Sukhoi Su-7

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Sukhoi Su-7
Descrição
Fabricante Sukhoi,  União Soviética
Entrada em serviço 1959
Missão caça bombardeiro/ ataque ao solo
Tripulação 1 (2 em versões de treinamento)
Dimensões
Comprimento 16,80 m
Envergadura 9,31 m
Altura 4,99 m
Área (asas) 34 m²
Peso
Tara 8937 kg
Peso total 13570 kg
Peso bruto máximo 15210 kg
Propulsão
Motores 1 x Lyulka AL-7 F-1 turbo com pós combustor
Força (por motor) 94,1 (com pós combustor) kN
Performance
Velocidade máxima 2150 km/h
Alcance 1650 km
Teto máximo 17600 m
Relação de subida 160 m/s
Armamento
Metralhadoras 2 x canhões Nudelman-Rikhter NR-30
Notas
Até 2000 kg de bombas em seis pontos de fixação e 2 tanques sobressalentes de 600 ou 950 l sob a fuselagem

O Sukhoi Su-7 (Fitter-A, segundo designação da OTAN/NATO) foi uma aeronave supersônica desenvolvida pela União Soviética em meados da década de 1950. Planejado para atuar como interceptador , seu desempenho ficou aquém do esperado, obrigando os soviéticos a utilizá-lo como caça bombardeiro e aeronave de ataque ao solo onde se consagraria como a principal aeronave soviética de sua categoria na década de 1960. Apesar de suas deficiências (alcance curto e pouca capacidade de transporte de armas), foi exportado para 10 países e empregado em vários conflitos onde se mostrou robusto e confiável. A Coréia do Norte é o único operador atual do Su-7, com 18 aeronaves operacionais.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Su-7[editar | editar código-fonte]

Após ser fechado em 1949, o escritório de projetos Sukhoi foi reaberto em março de 1953 com a missão de projetar e desenvolver uma aeronave supersônica para interceptação e superioridade aérea. A aeronave projetada utilizava o motor Lyulka AL-7 F-1 turbo com pós combustor, asas com enflechamento de 60º, estabilizador horizontal com superfícies móveis (sendo a primeira aeronave soviética à jato a empregar esse tipo de estabilizador) e um assento ejetável projetado pela própria Sukhoi.[2]

O primeiro protótipo, batizado S1, voou em 7 de setembro de 1955. Tripulado pelo piloto de testes AG Kochetkov, a aeronave realizou 11 voos de teste. Em um deles, realizado em abril de 1956, o S1 atingiu a velocidade máxima de 2170 km (Mach 2,04) e bateu o recorde de velocidade para protótipos soviéticos. Após a análise dos resultados dos testes, foram realizados aprimoramentos aerodinâmicos, resultando na criação do protótipo S2. O protótipo S1 teve um fim trágico, sendo destruído em um acidente em 23 de novembro de 1956. A queda da aeronave vitimou o piloto e atrasou o desenvolvimento do programa do Su-7.[2]

Com base no protótipo S2, foram construídas 132 aeronaves entre 1957 e 1960. Denominado Sukhoi Su-7, o novo avião entrou em serviço na Força Aérea Soviética em 1959. O desempenho ruim do Su-7 como interceptador obrigou a retirada da aeronave da linha de frente.[2]

Su-7B[editar | editar código-fonte]

Buscando um substituto para o obsoleto Ilyushin Il-10, a Frontovaya Aviatsiya (divisão de aviação tática soviética) solicitou ao escritório Sukhoi o desenvolvimento de uma aeronave de ataque ao solo. Em meados de 1958 surgiu o protótipo S-22, que recebeu reforço estrutural para operar em alta velocidade e baixa altitude. Após seu primeiro voo, realizado em março de 1959, a aeronave (denominada Su-7B) foi introduzida na força aérea soviética em 1961.[3]

Em operação[editar | editar código-fonte]

Cauda de um Su-7 egípcio derrubado pelas Forças de Defesa de Israel em outubro de 1973.

Após entrar em serviço nas forças soviéticas, o Su-7 foi exportado para a Tchecoslováquia, Polônia, Egito, Iraque, Síria, Índia, Coréia do Norte, Argélia e Afeganistão.

Guerra dos Seis Dias[editar | editar código-fonte]

O Egito recebeu 14 Su-7. Todos foram destruídos em solo pela aviação militar de Israel durante a Operação Focus.

Guerra de atrito[editar | editar código-fonte]

Após a guerra dos Seis Dias, a União Soviética reabasteceu o Egito com 185 Su-7 BMK, incluindo versões de reconhecimento e treinamento. Os Su-7 foram fundamentais nos ataques contra as colunas blindadas de Israel estacionadas no Sinai. Durante a Operação Boxer, Israel atacou as defesas egípicias na região do Canal de Suez. A Força Aérea do Egito enviou MiG’s 21 e Sukhoi Su-7 para interceptá-los. Durante o combate que se seguiu 2 jatos israelesense foram abatidos mas 2 Su-7 e 6 MiG’s foram derrubados.

A Síria recebeu 25 Su-7 e os empregou em combates nas Colinas de Golã. A maior parte das aeronaves foi abatida pela Força Aérea de Israel.

Guerra Indopaquistanesa de 1971[editar | editar código-fonte]

O Su-7 encontrou melhor sorte no teatro de guerra indopaquistanês. Durante a Guerra de 1971, a Índia empregou maciçamente a aeronave soviética em ataques ao solo, contra as colunas de blindados do Paquistão e na interceptação de aeronaves paquistanesas.[4]

A Força Aérea da Índia realizou 1500 missões com o Su-7.[4]

Guerra do Yom Kippur (1973)[editar | editar código-fonte]

A Força Aérea do Egito empregou o Su-7 em missões de ataque ao solo, com destaque para missões anti-tanque. Na Batalha de Chinese Farm, os Su-7 destruíram vários tanques e retardaram o avanço das colunas de blindados de Israel. [5]

Guerra do Afeganistão (1979-1999)[editar | editar código-fonte]

A União Soviética forneceu 60 Su-7 em 1972. As aeronaves equiparam o 321º Regimento Aéreo da Força Aérea do Afeganistão, sediado na Base Aérea de Bagram. Com a invasão soviética do Afeganistão, os SU-7 foram empregados em missões de ataque ao solo. Em meados da década de 1980, somente 25 aeronaves estavam operacionais enquanto que as demais foram aposentadas por obsolência e substituídas por modelos mais recentes como os Su-17/20/22. Após a retirada soviética, a manutenção das aeronaves se tornou cada vez mais deficiente e a posterior guerra civil destruiu recursos e provisões da Força Aérea Afegã, que acabou extinta em meados da década de 1990. As aeronaves foram capturadas por forças do Taleban e usadas de forma reduzida até a retirada de serviço ocorrida em 1999.[6]

Utilizadores[editar | editar código-fonte]

Em azul, atual utilizador do Su-7. Em vermelho os ex utilizadores do Su-7.

Ex utilizadores[editar | editar código-fonte]

  •  Egito - 1967-meados dos anos 1980

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GUNSTON, Bill; Guia de armas de guerra - Caças e aviões de ataque modernos; Londres, Salamander Books, 1980; republicado pela editora Nova Cultural, São Paulo 1986, pp 32-33. ISBN 0-86101-163-5
  • NIJBOER, Donald and PATTERSON, Dan . Cockpits of the Cold War. Eden Prairie, Ontario: The Boston Mills Press, 2003. ISBN 1-55046-405-1.
  • WHEELER, Barry C. The Hamlyn Guide to Military Aircraft Markings. London: Chancellor Press, 1992. ISBN 1-85152-582-3.

Referências

  1. Order of Battle - North Korea MilAvia Press. Visitado em 20 de agosto de 2013.
  2. a b c Museum Sukhoi. Visitado em 20 de agosto de 2013.
  3. GREEN, William and SWANBOROUGH, Gordon. 'The Great Book of Fighters'. [S.l.]: MBI Publishing, 2001. ISBN 0-7603-1194-3.
  4. a b Pushpindar Singh Chopra (1983). A whale of a fighter: the SU-7 in IAF service A Whale of a Fighter - Republicado por Bharat Rakshak. Visitado em 15 de novembro de 2013.
  5. Egyptian Air Force Egypt Daily News. Visitado em 15 de novembro de 2013.
  6. Afghanistan - Air Force- Introduction GlobalSecurity. Visitado em 11 de agosto de 2013.
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