  8. a b A.J. Jacobs (19 de maio de 1995). "HANGING ON THE MEAT RACK". Entertainment Weekly. Arquivado do original em 12 de março de 2014. Página visitada em 12 de março de 2014.
  9. a b Barbara Cramer, "Film reviews," Films in Review, Setembro/Outubro 1996, Vol. 47 Edição 9/10, páginas 67-68.
  10. Mitchell Fink, "The insider," People, 31 de julho de 1995, Vol. 44 Edição 5, página 37.
  11. Striptease – Original Soundtrack. Allmusic. Página visitada em 27 de agosto de 2010.
  12. "Release dates for Striptease the Internet Movie Database
  13. a b "Striptease," Roger Ebert, Chicago Sun-Times, 28 de junho de 1996.
  14. Stanley Kauffmann, "Survivors," New Republic, 29 de julho de 1996, Vol. 215 Edição 5, páginas 24-25.
  15. Leonard Maltin, ed., Leonard Maltin's 2002 Movie & Video Guide. A Signet Book, 2001, página 1323.
  16. Brian D. Johnson, "A Demi-talented actor bares all," Maclean's 8 de julho de 1996, Vol. 109 Edição 28, página 49.
  17. Dave Ansen, "`Striptease': Demi shows Moore," Newsweek, 8 de julho de 1996, Vol. 128 Edição 2, página 67.
  18. WEEKEND BOX OFFICE June 28–30, 1996, Box Office Mojo
  19. "Business Data for Striptease" The Internet Movie Database,
  20. "What ever happened to `Citizen Kane'?" Carla Koehl e Lucy Howard, Newsweek 2 de fevereiro de 1997, Vol. 129 Edição 22, página 8.
  21. "Viewers Slam Demi Movie," World Entertainment News Network, 13 de dezembro de 2000.
  22. "Hollywood Studios vs. Hollywood's Hottest," People, 22 de setembro de 2003, Vol. 60 Edição 12, página 30.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]