Sucuri-verde

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Eunectes murinus em campus da Universidade Federal do Pará, no Brasil

Eunectes murinus em campus da Universidade Federal do Pará, no Brasil
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Boidae
Género: Eunectes
Espécie: E. murinus
Nome binomial
Eunectes murinus
(Linnaeus, 1758)

Eunectes murinus, vulgarmente conhecida como sucuri, sucuriú, sucuriju, sucuruju, sucurijuba, sucurujuba, boiaçu, boiguaçu, boiuçu, boioçu, boiçu, boiuna, boitiapoia, arigboia, anaconda e viborão,1 é a maior e mais conhecida das espécies existentes de sucuri. É encontrada na América do Sul, nas regiões alagadas, onde há presas em abundância, como jacarés e capivaras. Pode ultrapassar os nove metros de comprimento e exceder os trezentos quilos. Se atingir este tamanho (o que é muito difícil), nem mesmo uma onça pintada poderia preda-la.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Sucuri", "sucuriú", "sucuriju" e "sucuruju" provêm do tupi suku'ri.1 "Sucurijuba" e "sucurujuba" provêm do termo tupi para "sucuri amarela".1 "Boiaçu", "boiguaçu", "boiuçu", "boioçu" e "boiçu" provêm da contração dos termos tupis mboîa, "cobra" e gûasu, "grande".2 "Boiuna" provém do termo tupi para "cobra preta": mboîuna.2 "Arigboia" possui origem tupi.3 "Anaconda" é proveniente do tâmil anai-kondra.4 "Viborão" é o aumentativo de víbora.5

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os desenhos de seu corpo do pescoço até o rabo lembram a letra O. Sua face possui dois riscos laterais: um deles surge do olho e o outro, da parte de cima da cabeça. Pode chegar a oito metros de comprimento, mas, geralmente, não ultrapassa os sete. Normalmente, pesa 150 quilos.

Geralmente, evitam contato com humanos e, quando se sentem ameaçadas, o mínimo que pode acontecer é reagir com uma mordida à pessoa. Raros são os casos de pessoas serem ingeridas, isso só acontece quando o animal está com muita fome. Vivem a maior parte do tempo submersas, pois na água é onde elas são mais rápidas, ficando mais fácil a captura dos alimentos. As sucuris não são cobras peçonhentas, pois elas possuem dentição áglifa e matam suas presas por constrição (sufocam a vítima até a mesma morrer sem ar), para depois engolir a presa por inteiro.

São encontradas na América do Sul. No Brasil, podem ser encontradas sucuris em todas regiões, de norte a sul. Os maiores exemplares são encontrados na Amazônia, pois lá encontra-se o habitat perfeito para a sobrevivência desses animais.

Apesar de existirem muitas lendas sobre as anacondas, como também são chamadas, elas são animais lentos na terra, por isso elas podem ficar mais agressivas - por não ter muito refúgio, podem usar a agressividade como proteção. As principais defesas incluem dar botes para manter o agressor longe e proteger a própria cabeça enrolando o seu corpo em volta.

Referências

  1. a b c FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 625
  2. a b [1]
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.163
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.112
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 773

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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