Papa
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Papa (do latim papa ou pappa, "papá" ou "papai", "tutor", derivado por sua vez do grego πάππας, páppas, forma afetuosa de "pai") é o título dado ao chefe supremo da Igreja Católica, Bispo e Patriarca de Roma, e também chefe do Estado do Vaticano e da Igreja Latina ou Ocidental. O Papa, considerado o Sucessor de S. Pedro e vigário de Cristo, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. Nos primórdios da Igreja, os sucessores de São Pedro denominavam-se apenas Bispos de Roma. Quando referido como cargo eclesiástico, surge como Sumo Pontífice, o maior dignitário.
O Papa formalmente tem os títulos de Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaz de Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servo dos Servos de Deus, embora no direito canônico seja apenas referido como Pontífice Romano. O Papa Bento XVI renunciou ao título de "Patriarca do Ocidente" da lista dos apelativos papais do anuário pontifício de 2006. O pronome de tratamento próprio e exclusivo do Papa é "Sua Santidade"
A eleição de um Papa é feita através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos num conclave. Em teoria, qualquer homem baptizado pode ser eleito para Papa, embora se escolha sempre um dos Cardeais. O cargo é vitalício e, até agora, apenas o Papa Celestino V resignou quando se retirou para um convento.
O Papa é auxiliado pela Cúria Romana, no governo da Igreja Católica. A presença tradicional do Papa em Roma não obriga a que o Papa resida na cidade. Tal aconteceu quando, entre 1309 e 1378, a residência papal se estabeleceu em Avinhão (Avignon, sul de França).
O atual Papa, o alemão Joseph Ratzinger, detém o nome de Bento XVI e foi eleito em 19 de abril de 2005.
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[editar] Papel político
A antiguidade do estatuto secular e de condução de assuntos de estado do Papa é demonstrada já na confrontação do Papa Leão I com Átila em 452 e aumentou substancialmente em 754, quando o líder dos francos Pepino, o Breve doou ao Papa um território que formaria a base dos futuros Estados Papais. No ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador, passo decisivo no caminho para o Sacro Império Romano. Desde essa data tornou-se uma tradição a coroação dos Imperadores pelo Papa, até Carlos V. Napoleão Bonaparte fez reviver essa tradição fazendo-se coroar do mesmo modo.
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Conjuntamente com a posição do Papa como regente territorial e príncipe da Cristandade (especialmente proeminente com os Papas da Renascença como Alexandre VI e Júlio II), e como líder espiritual do Sacro Império Romano (mais relevante com Papas como Gregório VII e Alexandre III), o Papa, como Supremo Pontífice, tem autoridade política e temporal. Alguns dos exemplos ao longo da história são a bula Laudabiliter em 1155 (que autoriza Henrique II de Inglaterra a invadir a Irlanda), a bula Manifestus Probatum que reconhece a independência de Portugal, a bula Inter Caeteras em 1493 (que conduz ao Tratado de Tordesilhas no ano seguinte, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha) ou a bula Inter Gravissimas de 1582 (que estabelece o calendário gregoriano, actualmente em uso).
Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.
Até 1870 a autoridade temporal do Papa exercia-se sobre um território no centro da Itália, denominado Estados Papais ou Estados Pontifícios, muito mais vasto do que o pequeno estado do Vaticano de hoje.
[editar] Origem alternativas do nome Papa
Diz-se ainda que a palavra Papa possa ter se originado de uma das duas teorias abaixo[1]:
- Petri Apostoli Potestantem Accipiens ("o que recebe o poder do apóstolo Pedro");
- a união das primeiras sílabas destas palavras latinas:
- Pater ("Pai")
- Pastor ("Pastor").
[editar] Papel religioso
O Papa dispõe, para os católicos, da Suprema Autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e preside as cerimônias de beatificação ou canonização, e à nomeação de Cardeais. Ao Papa cabe expedir mandato para a Sagração de Bispos no mundo todo e nenhum bispo pode sagrar outro bispo sem sua aprovação. O Concílio do Vaticano I de 1869-1870 definiu o dogma da "Infalibilidade Papal", pelo qual os pronunciamentos solenes ("ex-catedra") do Papa a respeito da fé e da moral não apresentam possibilidade de erro. Desde que foi estabelecida, a infalibilidade papal foi usada diversas vezes, sendo a mais conhecida a definição da Assunção da Santíssima Virgem Maria de corpo e alma ao céu pelo Papa Pio XII, nos anos 50. Muitos Papas foram canonizados santos no decorrer da história.
[editar] Papa Segundo o Catecismo da Igreja Católica
"O Papa, Bispo de Roma e Sucessor de S. Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder, pleno, supremo, imediato e universal".(Catecismo da Igreja Católica)
[editar] Referências
- ↑ Edição especial do Correio da Manhã - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo I, "Como se elege o Santo Padre", página 22, ano 2005.
[editar] Ver também
[editar] Lista de Papas
Entre os sucessores de São Pedro foram eleitos:
- 212 italianos
- 17 franceses
- 11 gregos
- 6 sírios
- 6 alemães
- 3 espanhóis
- 3 norte-africanos
- 2 da antiga Dalmácia
- 2 portugueses
- 1 inglês
- 1 holandês
- 1 cretense
- 1 polaco/polonês.
[editar] Outras classificações
- Lista sucessória dos Papas
- Lista de papas ordenados alfabeticamente
- Lista dos pontificados mais longos


