Sukhoi PAK FA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde janeiro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Sukhoi Pak FA
Descrição
Fabricante Sukhoi/Rússia
Entrada em serviço 2018 (estimado)[1]
Missão Caça de 5ª geração multifuncional
Tripulação 1 Piloto
Dimensões
Comprimento 22,0 m
Envergadura 14,2 m
Altura 6,05 m
Peso
Peso total 26.000 kg
Peso bruto máximo 37.000 kg
Propulsão
Motores 2 x Saturno-Lyulka AL-41F turbofan
Força (por motor) 100 kN (com pós combustão: 160 kN) kN
Performance
Velocidade máxima 2.527 km/h
(Mach
2,5
Alcance 4.000 a 5.500 km
Teto máximo 20.000 m
Relação de subida 21000 m/min
Armamento
Metralhadoras 2 x canhões internos de 30 mm
Mísseis/Bombas R-77 Adder, FAB500
Concorrente Direto: F-22 Raptor

O Sukhoi PAK FA é um caça russo de quinta geração sendo desenvolvido pela Sukhoi para a Força Aérea Russa. O Sukhoi T-50 é um protótipo para o PAK FA.[2] O PAK FA é um dos poucos tipos de avião de combate com tecnologia stealth no mundo, sendo projetado para rivalizar com o estadunidense F-22 Raptor em todos os aspectos.[3]

O projeto PAK-FA é a iniciativa russa e indiana de construir um caça de Quinta Geração que envolve as três maiores fabricantes russas: Mikoyan, Yakovlev e Sukhoi. "PAK" significa "Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi", ou seja, "Futuro Complexo Aéreo para as Forças Aéreas Tácticas".

O PAK FA deverá substituir os aparelhos MiG-29 e Su-27 ainda em serviço em grandes números na Força Aérea Russa e deverá ter o seu primeiro voo em finais de 2010, entrando em serviço algures entre 2015 e 2018.

O projeto iniciou-se no final da década de 1980, ainda durante a existência da União Soviética e, ao desafio do governo, responderam as fábricas Sukhoi com o Su-47 e a Mikoyan com o Project 1.44. Em 2002, o Governo Russo decidiu que a Sukhoi seria a empresa líder que conduziria o projeto e que definiria a concepção final do aparelho. Foi acertado também que a aeronave a ser desenvolvida deveria incluir tecnologia das duas propostas.

Pouco se sabe do projeto PAK-FA, mas é provável que deverá incluir tecnologia furtiva, ser muito rápido e com capacidade de voar em supercruzeiro (possibilidade de alcançar velocidades supersônicas sem precisar de pós-combustão). Além disso, deverá ser capaz de operar mísseis ar-ar, ar-terra e ar-mar mais sofisticados, assim como possuir um radar AESA. A propulsão estará a cargo de um motor AL-41F ou de sua variante mais avançada.

Em 17 de outubro de 2007, a Índia assinou um protocolo com a Rússia, tornando-se a primeira parceira internacional do programa, conforme anunciou o jornal russo[4] .

Em 12 de dezembro de 2007, a revista Asas divulgou uma oferta da Rússia ao Brasil da possibilidade de se tornar parceiro do Programa PAK-FA[5] . Em 15 de abril de 2008, foi noticiado que o Brasil assinaria o acordo de cooperação mútua com a Rússia para o desenvolvimento em conjunto de um caça de 5ª geração[6] . Esse caça possivelmente seria o PAK-FA, ou uma versão avançada do SU-27 Flanker, com desenho de redução de RCS e maior envergadura, aumentando o número de cabides sob as asas, a fim de carregar mais mísseis de combates aéreos. Em 2009, o Ministro da Defesa Nelson Jobim anunciou a saída do Brasil no projeto PAK-FA, o substituindo pelo vencedor do programa FX-2.

Em 2010 começaram os primeiros voos: serão necessários vários anos, até mesmo uma década, para que esteja em condições reais de uso.

Brasil no projeto PAK-FA T-50[editar | editar código-fonte]

Sukhoi T-50

Algumas notícias vinculadas na internet deram a entender que o Governo brasileiro haveria assinado com a Rússia um acordo para a construção conjunta de uma aeronave de combate de 5ª geração, que deveria ser desenvolvida pelas empresas Sukhoi russa, Hindustan Aeronautics Limited indiana e Embraer brasileira. O acordo também previa que as empresas brasileiras Embraer e a Avibras seriam as responsáveis pela montagem dos caças no Brasil.

O projeto era visto como bastante importante para o Brasil. Poderia significar um grande avanço na indústria bélica nacional, uma vez que substituiria as atuais aeronaves da FAB, consideradas obsoletas, por outras, com aviônica avançada e melhor manobrabilidade. Entretanto, o Brasil, na época liderado pelo presidente Lula, optou, em um acordo secreto com o presidente francês Sarkozy, por comprar caças Rafale da Dassault.

"O Brasil está oficialmente fora do projeto PAK-FA". A recente viagem do presidente russo Dmitri Medvedev ao Brasil ocorrida em 25 de novembro de 2008 não resultou na assinatura de nenhum acordo relacionado ao projeto.[7] O Comandante da Força Aérea brasileira, Juniti Saito, justificou: "Não quero denegrir a imagem do Sukhoi, mas o projeto não se encaixou nas nossas necessidades."[7] A Força Aérea brasileira alega que a exclusão dos aviões da Sukhoi ocorreram pela falta de comprometimento em repassar tecnologia. Contudo, o Itamaraty e fontes russas alegam o contrário, que a venda dos aviões Su-35 para o Projeto FX-2 não só resultaria na transferência de tecnologia, como também incluiria o Brasil no desenvolvimento do projeto PAK-FA.[8]

Em outubro de 2013, uma delegação russa voltou ao Brasil para tentar fechar um acordo para retomar o projeto do PAK-FA no Brasil nos moldes antigos. Aparentemente isso foi motivado pela aproximação do Brasil com as empresas bélicas da Rússia, e o recente escândalo de espionagem de empresas Brasileiras pelos norte-americanos. Fontes asseguram que, como não mais se poderia alterar a licitação de caças FX-2, que concluiu pela vitória do caça Saab JAS 39 Gripen NG, seria retomado tal acordo com os russos sobre o T-50.[9]

Características gerais (estimativa)[editar | editar código-fonte]

Diagrama
  • Tripulação: 1 pilotos
  • Comprimento: 27.0 m (72 pés 2 pol)
  • Envergadura: 14.2 m (46 pés 7 pol)
  • Altura: 6,05 m (19 pés 10 pol)
  • Área da asa: 78.8 m² (848 pés²)
  • Peso vazio: 18.500 quilogramas (40.786 libras)
  • Peso carregado: 34.000 quilogramas (57.320 libras)
  • Carga útil: 9.500 quilogramas (20.535 libras)
  • Peso de decolagem máximo: 37.000 quilogramas (81.571 libras)
  • Motores: 2× Saturn-Lyulka AL-41F turbofan
  • Empuxo seco: 9.800 kgf (21.605 lbf) cada um
  • Empuxo com pós-combustão: 15.500 kgf (34.172 lbf) cada um

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Velocidade máxima: Mach 2.5 na altura (2.527 km/h, 1.586 mil/h)
  • limites de carga G: +10 a +11 pés/s² de m/s² de g (+98.1 a +107.9, +321.7 a +353.9)
  • Velocidade do cruzeiro: 1.300 km/h (807.8 mil/h)
  • Alcance: 4.000 a 5.500 quilômetros (2.485 a 3.418 milhas)
  • Teto de serviço: 20.000 m (65.617 pés)
  • Taxa da subida: 350 m/s (68.898 pés/min)
  • Carregamento da asa: 470 kg/m² (96.3 libra/pés²)
  • Empuxo/peso: 0.84 (sem pós combustão)
  • Empuxo/peso mínimo com pós combustão: 1.19
  • Exigência do comprimento da pista de decolagem: 350 m (1.148 pés)
  • Resistência: 3.3 horas (198 min)

Armamento[editar | editar código-fonte]

  • 1 canhão interno de 30 milímetros (provavelmente um GSh-30-1) e 4 pontos duros em baías internas centrais, sendo dois lado a lado na frente, e mais dois lado a lado mais atrás.

Aviônicos[editar | editar código-fonte]

  • Radar: N050(?)BRLSAESA/ PESA (realce de IRBIS-E) em SU-35
  • Freqüência: 3 milímetros (0.118 pol)
  • Diâmetro: 0.7 m (2 pés 4 pol)
  • Alvos: 32 seguidos, 8 acoplados
  • Escala: 400 quilômetros (248 milhas)
  • Epr: 3 m² (32.3 ft²) em 160 quilômetros (99.4 milhas)
  • RCS: 0,01 m² em 90 quilômetros (55 milhas)
  • Azimute: +/−70°, +90/−50°
  • Potência: 5.300 W
  • Peso: 65 a 80 quilogramas (143 a 176 libras)

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre aviação, integrado ao Projeto Aviação, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.