Sudão

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جمهورية السودان
Jumhūriyyat as-Sūdān

República do Sudão
Bandeira do Sudão [[Imagem:|85px|center|Brasão de armas do Sudão]]
Bandeira do Sudão Brasão de armas do Sudão
Lema: النصر لنا Al-Nasr Lana
Em Árabe: "A Vitória é Nossa"
Hino nacional: نحن جند لله جند الوطن
Em Árabe: "Nós somos o Exército de Deus e da Nossa Terra"
Gentílico: sudanês(esa)

Localização do Sudão

Localzação do Sudão no Continente Africano
Capital Khartoum
15°31′N 32°35′E
Cidade mais populosa Omdurman
Língua oficial Árabe e Inglês
Governo Ditadura
 - Presidente Omar al-Bashir
 - Primeiro vice-presidente Salva Kiir Mayardit
 - Segundo vice-presidente Ali Osman Taha
Independência  
 - do Egito e do Reino Unido 1 de Janeiro de 1956 
Área  
 - Total 2.505.813 km² (10º)
 - Água (%) 6
População  
 - Estimativa de Julho de 2007 39,379,358 hab. (33º)
 - Censo 1993 24.940.683
 - Densidade 14 hab./km² (194º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$US$ 107,8 bilhões (62º)
 - Per capita US$US$ 2.522 9,6% (134º)
Indicadores sociais
 - IDH (2006) 0.526 (146º) – médio
 - Esper. de vida Geral: 58,6 anos
Homem: 57,1 anos
Mulher: 60,1 anos (156º)
 - Mort. infantil 91,78/mil nasc. (17º)
Moeda Dinar sudanês (SDG)
Fuso horário Tempo da África Oriental (UTC+3)
 - Verão (DST) não verificada (UTC+3)
Org. internacionais ONU, Liga Árabe União Africana
Cód. ISO SDN
Cód. Internet .sd
Cód. telef. ++249

Mapa do Sudão


O Sudão é um país africano, limitado a norte pelo Egito, a leste pelo Mar Vermelho, por onde faz fronteira com a Arábia Saudita, pela Eritreia e pela Etiópia, a sul pelo Quénia, Uganda e República Democrática do Congo e a oeste pela República Centro-Africana, Chade e Líbia. A capital é Cartum.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Sudão

Conhecido na Antiguidade como Núbia, o Sudão é incorporado ao mundo árabe na expansão islâmica do século VII. O sul escapa ao controle muçulmano e sofre incursões de caçadores de escravos. Entre 1820 e 1822, é conquistado e unificado pelo Egito e posteriormente entra na esfera de influência do Reino Unido. Em 1881 eclode uma revolta nacionalista chefiada por Muhammad Ahmed bin' Abd Allah, líder religioso conhecido como Mahdi, que expulsou os ingleses em 1885. Ele morre logo depois e os britânicos retomam o Sudão em 1898. No ano seguinte, a Nação é submetida ao domínio egípcio-britânico. Obtém autonomia limitada em 1953 e independência total em 1956.

Estátua de um rei núbio no Sudão.

O Sudão é hoje o maior país da África, e está em guerra civil há 46 anos. O conflito entre o governo muçulmano e guerrilheiros não-muçulmanos, baseados no sul do território, revela as realidades culturais opostas da Nação. A guerra e prolongados períodos de seca já deixaram mais de 2 milhões de mortos.

A introdução da Sharia, a lei islâmica, causou a fuga de mais de 350 mil sudaneses para países vizinhos. Entre outras medidas, a lei determina a proibição de bebidas alcoólicas e punições por enforcamento ou mutilação.

Atualmente um massacre de imensas proporções está acontecendo no país, segue uma matéria de Johann Hari do "Independent"-“Folha de São Paulo”- "Finalmente, o genocídio no oeste do Sudão está quase terminado". Há um problema, porém: o genocídio está chegando ao fim apenas porque não restam negros para matar ou submeter à limpeza étnica. No esforço para "limpar" o oeste do país de "zurgas" -termo que pode ser traduzido como "crioulos"-, o governo da Frente Islâmica Nacional já exterminou mais de 400 mil deles e expulsou outros 2 milhões de suas casas . As milícias racistas governamentais, conhecidas como Janjaweed, adorariam continuar a matar e devastar, no entanto, os povoados negros já foram todos queimados, e todas as mulheres negras já foram estupradas. O primeiro genocídio do século XXI transcorreu sem transtornos, e os genocidas venceram.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política do Sudão

O Sudão é uma república autoritária onde todo o poder está nas mãos do presidente Omar Hasan Ahmad al-Bashir; ele e o seu partido estão no poder desde o golpe militar de 30 de Junho de 1989.

Desde 2003 que a região de Darfur assiste ao extermínio da população negra, por parte da árabe; este é conhecido como o Conflito de Darfur.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões do Sudão
Mapa político do Sudão.

O Sudão está dividido em 25 estados (wilayat), que por sua vez se dividem em 132 distritos. Os estados são:

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Sudão

O Sudão está situado no norte do continente africano, tendo o mar Vermelho como costa a nordeste (853km). Tem uma área total de 2.505.810 km², sendo desta forma o maior país africano e o décimo do mundo. Faz fronteira com a República Centro-Africana, o Chade, a República Democrática do Congo, o Egipto, a Eritreia, a Etiópia, o Quénia, a Líbia e Uganda.

Os desertos da Núbia e da Líbia tem o clima árido e predominam no norte, enquanto que no sul são as savanas e florestas tropicais que tomam conta da paisagem. O rio Nilo é o principal rio do país, e é fonte de energia eléctrica e de irrigação para as plantações de algodão, principal produto de exportação, ao lado da goma-arábica. A maioria da população vive da agricultura de subsistência e da pecuária.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Sudão
Relógio em Omdurman, a maior cidade do país.

As recentes políticas financeiras e investimento em novas infrastruturas não evitam que o Sudão continue a ter graves problemas econômicos. Desde 1997 que o Sudão tem vindo a implementar medidas macroeconômicas aconselhadas pelo FMI. Começaram a exportar petróleo em 1999; a produção crescente desde produto (atualmente 520.000 barris por dia) deu uma nova vida à indústria Sudanesa, e fez com que o PIB subisse 6.1% em 2003.

Como os Estados Unidos iniciaram sanções com o Sudão desde 1997, suas petrolíferas se retiraram do país neste ano, sendo substituídas por empresas de outros países como a Total (França), KFPC (Kuwait), ONGC (India), Petronas (Malásia) e CNPC (China). A CNPC é controladora do consórcio Greater Nile Petroleum Operating Company (GNPOC), que inclui a Total, a ONG e a Sudapet (estatal Sudanesa). A GNPOC é responsável pela maior parte da produção sudanesa, controlando os blocos 1, 2 e 4.

O Sudão tem um solo muito rico: petróleo, gás natural, ouro, prata, crômio, asbesto, manganês, gipsita, mica, zinco, ferro, chumbo, urânio, cobre, cobalto, granito, níquel e alumínio.

Apesar de todos os desenvolvimentos econômicos mais recentes derivados da produção petrolífera, a agricultura continua a ser o sector econômico mais importante do Sudão. Emprega 80% da força de trabalho e contribui com 39% para o PIB. Este aparente bem estar económico é quase irrelevante; a população vive abaixo da linha de pobreza muito por causa da guerra civil e do clima muito seco.

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Sudão
Vista do tráfego de Cartum, a capital do país.

O censo de 1993 no Sudão, informava que a população na altura era de 25 milhões de habitantes. Desde então não foi feito um censo fiável devido à guerra civil. A ONU estimava em 2006 que a população já atingia os 41 236 378 habitantes. , que corresponde a uma densidade populacional de 16,04 hab./km². As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 34,53%o e 8,97%o. A esperança média de vida é de 58,92 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,503 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,483 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 61 339 000 habitantes. A população metropolitana de Cartum (incluindo os distritos de Cartum, Cartum Bahri e Omdurman) está a crescer rapidamente, 5 a 7 milhões, incluindo os 2 milhões de desalojados oriundos do sul devido à guerra e do oeste e este devido à seca. O Sudão ocupa grande parte da bacia do alto Nilo, desde os contrafortes das Terras Altas da África Oriental até ao Sara. É um imenso país que manifesta influências étnicas e culturais dos países vizinhos. No Norte, as populações são árabes e muçulmanas. No Sul, predominam africanos negros, alguns cristãos mas, na sua maioria, pagãos que conservam os seus dialectos tribais. Entre as tribos do Sul incluem-se os Dinkas, os Nuers (um dos povos de estatura mais elevada do mundo, medindo muitos homens mais de 2 m de altura), os Shilluks, os Baris e os Azandes. No conjunto da população, os principais grupos étnicos são os árabes sudaneses (49%), os Dinkas (12%), os Núbios (8%), os Bejas (6%), os Nuers (5%) e os Azandes (3%). A religião predominante é o islamismo sunita (72%), seguido das crenças tradicionais (17%) e do cristianismo (11%). A língua oficial do Sudão é o árabe.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Sudão

O Sudão é predominantemente muçulmano; aproximadamente 75% da população está ligada ao Islão, enquanto que entre 15-20% veneram deuses indígenas, e 5% da população é cristã (principalmente no sul do país).

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de Janeiro Dia nacional Independência do Sudão
27 de Março Dia da Unidade Comemoração do acordo de Adis Abeba em 1972
(Varia segundo o calendário lunar) Tabaski ou Aïd el-Kebir Fim do mês do Ramadão
25 de Dezembro Natal Nascimento de Jesus Cristo

[editar] Ver também


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