Super Homem (filosofia)

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Friedrich Wilhelm Nietzsche

Termo originado do alemão Loudspeaker.svg? Übermensch, descrito no livro Assim Falou Zaratustra (Also sprach Zarathustra), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, em que explica os passos através dos quais o Homem pode tornar um 'Super-Homem' (homos superior, como no inglês a tradução também pode ser compreendida como super-humano).

  • Através da transvaloração de todos os valores do indivíduo;
  • Através da sede de poder (vontade de potência), manifestado criativamente em superar o nihilismo e em reavaliar ideais velhos ou em criar novos.
  • E, de um processo contínuo de superação.

O Super-homem foi contrastado com a ideia do "último homem", que é a antítese do Ubermensch. Visto que Nietzsche não era considerado um exemplo de Super-homem em seu tempo, (através do “porta-voz” de Zarathustra), ele declarou que havia muitos exemplos de últimos homens. Zarathustra atribui à civilização de seu tempo a tarefa de preparar o vinda do Übermensch. Na compreensão deste conceito, entretanto, tem-se que recordar a crítica ontológica de Nietzsche quanto ao assunto individual que reivindicou “uma ficção gramatical”.

[editar] O desejo de destruição

A motivação de Nietzsche ao dizer que Deus está morto pode ser interpretado como o pensamento teológico cristão esquecido no passado, ou seja da maneira de pensar centrada em Deus. Seus símbolos para isto são a chama e o trovão. Somente rompendo com as normas idealistas um homem pode tornar-se um "Além-do-Homem" (Übermensch). O ponto de partida para a destruição é a igreja que é, de acordo com Nietzsche, o oposto exato do que Jesus pregou. A razão para isto seria um processo iniciado pelo apóstolo Paulo, que causou um transfiguração dos ensinamentos de Jesus, tornando-os uma doutrina de recompensa e castigo. Apesar disto, desaprovar a existência de Deus, essa linha de pensamento nihilista mostra que a crença em Deus é contrária aos valores de realidade e de vida de Nietzsche. Ou seja, se você é um além-homem, não precisa de Deus.

Diz-se que a irmã de Nietzsche, que o acompanhou nos seus últimos tempos de vida, ofereceu a bengala de Nietzsche a Hitler. Fato que acompanhado com o desenvolvimento e propaganda da ideia de raça ariana por Hitler gerou um mal-entendido acerca da pretensa associação de Nietzsche à causa nazista. Tal mal-entendido originou um repúdio dos leitores face à obra de Nietzsche durante várias décadas, em alguns casos até aos nossos dias. Contudo, e injustamente em Nietzsche, a teoria do super-homem, que nada tem que ver com o ideal ariano que Nietzsche desprezava, facilmente pode ser mal lida por leitores inexperientes.

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