Sua Alteza Sereníssima

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Sua Alteza Sereníssima (SAS), em inglês: His Serene Highness (HSH), em espanhol: Su Alteza Sereníssima, em francês: Son Altesse Sérénissime é um tratamento associado à alta nobreza ocidental.

Uso no mundo da nobreza atualmente[editar | editar código-fonte]

O tratamento é tradicionalmente usado e associado a membros de famílias nobres, mais respecticamente dos principescas de Mônaco e Liechtenstein, a Casa de Grimaldi e a Casa de Liechtenstein, respectivamente. Não sendo exclusividade desta casta da nobreza, a principesca[1] .

Uso no passado monárquico[editar | editar código-fonte]

Também foi usado por membros de famílias nobres alemãs (até 1917), quando a revolução alemã, varreu a monarquia da alemanha[nota 1] ; e por membros cadetes das dinastias da França, Itália e Rússia (durante as monarquias destes três países).

Uso casual em situações especiais[editar | editar código-fonte]

Sendo o tratamento não exclusivo da posição principesca de nobres, o tratamento também foi utilizado em diversas ocasiões, sendo citadas abaixo as mais relevantes historicamente:

O rei Jorge I da Grã-Bretanha era tratado como "Sua Alteza Sereníssima", na condição de arquitesoureiro do Sacro Império Romano e Príncipe-Eleitor daquele império, mas se renomou mesmo como artistocrata quando se tornou de fato Sua Majestade Britânica[2] .

No Reino da Hungria (1920-1946), o almirante reformado Miklós Horthy, durante seu governo regencial, usou também o tratamento de "Alteza Sereníssima"[3] .

O almirante Miklós Horthy foi tratado até o fim da sua regência como Alteza Sereníssima,[4] embora ele não tivesse o lastro nobiliárquico necessário para seu uso. Por ter recebido este tratamento pelo legislativo, não foi observada a regra de que ele deveria ser um aristocrata. Seu tratamento completo foi:Sua Alteza Sereníssima, O Regente do Reino da Hungria.

O chanceler da Alemanha Otto von Bismarck também ostentou o tratamento de "Sua Alteza Sereníssima", concedido a ele pelo imperador Guilherme I da Alemanha, quando este era rei da Prússia[5]

O rei Luís Filipe I da França, na condição de Duque de Orléans, e antes mesmo como Duque de Chantres, ou seja antes de acender ao trono real daquela nação como Rei dos Franceses, ostentou também o tratamento de "Sua Alteza Sereníssima", antes de ser estilizado "Sua Alteza Real", pelo seu primo, o rei Carlos X.

Uso em repúblicas[editar | editar código-fonte]

Como se sabe, que em repúblicas podem ter aristocracias, este tratamento por várias lógicas também foi usado nas seguintes repúblicas.

Uso no México[editar | editar código-fonte]

De 1853 a 1855, o presidente vitalício do México, Antonio López de Santa Anna também usou o tratamento oficial de "Sua Alteza Sereníssima".[6]

Uso na atual república francesa[editar | editar código-fonte]

Todos os Chefes de Estado franceses (incluindo também todos os presidentes), são também por validade de antigos tratados internacionais assinados no século XVI, estilizados "Alteza Sereníssima", que garantiu a divisão do co-tratamento com um clérigo católico. Como os termos do tratado se referem a todos os governantes franceses, portanto todos os presidentes franceses são também por direito "Sua Alteza Sereníssima".[7]

Notas

  1. Todos os antigos príncipes alemães até a unificação de 1870 eram e permaneceram Suas Altezas Sereníssimas. [carece de fontes?]

Referências

  1. Palais Princier de Monaco (em francês) palais.mc. Visitado em 2 de maio de 2014.
  2. George I Archontology.org. Visitado em 13 de agosto de 2013.
  3. Miklos_Horthy (em inglês) docstoc.com. Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. DECRETO No 57.595, DE 4 DE JANEIRO DE 1966 (em Português) planalto.gov.br. Visitado em 10 de janeiro de 2015.
  5. Coleção Nova História Crítica - Sétima Série Mário Schmidt.
  6. Muñoz, Rafael F. Santa Anna. El dictador resplandeciente. FCE/SEP, 1984..
  7. Andorra (em Português). Visitado em 11 de janeiro de 2015.
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