Suíones

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A Suécia no séc XII, antes da incorporação da Finlândia durante o séc XIII
  Suíones.
  Gutas.
Um mapa do Reino dos Sveas - Svea rike - ca. 1020.

Os suíones[nota 1] (em sueco: svear;[1] em nórdico antigo: svíar; em anglo-saxão: Sweonas; em latim: Suiones, Suehans ou Sueones) ou suiões[2] foram uma antiga tribo germânica que vivia na Escandinávia.[3] A sua base territorial estava principalmente situada na região histórica da Svealand ("Terra dos Sveas"), em particular na província histórica da Uppland.

O historiador romano Tácito designou-os de Suiones[4] no século I, e o historiador bizantino Jordanes apelidou-os de suehans e de suetidi[5] no século VI.

A sua base territorial estava principalmente situada na região histórica da Svealand ("Terra dos Sveas"), em particular na província histórica da Uppland, e ainda na Västmanland e na Södermanland. [6]

Com a expansão do poder de seus reis, o Domínio dos Sveas (Sveaväldet)[7] - acabou por dar forma ao Reino dos Sveas (Svea rike)[8] - originando o atual Reino da Suécia (Sverige).

Orígens históricas[editar | editar código-fonte]

  A ilha de Gotlândia.
  A cultura Wielbark, no início do séc III.
  A cultura Chernyakhov, no início do séc IV.

Os suíones habitavam a região de Svealand, no centro-sul da Suécia de hoje. Inicialmente, estavam confinados à Uppland, mas foram sucessivamente alargando a sua esfera a Västmanland, Södermanland, Gästrikland, Uppland e Närke.
A tribo tinha como centros principais Gamla Uppsala, Helgö, Birka e Sigtuna. A pouco e pouco, a cidade de Uppsala tornou-se o centro político e religioso da Suécia durante a Idade Média.[9]

A primeira menção a este povo foi feita pelos historiadores romanos, notando Tácito em sua Germania que os suíones eram uma tribo poderosa, cujos reis eram considerados descendentes do deus Frey.

Durante a Era Viking foram a base dos varegues ou Rus, que dariam à Rússia o seu nome.

Os reis suíones são considerados os primeiros monarcas da Suécia, e os habitantes de Svealand gozavam de um estatuto de semi aristocracia dentro do reino, e não tinham que pagar tributo ao rei, exceto ovelhas e suprimentos aos soldados em tempos de guerra, ao contrário dos geats e gutas, que pagavam impostos.
Estes privilégios foram obtidos pelos suíones depois que eles derrotaram os Geats, durante a era Vendel, segundo descrições apontadas em sagas e lendas, como no antigo Beowulf inglês, que menciona as famosas batalhas de gelo e Bråvalla, muito citadas na Danorum Gesta de Saxo Grammaticus.

Este privilégio foi abolido após a Batalha de Sparrsätra, ocorrida em meados de século XIII, refletindo a oposição entre os 'Geats ou góticos, e os Suiones ou suecos, por outro.

Suíones, os godos da Escandinávia e a Suécia[editar | editar código-fonte]

Não se sabe como foi o processo de unificação entre os suíones e os godos da Escandinávia. Não há documentos contemporâneos, e as fontes históricas existentes são tardias e estrangeiras.

Antigamente pensava-se que o processo tinha sido violento, caracterizado por hostilidades entre suíones e godos. Hoje em dia, os historiadores inclinam-se para uma integração fundamentalmente pacífica, com um ou outro conflito armado, mas principalmente através de relações comerciais, casamentos, influência do cristianismo. [10]

Quando e como teve lugar a fundação do estado sueco, quem foi o primeiro rei, são duas perguntas sem resposta definitiva, embora hajam opiniões e conjeturas mais ou menos fundamentadas. [11] [12] [13]

Referências históricas aos suíones[editar | editar código-fonte]

O historiador romano Tácito, no século I, cita os Suiones na sua obra Germania. [14] [15]

O historiador bizantino Jordanes, no século VI, refere os Suehans e os Suetidi na sua obra Getica. [16] [17]

Nas sagas islandesas dos séculos IX e X, são citados os Svia. [18]

O historiador alemão Adão de Bremen, no séculos XI, aponta os Sueones na sua obra Gesta Hammaburgensis Ecclesiae Pontificum. [19]


Ver também[editar | editar código-fonte]

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  • Cultura germânica primitiva

Notas

  1. O nome suíones equivale ao (em inglês) Swedes e (em sueco), (em neerlandês) e (em alemão) Svear

Referências

  1. Sverige, språkv. em Nordisk familjebok Consultado el 8 de mayo de 2011 (em espanhol)
  2. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, verbete "suião".
  3. Svear (em sueco) Enciclopédia Nacional Sueca. Visitado em 8 de maio de 2014.
  4. Svioner (em sueco) Enciclopédia Nacional Sueca. Visitado em 8 de maio de 2014.
  5. Elias Wessén. Nordiska folkstammar och folknamn : en översikt (em sueco) Journal of Swedish Antiquarian Research Fornvännen. Visitado em 8 de maio de 2014.
  6. Sveriges historia : koncentrerad uppslagsbok, fakta, årtal, kartor, tabeller (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006-09. Capítulo Vendeltiden (cirka 550 e. Kr.-cirka 800 e. Kr.). 27 pp. ISBN 9789151846668.
  7. Lindström, Henrik; Fredrik Lindström. Svitjods undergång och Sveriges födelse (em sueco). Estocolmo: Bonnier, 2006. Capítulo Vad fanns innan Sverige kom till?. 315 pp. p. 29. ISBN 91-0-010789-1. Visitado em 8 de maio de 2014.
  8. Svea rike (em sueco) Enciclopédia Nacional Sueca. Visitado em 8 de maio de 2014.
  9. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo Järnåldern. 26-29 pp. ISBN ISBN 91-518-4666-7.
  10. Pontus Fahlbeck. Inga belägg för motsättningar mellan Svear och Götar (em sueco) Kulturbilder. Visitado em 8 de maio de 2014.
  11. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo Forntiden. 38 pp. ISBN ISBN 91-518-4666-7.
  12. LARSSON, Hans Albin. Boken om Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Forum, 1999. Capítulo Medeltiden. 344 pp. p. 49-57. ISBN 9789137114842. Visitado em 9 de maio de 204.
  13. Örjan Martinsson. Svenska kungar (em sueco) Tacitus.nu. Visitado em 8 de maio de 2014.
  14. Örjan Martinsson. Germania (em sueco) Tacitus.nu. Visitado em 8 de maio de 2014.
  15. Johansson Inger E. Från Tacitus till Tâhirs ruser (em sueco) norah4history: European and Scandinavian History from 400 AD. Visitado em 8 de maio de 2014.
  16. Elias Wessén. Nordiska folkstammar och folknamn (em sueco) Fornvännen – Journal of Swedish Antiquarian Research. Visitado em 8 de maio de 2014.
  17. Örjan Martinsson. Germania (em sueco) Tacitus.nu. Visitado em 8 de maio de 2014.
  18. Lars Bägerfeldt. Isländsk Annalistik (em sueco) Forna Götar och Svear. Visitado em 8 de maio de 2014.
  19. Örjan Martinsson. Hälsingland enligt Adam av Bremen (em sueco) Tacitus.nu. Visitado em 8 de maio de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Larsson, Mats G (2002). Götarnas Riken: Upptäcktsfärder Till Sveriges Enande. Bokförlaget Atlantis AB ISBN 978-91-7486-641-4 (em alemão)
  • Jordanes, De origem actibusque Getarum
  • PT Setälä: Sampo Mistério (1932)
  • SKS: origem finlandesa de palavras (2000)
  • MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia: koncentrerad uppslagsbok - fakta, årtal, kartor, tabeller (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo Järnåldern. ISBN ISBN 91-518-4666-7.